{"id":5970,"date":"2008-06-02T11:45:51","date_gmt":"2008-06-02T14:45:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/06\/02\/a-inesquecivel-laranja-mecanica-de-1974-tem-o-privilegio-de-ser-a-ultima-das-grandes-selecoes-a-figurar-como-fora-de-serie\/"},"modified":"2008-06-02T11:45:51","modified_gmt":"2008-06-02T14:45:51","slug":"a-inesquecivel-laranja-mecanica-de-1974-tem-o-privilegio-de-ser-a-ultima-das-grandes-selecoes-a-figurar-como-fora-de-serie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=5970","title":{"rendered":"A inesquec\u00edvel Laranja Mec\u00e2nica de 1974 tem o privil\u00e9gio de ser a \u00faltima das grandes sele\u00e7\u00f5es a figurar como fora de s\u00e9rie."},"content":{"rendered":"<p>Muitos consideram o esquema t\u00e1tico adotado pela Holanda em 1974 como a \u00fanica verdadeira revolu\u00e7\u00e3o no futebol.<br \/>\n[img:holanda_de_1974.jpg,resized,vazio]<\/p>\n<p>Os jogadores holandeses n\u00e3o tinham posi\u00e7\u00f5es definidas, todos atacavam e defendiam. Costuma-se, por\u00e9m, definir a Holande de 74 como um 4-3-3, composto por uma defesa em uma linha de 4, 3 armadores e 3 atacantes pr\u00f3ximos ao meio-campo e \u00e0 defesa.<\/p>\n<p>      A Holanda adotava a marca\u00e7\u00e3o por press\u00e3o, sempre com pelo menos 3 jogadores marcando cada jogada de ataque advers\u00e1rio. A defesa, o meio e o ataque misturavam-se tanto em jogadas de ataque quanto em jogadas de defesa. Cruyff era o craque da equipe e o homem que ficava mais \u00e0 frente, por\u00e9m deslocava-se por todo o campo, comandando o time e fazendo muitas jogadas de ataque.<\/p>\n<p>      A maior parte das jogadas de ataque acontecia pela esquerda com o lateral Krol. Como a defesa jogava em linha, havia espa\u00e7o para lan\u00e7amentos advers\u00e1rios, mas a velocidade da equipe inteira praticamente anulava o sucesso desse tipo de jogada.<br \/>\nCRAQUES DIFERENCIADOS<\/p>\n<p>Neeskens<br \/>\n[img:neeskens_.jpg,resized,vazio]<br \/>\nJogador atl\u00e9tico e de grande capacidade f\u00edsica, Neeskens era chamado de &#8220;o pulm\u00e3o&#8221; holand\u00eas porque trabalhava incansavelmente em todo campo, pressionando os jogadores advers\u00e1rios e roubando a bola. Era um jogador completo e brilhou ao lado do craque Johan Cruyff na chamada &#8220;Laranja Mec\u00e2nica&#8221;, vice-campe\u00e3 nas Copas de 1974 e 1978.<br \/>\nCome\u00e7ou a carreira internacional cedo, aos 19 anos, e disputou 49 jogos pela sele\u00e7\u00e3o da Holanda.<br \/>\nFoi descoberto pelo treinador Rinus Michels que, poucos anos depois, o incorporou ao Ajax. Ficou apenas quatro anos no clube de Amsterd\u00e3, mas ganhou diversos t\u00edtulos: tr\u00eas Copas dos Campe\u00f5es da Europa, dois Campeonatos Holandeses, duas Copas da Holanda, uma Copa Intercontinental e uma Supercopa.<br \/>\nAp\u00f3s uma passagem pelo futebol norte-americano, em 1982 voltou a jogar na Holanda. Primeiro no Ajax, at\u00e9 1984, e depois no Groningen, para ent\u00e3o se retirar do futebol.<\/p>\n<p>Cruyff<br \/>\n[img:cruyff_136x212.jpg,resized,vazio]<br \/>\nNo m\u00ednimo diferente. Revolucion\u00e1rio. Craque. Johannes Cruyff surgiu para o futebol no final dos anos 60 e mudou o conceito que todos tinham a respeito desse esporte.<br \/>\nVeloz, astuto, corria por todo o campo abrindo lacunas para os companheiros. Com a bola nos p\u00e9s, tinha habilidade e uma no\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o fora do comum. Diferente da maioria dos atacantes at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o esperava a bola chegar, fazia melhor, ia atr\u00e1s dela.<br \/>\nEstreou na sele\u00e7\u00e3o da Holanda com apenas 19 anos. Logo no primeiro jogo, deixou sua marca no empate de 1 a 1 diante da Hungria.<br \/>\nFoi um dos l\u00edderes na conquista do vice-campeonato mundial em 1974, com o chamado &#8220;Carrossel Holand\u00eas&#8221;. Naquele time, nenhum jogador tinha posi\u00e7\u00e3o fixa no gramado. Todos rodavam em busca de um melhor posicionamento.<br \/>\nTemperamental, se desentendeu com os cartolas do seu pa\u00eds pouco antes da Copa do Mundo de 1978 e acabou abandonando a sele\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEm clubes, Cruyff tamb\u00e9m fez hist\u00f3ria. Iniciou a carreira no Ajax, em 64. Nove anos depois, j\u00e1 consagrado, foi contratado a peso de ouro pelo Barcelona (na \u00e9poca, a maior contrata\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria) e n\u00e3o decepcionou.<br \/>\nNa sua segunda temporada deu ao clube o t\u00edtulo espanhol ap\u00f3s 14 anos de jejum. De quebra, foi o artilheiro da conquista.<br \/>\nDeixou o Bar\u00e7a em 1978 para jogar nos Estados Unidos, mais precisamente no Washington Diplomats e, posteriormente, no Los Angeles Aztecas.<br \/>\nDe 1981 a 1982 regressou \u00e0 Espanha para defender o Valencia. Depois, ainda passou novamente pelo Ajax e Feyenoord. Em 1988, aceitou o convite para treinar o Barcelona e permaneceu no comando do clube at\u00e9 1996.<br \/>\nCruyff ganhou o pr\u00eamio de melhor jogador da Europa nos anos de 1971, 1973 e 1974, e ficou com o terceiro posto em 1975.<br \/>\nAtualmente, o holand\u00eas trabalha na prepara\u00e7\u00e3o de atletas em Amsterd\u00e3 e inaugurou um centro de treinamento na Universidad Deportiva Johan Cruyff.<\/p>\n<p>Resenbrink<br \/>\n[img:rensenbrink_136x212.jpg,resized,vazio]<br \/>\nRob Rensenbrink jogou no DWS de Amsterd\u00e3, da segunda divis\u00e3o, e logo foi atuar no Brugges, da B\u00e9lgica. De 1971 a 1980 defendeu o Anderlecht.<br \/>\nTamb\u00e9m jogou nos EUA, pelo Portland Timbers, e na Fran\u00e7a, pelo Toulouse. Ganhou um Campeonato Belga, em 1974, e tr\u00eas Copas da B\u00e9lgica (1973, 1975 e 1976). Conquistou ainda duas Recopas e duas Supercopas (1976 e 1978).<br \/>\nParticipou das hist\u00f3ricas campanhas holandesas nos Mundiais de 1974 e 1978, marcando seis gols e conquistando dois vice-campeonatos.<br \/>\nAl\u00e9m disso, Rensenbrink sempre ser\u00e1 lembrado por ter marcado o gol de n\u00famero mil da hist\u00f3ria das Copas na derrota de 3 a 2 para a Esc\u00f3cia, em 1978.<\/p>\n<p>Rep<br \/>\n[img:Rep.jpg,resized,vazio]<br \/>\nJohny Rep foi um dos membros da famosa &#8220;Laranja Mec\u00e2nica&#8221; do treinador Rinus Michels. Naquela equipe destacavam-se jovens de extraordin\u00e1rio talento, como Cruyff, Neeskens, Krol, e o pr\u00f3prio Rep, que aplicaram o sistema de &#8220;futebol total&#8221; baseado na flexibilidade e trocas de posi\u00e7\u00f5es no campo de jogo, o que dava uma grande espetacularidade e qualidade ofensiva \u00e0 equipe.<br \/>\nCom a camisa holandesa, Rep tornou-se um dos principais protagonistas nos Mundiais de 1974 e 1978. Em 74, apesar de ter sido considerada a melhor equipe do campeonato, os holandeses ficaram \u00e0s portas do t\u00edtulo diante da Alemanha de Beckenbauer, Vogts e Breitner. Quatro anos depois voltaram a repetir o t\u00edtulo de vice-campe\u00f5es, desta vez diante da anfitri\u00e3 Argentina.<br \/>\nDurante estas duas Copas, o atacante marcou sete gols, o que o converteu no maior artilheiro holand\u00eas em toda a hist\u00f3ria da competi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNo Ajax conviveu com os grandes g\u00eanios da sele\u00e7\u00e3o holandesa, conquistando tr\u00eas Copas dos Campe\u00f5es da Europa consecutivas, de 1971 a 1973, duas Supercopas e uma Copa Intercontinental, em 1972, na qual foi protagonista absoluto ao marcar dois gols decisivos para o t\u00edtulo.<br \/>\nAl\u00e9m do Ajax, jogou durante duas temporadas no Valencia, da Espanha, e no Bastia, de C\u00f3rcega.<\/p>\n<p>Kroll<br \/>\n[img:ruudkrol_136x212.jpg,resized,vazio]<br \/>\nRuud Krol come\u00e7ou a jogar futebol em times da segunda divis\u00e3o como o Rivalen e o Rood Wit Club, para mais tarde, com apenas 17 anos, ser contratado pelo Ajax.<br \/>\nEstreou na sele\u00e7\u00e3o holandesa em 1969, numa partida contra a Inglaterra. \u00c9 o jogador que mais vezes vestiu a camisa laranja, totalizando 83 apresenta\u00e7\u00f5es.<br \/>\nBastante t\u00e9cnico, Krol foi considerado pe\u00e7a chave do lend\u00e1rio &#8220;Carrossel Holand\u00eas&#8221;, vice-campe\u00e3o nos Mundiais de 1974 e 1978.<br \/>\nAo longo da carreira obteve, entre outros t\u00edtulos, sete campeonatos holandeses, tr\u00eas Copas dos Campe\u00f5es da Europa e duas Supercopas. Conquistou ainda um t\u00edtulo Intercontinental e, em 1979, uma Bola de Ouro, pr\u00eamio dado pela revista &#8220;France Football&#8221; ao melhor atleta do ano.<br \/>\nEm 1980, ap\u00f3s 12 anos de clube, deixou o Ajax para defender o Vancouver, do Canad\u00e1. Meses depois acabou vendido ao Napoli.<br \/>\nEm 1984 atuou na segunda divis\u00e3o do futebol franc\u00eas, no Cannes. Ap\u00f3s duas temporadas, aposentou-se e, posteriormente, virou treinador. Comandou equipes como o Mechelen, da B\u00e9lgica, Sevette, da Su\u00ed\u00e7a, sele\u00e7\u00e3o do Egito, o pr\u00f3prio Ajax, entre outros.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o Terra<\/p>\n<p>CURIOSIDADES<\/p>\n<p>Como a sele\u00e7\u00e3o holandesa era considerada a maior atra\u00e7\u00e3o da Copa, espalhou-se o boato de que estrelas como Cruyff e Neeskens cobravam para dar aut\u00f3grafos. Os jogadores da laranja logo desmentiram os boatos;<br \/>\nO goleiro Jan Jongbloed era especial em rela\u00e7\u00e3o aos seus companheiros de sele\u00e7\u00e3o. Jogava num obscuro time, o Amsterdam Club, possu\u00eda uma tabacaria em Amsterdam e contava com uma contrata\u00e7\u00e3o para um grande clube caso conquistasse o Mundial;<br \/>\nMais Jongbloed: o grande goleiro tinha pequenos defeitos visuais e precisava de lentes especiais para defender a meta holandesa;<br \/>\n\u00c0s v\u00e9speras da Copa, os jogadores holandeses amea\u00e7aram entrar em greve caso n\u00e3o houvesse acordo com os dirigentes em rela\u00e7\u00e3o ao pagamento de pr\u00eamios;<br \/>\nDevido \u00e0 posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da Holanda manifestada publicamente em apoio a Israel na quest\u00e3o do Oriente M\u00e9dio na ocasi\u00e3o, os dirigentes holandeses temiam por manifesta\u00e7\u00f5es palestinas. At\u00e9 Cruyff foi amea\u00e7ado de sequestro, provocando grande cautela, dificultando assim a aproxima\u00e7\u00e3o de jornalistas;<br \/>\nCorreu o boato que um v\u00edrus intestinal epid\u00eamico contagiou a maioria dos titulares holandeses, sendo Cruyff o mais afetado, amea\u00e7ando presen\u00e7as de alguns na partida contra a Bulg\u00e1ria;<br \/>\nOutro boato maldoso houve ap\u00f3s o jogo contra o Brasil, de que o doping de Jansen e Neeskens teria dado positivo, classificando automaticamente o pa\u00eds sul-americano para a final contra a Alemanha. De concreto s\u00f3 houve o caso de doping do jogador haitiano Ernst Jean-Joseph;<\/p>\n<p>O UNIFORME HOLAND\u00caS<br \/>\n[img:camisa__holandesa.jpg,resized,vazio]<br \/>\nApesar de sua bandeira possuir tem 3 cores: azul, branco e vermelho, e laranja na camisa, porque o laranja era a cor da Dinastia de Orange, a fam\u00edlia real holandesa, desde os tempos de Maur\u00edcio de Nassau.<\/p>\n<p>N\u00e3o havia, no in\u00edcio dos anos 70, o s\u00edmbolo do fornecedor de material esportivo estampado no peito. A Holanda usava apenas as tr\u00eas listras de seu fornecedor oficial nos ombros, como s\u00edmbolo de sua parceira comercial. Os holandeses usavam as camisas assim. A principal estrela, Johan Cruyff, n\u00e3o. Cruyff n\u00e3o aceitava utilizar um s\u00edmbolo comercial numa camisa que vestia, sem receber nenhum dinheiro por isso. Para n\u00e3o comprometer o contrato, nem ficar sem a principal estrela da companhia, os dirigentes holandeses decidiram criar uma camisa especial para Cruyff. Uma com duas listras, em vez de tr\u00eas. Em todas as fotos e imagens, at\u00e9 hoje, \u00e9 poss\u00edvel ver Cruyff com uma camisa com duas listras apenas, em vez das tr\u00eas envergadas por seus colegas.<br \/>\nFonte: http:\/\/www.ligaretro.com.br, por Paulo Vin\u00edcius Coelho, Colunista da ESPN e do Lance.<\/p>\n<p>O jornal holand\u00eas VOLKSRANT fez uma enquete com dados bem curiosos em rela\u00e7\u00e3o a Copa 74: [img:266px_1974_FIFA_World_Cup_emblem_svg.png,resized,vazio]<\/p>\n<p>o                                MELHOR EQUIPE: Holanda<\/p>\n<p>o                                EQUIPE MAIS SURPREENDENTE: Austr\u00e1lia<\/p>\n<p>o                                EQUIPE MAIS DECEPCIONANTE: It\u00e1lia<\/p>\n<p>o                                EQUIPE MAIS VIGOROSA: Su\u00e9cia<\/p>\n<p>o                                PIOR PERDEDOR: Brasil<\/p>\n<p>o                                JOGADOR MAIS TRISTE: Roberto Rivelino (Brasil)<\/p>\n<p>o                                JOGADOR MAIS MALABARISTA: Gadocha (Pol\u00f4nia)<\/p>\n<p>o                                JOGADOR MAIS ARROGANTE: Beckenbauer (Al.Ocidental)<\/p>\n<p>o                                JOGADOR MAIS CABELUDO: Ayala (Argentina)<\/p>\n<p>o                                MELHOR T\u00c9CNICO: Rinus Michels (Holanda)<\/p>\n<p>o                                CORES MAIS BONITAS: Brasil<\/p>\n<p>o                                CORES MAIS FEIAS: Holanda<\/p>\n<p>o                                MELHOR JUIZ: Armando Marques (Brasil)<\/p>\n<p>o                                MELHOR JOGO: Holanda x Alemanha Oriental<\/p>\n<p>o                                PIOR JOGO: Alemanha Ocidental x Austr\u00e1lia<\/p>\n<p>o                                JOGO MAIS DURO: Holanda x Brasil<\/p>\n<p>o                                MELHOR JOGADOR: Johan Cruyff (Holanda)<\/p>\n<p>o                                PERNAS MAIS BONITAS(!): Le\u00e3o (Brasil)<\/p>\n<p>[img:rinus_michels.jpg,resized,vazio]<br \/>\nRINUS MICHEL<\/p>\n<p>Rinus Michels, o t\u00e9cnico que comandou a Sele\u00e7\u00e3o Holandesa na Copa de 1974, na Alemanha, que ficou conhecida como \u201cLaranja Mec\u00e2nica\u201d, morreu por complica\u00e7\u00f5es card\u00edacas no dia 3 de mar\u00e7o de 2005, aos 77 anos, num hospital na cidade de Aalst, na B\u00e9lgica.<\/p>\n<p>Michels foi escolhido em 1999 pela FIFA como o \u201cT\u00e9cnico do S\u00e9culo\u201d, pr\u00eamio concedido principalmente pelo seu trabalho com a Holanda em 1974, conhecido como \u201cCarrossel Holand\u00eas\u201d, que transformou a mentalidade t\u00e1tica do futebol mundial.<\/p>\n<p>No esquema revolucion\u00e1rio, os jogadores n\u00e3o tinham posi\u00e7\u00e3o fixa, e ficavam \u201crodando\u201d em campo para confundir o advers\u00e1rio. O jogador que conduzia a bola, obrigatoriamente, era acompanhado por dois outros holandeses, um pelo lado direito e um pelo lado esquerdo (formava-se um trio em linha, e a bola ficava com o jogador \u201ccentral\u201d) e tinha tr\u00eas alternativas de ataque: o drible, o toque para a esquerda ou o toque para a direita. Caso tocasse a bola para a direita o jogador que recebia o passe tornava-se o \u201ccentral\u201d, o jogador que carregava a bola tornava-se o companheiro \u00e0 esquerda, e o jogador que outrora ia pela esquerda, deslocava-se para a direita. Era uma \u00f3tima alternativa de ataque, que dava muita seguran\u00e7a ao jogador que carregava a pelota, pois caso tentasse o drible e n\u00e3o conseguisse passar, um de seus dois companheiros recuperavam a posse de bola.<\/p>\n<p>Na defesa, Rinus Michels foi incr\u00edvel tamb\u00e9m. Os jogadores holandeses quando estavam sem a bola atacavam \u201cem bloco\u201d para tentar roub\u00e1-la. O jogador advers\u00e1rio, pressionado, se desesperava e tocava rapidamente para algum companheiro. Como os holandeses estavam todos juntos, o jogador advers\u00e1rio que recebia a bola, em 90% das vezes, acabava em posi\u00e7\u00e3o de impedimento.<\/p>\n<p>Foi uma revolu\u00e7\u00e3o no futebol mundial. A Holanda chegou \u00e0 Copa do Mundo da Alemanha como uma bela advers\u00e1ria, pois contava com um camisa 14 espetacular, o craque Johan Cruyff, um dos melhores jogadores da hist\u00f3ria do futebol mundial, mas n\u00e3o era a favorita \u00e0 conquista do t\u00edtulo (favoritismo dado \u00e1 sele\u00e7\u00e3o da casa, que acabou campe\u00e3 fazendo a final contra a pr\u00f3pria Holanda). Ao longo da competi\u00e7\u00e3o o \u201cCarrossel Holand\u00eas\u201d surpreendeu a todos, inclusive \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o Brasileira do t\u00e9cnico Zagallo, que perdeu de 2 a 0 para o time de Rinus Michels nas semifinais e deu adeus ao sonho do tetracampeonato (na ocasi\u00e3o o Brasil ainda disputou o terceiro lugar contra a Pol\u00f4nia, mas perdeu a partida por 1 a 0, com gol do famoso Grzegorz Lato, e acabou a copa do mundo em quarto lugar).<\/p>\n<p>Um fato muito curioso e que ilustra bem o esquema revolucion\u00e1rio de Michel \u00e9 uma imagem que um fot\u00f3grafo brasileiro conseguiu no jogo Holanda 2&#215;0 Brasil. A foto \u00e9 do centro do gramado do Westfalestadium (em Dortmund) durante o jogo e mostra os 10 jogadores da Holanda praticamente na mesma faixa de campo. Provavelmente, qualquer lan\u00e7amento de Rivelino ou G\u00e9rson, pegaria Jairzinho em posi\u00e7\u00e3o de impedimento. ( N\u00e3o consegui inserir esta foto porque \u00e9 maior que 512 kilobytes ). A foto \u00e9 realmente sensacional. N\u00e3o \u00e9 a toa que Pedro Rocha falou no final de Holanda x Uruguai: Estou tonto!<\/p>\n<p>Rinus Michel nasceu em Amsterd\u00e3, em 9 de fevereiro de 1928 e estreou como jogador em 1945, aos 17 anos, jogando pelo \u00c1jax, onde atuou tamb\u00e9m como t\u00e9cnico, de 1965 a 1971 e de 1975 a 1976. Foi tamb\u00e9m t\u00e9cnico do Barcelona, de 1971 a 1975 e de 1976 a 1978. De 1978 a 1980 foi treinador do Aztecs, de Los Angeles, de 1980 a 1983 do Col\u00f4nia, e de 1988 a 1989 dirigiu o alem\u00e3o Bayern Leverkusen.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da \u201cLaranja Mec\u00e2nica\u201d, Michel comandou a Holanda por mais duas vezes: de 1986 a 1988, e de 1990 a 1992. Em 1988 Michels comandou a sele\u00e7\u00e3o de seu pa\u00eds na conquista da Eurocopa e conseguiu o principal t\u00edtulo de sua carreira.<\/p>\n<p>Em 2004, o excelente Rinus Michels foi considerado o melhor t\u00e9cnico holand\u00eas dos \u00faltimos 50 anos.<\/p>\n<p>Fonte Milton Neves<\/p>\n<p>CONCLUS\u00c3O<\/p>\n<p>Nunca mais foi visto o futebol-carrossel magistral jogado pela Holanda, nem pelas pr\u00f3prias sele\u00e7\u00f5es holandesas formadas posteriormente, nem outra sele\u00e7\u00e3o fant\u00e1stica de outro pa\u00eds com um novo esquema t\u00e1tico revolucion\u00e1rio. Foi, sem d\u00favida, a \u00faltima grande equipe a entrar para a hist\u00f3ria do futebol mundial, como as do Brasil em 1950, a Hungria em 1954, em 1958 a Fran\u00e7a e nesse mesmo ano a sele\u00e7\u00e3o brasileira, conquistando pela primeira vez o t\u00edtulo mundial, e repetindo o feito em 1962 no Chile com outra legend\u00e1ria equipe, na era de Pel\u00e9 e Garrincha e depois o Brasil de novo, em 1970. A Holanda de 1974, mesmo sem ter sido campe\u00e3, merece todo o respeito.<br \/>\nA sele\u00e7\u00e3o alem\u00e3 bicampe\u00e3 de 1974 poderia at\u00e9 entrar para essa fechad\u00edssima galeria que encantou o mundo do futebol pelo entrosamento de suas excelentes individualidades, fator principal para se formar uma grande equipe, e muito gra\u00e7as tamb\u00e9m ao g\u00eanio Franz Beckenbauer, o maior jogador alem\u00e3o de todos os tempos, que desde a Copa de 1966 disputada na Inglaterra buscava uma conquista para seu pa\u00eds para se consagrar definitivamente, e repetiu mais uma conquista de Copa do Mundo em 1990, trabalhando ent\u00e3o como t\u00e9cnico da mesma sele\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 claro que nas d\u00e9cadas de 80 e 90 surgiram craques fenomenais, como o insuper\u00e1vel argentino Diego Armando Maradona, mas uma grande equipe como as citadas anteriormente nunca mais apareceram. Na Copa da It\u00e1lia em 1990 havia uma grande expectativa que a Laranja Mec\u00e2nica voltasse a aparecer encarnada por Marco Van Basten, Frank Rikjaard e Rudd Gullit, a espinha dorsal do Milan da It\u00e1lia, mas essa equipe n\u00e3o passou de tr\u00eas empates med\u00edocres e uma derrota na repescagem, acabando com todas as esperan\u00e7as de vermos novamente um show da Holanda. A Holanda de 1978 ainda contava com alguns motores do carrossel como Jongbloed, Haan, Krol, Jansen, Neeskens, Johnny Rep que acabou se tornando o maior artilheiro holand\u00eas em Copas do Mundo e Resenbrink que fez o mil\u00e9simo gol das Copas batendo um p\u00eanalti no jogo contra a Esc\u00f3cia, e mais os g\u00eameos Willy e Ren\u00e9 Van der Kerkhof, estes reservas em 1974. Fez uma campanha regular e chegou a final\u00edssima contra a Argentina, mas novamente fora vice-campe\u00e3, perdendo na prorroga\u00e7\u00e3o por 3 x 1. Cruyff e o meio de campo Van Hanegen n\u00e3o estavam mais na sele\u00e7\u00e3o e o t\u00e9cnico n\u00e3o era Rinus Michels, tr\u00eas elementos fundamentais em 1974.<br \/>\nNunca mais um carrossel laranja fant\u00e1stico girou pelo mundo, e a inesquec\u00edvel Laranja Mec\u00e2nica de 1974 tem o privil\u00e9gio de ser a \u00faltima das grandes sele\u00e7\u00f5es a figurar como fora de s\u00e9rie.<\/p>\n<p>Fonte http:\/\/br.geocities.com\/laranjamecanica74\/curiosidades.htm<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos consideram o esquema t\u00e1tico adotado pela Holanda em 1974 como a \u00fanica verdadeira revolu\u00e7\u00e3o no futebol. [img:holanda_de_1974.jpg,resized,vazio] Os jogadores holandeses n\u00e3o tinham posi\u00e7\u00f5es definidas, todos atacavam e defendiam. Costuma-se, por\u00e9m, definir a Holande de 74 como um 4-3-3, composto por uma defesa em uma linha de 4, 3 armadores e 3 atacantes pr\u00f3ximos ao [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[142,68],"tags":[],"class_list":["post-5970","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-gilberto-maluf","category-blog-historia-do-futebol"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5970","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5970"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5970\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}