{"id":5856,"date":"2008-03-19T09:08:04","date_gmt":"2008-03-19T12:08:04","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/03\/19\/joao-leal-neto-ex-jogador-e-tecnico-de-futebol-aposentado\/"},"modified":"2008-03-19T09:08:04","modified_gmt":"2008-03-19T12:08:04","slug":"joao-leal-neto-ex-jogador-e-tecnico-de-futebol-aposentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=5856","title":{"rendered":"Jo\u00e3o Leal Neto, ex-jogador e t\u00e9cnico de futebol aposentado"},"content":{"rendered":"<p>No primeiro t\u00edtulo da hist\u00f3ria do Am\u00e9rica, o da Segunda Divis\u00e3o de 1957, o meia-direita era Leal, apoiador atrevido e criativo, que tamb\u00e9m tinha muita for\u00e7a para ajudar na marca\u00e7\u00e3o. Era uma esp\u00e9cie de segundo volante dos tempos atuais. Durante a vitoriosa campanha, ele marcou tr\u00eas gols, inclusive o primeiro da vit\u00f3ria de virada por 3 a 2 sobre o Corinthians, em Presidente Prudente, na \u00faltima rodada do hexagonal decisivo, que sacramentou o in\u00e9dito acesso do Rubro para o Paulist\u00e3o. Jo\u00e3o Leal Neto nasceu no dia 25 de setembro de 1937 e come\u00e7ou a jogar futebol em Santos, sua terra natal, no time infantil do Brasil. Levado pelo t\u00e9cnico Arnaldo de Oliveira, o Papa, foi para o Jabaquara. Meses depois, o treinador do Santos, Luiz Alonso, o Lula, pediu a contrata\u00e7\u00e3o dele para a diretoria e foi atendido. Jogou no juvenil e participou de algumas partidas da equipe principal do Peixe. Defendeu a sele\u00e7\u00e3o paulista e tamb\u00e9m a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira juvenil, vice-campe\u00e3 sul-americana em Caracas, na Venezuela. Na final, em mar\u00e7o de 1954, perdeu para a Argentina.<\/p>\n<p>Ainda precoce (tinha 17 anos), o Santos decidiu troc\u00e1-lo pelo experiente zagueiro Ramiro, do Fluminense. O Tricolor das Laranjeiras era dirigido pelo t\u00e9cnico Adolfo Russo e contava com Bigode, Tel\u00ea Santana, Vitor, entre outras feras. N\u00e3o se adaptou ao futebol do Rio de Janeiro e em 1956 disputou o Paulist\u00e3o pelo Jabaquara. Na temporada seguinte foi contratado pelo Am\u00e9rica, por interm\u00e9dio do diretor Jo\u00e3o Leite de Souza, que possu\u00eda uma m\u00e1quina de beneficiamento de caf\u00e9 na rua Pedro Amaral e tinha amizade com Jo\u00e3o, pai de Leal. \u201cNo come\u00e7o relutei porque Rio Preto era um sert\u00e3o. Fui para ficar 15 dias e permaneci dois anos\u201d, recorda. Al\u00e9m do t\u00edtulo da Segundona, no Rubro Leal tamb\u00e9m foi campe\u00e3o do Torneio In\u00edcio do Paulist\u00e3o de 1958. Depois do estadual trocou o Am\u00e9rica pelo Guarani, onde jogou com Paulo Le\u00e3o, Fifi, Bidon, Beluomini e outros. Em 1960, jogou no Noroeste, do t\u00e9cnico Jo\u00e3o Avelino, refazendo uma parceria campe\u00e3.<\/p>\n<p>Atuou no clube de Bauru at\u00e9 1962, quando surgiu o interesse de Portuguesa, S\u00e3o Paulo e Palmeiras. Optou pelo Tricolor, comandado pelo t\u00e9cnico Oswaldo Brand\u00e3o, amigo de Avelino, mas o Noroeste n\u00e3o quis liber\u00e1-lo. \u201cVendi minha casa em Bauru e me mudei para Campinas com minha mulher (Elvira) e minha filha (Lucienne).\u201d Fez um acordo com a diretoria noroestina para poder se transferir ao S\u00e3o Paulo, onde ficou dois anos (63\/64). Atuou ainda no Botafogo, de Ribeir\u00e3o Preto, em 1965, e na Ponte Preta, na temporada posterior, onde pendurou a chuteira, aos 29 anos.<\/p>\n<p>Vitoriosa carreira de t\u00e9cnico<br \/>\nDez anos depois de ajudar o Am\u00e9rica a subir para o Paulist\u00e3o, Jo\u00e3o Leal Neto retornou ao clube como treinador. Foi em 1967. Ele ainda engatinhava como t\u00e9cnico (havia comandado o Noroeste em seis amistosos), quando o diretor Benedito Teixeira, o Birig\u00fci, apareceu para contrat\u00e1-lo, com a finalidade de substituir Rubens Minelli no comando do time rio-pretense. A equipe de Bauru integrava a Primeirona (atual A-2). \u201cAl\u00e9m de ser da elite, o Am\u00e9rica me ofereceu um sal\u00e1rio bem maior e pagou a multa rescis\u00f3ria\u201d, informa. Dirigiu o Rubro no Paulist\u00e3o de 1967, ficando em 7\u00ba lugar entre 14 participantes. A equipe permaneceu sob sua batuta at\u00e9 mar\u00e7o de 1968, durante o primeiro turno do estadual, quando foi sucedido por Wilson Francisco Alves. \u201cTive problemas de relacionamento com alguns diretores\u201d, afirma, sem citar nomes. \u201cEu ainda estava com esp\u00edrito de jogador e o treinador precisar analisar os dois lados.\u201d<\/p>\n<p>Atuou como \u00e1rbitro da FPF entre 73 e 75. Tamb\u00e9m foi treinador do Noroeste por duas vezes, Uberl\u00e2ndia, Gama, S\u00e3o Bento de Sorocaba, Goi\u00e2nia, Atl\u00e9tico Goianiense e Caldas-GO, entre outras equipes at\u00e9 ser contratado pelo S\u00e3o Paulo em 1981, como auxiliar do t\u00e9cnico Carlos Alberto Silva, com quem formou uma grande dobradinha. Em julho do mesmo ano, retornou ao Am\u00e9rica, como treinador, para a fase final do primeiro turno e o segundo turno, ficando at\u00e9 novembro. N\u00e3o renovou e acabou substitu\u00eddo pelo ga\u00facho Francisco Silva Neto, o Chiquinho. A parceria com Carlos Alberto Silva foi refeita na Sele\u00e7\u00e3o Brasileira em 1987. A equipe foi eliminada na primeira fase da Copa Am\u00e9rica na Argentina, mas foi campe\u00e3 do Pr\u00e9-Ol\u00edmpico da Bol\u00edvia e da Copa Stanley Rouss, em Londres, e ganhou a medalha de prata na Olimp\u00edada de Seul em 1988. Eles iniciavam a prepara\u00e7\u00e3o para a Copa do Mundo da It\u00e1lia (90), quando Ricardo Teixeira ganhou a elei\u00e7\u00e3o para a presid\u00eancia da CBF e demitiu toda comiss\u00e3o t\u00e9cnica, contratando Sebasti\u00e3o Lazaroni. Leal tamb\u00e9m foi campe\u00e3o da 2\u00aa Divis\u00e3o dos Emirados \u00c1rabes de 96, com o Kalba. Seu \u00faltimo clube foi o Santos, como auxiliar de Carlos Alberto. Formado em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, aposentou-se em 1998. Pai de Lucienne e Lilianne, ele e a mulher Elvira moram em Campinas.<\/p>\n<p>[img:fbLealAmerica_sub38310.jpg,resized,vazio]<br \/>\nAM\u00c9RICA &#8211; Campe\u00e3o de 57. De p\u00e9: Ad\u00e9sio, Fogosa, Bertolino, Vilera, Ambr\u00f3zio, Xatara e Greg\u00f3rio (massagista); agachados: Cuca, Leal, Dozinho, Vidal e Oscar<\/p>\n<p>[img:fbLealSP_sub38313.jpg,resized,vazio]<br \/>\nS\u00c3O PAULO &#8211; De 63. Em p\u00e9: De Sordi, Deleu, Leal, Roberto Dias, Riberto, Glauco e Serroni (mordomo); agachados: Nondas, Prado, Cido, Baiano e Canhoteiro<\/p>\n<p>[img:fbLealSantos_sub38316.jpg,resized,vazio]<br \/>\nSANTOS &#8211; Forma\u00e7\u00e3o de 1953. De p\u00e9, a partir da esquerda: Ivan, C\u00e1ssio, Urubat\u00e3o, Barbosinha, Paschoal e H\u00e9lvio; agachados: Carlinhos, Leal, \u00c1lvaro, Vasconcelos e Tite<\/p>\n<p>[img:fbguarani_sub38319.jpg,resized,vazio]<br \/>\nGUARANI &#8211; Time bugrino de 1959. Em p\u00e9: Garbeline (diretor), Valter, Piracicaba, Beluomini, Eraldo, Bidon e Nica; agachados, na mesma ordem: Paulo Le\u00e3o, Fifi, Rodrigo, Leal e Goiano<\/p>\n<p>[img:fbnoroeste_sub38322.jpg,resized,vazio]<br \/>\nNOROESTE &#8211; Do in\u00edcio da d\u00e9cada de 60. Em p\u00e9, a partir da esquerda: Ad\u00e9sio, Navarro, Viana, Ademar, Pacheco e Bass\u00fa; agachados: Batista, Z\u00e9 Carlos, Castelo, Leal e Valdo<\/p>\n<p>[img:fbLeaLapresentacao_sub38325.jpg,resized,vazio]<br \/>\nAPRESENTA\u00c7\u00c3O &#8211; Em in\u00edcio de carreira como treinador, Jo\u00e3o Leal Neto (em p\u00e9 \u00e0 direita), ao lado do auxiliar Bertolino, faz palestra aos jogadores do Am\u00e9rica, ap\u00f3s sua chegada para comandar o time rio-pretense no Paulist\u00e3o, em julho de 1967<\/p>\n<p>[img:fbLealSelecao_sub38328.jpg,resized,vazio]<br \/>\nSELE\u00c7\u00c3O &#8211; A foto mostra Mirandinha, J\u00falio C\u00e9sar, Careca, Gerald\u00e3o, Silas, R\u00e9gis, Jo\u00e3o Leal Neto e Dunga em treino recreativo da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira durante a Copa Am\u00e9rica de 1987, na Argentina. O Brasil foi eliminado na primeira fase<\/p>\n<p>[img:fbLealSelecao2_sub38331.jpg,resized,vazio]<br \/>\nSELE\u00c7\u00c3O &#8211; De p\u00e9: Carlos Alberto Silva, Valtinho (mordomo), Leal, Alo\u00edsio, Z\u00e9 Carlos, Andr\u00e9 Cruz, Nelsinho, Edmar, Valdo, Douglas, Ricardo Gomes, Batista, Muller, e Walter Leal; agachados: Hugo Cheddid, Teot\u00f4nio (massagista), Giovani, Jorginho, Ademir, Taffarel, Careca, Bebeto Oliveira (fisicultor), Rom\u00e1rio, Milton, Gilberto (prep. de goleiros), Ronaldo Nazar\u00e9 (m\u00e9dico) e jornalista n\u00e3o identificado<\/p>\n<p>Fonte: diarioweb.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No primeiro t\u00edtulo da hist\u00f3ria do Am\u00e9rica, o da Segunda Divis\u00e3o de 1957, o meia-direita era Leal, apoiador atrevido e criativo, que tamb\u00e9m tinha muita for\u00e7a para ajudar na marca\u00e7\u00e3o. Era uma esp\u00e9cie de segundo volante dos tempos atuais. 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