{"id":5920,"date":"2008-04-25T16:55:18","date_gmt":"2008-04-25T19:55:18","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/04\/25\/zequinha-supercampeao-paulista-de-1959\/"},"modified":"2008-04-25T16:55:18","modified_gmt":"2008-04-25T19:55:18","slug":"zequinha-supercampeao-paulista-de-1959","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=5920","title":{"rendered":"Zequinha &#8211; supercampe\u00e3o paulista de 1959"},"content":{"rendered":"<p>Recifense de Santo Amaro, Zequinha defendia na adolesc\u00eancia o Combinado da Vila. Na equipe, tamb\u00e9m jogavam alguns boleiros veteranos, entre eles Valdomiro Silva, treinador das divis\u00f5es inferiores do Santa. Em 1956, ao ver o garoto se destacando entre os veteranos, Vald\u00f4, como era conhecido entre os tricolores, levou-o para o Arruda. A torcida j\u00e1 lotava o acanhado al\u00e7ap\u00e3o da Rua das Mo\u00e7as para ver o novo \u00eddolo do Santa, o goleiro Barbosa.<br \/>\nOto Vieira, treinador do clube \u00e0 \u00e9poca, pediu a Valdomiro que indicasse um jogador da equipe de aspirantes para treinar entre os profissionais. E Zequinha foi o escolhido. Entrou no segundo tempo na equipe reserva e tomou conta do treino, chamando a aten\u00e7\u00e3o da torcida. Os suplentes perdiam por 2&#215;1, mas o jovem talento acabou empatando o placar, num chute de fora da \u00e1rea, uma de suas principais caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>\u201cQuando me chamaram para treinar entre os profissionais, fiquei meio receoso, mas depois entrei e fiz o gol em Miro. Acabei me soltando. No final, s\u00f3 ouvia os coment\u00e1rios dos torcedores, que foram ao Arruda para ver Barbosa e acabaram tendo uma grata surpresa com a minha atua\u00e7\u00e3o. E Barbosa acabou n\u00e3o treinando naquele dia\u201d, recorda, saudoso, Zequinha, que reside em Olinda, nas proximidades do Centro de Conven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O eterno \u00eddolo tricolor afirma que n\u00e3o esperava ser profissional, mas o fato acabou se concretizando em 56 quando assinou seu primeiro contrato. \u00c0quela altura, j\u00e1 havia defendido a sele\u00e7\u00e3o pernambucana de aspirantes em algumas oportunidades.<br \/>\n\u201cEle era um jogador de muita t\u00e9cnica, h\u00e1bil com a bola dominada e que levava o time para o ataque\u201d, descreve o ex-presidente do Santa Cruz Rodolfo Aguiar. Para ele, o supercampeonato de 57 foi o mais importante t\u00edtulo da hist\u00f3ria do Santa Cruz.<\/p>\n<p>O PRIMEIRO SUPER \u2013 Em 1957, Zequinha ganharia seu primeiro e \u00fanico t\u00edtulo pelo Santa Cruz, pois, com tanto talento, logo despertaria a cobi\u00e7a dos clubes do Sul. A conquista do supercampeonato estadual marcou bastante sua carreira e at\u00e9 hoje ele sabe de cor a escala\u00e7\u00e3o: An\u00edbal, Diogo e Sidnei, Zequinha, Aldemar e Edinho, Lanzoninho, Rudimar, Faustino, Mituca e Jorginho.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o t\u00edtulo, as propostas para comprar o passe do promissor volante tricolor come\u00e7aram a surgir. O Fluminense, do Rio, chegou a tentar lev\u00e1-lo, mas n\u00e3o houve acordo financeiro. Zequinha acabou ficando no Arruda at\u00e9 que num fim de tarde do ano de 58, um senhor aproximou-se dele ap\u00f3s um treino e foi incisivo: \u201cVoc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 pronto para viajar?\u201d Era Oswaldo Brand\u00e3o, treinador do Palmeiras, que preparava a forma\u00e7\u00e3o da \u201cAcademia\u201d, time que brilhou no final dos anos 50 e na d\u00e9cada de 60, cuja escala\u00e7\u00e3o Zequinha tamb\u00e9m sabe na ponta da l\u00edngua: Valdir, Djalma Santos, Valdemar Carabina (ex-t\u00e9cnico de Santa Cruz, N\u00e1utico e Central), Zequinha, Aldemar e Geraldo Scotto, Julinho, Am\u00e9rico, Nardo, Chinezinho, Geo (Romeiro).<\/p>\n<p>O primeiro t\u00edtulo hist\u00f3rico daquele tim\u00e3o do Palmeiras foi conquistado em cima do Santos, de Pel\u00e9, Pepe e Zito, entre outros. Na decis\u00e3o paulista de 59, um supercampeonato, a decis\u00e3o ocorreu numa s\u00e9rie de tr\u00eas jogos. \u201cNa primeira partida, houve empate por 1&#215;1. Pel\u00e9 marcou para o Santos e eu fiz o gol do Palmeiras. No segundo jogo, outro empate, dessa vez 2&#215;2. No terceiro jogo, vencemos por 2&#215;1 e eu sofri a falta que deu origem ao segundo gol\u201d, relembra.<\/p>\n<p>Logo Zequinha virou \u00eddolo em S\u00e3o Paulo e era bastante solicitado para as entrevistas. Jornalistas em in\u00edcio de carreira na cr\u00f4nica esportiva, como Joelmir Beting (hoje especialista em jornalismo econ\u00f4mico) e Benedito Rui Barbosa (autor de novelas da Rede Globo) assinavam mat\u00e9rias especiais com o craque pernambucano para os jornais paulistas.<\/p>\n<p>Zequinha, j\u00e1 em fim de carreira, formou uma excelente dupla de meio-de-campo com o jovem Ademir da Guia, que mais tarde seria conhecido como o Divino. Filho de outro craque, Domingos da Guia, Ademir foi um dos mais cl\u00e1ssicos jogadores de sua gera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAl\u00e9m de Santa e Palmeiras, Zequinha, defendeu Atl\u00e9tico Paranaense e N\u00e1utico. Pela sele\u00e7\u00e3o brasileira, fez 17 partidas.<br \/>\nFonte: Arquibancada, esporte compaix\u00e3o e hist\u00f3ria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recifense de Santo Amaro, Zequinha defendia na adolesc\u00eancia o Combinado da Vila. Na equipe, tamb\u00e9m jogavam alguns boleiros veteranos, entre eles Valdomiro Silva, treinador das divis\u00f5es inferiores do Santa. Em 1956, ao ver o garoto se destacando entre os veteranos, Vald\u00f4, como era conhecido entre os tricolores, levou-o para o Arruda. 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