{"id":5836,"date":"2008-02-28T12:06:11","date_gmt":"2008-02-28T15:06:11","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/02\/28\/penalti-a-falta-maxima\/"},"modified":"2008-02-28T12:06:11","modified_gmt":"2008-02-28T15:06:11","slug":"penalti-a-falta-maxima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=5836","title":{"rendered":"P\u00eanalti &#8211; A falta m\u00e1xima"},"content":{"rendered":"<p>Desde que William McCrum, um goleiro irland\u00eas, sugeriu a cria\u00e7\u00e3o do p\u00eanalti \u00e0 Internacional Board, que definia as regras do futebol, sua cobran\u00e7a tornou-se um ritual. Cada vez mais importante, \u00e9 a \u00fanica infra\u00e7\u00e3o cuja execu\u00e7\u00e3o se permite mesmo depois de esgotado o tempo regulamentar. Em compensa\u00e7\u00e3o, os outros goleiros, colegas do inventor, nunca mais dormiram sossegados.<\/p>\n<p>\u201cO goleiro \u00e9 mesmo um mero solit\u00e1rio. E a hora do p\u00eanalti \u00e9 s\u00f3 mais um momento de solid\u00e3o para quem treina separado e at\u00e9 os gols tem que comemorar sozinho\u201d assume Zetti, campe\u00e3o brasileiro pelo S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Para muitos uma covardia, para outros algo t\u00e3o especial que deveria ser chutado pelo presidente do clube, o p\u00eanalti faz cem anos provocando pol\u00eamica nestes tempos em que se pensa na mudan\u00e7a das regras para agilizar o jogo \u2013 \u201cA marca\u00e7\u00e3o do p\u00eanalti deveria se limitar \u00e0s bolas que v\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o do gol. Muitos lances que acontecem na \u00e1rea n\u00e3o teriam necessidade de uma cobran\u00e7a direta, a onze jardas, como ocorre.\u201d \u2013 sugere Zetti.<\/p>\n<p>Mas nem sempre foi assim. O p\u00eanalti nasceu para punir com mais rigor as faltas que acontecem perto do gol, onde a cobran\u00e7a simples era impratic\u00e1vel. \u00c0s vezes, quando ele n\u00e3o existia, juntava-se um bolo de jogadores dos dois times e poucos cent\u00edmetros da linha do gol, aonde a bola raramente chegava. Como aconteceu no \u00faltimo minuto de um jogo entre Notts County e Stoke City, pela Copa da Inglaterra, em 1891. O zagueiro Henry, do Notts, que j\u00e1 vencia de 1&#215;0, evitou o gol de empate tirando com a m\u00e3o uma bola na linha. A cobran\u00e7a, a poucos cent\u00edmetros da meta, deu em nada: o goleiro do Notts colocou-se na frente da bola, como a regra permitia, e defendeu com facilidade. Mas ficou claro que algo deveria mudar. E depois dessa confus\u00e3o finalmente aprovou-se a proposta do penalty kick, numa reuni\u00e3o em Glasgow, na Esc\u00f3cia, no dia 2 de junho de 1891.<\/p>\n<p>Os ingleses e a imprensa foram desde o in\u00edcio os inimigos n\u00famero um da novidade. Enquanto os jornais da \u00e9poca chamavam-no ironicamente de \u201cpena de morte para os goleiros\u201d e de \u201cid\u00e9ia maluca dos irlandeses\u201d, os ingleses, inventores do futebol, se ofendiam. Acreditavam que um jogo disputado s\u00f3 por cavalheiros n\u00e3o precisava de regras para punir t\u00e3o severamente jogadas desleais \u2013 elas simplesmente n\u00e3o existiriam. Uma doce ilus\u00e3o brit\u00e2nica, mas que tinha at\u00e9 algum fundamento naqueles rom\u00e2nticos primeiros tempos do esporte, quando o cavalheirismo parecia mesmo falar mais alto.<\/p>\n<p>O Corinthians Tean, da Inglaterra, por exemplo, recusava-se a sequer tentar defender as cobran\u00e7as. Seus goleiros, reconhecendo na marca\u00e7\u00e3o um recurso il\u00edcito para impedir o gol quase certo, ficavam encostados na trave, deixando o gol escancarado. E os advers\u00e1rios, em retribui\u00e7\u00e3o, eram mais educados ainda, jogando sempre a bola para fora, de prop\u00f3sito. Por isso resolveu-se dar um basta a essa troca de favores, mudando a regra para os goleiros em 1905. At\u00e9 ent\u00e3o, eles tinham o direito de se adiantar seis jardas da linha do gol, mas agora s\u00e3o obrigados a ficar em baixo das traves. Essa foi \u00e0 \u00fanica mudan\u00e7a nas regras em cem anos.<\/p>\n<p>Momento \u00fanico no futebol, a ponto de ser escolhido por Pel\u00e9 como a melhor forma de imortalizar seu mil\u00e9simo gol, a cobran\u00e7a de um p\u00eanalti \u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o diferenciada. Pol\u00eamica desde o momento da marca\u00e7\u00e3o da falta at\u00e9 a hora de sua conclus\u00e3o. O goleiro teria se mexido ? O cobrador chutou mesmo da melhor maneira ? Se o p\u00eanalti n\u00e3o tivesse marcado o resultado teria sido outro ? O goleiro Gilmar dos Santos Neves, se acostumou a isso. Teve uma carreira de 22 anos de solid\u00e3o.<br \/>\nFonte- Placar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que William McCrum, um goleiro irland\u00eas, sugeriu a cria\u00e7\u00e3o do p\u00eanalti \u00e0 Internacional Board, que definia as regras do futebol, sua cobran\u00e7a tornou-se um ritual. Cada vez mais importante, \u00e9 a \u00fanica infra\u00e7\u00e3o cuja execu\u00e7\u00e3o se permite mesmo depois de esgotado o tempo regulamentar. 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