{"id":5938,"date":"2008-05-06T11:38:29","date_gmt":"2008-05-06T14:38:29","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/05\/06\/os-grandes-marcadores-do-rei-pele\/"},"modified":"2008-05-06T11:38:29","modified_gmt":"2008-05-06T14:38:29","slug":"os-grandes-marcadores-do-rei-pele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=5938","title":{"rendered":"Os grandes marcadores do Rei Pel\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>Na opini\u00e3o de grande parte da cr\u00f4nica e daqueles que viveram aqueles memor\u00e1veis tempos, ficaram em evid\u00eancia, como grandes marcadores de Pel\u00e9,  os seguintes jogadores : VICENTE do Belenenses de Portugal, TRAPATTONI do Milan da It\u00e1lia e ALDEMAR da Sociedade Esportiva Palmeiras do Brasil. Tamb\u00e9m n\u00e3o podemos nos esquecer de  VITOR do S\u00e3o Paulo Futebol Clube e  PITER, chuteira de ouro do Comercial de Ribeir\u00e3o Preto. Outros, se lembrados, devem ser inseridos.<\/p>\n<p>VICENTE &#8211; Nascido em 24 de Setembro de 1935, \u00e9 talvez a maior lenda viva do Belenenses. Al\u00e9m da grande carreira que teve, e da ininterrupta liga\u00e7\u00e3o ao Belenenses, desde 1954 at\u00e9 hoje, \u00e9 irm\u00e3o do grande Matateu. No Belenenses conquistou (e viu escapar), ali\u00e1s, os mesmos t\u00edtulos que o seu irm\u00e3o. Foi ele, como capit\u00e3o da equipe, que recebeu e ergueu a Ta\u00e7a de Portugal de 1960.<br \/>\nChegou a Portugal no in\u00edcio da \u00e9poca de 54\/55, gra\u00e7as \u00e0 interven\u00e7\u00e3o de grandes belenenses radicados em Mo\u00e7ambique, como o Capit\u00e3o Francisco Soares da Cunha. Estreou-se na festa de despedida de Feliciano (um dos campe\u00f5es de 1946 ainda vivos, juntamente com Artur Quaresma, Andrade e S\u00e9rio), marcando logo um gol ao F.C.Porto. De resto, em Mo\u00e7ambique jogava a avan\u00e7ado; mas, em Portugal e no Belenenses, fixou-se como m\u00e9dio e, depois, como defesa.<br \/>\nJogador fino e elegante, sempre correto, era, por\u00e9m, de efic\u00e1cia tremenda na marca\u00e7\u00e3o a jogadores advers\u00e1rios de pendor atacante. Ficou lend\u00e1rio por ter sido de todos os jogadores do mundo, o que melhor marcava o maior futebolista de todos os tempos, o brasileiro Pel\u00e9 &#8211; fato reconhecido por este, que lhe tributava a maior admira\u00e7\u00e3o, expressa v\u00e1rias vezes (por exemplo, em entrevista ao jornal &#8220;Record&#8221; em 1963). Isso mesmo aconteceu no Mundial de 1966, onde, juntamente com Jos\u00e9 Perreira, foi um dos jogadores azuis ao servi\u00e7o da Selec\u00e7\u00e3o de Portugal. Na altura, o jornal Ingl\u00eas Daily Mail elegeu-o o defesa mais elegante do mundo. Envergou a camisola das quinas por 20 vezes.<br \/>\nEm pleno apogeu da sua carreira individual, logo ap\u00f3s o Mundial de 1966, sofreu um acidente de avia\u00e7\u00e3o que lhe afetou gravemente um dos olhos, obrigando-o a por prematuramente termo \u00e0 sua carreira.<br \/>\nDesde ent\u00e3o para c\u00e1, permaneceu sempre ligado ao Belenenses, por vezes como Treinador Adjunto e tamb\u00e9m como t\u00e9cnico das escolas de jogadores com o seu nome.<br \/>\nFonte: Wikip\u00e9dia e Marcos Galves pela lembran\u00e7a do nome do Belenenses<\/p>\n<p>TRAPATTONI &#8211; Trapattoni, ex-jogador do Milan durante muitos anos entre os anos 50 e 70 e atualmente treinador, nasceu no dia 17 de mar\u00e7o de 1939.  Ganhou fama como zagueiro.  Em 1963, esteve no Maracan\u00e3 defendendo o Milan contra o Santos, na decis\u00e3o do Mundial Interclubes. Ap\u00f3s tr\u00eas partidas, viu seu time perder a ta\u00e7a, com o triunfo do time alvinegro por 1 a 0 no Maracan\u00e3 com um gol de p\u00eanalti de Dalmo.  No entanto, conquistou in\u00fameros t\u00edtulos e fez hist\u00f3ria no clube rubro-negro a ponto de ter iniciado sua carreira vitoriosa de treinador no pr\u00f3prio clube, em 1974. Trapattoni proferiu uma c\u00e9lebre frase afirmando que para algu\u00e9m como ele, que ama o futebol e que nunca foi tra\u00eddo por ele, seria muito bonito morrer no banco de reservas. Conseguiu notoriedade ao anular Pel\u00e9 em alguns jogos na It\u00e1lia contra o Santos F.C.  deve-se considerar que em  15.05.1963, a Italia venceu o Brasil de 3 x 0 em Mil\u00e3o .<br \/>\nFonte: Milton Neves<\/p>\n<p>ALDEMAR<br \/>\nAldemar, o Aldemar Santos, ex-quarto-zagueiro do Palmeiras no Supercampeonato Paulista de 1959, morreu no Rio de Janeiro, no dia 21 de janeiro de 1977.<br \/>\nAldemar teve um irm\u00e3o chamado Ismar Santos, de chute muito forte que, como ponta-esquerda, fez muitos gols em Gylmar dos Santos Neves, jogando por Guarani e Ponte Preta.<br \/>\nNascido no Rio de Janeiro, no bairro de Engenho de Dentro, no dia 7 de novembro de 1932, Aldemar foi t\u00e3o bom de bola que \u00e9 considerado at\u00e9 hoje um dos melhores marcadores que Pel\u00e9 teve em sua brilhante carreira.<br \/>\nAldemar foi, realmente, um dos melhores marcadores de Pel\u00e9. H\u00e1bil e inteligente, o zagueiro come\u00e7ou a se destacar no Vasco e brilhou tamb\u00e9m no Santa Cruz, nos anos 50, onde conseguiu o t\u00edtulo de supercampe\u00e3o pernambucano, em 1957. O internauta Geraldo da N\u00f3brega, de Bertioga lembra de parte daquele time: &#8220;Se n\u00e3o me falha a mem\u00f3ria, nesse time jogavam Lanzoninho, Amauri, Edinho, Jorginho (ponta esquerda) e Para\u00edba (centroavante)&#8221;. Depois de defender o Tricolor Pernambucano por seis anos (de 1952 a 1958), Aldemar foi jogar no Palmeiras.<br \/>\nCom a camisa do Verd\u00e3o, Aldemar fez 277 jogos (188 vit\u00f3rias, 44 empates e 45 derrotas) e marcou dois gols (fonte: Almanaque do Palmeiras &#8211; Celso Unzelte e M\u00e1rio S\u00e9rgio Venditti). A exibi\u00e7\u00e3o mais lembrada do zagueiro foi na final do Supercampeonato Paulista de 59, quando marcou Pel\u00e9. O Rei n\u00e3o conseguiu muito espa\u00e7o e o Palmeiras ficou com o t\u00edtulo. Foram tr\u00eas jogos: 1 a 1, 2 a 2 e 2 a 1 para o Palmeiras.<br \/>\nO excelente ex-zagueiro defendeu tamb\u00e9m o Am\u00e9rica de Belo Horizonte e o Guarani de Campinas. No Bugre, encerrou sua carreira em 1966. Aldemar, que deixou tr\u00eas filhos (Carlos Antonio, Sergio e Ricardo), teria hoje tr\u00eas netos.<br \/>\nEle morreu na casa de seus pais em Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, quando, no dia 20 de agosto de 1977, dona Alice, sua m\u00e3e, foi acord\u00e1-lo pela manh\u00e3 e ele j\u00e1 estava morto.<br \/>\nDesde que foi cortado da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, em 1962, Aldemar ficou muito triste e come\u00e7ou a beber muito. Tempos depois, ap\u00f3s sua sa\u00edda do Palmeiras, foi contratado pelo Guarani, mas a bebida o dominou e ele n\u00e3o conseguiu deix\u00e1-la jamais.<br \/>\nEm 1966, foi contratado pelo Santa Cruz para ser t\u00e9cnico. Foi a Recife mas n\u00e3o se apresentou ao clube pois j\u00e1 estava sofrendo de &#8220;Amn\u00e9sia Recente&#8221;. Ficou em Recife sozinho, sumido, at\u00e9 que um ex-jogador amigo o encontrou na rua e o levou para sua casa. Logo em seguida, ligou para seus irm\u00e3os, no Rio de Janeiro, e eles foram busc\u00e1-lo em Pernambuco.<br \/>\nAldemar fez tratamento para amn\u00e9sia, mas n\u00e3o tomava os rem\u00e9dios direito e a doen\u00e7a foi se agravando. Assim, Aldemar continuou muito triste e acabou por falecer.<br \/>\nEm seu sepultamento, nenhum clube onde jogou mandou sequer um telegrama de condol\u00eancias.<br \/>\nOs principais t\u00edtulos conquistados por Aldemar na carreira foram: Campeonato Pernambucano (1957) pelo Santa Cruz, Campe\u00e3o Paulista (1959 e 63) e Ta\u00e7a Brasil (1960) pelo Palmeiras, Campe\u00e3o da Ta\u00e7a do Atl\u00e2ntico (1960) e Campe\u00e3o da Copa Rocca (1960) pela Sele\u00e7\u00e3o Brasileira.<br \/>\nFonte: Milton Neves<br \/>\nVou tentar homenagear as t\u00edpicas roubadas de bola de Aldemar jogando pelo Palmeiras contra o Santos em irradia\u00e7\u00e3o da \u00e9poca:<br \/>\n-Gilmar coloca a bola no bico da \u00e1rea pequena. Vai bater o tiro de meta Calvet. Correu e bateu&#8230;.bal\u00e3o subindo&#8230;bal\u00e3o descendo&#8230;., recebe Zito e mata no peito e p\u00f4e no terreno e toca na direita para Dorval, recebe Dorval e passa por Geraldo Scotto mas p\u00e1ra na cobertura de Waldemar Carabina. Retrocede e toca para Meng\u00e1lvio , Meng\u00e1lvio v\u00ea Pel\u00e9 e enfia em profundidade&#8230;.ANTECIPA ALDEMAR.<br \/>\nAl\u00ed Aldemar conseguia neutralizar o Neg\u00e3o. Certo que n\u00e3o era sempre, mas foi um grande marcador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na opini\u00e3o de grande parte da cr\u00f4nica e daqueles que viveram aqueles memor\u00e1veis tempos, ficaram em evid\u00eancia, como grandes marcadores de Pel\u00e9, os seguintes jogadores : VICENTE do Belenenses de Portugal, TRAPATTONI do Milan da It\u00e1lia e ALDEMAR da Sociedade Esportiva Palmeiras do Brasil. 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