{"id":5896,"date":"2008-04-11T19:27:28","date_gmt":"2008-04-11T22:27:28","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/04\/11\/bazani-o-maior-idolo-da-historia-da-ferroviaria-de-araraquara\/"},"modified":"2008-04-11T19:27:28","modified_gmt":"2008-04-11T22:27:28","slug":"bazani-o-maior-idolo-da-historia-da-ferroviaria-de-araraquara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=5896","title":{"rendered":"Bazani, o maior \u00eddolo da hist\u00f3ria da Ferrovi\u00e1ria de Araraquara"},"content":{"rendered":"<p>Bazani e Ferrovi\u00e1ria s\u00e3o sin\u00f4nimos. Afinal, o talentoso meia-esquerda proporcionou momentos m\u00e1gicos aos torcedores da agremia\u00e7\u00e3o gren\u00e1, como os dois acessos ao Paulist\u00e3o, o primeiro em 1956, e o segundo 10 anos depois. Tamb\u00e9m protagonizou o tricampeonato do Interior (entre 1966 e 1968) e o t\u00edtulo interiorano de 1959, al\u00e9m das excurs\u00f5es ao exterior em 1960, 1963 e 1968. Marcou 244 gols em 758 jogos pelo time da Morada do Sol. Oliv\u00e9rio Bazani Filho ganhou do pai o apelido de Rabi, ainda na inf\u00e2ncia. Ele nasceu em Mirassol no dia 3 de junho de 1935 e come\u00e7ou a jogar futebol por influ\u00eancia do pai, um zagueiro voluntarioso e que defendeu o Corinthians na d\u00e9cada de 40. Rabi despontou no juvenil mirassolense, comandado pelo t\u00e9cnico An\u00e9sio Pelicione, conhecido por Matin\u00ea.<\/p>\n<p>Num amistoso, o Mirassol imp\u00f4s 8 a 0 no amador da Ferrovi\u00e1ria, com direito a show de Bazani, que impressionou Djalma Bonini, o Picolim, dirigente afeano. Mas o destino lhe reservou outras passagens antes de criar la\u00e7os com a Ferrovi\u00e1ria. Jogou na Mogiana, de Campinas, por um ano, e disputou o Campeonato Amador Regional pelo Gr\u00eamio Esportivo Monte Apraz\u00edvel (Gema). Em 9 de dezembro de 1953 assinou seu primeiro contrato profissional para defender o Rio Preto no Campeonato Paulista da Segunda Divis\u00e3o. Permaneceu no Jacar\u00e9 durante seis meses, quando recebeu proposta para atuar no Fluminense, do Rio de Janeiro. Por\u00e9m, antes de acertar com o clube carioca, os amigos China e Ico, ambos de Mirassol, iam fazer testes na Ferrovi\u00e1ria e o convidaram a participar. Picolim, que j\u00e1 o conhecia, o convenceu a ficar em Araraquara. Disputou alguns jogos pelos amadores at\u00e9 que o t\u00e9cnico Renganeschi o promoveu ao time principal para substituir o ponta-esquerda Boquita.<\/p>\n<p>Estreou marcando um dos gols na vit\u00f3ria por 3 a 2 sobre o Paulista de Jundia\u00ed. Assinou seu primeiro contrato com a Ferrinha em 30 de dezembro de 1954. Dois anos depois, a Ferrovi\u00e1ria subiu \u00e0 \u201celite\u201d ao conquistar o t\u00edtulo da Segundona, com esmagadora vit\u00f3ria por 6 a 3 diante do Botafogo, com dois gols de Bazani. Em 1959, a equipe de Araraquara surpreendeu ao terminar o Paulist\u00e3o em 4\u00ba lugar, atr\u00e1s apenas de Palmeiras, Santos e S\u00e3o Paulo. Emergente, o time afeano recebeu convite para excursionar \u00e0 Europa e \u00c1frica. Entre abril e junho de 1960, contabilizou 20 partidas, com 17 vit\u00f3rias dois empates e apenas uma derrota, para o Sporting, de Lisboa, por 1 a 0. Os destaques foram a vit\u00f3ria de 2 a 0 sobre o Porto, com o primeiro gol de Bazani, e o empate de 1 a 1 com o Atl\u00e9tico de Madrid.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s exibi\u00e7\u00f5es de gala foi contratado pelo Corinthians, que pagou 30 mil Cruzeiros pelo seu passe. Ficou duas temporadas no Parque S\u00e3o Jorge antes de retornar \u00e0 Ferrovi\u00e1ria. Foi tricampe\u00e3o do Interior (1966 a 1968) e jogou profissionalmente at\u00e9 1973. Sua despedida foi diante do Guarani, no dia 28 de fevereiro. Antes, j\u00e1 havia assumido o comando interino da Ferrovi\u00e1ria em algumas partidas, como no empate de 1 a 1 contra o S\u00e3o Paulo, pelo Paulist\u00e3o de 1972. Formado em odontologia (1962) pela Unesp de Araraquara, Rabi continuou prestando servi\u00e7os ao time de Araraquara, dividindo seu tempo entre o consult\u00f3rio e a Fonte Luminosa. Trabalhou como treinador, supervisor e coordenador das categorias de base. Como t\u00e9cnico, foi campe\u00e3o paulista de aspirantes em 1993. No ano passado, a diretoria da Ferrovi\u00e1ria o homenageou instalando um busto de bronze na Fonte Luminosa para eternizar sua imagem no est\u00e1dio. Bazani, o mestre da Fonte, morreu (13\/10\/2007) depois de meses de luta contra o Mal de Parkinson e de Alzheimer. Ele deixou os filhos Lelo, Marin\u00eas e Ana Carolina e a mulher, Aparecida Becastro.<\/p>\n<p>Duas temporadas dedicadas ao Corinthians<br \/>\nBazani tornou-se um carrasco do Corinthians. Na temporada de 61, a Ferrovi\u00e1ria venceu os dois confrontos diante do Alvinegro, ambos por 2 a 1. No primeiro turno, o jogo aconteceu na Fonte Luminosa e no segundo, no Parque S\u00e3o Jorge. Em mar\u00e7o do ano seguinte, as duas equipes se enfrentaram em partida amistosa e os afeanos golearam por 4 a 1, na Fazendinha, em S\u00e3o Paulo, com o primeiro gol marcado por Bazani. Pela Ta\u00e7a S\u00e3o Paulo, em junho de 1962, a Ferrinha voltou a triunfar, vencendo por 2 a 0. Impressionados com a categoria daquele habilidoso meia-esquerda, dirigentes corintianos o contrataram. Ele concretizou um sonho, repetindo o caminho do pai, que atuou como zagueiro da equipe paulistana na d\u00e9cada de 40.<\/p>\n<p>O primeiro campeonato de Bazani pelo Corinthians foi o Torneio Rio-S\u00e3o Paulo de 1963. Estreou na derrota de 1 a 0 para o Palmeiras, dia 23 de fevereiro. Ele substituiu Rafael durante a partida. Seu primeiro jogo como titular aconteceu em 3 de mar\u00e7o, na derrota de 2 a 0 para o Santos, com dois gols de Pel\u00e9. E a primeira vez que marcou com a camisa 10 do Tim\u00e3o foi na vit\u00f3ria de 2 a 0 sobre o Olaria, dia 21 de mar\u00e7o, ainda pelo Rio-S\u00e3o Paulo, na sua quinta apresenta\u00e7\u00e3o no clube mosqueteiro. Tudo ia bem at\u00e9 que no final de 1964 surgiu um moleque chamado Rivellino, que virou xod\u00f3 da Fiel. A concorr\u00eancia foi desleal. A torcida e a imprensa pressionaram pela escala\u00e7\u00e3o do novato e Rabi perdeu seu espa\u00e7o, retornando \u00e0 Ferrovi\u00e1ria em junho de 1965.<\/p>\n<p>Deixou Pel\u00e9 no banco em 1960<br \/>\nEm 1960, ap\u00f3s ser campe\u00e3o paulista do Interior pela Ferrovi\u00e1ria, Bazani, al\u00e9m de Dudu e o goleiro Rosan foram convocados pelo t\u00e9cnico Aimor\u00e9 Moreira para defender a sele\u00e7\u00e3o paulista no Campeonato Brasileiro de Sele\u00e7\u00f5es. No jogo de ida da primeira fase, os paulistas venceram a sele\u00e7\u00e3o baiana por 2 a 0, em Salvador. Na partida de volta, no Pacaembu, Aimor\u00e9 optou pela escala\u00e7\u00e3o de Bazani na meia-esquerda e deixou na reserva ningu\u00e9m mais ningu\u00e9m menos que Pel\u00e9, j\u00e1 idolatrado como campe\u00e3o mundial pela Sele\u00e7\u00e3o Brasileira na Copa da Su\u00e9cia em 1958. No primeiro tempo, os paulistas fizeram 1 a 0, gol de Pepe. No intervalo, Aimor\u00e9 colocou Pel\u00e9 no lugar de Bazani. O banco deve ter deixado o \u201cAtleta do S\u00e9culo\u201d irado e quem pagou o pato foi o time baiano, que n\u00e3o viu a cor da bola. Resultado, o \u201cRei do Futebol\u201d marcou tr\u00eas gols, Pepe fez mais dois e Chinezinho completou o massacre de 7 a 1. Biriba anotou para os baianos. Na seq\u00fc\u00eancia, o selecionado bandeirante atropelou a concorr\u00eancia e faturou o tetracampeonato. Bazani teve com Pel\u00e9 uma disputa amig\u00e1vel pela camisa 10.<br \/>\nDi\u00e1rioweb.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bazani e Ferrovi\u00e1ria s\u00e3o sin\u00f4nimos. Afinal, o talentoso meia-esquerda proporcionou momentos m\u00e1gicos aos torcedores da agremia\u00e7\u00e3o gren\u00e1, como os dois acessos ao Paulist\u00e3o, o primeiro em 1956, e o segundo 10 anos depois. 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