{"id":5885,"date":"2008-04-04T15:19:49","date_gmt":"2008-04-04T18:19:49","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/04\/04\/america-o-primeiro-campeao-do-estado-da-guanabara\/"},"modified":"2008-04-04T15:19:49","modified_gmt":"2008-04-04T18:19:49","slug":"america-o-primeiro-campeao-do-estado-da-guanabara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=5885","title":{"rendered":"Am\u00e9rica &#8211; O primeiro campe\u00e3o do Estado da Guanabara ."},"content":{"rendered":"<p>Em 1960, o Am\u00e9rica de muitos cobras, conquistou o primeiro titulo de campe\u00e3o do Estado da Guanabara.  &#8211;  Ary. Jorge. Djalma Dias. Amaro. Wilson Santos. Iv\u00e3. Calazans. Antoninho. Quarentinha. Jo\u00e3o Carlos e Nilo, foram os campe\u00f5es que derrotaram o Fluminense por 2&#215;1.<\/p>\n<p>A Revista Placar do dia 20 dezembro de 1974 relembra em reportagem de Jos\u00e9 Trajano um pouco da hist\u00f3ria daquele jogo e que faziam naquele ano de 1974, 14 anos depois,  os campe\u00f5es do Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Naquele dia 18 de dezembro de 1960, o movimento come\u00e7ou cedo no casar\u00e3o da rua Gon\u00e7alves Crespo, ali pertinho da sede de Campos Sales. Os jogadores, um a um, v\u00e3o acordando e seguindo para a cozinha. Bolos de goiaba e banana acompanham o caf\u00e9 da manh\u00e3, enquanto o zagueiro Iv\u00e3 \u00e9 cumprimentado pelo seu 23\u00ba anivers\u00e1rio. Na porta da casa, uma multid\u00e3o tenta acompanhar, na ponta dos p\u00e9s, o movimento dos jogadores l\u00e1 dentro.<\/p>\n<p>Mais ou menos \u00e0s dez horas, cinco caixas de champanha v\u00e3o para a sala, carregadas por Pomp\u00e9ia e Ari. Enquanto o almo\u00e7o n\u00e3o \u00e9 servido, o m\u00e9dico Luciano de Oliveira toma a press\u00e3o de todos os jogadores e faz recomenda\u00e7\u00f5es a Antoninho, contundido no tornozelo direito. Mais tarde, depois de almo\u00e7arem canja, pur\u00ea de batata, arroz, bife e goiabada, os jogadores ficaram fazendo hora e, em grupos, v\u00e3o at\u00e9 a esquina de voltam. Os cinco t\u00e1xis, encomendados de v\u00e9spera, emcostam em frente \u00e1 casa rosa, os jogadores entram e seguem para o maracan\u00e3, onde exatamente \u00e1s 16 horas e 44 minutos come\u00e7avam a disputa da final do primeiro campeonato do Estado da Guanabara.<\/p>\n<p>O Fluminense ganha o toss, escolhe o lado e Quarentinha d\u00e1 a sa\u00edda para o Am\u00e9rica. Aos 25 minutos, Wilson Santos p\u00f5e a m\u00e3o na bola dentro da \u00e1rea. Pinheiro bate o p\u00eanalti, Ari rebate e, na volta, Pinheiro faz Fluminense 1&#215;0. Como o empata dava o titulo ao tricolor, o Am\u00e9rica parte para cima no segundo tempo. Logo aos tr\u00eas minutos, Nilo empata. E aos 31 minutos Castilho rebate uma bola chutada pelo zagueiro Jorge, que mesmo sob o protesto de todos os companheiros, por ter avan\u00e7ado, emenda e d\u00e1 a vit\u00f3ria ao Am\u00e9rica. E quando o juiz Wilson Lopes de Souza encerra a partida, Ari. Jorge. Djalma Dias. Wilson Santos. Amaro. Iv\u00e3. Calazans. Atoninho. Quarentinha. Jo\u00e3o Carlos. Nilo e mais os reservas Pomp\u00e9ia. D\u00e9cio. Le\u00f4nidas. Valen\u00e7a. Fontoura. S\u00e9rgio Bab\u00e1 e Enilson eram os primeiros campe\u00f5es do novo Estado da Guanabara. A comemora\u00e7\u00e3o foi geral.<\/p>\n<p>Mas toda festa acaba. E depois dela, a dura realidade. Amaro foi vendido para o futebol italiano. Djalma Dias se transferiu para o Palmeiras. Iv\u00e3 saiu para o Botafogo. Calazans e Quarentinha para o Fluminense e acabou o time campe\u00e3o de 1960. A carreira que terminou mais cedo foi a de Iv\u00e3, que chegou a ser convocado para a sele\u00e7\u00e3o brasileira de 1962 e foi cortado de \u00faltima hora: morreu afogado aos 25 anos. Ari e Pomp\u00e9ia se revezavam no gol. Depois de passar pelo Flamengo, encerrou sua carreira no interior de Minas. N\u00e3o deu certo como t\u00e9cnico e terminou como funcion\u00e1rio da Secretaria de Seguran\u00e7a. Pomp\u00e9ia chegou a fazer nome na Venezuela, onde voltou as manchetes dos jornais por seu estilo acrob\u00e1tico. Mas, num jogo contra o Real Madri, Di St\u00e9fano foi chutar a bola e acertou seu olho. Operado, Pomp\u00e9ia ficou com uma vista s\u00f3. Voltou ao Brasil, chegou a ser treinador de goleiros no Bonsucesso sem muito sucesso. J\u00e1 faleceu. Jorge tamb\u00e9m convocado para a sele\u00e7\u00e3o brasileira de 1962 e tamb\u00e9m cortado, teve um fim melanc\u00f3lico. Jogando em outra sele\u00e7\u00e3o brasileira, a que foi disputar o sul-americano, ganho pela Bol\u00edvia, fraturou a perna e nunca mais foi o mesmo. De reserva do Fluminense passou por times pequenos at\u00e9 parar por conta de um emprego de fiscal do IBC no cais do porto. Djalma Dias foi o \u00faltimo a parar. Jogou at\u00e9 1973 com 35 anos. Depois do Palmeiras jogou no Botafogo. Estava bem de vida e tinha v\u00e1rios apartamentos. Wilson Santos \u00e9 o t\u00e9cnico dos juvenis do Am\u00e9rica e j\u00e1 passou algumas vezes pelo time de cima. Tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pelo lan\u00e7amento de Edu, irm\u00e3o de Zico, em 1965. Amaro sempre foi a grande alegria do Am\u00e9rica. Foi convocado para a sele\u00e7\u00e3o de 1962, negociado com o futebol italiano. Com o dinheiro do seu passe (60 milh\u00f5es antigos), o Am\u00e9rica comprou o Est\u00e1dio do Andara\u00ed. Em 1974, Amaro \u00e9 professor de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e tem duas lojas de material esportivo no sub\u00farbio do Rio.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Carlos era o mais velho na campanha de 1960, tinha 30 anos. Encerrou sua carreira na Col\u00f4mbia, em 1965, e hoje (1974) quem quiser encontr\u00e1-lo tem que ir ao Guarda-M\u00f3veis Pinto, na rua General Polidoro, em Botafogo, perto do Cemit\u00e9rio S\u00e3o Jo\u00e3o Batista. Calazans, quando chegou ao Am\u00e9rica, levava um grande cartaz, pois tinha jogado numa linha de cobras do Bangu e ao lado de Zizinho. Quando saiu para o Fluminense tinha uma m\u00e1goa do Am\u00e9rica \u2013 \u201cNem faixa de campe\u00e3o de deram. A \u00fanica que tenho \u00e9 uma azul e branco dada pela Radio Guanabara\u201d. Hoje, aos 40 anos, trabalha na Secretaria de Seguran\u00e7a e joga no time da reparti\u00e7\u00e3o dirigida pelo ex-goleiro Ari. Antoninho era Am\u00e9rica desde dos juvenis, mas sempre morou em Niter\u00f3i. Foi o artilheiro em 1960 e, por isso, n\u00e3o se conformou quando foi substitu\u00eddo na final e saiu chorando. Trabalha na Companhia de Navega\u00e7\u00e3o de Niter\u00f3i. Quarentinha foi contratado em 1960 e foi a\u00ed que come\u00e7ou a fazer seu grande nome. Hoje \u00e9 respons\u00e1vel pela sauna do Monte L\u00edbano, clube os melhores da Zona Sul. Nilo, que fez o gol do empate na decis\u00e3o de 1960 continua solteiro e jamais dispensa um papo regado \u00e0 cerveja. Trabalha de madrugada no Jornal do Brasil, na distribui\u00e7\u00e3o de jornais. Dos reservas, D\u00e9cio \u00e9 o que se encontra com o pessoal e, \u00e0s vezes, organiza festas em sua casa. Fontoura est\u00e1 bem na Bahia. Valen\u00e7a ainda joga nos times de Niter\u00f3i. Sergio Bab\u00e1 aparece de vez em quando no barzinho onde costumam se reunir. Le\u00f4nidas \u00e9 t\u00e9cnico. Jailton \u00e9 supervisor de um time em Goi\u00e1s e de Enilson ningu\u00e9m soube mais nada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1960, o Am\u00e9rica de muitos cobras, conquistou o primeiro titulo de campe\u00e3o do Estado da Guanabara. &#8211; Ary. Jorge. Djalma Dias. Amaro. Wilson Santos. Iv\u00e3. Calazans. Antoninho. Quarentinha. Jo\u00e3o Carlos e Nilo, foram os campe\u00f5es que derrotaram o Fluminense por 2&#215;1. 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