{"id":5990,"date":"2008-06-27T12:11:46","date_gmt":"2008-06-27T15:11:46","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/06\/27\/dino-sani-gastava-o-lado-externo-da-chuteira\/"},"modified":"2008-06-27T12:11:46","modified_gmt":"2008-06-27T15:11:46","slug":"dino-sani-gastava-o-lado-externo-da-chuteira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=5990","title":{"rendered":"Dino Sani gastava o lado externo da chuteira"},"content":{"rendered":"<p>Meus amigos, vi Dino Sani jogar no Corinthians no Parque S\u00e3o Jorge, Pacaembu e Morumbi.  Vi formar dupla de meio de campo, ao longo de tr\u00eas anos,   com Luisinho,  Rivelino e Nair. Tinha uma categoria acima da m\u00e9dia. Quando ele tocava uma bola jamais batia de &#8221; chapa &#8221;  , usava o peito do p\u00e9. Para quem batia de chapa como eu, comecei tentar imitar o Dino Sani. No come\u00e7o espirrava bola pra tudo quanto \u00e9 lado. Mas depois acaba pegando um pouco o jeito e come\u00e7a a ficar estranho bater de chapa. Mas \u00e9 muito mais dif\u00edcil.<br \/>\nOutra coisa que enchia os olhos da gente era quando ele &#8220;matava&#8221; a bola no peito. A bola morria ali mesmo e quando descia aos p\u00e9s com certeza seus passes tinham endere\u00e7o certo.  Mas o que dizer de quem recebi a bola? As vezes, quase sempre,  quem recebia n\u00e3o tratava a pelota com o mesmo carinho.<br \/>\nA seguir um pequeno relato de sua carreira (GE Net) com algumas rel\u00edquias de fotos  que ele gentilmente cedeu ao site do Milton Neves.<br \/>\nGilberto Maluf<\/p>\n<p>Clubes onde Dino jogou<br \/>\n1950-1951: Palmeiras-SP<br \/>\n1951: XV de Ja\u00fa-SP<br \/>\n1952-1953: Commercial-SP<br \/>\n1954-1959: S\u00e3o Paulo FC-SP<br \/>\n1959-1961: Boca Juniors &#8211; Argentina<br \/>\n1961-1964: Milano AC &#8211; It\u00e1lia<br \/>\n1965-1968: Corinthians-SP<\/p>\n<p>T\u00edtulos por equipe  Campeonato Paulista: 1957<br \/>\nCopa do Mundo: 1958<br \/>\nCampeonato Italiano: 1963<br \/>\nLiga dos Campe\u00f5es da Europa: 1963<br \/>\nTorneio Rio &#8211; S\u00e3o Paulo: 1966<\/p>\n<p>Exce\u00e7\u00e3o feita ao Palmeiras, clube no qual come\u00e7ou a carreira, em 1950, Dino foi um dos jogadores de destaque em todas as equipes por que passou. No time do Parque Ant\u00e1rtica, ainda muito jovem, n\u00e3o teve espa\u00e7o em um elenco recheado de craques, como Humberto Tozzi. &#8220;Al\u00e9m dele, havia Valdemar Fiume, Aquiles, Lula, Rodrigues e Jair da Rosa Pinto&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>Com tantos bons jogadores, o Alviverde decidiu emprestar o atleta de 18 anos ao XV de Ja\u00fa.<br \/>\n[img:Dino_no__XV_de_Ja__.jpg,resized,vazio]<br \/>\nConfira Dino em sua \u00e9poca de XV de Ja\u00fa. Em p\u00e9: Louren\u00e7o, Cl\u00f3vis, Serv\u00edlio, Grita, Rui e Gengo. Agachados: ponta n\u00e3o identificado, Du\u00edlio, Am\u00e9rico Murolo, Dino Sani e Itamar.<\/p>\n<p>Ele voltou no ano seguinte e foi vendido para o saudoso Comercial da Capital, onde passou duas temporadas. Sua classe e toque de bola n\u00e3o passaram despercebidos e, em fevereiro de 1954, era contratado pelo S\u00e3o Paulo.<br \/>\n[img:Dino_no_Comercial_da_Capital.jpg,resized,vazio]<br \/>\nEsta foto \u2013 do ent\u00e3o badalado profissional Viotti \u2013 tamb\u00e9m \u00e9 sensacional e rar\u00edssima: Dino Sani no ataque do saudoso Comercial da capital! O primeiro em p\u00e9 \u00e9 Alan, que iria para o Corinthians, e Gino Orlando faz dupla de \u00e1rea com o ent\u00e3o topetudo Dino Sani.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o no Tricolor era dif\u00edcil: substituir Jos\u00e9 Carlos Bauer. Dino Sani, no entanto, a cumpriu com tranq\u00fcilidade. Ainda hoje, os torcedores mais velhos lembram do m\u00e9dio-volante como um dos melhores meio-campistas a vestir a camisa do clube do Morumbi. &#8220;Em 1957, ganhamos o Campeonato Paulista com um time fant\u00e1stico&#8221;, recorda.<br \/>\n[img:Dino_faz_gol_no_Maracan__.jpg,resized,vazio]<br \/>\nDino faz gol em Castilho no Maracan\u00e3. O lateral Cac\u00e1 s\u00f3 olha e lamenta.<\/p>\n<p>Desde a Copa da Su\u00e9cia, Dino Sani e Milan curtiam um namoro que acabou virando casamento em 1961, quando ele se transferiu para a Europa. L\u00e1, caiu no gosto da metade rubro-negra de Mil\u00e3o e conquistou o Campeonato Italiano de 1962 e o Europeu de 1962\/63.<\/p>\n<p>O sucesso do brasileiro foi tanto que, segundo ele, chegou a ser convidado para a disputar a Copa de 1962, no Chile, pela It\u00e1lia. &#8220;N\u00e3o aceitei. Sempre joguei s\u00e9rio e n\u00e3o conseguiria enfrentar o Brasil. Continuei pela Europa e tenho certeza que sempre consegui elevar o nome do futebol brasileiro em todas as partidas que fiz&#8221;, diz, em tom de dever cumprido.<\/p>\n<p>De volta ao Brasil, Dino n\u00e3o hesitou em aceitar o convite para defender o \u00fanico integrante do Trio de Ferro pelo qual ainda n\u00e3o havia jogado: o Corinthians. Chegou ao clube em um momento dif\u00edcil, de jejum de t\u00edtulos. N\u00e3o conseguiu quebrar a seq\u00fc\u00eancia sem conquistas, mas fez um bom trabalho, que o credenciou a assumir o comando da equipe, em 1969.<br \/>\n[img:Dino_Sani_no_Corinthians.jpg,resized,vazio]<br \/>\nDino Sani, Olten Ayres de Abreu e Dit\u00e3o, no Pacaembu, em 1965: quem ganhou o \u201ctoss\u201d? E o jogo?<br \/>\nEste jogo foi 1 x 1, realizado em 04\/04\/65, com gols de Dino para o Corinthians e Ivair para a Portuguesa ( Gilberto Maluf )<\/p>\n<p>Estava iniciada sua carreira de t\u00e9cnico. Na nova fun\u00e7\u00e3o, ele levou o Alvinegro do Parque S\u00e3o Jorge a pequenos t\u00edtulos, como o da Copa Costa do Sol, disputada em M\u00e1laga, em 1969, e do Torneio de Nova York, no mesmo ano, mas n\u00e3o conseguiu tirar o time da fila.<br \/>\nApesar disso, o trabalho no Corinthians rendeu a Dino Sani um convite para dirigir a sele\u00e7\u00e3o brasileira, pouco antes da Copa de 1970. &#8220;O Jo\u00e3o Saldanha era uma pessoa espetacular e muito meu amigo. Por isso, quando ele foi afastado da sele\u00e7\u00e3o, achei uma injusti\u00e7a e n\u00e3o poderia aceitar trabalhar no lugar de um amigo&#8221;, explica.<br \/>\nO sucesso como treinador viria no Internacional-RS. Ele chegou ao time em 1971 e o levou \u00e0 conquista de tr\u00eas Campeonatos Ga\u00fachos seguidos. Como o Colorado j\u00e1 havia levado o t\u00edtulo em 1969 e 1970, colaborou para o hist\u00f3rico pentacampeonato. &#8220;Foi a melhor experi\u00eancia pela qual passei como t\u00e9cnico&#8221;.<br \/>\nDino Sani dirigiu ainda clubes como Goi\u00e1s, Palmeiras, Coritiba, Flamengo e Ponte Preta. Tamb\u00e9m teve aventuras no exterior com Boca Juniors, da Argentina, Pe\u00f1arol, do Uruguai, Humiuri, do Jap\u00e3o, e sele\u00e7\u00e3o do Catar. Com o Pe\u00f1arol, conquistou um dos t\u00edtulos mais importantes da carreira, o uruguaio de 1978.<\/p>\n<p>Tal qual Beckenbauer, Fernando Redondo , Didi,  entre outros,  tocava de tr\u00eas dedos, de trivela, de &#8220;fianco&#8221;.  O bico de sua chuteira nunca se gastava. ( Gilberto Maluf )<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meus amigos, vi Dino Sani jogar no Corinthians no Parque S\u00e3o Jorge, Pacaembu e Morumbi. Vi formar dupla de meio de campo, ao longo de tr\u00eas anos, com Luisinho, Rivelino e Nair. Tinha uma categoria acima da m\u00e9dia. Quando ele tocava uma bola jamais batia de &#8221; chapa &#8221; , usava o peito do p\u00e9. 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