{"id":4859,"date":"2009-11-07T14:03:59","date_gmt":"2009-11-07T17:03:59","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cacellain.com.br\/2009\/11\/07\/dupla-perfeita\/"},"modified":"2009-11-07T14:03:59","modified_gmt":"2009-11-07T17:03:59","slug":"dupla-perfeita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=4859","title":{"rendered":"Dupla perfeita"},"content":{"rendered":"<p>Sempre que pensamos em duplas no futebol, lembramos de Pel\u00e9 e Coutinho, do ataque fabuloso do Santos no anos 60. Eles foram respons\u00e1veis pelas maiores pinturas daquela \u00e9poca. Faziam tabelas sensacionais, que eram totalmente alheias a qualquer tipo de marca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> SOBRE PEL\u00c9 E COUTINHO<br \/>\n Coutinho\u2026.ele era fulminante dentro da \u00e1rea, dizem at\u00e9 mais que o neg\u00e3o dentro da \u00e1rea. Por volta de 1964\/1965, , num s\u00e1bado \u00e0 noite, o Coutinho voltou a jogar bola, tinha emagrecido um pouco, justamente contra o Corinthians. O Santos subiu as escadas dos vesti\u00e1rios do gol de entrada do Pacaembu e parou, esperando para entrar junto com o Corinthians para n\u00e3o levar vaia, se \u00e9 que precisava disso. O Corinthians subiu e parou tamb\u00e9m. At\u00e9 que como n\u00e3o dava para ficar al\u00ed travado, o Corinthians entrou e o Santos tamb\u00e9m.<br \/>\nTudo isso para falar que foi 3 x 0 para o Santos e os 3 gols do Coutinho.<\/p>\n<p>Coutinho era g\u00eanio. Quase t\u00e3o  habilidoso quanto o Pel\u00e9. Toques sutis. Fintava com o olhar. Deixava Pel\u00e9 na cara do gol e n\u00e3o reclamava.<\/p>\n<p>Lembrei-me de um drible t\u00edpico do Coutinho:<br \/>\ncom a bola parada ele gingava para a esquerda flexionando seu joelho esquerdo ( obviamente o marcador j\u00e1 foi para a esquerda tamb\u00e9m ) e a perna direita ficava esticada \u00e0 direita com a bola debaixo da sola do p\u00e9.<br \/>\nGozado, faz quase 40 anos que isso se passou e a imagem volta \u00e0 mente.<br \/>\nLembrei-me de  outra passagem: Em 1963 o Corinthians contratou do Internacional o quarto zagueiro Claudio, pesado que s\u00f3 o uruguaio Taborda e o argentino Seb\u00e1.<br \/>\nEle ficou no meio de uma tabela de cabe\u00e7a enntre o Pel\u00e9 e o Couto. Foi de envergonhar. Foi neste mesmo jogo, 3 x 1 para o Santos, que atr\u00e1s do gol dos port\u00f5es monumentais o Pepe mandou uma bola na trave do Heitor. A bola fez uma curva incr\u00edvel e devido ao sil\u00eancio ( medo ) escutei o barulho dela no travess\u00e3o.<br \/>\nEstas coisas a gente n\u00e3o esquece. E o folclore s\u00f3 aumentou. Eu tinha 12 anos de idade.<br \/>\n[img:Pel___e_Coutinho.jpg,thumb,vazio]<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o CBF NEWS, Hist\u00f3rias do Futebol, fala do encontro de um antigo zagueiro do Flamengo, o Bolero, com a dupla Pel\u00e9 e Coutinho.<\/p>\n<p>Bolero foi um zagueiro do Flamengo nos anos 50\/60. Jogava com mais freq\u00fc\u00eancia nos aspirantes, entrava \u00e0s vezes no time titular, era reserva. Em 1984, carreira j\u00e1 encerrada, Bolero trabalhou como motorista do jornal O Dia.<\/p>\n<p>Reservado, calad\u00e3o, Bolero tinha no entanto muitas hist\u00f3rias para contar, que quando resolvia ia recordando levado pela saudade do tempo de jogador. Hist\u00f3rias que nem sempre eram de &#8220;mocinho&#8221;, como aquela em que enfrentou o Santos de Pel\u00e9, Coutinho &#038; Cia. no Torneio Rio-S\u00e3o Paulo de 1961. Era um tempo em que os zagueiros ficavam, de v\u00e9spera, apavorados ao saber que teriam de marcar Pel\u00e9.<br \/>\nO jogo entre Flamengo e Santos, no Maracan\u00e3, aconteceu no dia 11 de mar\u00e7o de 1961. Bolero n\u00e3o estava relacionado para a partida. Como o zagueiro titular havia se contundido, e fora vetado, Bolero foi convocado \u00e0s pressas para se concentrar e escalado para jogar.<\/p>\n<p>Bolero entrou em campo preocupado. N\u00e3o era para menos, afinal teria pela frente Dorval, Meng\u00e1lvio, Coutinho, Pel\u00e9 e Pepe, o famoso ataque santista. S\u00f3 n\u00e3o podia imaginar que naquela noite viveria o pior dos seus pesadelos, como ele come\u00e7ou a recordar de maneira bem-humorada.<\/p>\n<p>&#8211; Eu ainda n\u00e3o tinha botado o p\u00e9 na bola e o Santos j\u00e1 estava vencendo por 2 a 0 &#8211; contou.<\/p>\n<p>Bolero n\u00e3o perdia por esperar. Pel\u00e9 estava em noite inspirada, driblando a quem lhe aparecia pela frente.<br \/>\n&#8211; Teve um gol em que eu ca\u00ed sentado com o drible que ele me deu. Quando eu virei, a bola j\u00e1 estava na rede.<\/p>\n<p>O time do Flamengo (e a defesa) quase n\u00e3o pegava na bola. Pel\u00e9 e Coutinho iam fazendo das suas, atrav\u00e9s de tabelinhas que deixavam tontos os zagueiros rubro-negros. Em um desses lances, outra vez Bolero tentou entrar em a\u00e7\u00e3o. N\u00e3o conseguiu, de novo, achar Pel\u00e9. Ou Coutinho.<\/p>\n<p>&#8211; Eles entraram tabelando e saiu outro gol. O time do Santos n\u00e3o parava de atacar. No final, n\u00e3o sabia mais quem era Pel\u00e9, quem era Coutinho, na velocidade eles se pareciam. Tinha tamb\u00e9m o Dorval, que ajudava a confundir ainda mais. S\u00f3 sei que eles n\u00e3o paravam de fazer gol.<\/p>\n<p>Pel\u00e9 fez quatro, Pepe fez dois e Dorval completou. O Santos goleou o Flamengo por 7 a 1, diante da sua torcida, no Maracan\u00e3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre que pensamos em duplas no futebol, lembramos de Pel\u00e9 e Coutinho, do ataque fabuloso do Santos no anos 60. Eles foram respons\u00e1veis pelas maiores pinturas daquela \u00e9poca. Faziam tabelas sensacionais, que eram totalmente alheias a qualquer tipo de marca\u00e7\u00e3o. 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