{"id":5949,"date":"2008-05-19T16:33:40","date_gmt":"2008-05-19T19:33:40","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/05\/19\/dom-filpo-nunes-treinador-da-academia-de-futebol-do-palmeiras-em-1965\/"},"modified":"2010-08-06T23:53:51","modified_gmt":"2010-08-07T02:53:51","slug":"dom-filpo-nunes-treinador-da-academia-de-futebol-do-palmeiras-em-1965","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=5949","title":{"rendered":"Dom Filpo Nunes, treinador da Academia de Futebol do Palmeiras em 1965"},"content":{"rendered":"<p>[img:Filpo_no_Pacaembu.jpg,resized,vazio]<br \/>\nDescri\u00e7\u00e3o da foto: Arnaldo Tirone (ex-dirigente do Palmeiras) ladeado pelo saudoso rep\u00f3rter Tom Barbosa, da R\u00e1dio Record, e por Filpo Nu\u00f1ez.  Ferruccio Sandoli \u00e9 o quarto.  Milton Peruzzi \u00e9 o quinto. Eli Coimbra, o sexto. O \u00faltimo \u00e9 o massagista Reis.<\/p>\n<p>QUANDO FILPO PASSOU A SER CHAMADO DE &#8221; DOM &#8221;<\/p>\n<p>Os anos corriam at\u00e9 que em 1957, com uma vit\u00f3ria de virada em partida hist\u00f3rica contra o bicampe\u00e3o paulista Santos FC na Vila Belmiro, a partir da\u00ed Filpo  passou  a ser chamado de Dom Filpo pelo seu feito de vit\u00f3rias consecutivas no Jabaquara, salvando ainda o clube de um rebaixamento pela segunda vez em 1959.<\/p>\n<p>Na Briosa, Filpo, um bom marqueteiro, soube capitalizar ap\u00f3s invencibilidade de 15 partidas, em excurs\u00e3o por Angola e Mo\u00e7ambique, pa\u00edses africanos. Pode-se dizer que a\u00ed come\u00e7ou sua ascens\u00e3o no futebol, at\u00e9 que em 1964 foi contratado pelo Palmeiras, que tinha um tima\u00e7o, culminando com o batismo de \u201cacademia do futebol\u201d no ano seguinte.<\/p>\n<p>A equipe era t\u00e3o respeitada a ponto de a antiga CBD (Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Desportos) requisit\u00e1-la para representar a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira na inaugura\u00e7\u00e3o do Est\u00e1dio Magalh\u00e3es Pinto, o Mineir\u00e3o, no dia 7 de setembro de 1965, em partida amistosa contra o Uruguai. E foi show de bola dos palmeirenses, com goleada por 3 a 0, gols de Tup\u00e3zinho, Rinaldo e Germano, num time formado por Valdir de Moraes (Picasso); Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar Carabina (Proc\u00f3pio) e Ferrari; Dudu (Zequinha) e Ademir da Guia; Julinho (Germano), Serv\u00edlio, Tup\u00e3zinho (Ademar Pantera) e Rinaldo (Dario). O jogo foi visto por 96.669 pessoas.<\/p>\n<p>ALGUMAS PASSAGENS<br \/>\n-Ap\u00f3s uma partida, Filpo Nunes reuniu o elenco e perguntou a um jogador que atuava do meio para frente e que tinha sido eleito pela imprensa o craque do jogo: \u201cQuantos gols voc\u00ea fez?\u201d O jogador respondeu: \u201cNenhum\u201d. \u201cQuantos passes deu que resultaram em gols ou que deixaram os companheiros na cara do gol?\u201d \u201cNenhum\u201d. Filpo concluiu: \u201cEnt\u00e3o, voc\u00ea correu muito e n\u00e3o jogou nada.\u201d<\/p>\n<p>-Ap\u00f3s o atacante C\u00e9sar ter perdido um p\u00eanalti, transtornado, invadiu o gramado, colocou a bola na marca de p\u00eanalti com a inten\u00e7\u00e3o de mostrar ao jogador como converter a cobran\u00e7a. S\u00f3 que ao correr para bola escorregou, caiu, e o est\u00e1dio \u201ccaiu\u201d em gargalhadas.<\/p>\n<p>Antigos palmeirenses reconheceram m\u00e9ritos de Filpo Nunes para motivar jogadores. A rigor, por isso era sempre requisitado para comandar clubes em crise. Com boa psicologia, sabia injetar vibra\u00e7\u00e3o ao grupo e extra\u00eda bons resultados no come\u00e7o do trabalho. Posteriormente ca\u00eda na rotina.<\/p>\n<p>Os folcl\u00f3ricos  nomes que dava para seus esquemas de jogo: esquemas Pim Pam Pum e Carrousel.<\/p>\n<p>El Bandone\u00f3n foi tamb\u00e9m um de seus apelidos ( instrumento de tango ). Ser\u00e1 que era porque seu time jogava por m\u00fasica?<\/p>\n<p>CURR\u00cdCULO<\/p>\n<p>Filpo Nu\u00f1ez, o Nelson Ernesto Filpo Nu\u00f1ez, o famoso t\u00e9cnico argentino criador da Academia de Futebol do Palmeiras, nos anos 60, morreu no dia 6 de mar\u00e7o de 1999, em S\u00e3o Paulo (SP). Pouco antes de falecer, Filpo Nu\u00f1ez morava nas depend\u00eancias do projeto Jerusal\u00e9m A\u00e7\u00e3o Social, no bairro do Heli\u00f3polis. \u201cSua fortuna se perdeu. Ele n\u00e3o tinha recursos financeiros. Por isso, morava l\u00e1. Antes de morrer, o Filpo treinava um time de crian\u00e7as carentes na escolinha de futebol das meninas. Passou os \u00faltimos dias da sua vida treinando aproximadamente 97 meninas\u201d, contou Carlos Altheman, presidente do CONSEG Heli\u00f3polis.<\/p>\n<p>Nascido em Buenos Aires, Argentina, no dia 19 de agosto de 1920, Filpo Nu\u00f1ez formou-se em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica no Equador e depois ingressou na carreira de treinador de futebol profissional no seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>Comandou o Independiente Rivadavia. Tamb\u00e9m treinou outros v\u00e1rios outros times sul-americanos como o Santiago National (Chile), Sport Boys (Peru), Espa\u00f1a (Equador), Municipal (Bol\u00edvia), Libertad (Paraguai), San Martin (Argentina) e V\u00e9lez Sarsfield (Argentina).<\/p>\n<p>Filpo chegou ao Brasil ainda jovem para ser um treinador. Dirigiu o Cruzeiro em 1955 e depois passou por v\u00e1rias equipes, entre elas Guarani, Atl\u00e9tico Paranaense, Jabaquara, Portuguesa Santista, Am\u00e9rica de Rio Preto e Vasco da Gama, antes de assumir o Palmeiras. Pelo alviverde, entre 1964 e 1965, Filpo adotou   jogar em velocidade, tocar de primeira e chegar ao gol. Nesse per\u00edodo, o Palmeiras come\u00e7ou a ser batizado de \u201cAcademia de Futebol\u201d.<br \/>\nFilpo chegou a ter outras duas passagens pela Sociedade Esportiva Palmeiras: entre 1968 e 1969; e entre 1978 e 1979. Ao todo, foram 154 jogos no comando do Verd\u00e3o (94 vit\u00f3rias, 27 empates e 33 derrotas) e uma conquista: o Torneio Rio-S\u00e3o Paulo de 1965.<\/p>\n<p>Mas o Palmeiras n\u00e3o foi o \u00fanico grande clube da capital paulista a ter o argentino como t\u00e9cnico. Filpo Nu\u00f1ez dirigiu duas vezes o Corinthians. Primeiro, em 1966, quando o alvinegro chegou a liderar o Campeonato Paulista. Depois, em 1976. O treinador comandou o Tim\u00e3o em 34 partidas (16 vit\u00f3rias, 7 empates e 11 derrotas).<\/p>\n<p>Outros clubes<\/p>\n<p>Filpo Nu\u00f1ez fez sucesso como treinador por v\u00e1rios pa\u00edses. Em Portugal, por exemplo, dirigiu o Leix\u00f5es, o Vit\u00f3ria de Set\u00fabal e o Lusitano \u00c9vora. No M\u00e9xico, trabalhou pelo Monterrey. No Brasil, ele tamb\u00e9m comandou o XV de Piracicaba (SP), Paulista de Jundia\u00ed (SP), Gal\u00edcia (BA), Coritiba, Mar\u00edlia (PR), Francana (SP), Sport Club Recife (PE), S\u00e3o Jos\u00e9 (SP), Fabril de Lavras (MG), C. A. Atlanta (Buenos Aires \u2013 Argentina), Santo Andr\u00e9 (SP), Saad (SP) e Foz (Foz do Igua\u00e7u\u2013PR).<\/p>\n<p>Principais t\u00edtulos e pr\u00eamios no Brasil<\/p>\n<p>Campe\u00e3o do Torneio In\u00edcio de 1956 pelo Guarani; eleito o melhor t\u00e9cnico do Torneio Prepara\u00e7\u00e3o de 1957, pelo Jabaquara; Campe\u00e3o do Torneio In\u00edcio de pelo Am\u00e9rica de Rio Preto de 1958; Cinta Azul do Futebol Brasileiro (15 jogos, 15 vit\u00f3rias, 75 gols a favor e 10 contra) pela Portuguesa Santista em 1959; Eleito melhor t\u00e9cnico do ano pela Ag\u00eancia de Not\u00edcias \u201cSport Press\u201d, quando dirigia a Portuguesa Santista em 1960; Vencedor do Trof\u00e9u Conhecimento, premio da \u201cR\u00e1dio Universal de Santos\u201d, em 1960; Vice-campe\u00e3o paulista pelo Palmeiras em 1964; Campe\u00e3o invicto do torneio internacional \u201cIV Centen\u00e1rio da Guanabara\u201d, pelo Palmeiras; Campe\u00e3o do Torneio Rio-S\u00e3o Paulo de 1965, pelo Palmeiras; Vice-campe\u00e3o baiano pelo Gal\u00edcia em 1967; Vice-campe\u00e3o do Torneio Mar del Plata de 1968, pelo Palmeiras e Vice-campe\u00e3o do Torneio Rio-S\u00e3o Paulo de 1969, pelo Palmeiras.<\/p>\n<p>Alguns dos jogadores dirigidos por Filpo<\/p>\n<p>A lista de grandes craques que foram comandados por Filpo Nu\u00f1ez \u00e9 extensa. Entre eles aparecem os nomes de: Julinho Botelho, Bellini, Djalma Santos, Dudu, Garrincha, Alfredo Mostarda, Zequinha, Serv\u00edlio, Orlando, Brito, Ademir da Guia, Rivellino, Valdir Joaquim de Moraes, Vav\u00e1, Ademar Pantera, Wladimir, Cabe\u00e7\u00e3o, Barbosa, Piazza, Eurico, Leivinha, Dirceu Lopes, Tup\u00e3zinho (ex-Palmeiras), Jair Marinho, Z\u00e9 Maria, Le\u00e3o, Tost\u00e3o, Lu\u00eds Pereira, C\u00e9sar, Djalma Dias, Proc\u00f3pio e Dino Sani.<\/p>\n<p>MILTON NEVES<br \/>\nARIOVALDO IZAC *  \u00c9 jornalista em Campinas<br \/>\nGILBERTO MALUF<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[img:Filpo_no_Pacaembu.jpg,resized,vazio] Descri\u00e7\u00e3o da foto: Arnaldo Tirone (ex-dirigente do Palmeiras) ladeado pelo saudoso rep\u00f3rter Tom Barbosa, da R\u00e1dio Record, e por Filpo Nu\u00f1ez. Ferruccio Sandoli \u00e9 o quarto. Milton Peruzzi \u00e9 o quinto. Eli Coimbra, o sexto. O \u00faltimo \u00e9 o massagista Reis. 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