{"id":5929,"date":"2008-04-30T06:32:48","date_gmt":"2008-04-30T09:32:48","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/04\/30\/quem-viu-pode-se-considerar-um-privilegiado\/"},"modified":"2008-04-30T06:32:48","modified_gmt":"2008-04-30T09:32:48","slug":"quem-viu-pode-se-considerar-um-privilegiado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=5929","title":{"rendered":"Quem viu pode se considerar um privilegiado"},"content":{"rendered":"<p>Nome completo: Edson Arantes do Nascimento<\/p>\n<p>Nascimento: Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es (MG), 23\/10\/1940<\/p>\n<p>Clubes onde jogou<br \/>\nSantos<\/p>\n<p>Cosmos (EUA)<\/p>\n<p>T\u00edtulos<br \/>\nCampe\u00e3o Paulista (1956, 1958, 1960, 1961, 1962, 1964 e 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973)<\/p>\n<p>Campe\u00e3o da Ta\u00e7a Brasil (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965)<\/p>\n<p>Campe\u00e3o do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968)<\/p>\n<p>Campe\u00e3o do Torneio Rio-S\u00e3o Paulo (1959, 1962, 1964 e 1966)<\/p>\n<p>Campe\u00e3o da Ta\u00e7a Brasil (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965)<\/p>\n<p>Campe\u00e3o do Torneio Tereza Herrera (1959)<\/p>\n<p>Campe\u00e3o da Ta\u00e7a Libertadores da Am\u00e9rica (1962 e 1963)<\/p>\n<p>Campe\u00e3o Mundial Interclubes (1962 e 1963)<\/p>\n<p>Campe\u00e3o Norte-Americano (1977) pelo Cosmos<\/p>\n<p>Campe\u00e3o Sul-Americano (1959) pela Sele\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito<\/p>\n<p>Campe\u00e3o Brasileiro de Sele\u00e7\u00f5es (1959) pela Sele\u00e7\u00e3o Paulista<\/p>\n<p>Campe\u00e3o da Ta\u00e7a Roca (1957 e 1963)<\/p>\n<p>Campe\u00e3o Mundial (1958, 1962 e 1970) pela sele\u00e7\u00e3o brasileira<\/p>\n<p>Jogos pela sele\u00e7\u00e3o brasileira: 104<\/p>\n<p>Gols pela sele\u00e7\u00e3o brasileira: 95<\/p>\n<p>Pel\u00e9 \u00e9 considerado quase por unanimidade o maior g\u00eanio que o futebol j\u00e1 produziu em todo o mundo. Nunca um esporte e um pa\u00eds se identificaram tanto com um \u00fanico homem. Pel\u00e9 foi perfeito em todos os fundamentos. Chutava com os dois p\u00e9s, tinha um preparo f\u00edsico invej\u00e1vel e impulsionava-se para cabecear como ningu\u00e9m. Foi eleito v\u00e1rias vezes o Atleta do S\u00e9culo 20, sendo uma delas pelo Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional, apesar de nunca ter disputado uma Olimp\u00edada.<\/p>\n<p>Ao longo da carreira, foi o \u00fanico jogador a conquistar tr\u00eas Copas do Mundo pelo Brasil (1958, 1962 e 1970). Tamb\u00e9m conquistou dois t\u00edtulos mundiais pelo Santos (1962 e 1963). Al\u00e9m disso, foi o primeiro atleta a superar a marca dos mil gols na carreira. No total, foram 1.282 gols (muitos deles comemorados com o tradicional soco no ar) em 1.375 partidas, sendo 1.091 delas pelo Santos, onde se tornou o maior artilheiro do clube de todos os tempos. Pela sele\u00e7\u00e3o brasileira, foram 95 (em 104 jogos).<\/p>\n<p>Pel\u00e9 nasceu em Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es, filho de Jo\u00e3o Ramos do Nascimento -o Dondinho- e Dona Celeste. Humilde, recebeu dos pais boa educa\u00e7\u00e3o e estrutura familiar, al\u00e9m da paix\u00e3o pelo futebol (o pai abandonou a carreira por causa de um problema no joelho). Come\u00e7ou a trabalhar cedo para ajudar a fam\u00edlia, como engraxate, entregador de pastel e ajudante de sapateiro. Mas o destino do menino pobre que virou Rei j\u00e1 estava tra\u00e7ado. Depois de passar pelas categorias de base do BAC de  Bauru, cidade para onde se mudou com quase cinco anos de idade, Pel\u00e9 chegou ao Santos, em 1956, com apenas 15 anos, levado por Waldemar de Brito, craque que disputou a Copa de 1934.<\/p>\n<p>Aos 16 anos, vestiu a camisa da sele\u00e7\u00e3o brasileira pela primeira vez, durante a Copa Roca de 1957, disputada no Maracan\u00e3, contra a Argentina. Na ocasi\u00e3o, o futuro craque substituiu Del Vecchio no segundo tempo, fez um gol, mas n\u00e3o evitou a derrota brasileira por 2 a 1. No ano seguinte, aos 17 anos, foi convocado para a Copa do Mundo da Su\u00e9cia, ganhando a posi\u00e7\u00e3o de titular na terceira partida, na vit\u00f3ria do Brasil sobre a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica por 2 a 0. E nunca mais saiu.<\/p>\n<p>Foram quatro Copas do Mundo (1958, 1962, 1966 e 1970) e tr\u00eas t\u00edtulos (1958, 1962 e 1970). Tamb\u00e9m foi beneficiado por jogar ao lado de grandes mitos como Didi, Garrincha, Nilton Santos, Djalma Santos, G\u00e9rson e Rivelino. Em 1962, sagrou-se bicampe\u00e3o, apesar de ter jogado apenas o primeiro jogo, contra o M\u00e9xico, devido a uma contus\u00e3o. Em 1966, amargou a elimina\u00e7\u00e3o do Brasil frente a Portugal ainda na primeira fase. Em 1970, aos 29 anos, ganhou seu \u00faltimo t\u00edtulo mundial.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos v\u00e1rios t\u00edtulos pelo Santos (11 artilharias do Campeonato Paulista, sendo nove delas consecutivas) e pela sele\u00e7\u00e3o, Pel\u00e9, que recebeu este apelido, ainda crian\u00e7a, por pronunciar incorretamente o apelido de Bile, goleiro do Vasco e amigo de seu pai, tamb\u00e9m primou pela individualidade.<\/p>\n<p>Foi por causa dele que os treinadores inventaram a posi\u00e7\u00e3o do cabe\u00e7a de \u00e1rea, s\u00f3 para marc\u00e1-lo. Ele foi o inventor da paradinha na cobran\u00e7a de p\u00eanalti e da tabelinha com a perna do advers\u00e1rio. Em 1969, foi respons\u00e1vel por um cessar-fogo durante a guerra civil de Biafra. As duas partes decidiram dar uma tr\u00e9gua na batalha para ver Pel\u00e9 atuar pelo Santos, no empate por 2 a 2, contra a sele\u00e7\u00e3o na Nig\u00e9ria. O craque tamb\u00e9m foi um ex\u00edmio goleiro. Jogou na posi\u00e7\u00e3o em tr\u00eas oportunidades e n\u00e3o sofreu nenhum gol.<\/p>\n<p>Em 1975, aos 35 anos, transferiu-se para o Cosmos, dos Estados Unidos, onde ajudou a difundir o esporte no pa\u00eds, e conquistou o t\u00edtulo de campe\u00e3o norte-americano de 1977, quando encerrou a carreira. Depois disso, fez diversas partidas de despedida. Pel\u00e9 ainda teve participa\u00e7\u00f5es em algumas novelas da Rede Globo e em dez filmes e comp\u00f4s algumas m\u00fasicas. Empres\u00e1rio de sucesso, ocupou o cargo de Ministro dos Esportes entre os anos de 1995 e 1998, per\u00edodo em que inspirou a cria\u00e7\u00e3o da Lei Pel\u00e9.<\/p>\n<p>Fonte: futebol.bol.com.br<\/p>\n<p>Pel\u00e9<br \/>\nJogador de futebol brasileiro nascido em Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es, Minas Gerais, maior craque da hist\u00f3ria do futebol nacional, personalidade mundial do esporte, chamado o rei do futebol e eleito o atleta do s\u00e9culo, eleito pelo jornal franc\u00eas L&#8217;Equipe (1981). Filho de Dona Celeste e de Jo\u00e3o Ramos do Nascimento, jogador de futebol afamado no sul de Minas Gerais, conhecido como Dondinho, que lhe deu o nome para fazer uma homenagem ao o inventor estadunidense Thomas Edison.<\/p>\n<p>Ainda criancinha mudou-se com a fam\u00edlia para Bauru, interior de S\u00e3o Paulo (1945) e come\u00e7ou a jogar aos dez anos, em Bauru. Depois de ser rejeitado em um teste no Corinthians paulista, aos 16 j\u00e1 era titular do Santos Futebol Clube.<\/p>\n<p>Aos 17 foi convocado para a sele\u00e7\u00e3o brasileira, e conquistou sua primeira Copa do Mundo, na Su\u00e9cia (1958). Foi bi-campe\u00e3o da Libertadores da Am\u00e9rica e mundial de clubes pelo Santos (1962\/1963) e disputou mais tr\u00eas copas do mundo de sele\u00e7\u00f5es e ganhou no Chile (1962) e no M\u00e9xico (1970).<\/p>\n<p>Despediu-se da sele\u00e7\u00e3o brasileira (1971) e do Santos (1972) e ainda jogou no New York Cosmos (1974), a fim de promover o futebol nos Estados Unidos, onde encerrou sua carreira profissional de jogador em clubes de futebol.<\/p>\n<p>Marcou 1282 gols em 1364 partidas oficiais.<\/p>\n<p>O fim definitivo de sua carreira foi celebrado em um jogo entre a sele\u00e7\u00e3o brasileira e uma sele\u00e7\u00e3o dos melhores do mundo (1981).<\/p>\n<p>Foi ministro extraordin\u00e1rio de Esportes (1995-1998) no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.<\/p>\n<p>Fonte: www.dec.ufcg.edu.br<\/p>\n<p>Pel\u00e9<br \/>\nQuem gosta de futebol e teve a sorte de ver Pel\u00e9 em campo, pode se considerar um ser humano privilegiado.<\/p>\n<p>Jogos em Copas<\/p>\n<p>15\/06\/58 2 x 0 URSS<\/p>\n<p>19\/06\/58 1 x 0(1) Pa\u00eds de Gales<\/p>\n<p>24\/06\/58 5 x 2(3) Fran\u00e7a<\/p>\n<p>29\/06\/58 5 x 2(2) Su\u00e9cia<\/p>\n<p>30\/05\/62 2 x 0(1) M\u00e9xico<\/p>\n<p>02\/06\/62 0 x 0 Tchecoslov\u00e1quia<\/p>\n<p>12\/07\/66 2 x 0(1) Bulg\u00e1ria<\/p>\n<p>19\/07\/66 1 x 3 Portugal<\/p>\n<p>03\/06\/70 4 x 1(1) Tchecoslov\u00e1quia<\/p>\n<p>07\/06\/70 1 x 0 Inglaterra<\/p>\n<p>10\/06\/70 3 x 2(2) Rom\u00eania<\/p>\n<p>14\/06\/70 4 x 2 Peru<\/p>\n<p>17\/06\/70 3 x 1 Uruguai<\/p>\n<p>21\/06\/70 4 x 1(1) It\u00e1lia<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do maior craque de todos os tempos come\u00e7a com uma derrota. A derrota de um jovem chamado Dondinho em driblar a pobreza usando o futebol como instrumento. Tudo aconteceu no final dos anos 30. Depois de passar por um sem-n\u00famero de pequenos times no interior de Minas Gerais, Dondinho havia finalmente conseguido uma chance no poderoso Atl\u00e9tico Mineiro. &#8220;Naquele tempo, os jogadores de frente jogavam plantados. Dondinho fazia diferente. Ele vinha de tr\u00e1s, com a bola dominada e, por isso, chamava a aten\u00e7\u00e3o&#8221;, recorda o jornalista mineiro G\u00e9rson Sabino.<\/p>\n<p>Dondinho treinou e aprovou no Galo. Foi at\u00e9 morar com a mulher, Celeste, num quartinho localizado embaixo da arquibancada do est\u00e1dio do Atl\u00e9tico. Sua estr\u00e9ia aconteceu no dia 9 de mar\u00e7o de 1940, num amistoso contra o S\u00e3o Cristov\u00e3o, do Rio de Janeiro. Mas num lance com o duro zagueiro Augusto, mas tarde capit\u00e3o do Vasco e da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, Dondinho se machucou feio. &#8220;\u00c1gua no joelho&#8221;, sentenciou o massagista &#8211; naquele tempo, o mundo do futebol ainda desconhecia os meniscos. O canditado a jogador nunca mais foi o mesmo. O problema o obrigou a voltar para o minguado futebol do interior. O pior era que Celeste carregava na barriga seu primeiro filho.<\/p>\n<p>HOMENAGENS<\/p>\n<p>&#8220;O maior jogador de futebol do mundo<br \/>\nfoi Di Stefano. Eu me recuso a classificar Pel\u00e9<br \/>\ncomo jogador. Ele est\u00e1 acima de tudo&#8221;<br \/>\n(PUSKAS, craque do escrete h\u00fangaro<br \/>\nque dominou o futebol no in\u00edcio dos anos 50)<\/p>\n<p>&#8220;Se Pel\u00e9 n\u00e3o tivesse nascido homem<br \/>\nteria nascido bola&#8221;<br \/>\n(ARMANDO NOGUEIRA, jornalista)<\/p>\n<p>&#8220;Pensei: ele \u00e9 de carne e osso como eu. Me enganei&#8221;<br \/>\n(TARCISIO BURGNICH, defensor italiano na Copa de 70)<\/p>\n<p>&#8220;Pel\u00e9 \u00e9 o \u00fanico que ultrapassa os limites da l\u00f3gica&#8221;<br \/>\n(CRUIJFF, comandante do Carrossel Holand\u00eas<br \/>\nna Copa de 74)<\/p>\n<p>&#8220;Senti medo, um terr\u00edvel medo quando vi<br \/>\naqueles olhos. Pareciam olhos de um animal<br \/>\nselvagem, olhos que soltavam fogo&#8221;<br \/>\n(OVERATH, jogador alem\u00e3o nas Copas de 66 a 74)<\/p>\n<p>&#8220;Pel\u00e9 desequilibrou o mundo&#8221;<br \/>\n(GILMAR, goleiro do Santos e da Sele\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>O futebol de Dondinho morreu naquele ano de 1940. Todo esse drama pessoal de mais um obscuro jogador brasileiro passaria ao anonimato n\u00e3o tivesse seu filho se tornado o mais reverenciado craque de todos os tempos. \u00c9dson Arantes do Nascimento, Pel\u00e9, nasceu no dia 23 de outubro daquele mesmo ano com o destino de vingar as derrotas de seu pai e, num sentido mais amplo, as derrotas de todos os brasileiros.<\/p>\n<p>O DESCOBRIDOR<br \/>\nA honra de descobrir Pel\u00e9 cabe a Waldemar de Brito, considerado um grande atacante (do S\u00e3o Paulo) entre 1935 e 1945. Waldemar chegou \u00e0 cidade de Bauru, em 1953, para organizar o time infanto-juvenil do Bauru Atl\u00e9tico Clube, o Baquinho. Na primeira peneira, o novo t\u00e9cnico j\u00e1 ficou deslumbrado com aquele negrinho magrela que entortava os demais garotos e marcava gols aos montes. Em 1956, quando Waldemar deixou a cidade, prometeu voltar para buscar o menino. &#8220;Cuida bem desse garoto, que ele \u00e9 uma d\u00e1diva de Deus&#8221;, recomendou a dona Celeste que, at\u00e9 ent\u00e3o, era contra a entrada do filho no futebol. Meses depois, Waldemar voltou e levou Pel\u00e9 para o Santos.<\/p>\n<p>HER\u00d3IS DE \u00c1LBUM<br \/>\nN\u00fameros em Copas<\/p>\n<p>Pontos: 37<\/p>\n<p>Jogos: 14<\/p>\n<p>Vit\u00f3rias: 12<\/p>\n<p>Empate: 1<\/p>\n<p>Derrota: 1<\/p>\n<p>Gols: 12<\/p>\n<p>M\u00e9dia de Gols: 0,8<\/p>\n<p>Pel\u00e9 chegou a santos no dia 8 de agosto de 1956, com apenas 15 anos. Waldemar de Brito entregou o garoto ao treinador Lula e ao craque Jair da Rosa Pinto, que encerrava sua carreira no time da Vila Belmiro. Os demais jogadores se espantaram com a pretens\u00e3o daquele moleque em treinar no clube. O debochado Zito at\u00e9 combinou de fazer o menino de bobinho no primeiro coletivo. Mas, \u00e0 noite, quando entrou no quarto de Pel\u00e9, Zito viu um \u00e1lbum de figurinhas sobre a cama. Nele estava escrito com letra de menino: &#8220;Deus \u00e9 t\u00e3o bom para mim que vai me fazer jogar tanto quanto Zito, chutar tanto quanto Pepe, driblar tanto quanto Pag\u00e3o&#8221;. Zito desistiu da brincadeira. No dia seguinte, Pel\u00e9 treinou e j\u00e1 fez um gol. Era realmente um fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>OS N\u00daMEROS DO REI<\/p>\n<p>1.279 gols. S\u00f3 perde para Friendenreich<br \/>\ncom 1.329 gols reconhecidos pela FIFA,<br \/>\napesar de n\u00e3o documentados<\/p>\n<p>11 vezes artilheiro do Campeonato Paulista<br \/>\n(de 1957 a 1965, 1969 a 1973). Quem mais se<br \/>\naproximou foi Friendenreich, com 9 artilharias<br \/>\nno tempo do futebol amador<\/p>\n<p>58 gols em um \u00fanico campeonato, o Paulista<br \/>\nde 1958. Abaixo s\u00f3 aparece ele pr\u00f3prio, com 49<br \/>\ngols em 1945<\/p>\n<p>1.091 gols por um \u00fanico clube, o Santos<\/p>\n<p>95 gols pela Sele\u00e7\u00e3o Brasileira. O segundo<br \/>\nlugar cabe a Zico, com 67 gols<\/p>\n<p>49 gols marcados em um \u00fanico clube,<br \/>\no Corinthiansm entre 1957 e 1974<\/p>\n<p>65 gols entre 1975 e 1977, nas 111 partidas<br \/>\nque disputou pelo Cosmos de Nova York<\/p>\n<p>32 t\u00edtulos de campe\u00e3o, uma m\u00e9dia de 1,5 por ano<\/p>\n<p>23 outros t\u00edtulos de campe\u00e3o em torneios<br \/>\nn\u00e3o-oficiais, o que sobe a m\u00e9dia total para 2,6 por ano<\/p>\n<p>Um m\u00eas depois, marcou seu primeiro gol oficial, metendo a bola no meio das pernas do goleiro Zaluar, do Corinthians de Santo Andr\u00e9. Em menos de um ano, mais precisamente no dia 7 de julho de 1957, estreava na Sele\u00e7\u00e3o Brasileira e (adivinhem!) marcava um gol. O Brasil acabou perdendo para a Argentina (2 a 1, no Maracan\u00e3), mas a hist\u00f3ria ia mudar a partir dali.<\/p>\n<p>A REALEZA DE PEL\u00c9<br \/>\nUm dos primeiros a perceber a realeza de Pel\u00e9 foi o escritor Nelson Rodrigues. &#8220;Dir-se-ia um rei (&#8230;) sua majestade din\u00e1stica h\u00e1 de ofuscar toda a corte em derredor&#8221;, escreveu N\u00e9lson, numa cr\u00f4nica prof\u00e9tica publicada na revista Manchete Esportiva, em 8 de mar\u00e7o de 1958. A coroa\u00e7\u00e3o internacional foi quest\u00e3o de meses. Na Copa da Su\u00e9cia, Pel\u00e9 deslumbrou o mundo com apenas 17 anos e passou a ser chamado de o Rei do Futebol.<\/p>\n<p>Com ele, o Brasil deixou de ser apenas mais um pa\u00eds do Terceiro Mundo, conseguindo sentir orgulho por ser conhecido e respeitado &#8211; pelo menos no futebol. A Era Pel\u00e9 se traduziu em um tricampeonato mundial de futebol e na posse definitiva da Ta\u00e7a Jules Rimet. O Rei jogou 114 partidas e marcou 95 gols com a camisa amarela. Nas quatro Copas do Mundo que disputou, nas in\u00fameras excurs\u00f5es do Santos e na sua temporada pelo Cosmos, de Nova York, Pel\u00e9 granjeou um n\u00famero incont\u00e1vel de admiradores. De gente simples e an\u00f4nima a artistas como Robert Redford e William Hurt, chefes-de-estado com Mikhail Gorbatch\u00f3v e Bill Clinton, papas, reis e rainhas. Todos eles prestaram suas homenagens ao Rei Pe<\/p>\n<p>Um m\u00eas depois, marcou seu primeiro gol oficial, metendo a bola no meio das pernas do goleiro Zaluar, do Corinthians de Santo Andr\u00e9. Em menos de um ano, mais precisamente no dia 7 de julho de 1957, estreava na Sele\u00e7\u00e3o Brasileira e (adivinhem!) marcava um gol. O Brasil acabou perdendo para a Argentina (2 a 1, no Maracan\u00e3), mas a hist\u00f3ria ia mudar a partir dali.<\/p>\n<p>A REALEZA DE PEL\u00c9 Um dos primeiros a perceber a realeza de Pel\u00e9 foi o escritor Nelson Rodrigues. &#8220;Dir-se-ia um rei (&#8230;) sua majestade din\u00e1stica h\u00e1 de ofuscar toda a corte em derredor&#8221;, escreveu N\u00e9lson, numa cr\u00f4nica prof\u00e9tica publicada na revista Manchete Esportiva, em 8 de mar\u00e7o de 1958. A coroa\u00e7\u00e3o internacional foi quest\u00e3o de meses. Na Copa da Su\u00e9cia, Pel\u00e9 deslumbrou o mundo com apenas 17 anos e passou a ser chamado de o Rei do Futebol.<\/p>\n<p>Com ele, o Brasil deixou de ser apenas mais um pa\u00eds do Terceiro Mundo, conseguindo sentir orgulho por ser conhecido e respeitado &#8211; pelo menos no futebol. A Era Pel\u00e9 se traduziu em um tricampeonato mundial de futebol e na posse definitiva da Ta\u00e7a Jules Rimet. O Rei jogou 114 partidas e marcou 95 gols com a camisa amarela. Nas quatro Copas do Mundo que disputou, nas in\u00fameras excurs\u00f5es do Santos e na sua temporada pelo Cosmos, de Nova York, Pel\u00e9 granjeou um n\u00famero incont\u00e1vel de admiradores. De gente simples e an\u00f4nima a artistas como Robert Redford e William Hurt, chefes-de-estado com Mikhail Gorbatch\u00f3v e Bill Clinton, papas, reis e rainhas. Todos eles prestaram suas homenagens ao Rei Pel\u00e9.<\/p>\n<p>AS OBRAS-PRIMAS<\/p>\n<p>Gol da Afirma\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>19 de julho de 1958, Est\u00e1dio Nya Ullevi, Gotemburgo, Su\u00e9cia,<br \/>\nBrasil 1 x 0 Pa\u00eds de Gales. A bola vem da direita, Didi ajeita de<br \/>\ncabe\u00e7a para Pel\u00e9 que mata a bola no peito, d\u00e1 um semilen\u00e7ol no<br \/>\nadvers\u00e1rio e toca para o canto direito do arco. Foi seu primeiro<br \/>\ngol em Copa do Mundo. \u00c9 considerado pelo pr\u00f3prio Pel\u00e9 o gol mais<br \/>\nimportante da sua carreira, o gol da confian\u00e7a, da afirma\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Gol Mais Bonito<\/p>\n<p>11 de Novembro de 1959, est\u00e1dio do Juventus, na Rua Javari,<br \/>\nSantos 5 x 1 Juventus. Pel\u00e9 recebe a pelota de Coutinho na entrada<br \/>\nda grande \u00e1rea. Sem deixar cair no ch\u00e3o, d\u00e1 tr\u00eas chap\u00e9us em tr\u00eas<br \/>\ndefensores. D\u00e1 ainda um quarto chap\u00e9u no goleiro M\u00e3o-de-On\u00e7a e, ainda<br \/>\nsem deixar a bola tocar o solo, mergulha de cabe\u00e7a para completar<br \/>\numa grande obra-prima<\/p>\n<p>Gol de Placa<\/p>\n<p>5 de mar\u00e7o de 1961, est\u00e1dio do Maracan\u00e3, Santos 3 x 1 Fluminense.<br \/>\nPel\u00e9 pegou a bola fora da \u00e1rea do Santos e partiu para o gol advers\u00e1rio.<br \/>\nPassou entre Valdo e Edmilson, enganou Cl\u00f3via, saiu de Altair, fintou.<br \/>\nPinheiro, driblou Jair Marinho, tocou na sa\u00edda de Castilho. Pel\u00e9 venceu.<br \/>\nsete jogadores do Fluminense e marcou o gol que lhe deu direito a placa de<br \/>\nbronze no hall de entrada do Maracan\u00e3. Da\u00ed nasceu a express\u00e3o &#8220;gol de placa&#8221;.<\/p>\n<p>Gol de Tabela<\/p>\n<p>11 de outubro de 1962, Est\u00e1dio da Luz, Lisboa, Portugal, Benfica 2 x 5<br \/>\nSantos. Zito toca para Pel\u00e9. O Rei chuta a bola nas pernas do zagueiro Coluna.<br \/>\nA bola volta e Pel\u00e9 passa para Coutinho. Continho devolve para Pel\u00e9, para<br \/>\nCoutinho, para Pel\u00e9, para Coutinho, para Pel\u00e9 que passa pelo zagueiro Cav\u00e9m e<br \/>\nchuta na sa\u00edda do goleiro. Gol da descis\u00e3o em que o Santos se tornou o Campe\u00e3o<br \/>\nMundial Interclubes e que ilustra a famosa tabelinha com o parceiro Coutinho.<\/p>\n<p>Gol do Meio do Campo<\/p>\n<p>19 de junho de 1977, Est\u00e1dio Rutherford, New Jersey, Estados Unidos, Cosmos<br \/>\n3 x 0 Tampa Bay. Pel\u00e9 percebe o goleiro adiantado e chuta do meio do campo. O<br \/>\nRei marca o gol que tentara na Copa de 70, para del\u00edrio dos torcedores norte-<br \/>\namericanos<\/p>\n<p>Quando parou definitivamente em 1977, j\u00e1 havia se transformado numa lenda. Primeiro, com o gol mil em 1969. Depois com a Copa de 70. Entretanto, o reconhecimento absoluto viria em 1981, quando foi escolhido o Atleta do S\u00e9culo numa elei\u00e7\u00e3o patrocinada pelo jornal franc\u00eas L&#8217;Equipe em conjunto com outros 19 peri\u00f3dicos do mundo inteiro.<\/p>\n<p>Hoje, Pel\u00e9 \u00e9 o cidad\u00e3o mais conhecido do planeta. Seu nome \u00e9 uma marca mais conhecida do que Aspirina ou Coca-Cola e sua imagem movimenta o equivalente a 200 milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano. Com um patrim\u00f4nio pessoal na casa dos 25 milh\u00f5es de d\u00f3lares, Pel\u00e9 vive pelo mundo levando o futebol e o nome do Brasil para todos os campos. Atualmente, \u00e9 Ministro Extraordin\u00e1rio dos Esportes, no Brasil.<\/p>\n<p>DE G\u00caNIO<br \/>\nZigue-zague em meio \u00e0 defesa advers\u00e1rio, chap\u00e9u rente \u00e0 cabe\u00e7a dos zagueiros, cortes precisos com as duas pernas. Pel\u00e9 foi sem d\u00favida o craque com maior repert\u00f3rio de jogadores que j\u00e1 existiu. Dele, dizem ainda que era craque em todas as posi\u00e7\u00f5es. Mas tamb\u00e9m foi um inventor. \u00c9 de sua lavra a paradinha na hora do p\u00eanalti bem como a tabelinha na perna dos beques.<\/p>\n<p>Na paradinha, Pel\u00e9 colocava a bola na marca para bater o p\u00eanalti e corria para chutar. S\u00f3 que na hora exata, travava a corrida. Era o suficiente para o goleiro j\u00e1 pular para um canto. Assim, o Rei simplesmente rolava a pelota para o lado oposto. Bola de um lado, goleiro do outro.<\/p>\n<p>J\u00e1 a tabela com os advers\u00e1rios foi uma inven\u00e7\u00e3o que aconteceu por acaso. Certa feita, Pel\u00e9 errou um passe, ma a bola bateu na canela do beque e sobrou de volta em posi\u00e7\u00e3o excelente. Outro jogador qualquer, agradeceria a sorte e simplesmente chutaria para gol. Pel\u00e9 n\u00e3o. Seu g\u00eanio vislumbrou naquele lance fortuito uma jogada da qual poderia se valer nas ocasi\u00f5es mais dif\u00edceis. Assim nasceu a tabelinha na perna dos advers\u00e1rios.<\/p>\n<p>A REALEZA DE PEL\u00c9<br \/>\nDepois do jogo Am\u00e9rica x Santos, seria um crime n\u00e3o fazer de Pel\u00e9 o meu personagem da semana. Grande figura, que o meu confrade Albert Laurence chama de &#8220;O Domingos da Guia do ataque&#8221;. Examino a ficha de Pel\u00e9 e tomo um susto: &#8211; dezessete anos! H\u00e1 certas idades que s\u00e3o aberrantes, inveross\u00edmeis. Uma delas \u00e9 a de Pel\u00e9. Eu, com mais de quarenta, custo a crer que algu\u00e9m que possa ter dezessete anos, jamais. Pois bem: &#8211; verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresist\u00edveis e fatais. Dir-se-ia um rei, n\u00e3o sei se Lear, se imperador Jones, se et\u00edope. Racialmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invis\u00edveis. Em suma: &#8211; ponham-no em qualquer rancho e a sua majestade din\u00e1stica h\u00e1 de ofuscar toda a corte em derredor.<\/p>\n<p>O que n\u00f3s chamamos de realeza \u00e9, acima de tudo, um estado de alma. E Pel\u00e9 leva sobre os demais jogadores uma vantagem consider\u00e1vel: &#8211; a de se sentir rei, da cabe\u00e7a aos p\u00e9s. Quando ele apanha a bola e dribla um advers\u00e1rio, \u00e9 como que enxota, que escorra\u00e7a um plebeu ignaro e polhento. E o meu personagem tem uma tal sensa\u00e7\u00e3o de superioridade que n\u00e3o faz cerim\u00f4nias. J\u00e1 lhe perguntaram: &#8211; &#8220;Quem \u00e9 o maior meia do mundo?&#8221;. Ele respondeu, com a \u00eanfase das certezas eternas: &#8211; &#8220;Eu&#8221;. Insistiram: &#8211; &#8220;Qual \u00e9 o maior ponta do mundo?&#8221;. E Pel\u00e9: &#8211; &#8220;Eu&#8221;. Em outro qualquer, esse desplante faria rir ou sorrir. Mas o fabuloso craque p\u00f5e no que diz uma tal carga de convic\u00e7\u00e3o, que ningu\u00e9m reage e todos passam a admitir que ele seja, realmente, o maior de todas as posi\u00e7\u00f5es. Nas pontas, nas meios e no centro, h\u00e1 de ser o mesm, isto \u00e9, o incompar\u00e1vel Pel\u00e9.<\/p>\n<p>OS LANCES HIST\u00d3RICOS<\/p>\n<p>CHUTE DO MEIO DO CAMPO<\/p>\n<p>Pel\u00e9 percebeu o Goleiro Viktor, da Tchecoslov\u00e1quia,<br \/>\nadiantado e deu um chute de 70 metros, direto do meio do campo.<br \/>\nViktor voltou desesperado mas a bola raspou a trave.<\/p>\n<p>MAIOR DEFESA<\/p>\n<p>Cruzamento na \u00e1rea e Pel\u00e9 acerta uma cabe\u00e7ada<br \/>\ncerteira. A bola toca no ch\u00e3o e vai entrando quando<br \/>\no goleiro Banks, da Inglaterra, se estica todo e espalma<br \/>\nA bola sobe e sai por cima do gol. A defesa passou a ser<br \/>\nconsiderada a maior de todos os tempos<\/p>\n<p>TIRO DE PRIMEIRA<\/p>\n<p>O goleiro uruguio Mazurkiewicz bate o tiro de meta errado<br \/>\ne Pel\u00e9, da intermedi\u00e1ria, emenda de primeira para o gol. O goleiro<br \/>\nainda tem tempo de se recuperar e encaixar a bola.<\/p>\n<p>DRIBLE DE CORPO<\/p>\n<p>A jogada mais pl\u00e1stica da Copa de 70. Tost\u00e3o lan\u00e7a Pel\u00e9<br \/>\ne o goleiro Mazurkiewicz sai para dividir. Pel\u00e9 passa pela<br \/>\nbola que tamb\u00e9m passa pelo uruguaio. O Rei d\u00e1 a volta no<br \/>\ngoleiro e chuta. A bola trisca a trave e vai para fora.<\/p>\n<p>Vejam o que ele fez, outro dia, no j\u00e1 referido Am\u00e9rica x Santos. Enfiou, e quase sempre pelo esfor\u00e7o pessoal, quatro gols em Pomp\u00e9ia. Sozinho, liquidou a partida, liquidou o Am\u00e9rica, monopolizou o placar. Ao meu lado, um americano doente estrebuchava: &#8211; &#8220;V\u00e1 jogar bem assim no diabo que o carregue!&#8221;. De certa feita, foi at\u00e9 desmoralizante. Ainda no primeiro tempo, ele recebe o couro no meio do campo. Outro qualquer teria despachado. Pel\u00e9, n\u00e3o. Olha para a frente e o caminho at\u00e9 o gol est\u00e1 entupido de advers\u00e1rios. Mas o homem resolve fazer tudo sozinho. Dribla o primeiro e o segundo. Vem-lhe ao encal\u00e7o, ferozmente, o terceiro, que Pel\u00e9 corta sensacionalmente. Numa palavra: sem passar a ningu\u00e9m e sem ajuda de ningu\u00e9m, ele promoveu a destrui\u00e7\u00e3o minuciosa e s\u00e1dica da defesa rubra. At\u00e9 que chegou um momento em que n\u00e3o havia mais ningu\u00e9m para driblar. N\u00e3o existia uma defesa. Ou por outra: &#8211; a defesa estava indefesa. E, ent\u00e3o, livre na \u00e1rea inimiga, Pel\u00e9 achou que era demais driblar Pomp\u00e9ia e enca\u00e7apou de maneira genial e inapel\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ora, para fazer um gol assm n\u00e3o basta apenas o simples e puro futebol. \u00c9 preciso algo mais, ou seja, essa plenitude de confian\u00e7a, de certeza e otimismo, que faz de Pel\u00e9 o craque imb\u00e1tivel. Quero crer que a sua maior virtude \u00e9, justamente, a imod\u00e9stia absoluta. P\u00f5e-se por cima de tudo e de todos. E acaba intimidando a pr\u00f3pria bola, que vem aos seus p\u00e9s com uma lambida docilidade de cadelinha. Hoje, at\u00e9 uma cambixirra sabe que Pel\u00e9 \u00e9 imprescind\u00edvel na forma\u00e7\u00e3o de qualquer escrete. Na Su\u00e9cia, ele n\u00e3o tremer\u00e1 de ningu\u00e9m. H\u00e1 de olhar os h\u00fangaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. N\u00e3o se inferiorizar\u00e1 diante de ningu\u00e9m. E \u00e9 dessa atitude viril e mesmo insolente que precisamos. Sim, amigos: &#8211; aposto minha cabe\u00e7a como Pel\u00e9 vai achar todos os nossos advers\u00e1rios uns pernas-de-pau.<\/p>\n<p>Por que perdemos, na Su\u00ed\u00e7a, para a Hungria? Examinem a fotografia de um e outro time entrando em campo. Enquanto os h\u00fangaros erguem o rosto, olham duro, empinam o peito, n\u00f3s baixamos a cabe\u00e7a e quase babamos de humildade. Esse flagrante, por si s\u00f3, antecipa e elucida a derrota. Com Pel\u00e9 no time, e outros como ele, ningu\u00e9m ir\u00e1 para a Su\u00e9cia com a alma dos vira-latas. Os outros \u00e9 que tremer\u00e3o diante de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Fonte: www.geocities.com<\/p>\n<p>Pel\u00e9<\/p>\n<p>Edison Arantes do Nascimento KBE (Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es, 23 de outubro de 1940), conhecido como Pel\u00e9, \u00e9, trinta anos ap\u00f3s sua retirada dos campos, o mais famoso futebolista brasileiro e mundial. \u00c9 considerado por muitos como o maior jogador da hist\u00f3ria do futebol. Recebeu o t\u00edtulo de Atleta do S\u00e9culo de todos os esportes em 15 de maio de 1981, eleito pelo jornal franc\u00eas L&#8217;Equipe. No final de 1999, o COI, atrav\u00e9s de uma vota\u00e7\u00e3o internacional entre todos os Comit\u00eas Ol\u00edmpicos Nacionais associados, tamb\u00e9m elegeu Pel\u00e9 o &#8220;Atleta do S\u00e9culo&#8221;.<\/p>\n<p>Biografia<br \/>\nFilho de Dona Celeste e de Jo\u00e3o Ramos do Nascimento, conhecido futebolista no sul de Minas Gerais, alcunhado Dondinho, em 1945, mudou-se com a fam\u00edlia para Bauru (S\u00e3o Paulo). O nome &#8220;Edison&#8221; foi escolhido pelo pai para fazer uma homenagem ao inventor Thomas Edison.<\/p>\n<p>Ainda crian\u00e7a manifestou a vontade de ser jogador de futebol. Ironicamente a alcunha &#8220;Pel\u00e9&#8221; que serviu para identificar o jogador considerado o maior goleador de todos os tempos teve origem num goleiro. Em 1943 o pai de Pel\u00e9 jogava no time mineiro do S\u00e3o Louren\u00e7o. Pel\u00e9, que ent\u00e3o tinha tr\u00eas anos, ficava bastante impressionado com as defesas do goleiro da equipe do pai e gritava: &#8220;Defende Bil\u00e9&#8221;. As pessoas pr\u00f3ximas come\u00e7aram a cham\u00e1-lo de &#8220;Bil\u00e9&#8221;. Muitas crian\u00e7as colegas do garoto Edison tinham dificuldade em pronunciar &#8220;Bil\u00e9&#8221; e com o tempo o apelido virou &#8220;Pel\u00e9&#8221;.<\/p>\n<p>Com dez anos j\u00e1 jogava em um time infanto-juvenil, o Canto do Rio, cuja idade m\u00ednima para participar era de 13 anos. O pai ent\u00e3o o estimulou a montar o seu pr\u00f3prio time: chamou-o Sete de Setembro. Para adquirir material, como bolas e uniformes, os garotos do time chegaram a pegar, sem autoriza\u00e7\u00e3o, produtos nos vag\u00f5es estacionados da Estrada de Ferro Sorocabana para vender em entrada de cinema e pra\u00e7as.<\/p>\n<p>Um fato que destacou a import\u00e2ncia de Pel\u00e9 no exterior foi quando de sua visita a \u00c1frica em 1969. No transcorrer da guerra civil na \u00c1frica, para que Pel\u00e9 e o time do Santos FC transitassem em seguran\u00e7a entre Kinshasa e Brazzaville, as for\u00e7as rivais declararam a interrup\u00e7\u00e3o das agressividades, chegando a ocorrer, numa regi\u00e3o de fronteira, a transfer\u00eancia da delega\u00e7\u00e3o sob tutela de um ex\u00e9rcito para o outro.<\/p>\n<p>Este fato fez lembrar o sonho do Bar\u00e3o Pierre de Coubertin ao fazer renascer os Jogos Ol\u00edmpicos no s\u00e9culo XX. Pois era costume na Gr\u00e9cia Antiga a decreta\u00e7\u00e3o de um armist\u00edcio quando da realiza\u00e7\u00e3o dos jogos ol\u00edmpicos da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Pel\u00e9 come\u00e7ou sua carreira no Santos FC, em 1956 e disputou sua primeira partida internacional com a sele\u00e7\u00e3o brasileira dez meses depois.<\/p>\n<p>Professor de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, formado em 1974, pela Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica de Santos (Universidade Metropolitana de Santos)<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980, namorou a ent\u00e3o aspirante a modelo Xuxa, sendo considerado o principal respons\u00e1vel pela proje\u00e7\u00e3o inicial da mesma na midia. O mesmo per\u00edodo em que foram lan\u00e7adas filmagens de Xuxa em um filme er\u00f3tico chamado Amor, Estranho Amor. O filme com cenas pol\u00eamicas de Xuxa teve a exibi\u00e7\u00e3o embargada na Justi\u00e7a Brasileira anos depois, por iniciativa da pr\u00f3pria atriz, que se tornara famosa e rica na TV e brasileira atuando como apresentadora infantil, e n\u00e3o por Pel\u00e9.<\/p>\n<p>Foi ministro dos Esportes do Brasil de 1995 a 1998.Nessa \u00e9poca aprovou mudan\u00e7as na Lei Zico, que passou a ser conhecida como Lei Pel\u00e9. A legisla\u00e7\u00e3o, muito criticada pelos dirigentes de clubes brasileiros, na verdade segue em linhas gerais as diretrizes internacionais da FIFA para contrata\u00e7\u00e3o de jogadores.<\/p>\n<p>Em 2000, na conturbada elei\u00e7ao de Melhor Jogador do S\u00e9culo da FIFA, Pel\u00e9 foi aclamado como o melhor de todos os tempos, a frente do craque argentino Diego Maradona.<\/p>\n<p>Em 3 de mar\u00e7o de 2004, revelou uma lista contendo os cem melhores jogadores de futebol vivos. Lista esta que gerou pol\u00eamica, e cr\u00edticas de v\u00e1rios seguimentos da m\u00eddia, de jogadores, e intelectuais do futebol mundial.<\/p>\n<p>Em maio de 2005, Pel\u00e9 ganhou espa\u00e7o no notici\u00e1rio por conta da pris\u00e3o de seu filho Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, autuado sob suspeita de envolvimento com o tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n<p>Camisa 10<br \/>\nDepois de Pel\u00e9, a camisa 10 passou a ser vestida pelo melhor jogador do time, tanto no Brasil quanto no exterior. No time do Santos, ele utilizava esse n\u00famero por ser o meia-esquerda e na sele\u00e7\u00e3o, por sorteio.<\/p>\n<p>Sele\u00e7\u00e3o Brasileira<br \/>\nEstr\u00e9ia: derrota de 1 a 2 pela Argentina em 1957, pela Copa Roca. Gol dele.<\/p>\n<p>Copa de 1958: convocado depois de uma brilhante partida no Maracan\u00e3, na qual atuou em um combinado do Santos e Vasco da Gama. Se machucou na v\u00e9spera da competi\u00e7\u00e3o, mas Paulo Machado de Carvalho resolveu lev\u00e1-lo assim mesmo. Estreiou no terceiro e decisivo jogo do Brasil, juntamente com Zito e Garrincha. Ele n\u00e3o marcou, mas o Brasil venceu por 2&#215;0 a URSS. Nessa copa Pel\u00e9 foi chamado pelos franceses de &#8220;Rei do Futebol&#8221;, dando in\u00edcio a uma verdadeira lenda internacional, tornando-se uma das personalidades mais conhecida do mundo durante o s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Copa de 1962: Pel\u00e9 se machucou na virilha, no segundo jogo do Brasil. No primeiro ele havia feito um gol. N\u00e3o jogou mais aquela competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Copa de 1966: Pel\u00e9 foi ca\u00e7ado em campo pelos advers\u00e1rios, que usavam do chamado &#8220;Futebol For\u00e7a&#8221; para surpreender o Brasil. Jogou apenas duas, das tr\u00eas partidas que o Brasil disputou naquela Copa. Fez sua \u00faltima partida com Garrincha, na vit\u00f3ria de 2&#215;0 sobre a Bulg\u00e1ria. Juntos, os dois astros nunca perderam uma partida de futebol pela sele\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Copa de 1970: Amea\u00e7ado de ficar no banco de reservas, quando Zagallo assumiu a sele\u00e7\u00e3o, Pel\u00e9 jogou tudo que sabia e comandou o Brasil na sua mais impressionante campanha em Copas, ganhando definitivamente a Ta\u00e7a Jules Rimet.<\/p>\n<p>Despedida: Maracan\u00e3, dia 18 de julho de 1971, com p\u00fablico de 138.575 pagantes. Brasil 2 a 2 Iugosl\u00e1via.<\/p>\n<p>Clubes<br \/>\nSantos Futebol Clube<br \/>\n1956 a 1974<\/p>\n<p>Estr\u00e9ia: Santos 7 &#8211; 1 Corinthians de Santo Andr\u00e9, em 7 de Julho de 1956. (primeiro gol de Pel\u00e9 ,sexto do Santos na partida).<\/p>\n<p>\u00daltima partida: Santos 2 &#8211; 0 Ponte Preta, 2 de Outubro de 1974.<\/p>\n<p>New York Cosmos<br \/>\n1975 a 1977<\/p>\n<p>\u00daltima partida: New York Cosmos 2 &#8211; 1 Santos, no Giants Stadium (Nova Iorque), em 1 de Outubro de 1977. Pel\u00e9 atuou um tempo por cada equipe e marcou o primeiro gol da equipe norte-americana cobrando falta.<\/p>\n<p>As despedidas<br \/>\nAl\u00e9m da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, Pel\u00e9 se despediu como jogador do Santos em 1974 (vit\u00f3ria por 2 a 0 sobre a Ponte Preta) e do New York Cosmos (1977, jogando um tempo em cada equipe, marcando um gol pelo time estadunidense que venceu o Santos por 2 &#8211; 1). Na festa americana, com direito a participa\u00e7\u00e3o de Mohamed Ali, Pel\u00e9 daria seu grito repetido por milhares de pessoas: &#8220;Love! Love!&#8221;.<\/p>\n<p>Seria a estrela de partidas de despedida de outros astros, como Garrincha em 1973 (fez um gol pela Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, driblando toda a defesa advers\u00e1ria formada por estrangeiros que atuavam no Brasil); e da de Beckenbauer em 1982, quando fez seu \u00faltimo gol. Carlos Alberto Torres reclamou que Pel\u00e9 n\u00e3o participou da sua despedida. Tanto Beckenbauer como Carlos Alberto, foram seus companheiros no Cosmos.<\/p>\n<p>Pol\u00eamicas<\/p>\n<p>Pel\u00e9 sempre foi muito criticado por diversas de suas declara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Durante o regime militar, deu declara\u00e7\u00e3o pol\u00eamica dizendo que &#8220;o povo brasileiro n\u00e3o sabe votar&#8221;, o que provocou a rea\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Em 2005, falou que Rom\u00e1rio deveria se aposentar, ao que o mesmo replicou que Pel\u00e9 &#8220;com a boca fechada \u00e9 um poeta&#8221;, completando que ele deveria &#8220;colocar um sapato na boca para deixar de falar besteiras&#8221;. Tamb\u00e9m criticou Ronaldo por estar acima do peso em 2006.<\/p>\n<p>Em 2006, disse antes do jogo pela Copa do Mundo entre Brasil e Fran\u00e7a que tinha um mau pressentimento quanto ao jogo. O Brasil realmente acabou perdendo o jogo por 1 a 0.<\/p>\n<p>Muitos jogadores declararam que em campo ele era um &#8220;jogador sujo&#8221;, e tamb\u00e9m costumava revidar as agress\u00f5es dos advers\u00e1rios:<\/p>\n<p>Quebrou a perna do alem\u00e3o Kiesman em um amistoso em que o Brasil venceu a Alemanha Ocidental em 1965 no Maracan\u00e3 por 2 a 0.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m causou a fratura da perna do cruzeirense Proc\u00f3pio em 1968 numa partida entre Cruzeiro e Santos.<\/p>\n<p>Um dos lances que ficou famoso tamb\u00e9m foi a cotovelada desleal que Pel\u00e9 desferiu contra o uruguaio Dagoberto Fontes, na semi-final da Copa de 70. No in\u00edcio do jogo, esse zagueiro havia pisado na m\u00e3o de Pel\u00e9 quando ele estava ca\u00eddo, irritando o Rei. Mas o lance da cotovelada foi t\u00e3o bem feito, que o juiz deu falta do zagueiro e n\u00e3o de Pel\u00e9.<br \/>\nH\u00e1 de se considerar, no entanto, que suas incurs\u00f5es surpreendentes entre os zagueiros em jogadas espetaculares que freq\u00fcentemente resultavam em gols, o que o tornava objeto de ca\u00e7a dos zagueiros dos times advers\u00e1rios. Pel\u00e9 era constantemente atingido e agredido pelos marcadores, o que pode ter resultado em que algumas vezes seu comportamento, em rev\u00e9s, tenha sido uma resposta a essas constantes agress\u00f5es. Depois da Copa de 1966, principalmente, quando Pel\u00e9 mal pode jogar devido as &#8220;entradas&#8221; desleais que sofreu e que o machucaram, muitos o aconselharam a jogar com mais &#8220;dureza&#8221;, intimidando sempre que poss\u00edvel seus implac\u00e1veis marcadores.<\/p>\n<p>Quando era Ministro do Esporte, criou a Lei Pel\u00e9, que tinha como objetivo modernizar o futebol brasileiro ao transformar os clubes em empresas. A lei at\u00e9 hoje \u00e9 pol\u00eamica: Pel\u00e9 acusa os grandes clubes de terem deturpado o projeto original, enquanto os mesmos dizem que a lei teria facilitado a sa\u00edda dos jogadores de seus clubes, favorecendo as transfer\u00eancias para o exterior.<\/p>\n<p>Seu filho Edinho (Edson Cholbi Nascimento) que jogou como goleiro pelo Santos, foi preso em junho de 2005 por envolvimento com o tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n<p>Tem sete filhos reconhecidos: tr\u00eas com a primeira mulher, Rosemeri Cholbi, dois com a segunda, Ass\u00edria Lemos, e mais duas filhas extraconjugalmente, uma das quais Pel\u00e9 foi obrigado a reconhecer a paternidade judicialmente, Sandra Regina Machado, vereadora de Santos, vitimada por um c\u00e2ncer em 17 de outubro de 2006.<\/p>\n<p>Estat\u00edsticas<br \/>\nPartidas: 1375<br \/>\nGols: 1284<br \/>\nRecorde de gols em uma partida: seis gols, em 21 de novembro de 1964, na partida Santos 11 a 0 Botafogo de Ribeir\u00e3o Preto<br \/>\nPartidas pela sele\u00e7\u00e3o brasileira: 115 (92 oficiais)<br \/>\nGols pela sele\u00e7\u00e3o brasileira: 95<br \/>\nMais jovem artilheiro Campeonato Paulista: 1957 &#8211; Santos (fez 17 anos durante a competi\u00e7\u00e3o)<br \/>\nMais jovem Campe\u00e3o Mundial: 1958 &#8211; Brasil (17 anos)<br \/>\nMais jovem Bicampe\u00e3o Mundial: 1962 &#8211; Brasil (21 anos)<br \/>\nMaior artilheiro em uma temporada do Campeonato Paulista: 1958 &#8211; 58 gols<br \/>\nMaior n\u00famero de temporadas como artilheiro do Campeonato Paulista: 11<br \/>\nMaior artilheiro em uma temporada: 1959 &#8211; 127 gols<br \/>\nMaior artilheiro da hist\u00f3ria da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira: 95 gols<br \/>\nMaior artilheiro do futebol profissional: 1284 gols<br \/>\nBola de Ouro Especial da revista Placar: 1987<br \/>\nPlaca de bronze afixada no Maracan\u00e3: 1961 &#8211; Em virtude de um lindo gol marcado contra o Fluminense, no dia 12 de junho de 1961.<\/p>\n<p>Origem do termo &#8220;Gol de placa&#8221;, cunhado por Joelmir Beting.<\/p>\n<p>Artilharia<br \/>\nCampeonato Paulista<br \/>\n1957 &#8211; Santos (17 gols)<br \/>\n1958 &#8211; Santos (58 gols) &#8211; Recorde da Competi\u00e7\u00e3o<br \/>\n1959 &#8211; Santos (45 gols)<br \/>\n1960 &#8211; Santos (33 gols)<br \/>\n1961 &#8211; Santos (47 gols)<br \/>\n1962 &#8211; Santos (37 gols)<br \/>\n1963 &#8211; Santos (22 gols)<br \/>\n1964 &#8211; Santos (34 gols)<br \/>\n1965 &#8211; Santos (49 gols)<br \/>\n1968 &#8211; Santos (26 gols)<br \/>\n1973 &#8211; Santos (11 gols)<\/p>\n<p>Copa Am\u00e9rica<br \/>\n1959 &#8211; Brasil (8 gols)<\/p>\n<p>Campeonato Brasileiro das For\u00e7as Armadas<br \/>\n1959 &#8211; Sele\u00e7\u00e3o da 6\u00aa Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (6\u00ba GACosM)(11 gols)<\/p>\n<p>Campeonato Sul Americano das For\u00e7as Armadas<br \/>\n1959 &#8211; Sele\u00e7\u00e3o Brasileira das For\u00e7as Armadas (11 gols)<\/p>\n<p>Ta\u00e7a Brasil<br \/>\n1961 &#8211; Santos (9 gols)<br \/>\n1963 &#8211; Santos (12 gols)<\/p>\n<p>Torneio Rio-S\u00e3o Paulo<br \/>\n1961 &#8211; Santos (7 gols)<br \/>\n1963 &#8211; Santos (15 gols)<br \/>\n1964 &#8211; Santos (3 gols)<br \/>\n1965 &#8211; Santos (8 gols)<\/p>\n<p>Mundial Interclubes<br \/>\n1962 &#8211; Santos (3 gols)<\/p>\n<p>Ta\u00e7a Libertadores da Am\u00e9rica<br \/>\n1963 &#8211; Santos (11 gols)<\/p>\n<p>Gol 500<br \/>\nMarcado em 2 de setembro de 1962, na partida Santos 3 a 3 S\u00e3o Paulo. Pel\u00e9 marcou dois gols, sendo o segundo o 500\u00ba gol.<\/p>\n<p>Mil\u00e9simo gol<\/p>\n<p>Um f\u00e3 coloca seus p\u00e9s na marca de Pel\u00e9 na cal\u00e7ada da fama do Maracan\u00e3, local do gol 1000.<\/p>\n<p>Marcado em 19 de novembro de 1969, \u00e0s 23h11, Vasco 1 &#8211; Santos 2, com 65.157 pagantes.<\/p>\n<p>A partida era v\u00e1lida pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o campeonato brasileiro da \u00e9poca. Aos 33 minutos do segundo tempo o zagueiro do Vasco Ren\u00ea cometeu p\u00eanalti. Pel\u00e9 cobrou com p\u00e9 direito no canto esquerdo do goleiro Andrada, que se esfor\u00e7ou, mas n\u00e3o conseguiu defender o p\u00eanalti. Andrada n\u00e3o queria sofrer gol de Pel\u00e9 pois achava que deixaria de ser conhecido como bom goleiro e passaria a ser lembrado somente como o goleiro do mil\u00e9simo gol.<\/p>\n<p>Ao ser cercado pelos rep\u00f3rteres, Pel\u00e9 disse: \u201cPensem no Natal. Pensem nas criancinhas\u201d. Pel\u00e9 vestiu uma camisa do Vasco de n\u00famero 1000 e deu a volta ol\u00edmpica no Maracan\u00e3. A bola do mil\u00e9simo gol era da marca Drible.<\/p>\n<p>Fonte: pt.wikipedia.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nome completo: Edson Arantes do Nascimento Nascimento: Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es (MG), 23\/10\/1940 Clubes onde jogou Santos Cosmos (EUA) T\u00edtulos Campe\u00e3o Paulista (1956, 1958, 1960, 1961, 1962, 1964 e 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973) Campe\u00e3o da Ta\u00e7a Brasil (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965) Campe\u00e3o do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968) Campe\u00e3o do Torneio Rio-S\u00e3o Paulo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[142,68],"tags":[],"class_list":["post-5929","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-gilberto-maluf","category-blog-historia-do-futebol"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5929","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5929"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5929\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5929"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5929"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5929"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}