{"id":4853,"date":"2009-10-21T16:48:35","date_gmt":"2009-10-21T19:48:35","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cacellain.com.br\/2009\/10\/21\/rivalidade-de-torcedor-fato-corriqueiro\/"},"modified":"2009-10-21T16:48:35","modified_gmt":"2009-10-21T19:48:35","slug":"rivalidade-de-torcedor-fato-corriqueiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=4853","title":{"rendered":"Rivalidade de torcedor &#8211;  Fato corriqueiro"},"content":{"rendered":"<p>No Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo sempre tivemos fatos pitorescos protagonizados por n\u00f3s, torcedores, no dia seguinte aos jogos.<\/p>\n<p>Entre 1992 e 1993 estava insuport\u00e1vel aguentar a torcida do S\u00e3o Paulo, e,  para piorar, tentariam o tricampeonato da Libertadores na partida final contra o Velez Sarsfield.<br \/>\nEm 1993 fui tentar ser diplom\u00e1tico e dar os parab\u00e9ns no bicampeonato a um s\u00e3o paulino, o Amaury e fui obrigado a escutar poucas e boas, que eu tinha mais \u00e9 que me ferrar por ser corintiano,  etc and etc.<br \/>\nMas a vingan\u00e7a veio contra o Velez, quando Palhinha perdeu o p\u00eanalti e o Velez foi campe\u00e3o. As r\u00e1dios foram entrevistar o goleiro Chilavert e ouvi ele aos berros falar: pase-me la copa, hijos de p_ _ a.<br \/>\nComo o Amaury foi ao jogo e chegou \u00e1s 2h50min da matina em casa e logo \u00e1s 06h teve que acordar para trabalhar, chegou ao servi\u00e7o destru\u00eddo.<br \/>\nE eu fui implac\u00e1vel e joguei a p\u00e1 de cal em cima dele. Sabem como? Entrava de 30 em 30 minutos na sala e imitava  Chilavert: Pase-me la copa, hijos de p _ _ a.<\/p>\n<p>Mas futebol sempre tem vingan\u00e7a e&#8230;&#8230;..quando Marcelinho Carioca perdeu o p\u00eanalti na semi-final da Libertadores contra o Palmeiras, esqueci-me de desligar o telefone e acabrunhado liguei o r\u00e1dio somente para ouvir m\u00fasicas at\u00e9 a hora do sono chegar. Passava j\u00e1 da meia-noite.<br \/>\nUm s\u00e3o-paulino, o Amaury, ligou para minha casa quase \u00e0 01h da manh\u00e3. Quem atendeu foi meu filho e como n\u00e3o tinha jeito de  dar desculpas do tipo , est\u00e1 dormindo,  ele    n\u00e3o est\u00e1 , me chamou e tive que escutar o indefect\u00edvel&#8230;..chuuuup\u00e1\u00e1\u00e1\u00e1.<br \/>\nDoeu!<\/p>\n<p>Estes fatos  seguem de exemplos para narrar o que ocorreu hoje por e-mail entre eu e o Amaury. Como n\u00e3o se tem sossego, a gente sempre tem que devolver na oportunidade  que se apresenta. Quando o Corinthians caiu para a segunda divis\u00e3o, recebi uns 80 e-mails. Tive que aceitar na boa.<br \/>\nEnt\u00e3o, hoje saiu um e-mail  na coluna Voz da Arquibancada do site da Gazeta Esportiva, de um palmeirense , espinafrando os s\u00e3o-paulinos e mandei para o Amaury. A\u00ed vai:<\/p>\n<p>Bambis, n\u00e3o adianta contestar a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de v\u00e1rias fal\u00eancias, v\u00e1rios pedidos de peniquinho para os rivais, e de duas filas nas costas, dois jejuns: de 1931 a 1943 e de 1957 a 1970; 25 anos sem ganhar nada nem o Paulistinha como voc\u00eas mesmos dizem. Em doze decis\u00f5es de t\u00edtulo, entre Brasileiro, Paulista, Rio-SP, e at\u00e9 Supercopa de Juniores, envolvendo Palmeiras e S\u00e3o B\u00e2mbi, o Palmeiras venceu 10 (1933\/33, 42, 44, 47, 50, 65, 72\/73 e 95); S\u00e3o B\u00e2mbi (71 e 92). Nos anos de 1940, que voc\u00eas falam que eram o tal do Rolo Compressor, voc\u00eas perderam todas as decis\u00f5es disputadas com o Palmeiras.<\/p>\n<p>Todas! Duas delas, bem famosas a de 1942, que voc\u00eas correram de campo para n\u00e3o serem goleados, e a de 1950, o c\u00e9lebre Jogo da Lama. Voc\u00eas nunca foram tricampe\u00f5es paulistas naquela \u00e9poca, porque o Palmeiras nunca deixou. Voc\u00eas nunca venceram os Brasileiros dos anos de 1960. Nem Copa do Brasil. Nem Rio-S\u00e3o Paulo. Nem a Fita Azul da CBF voc\u00eas t\u00eam. Voc\u00eas nunca vestiram a camisa da Sele\u00e7\u00e3o. Voc\u00eas nunca colocaram meia d\u00fazia de jogadores de uma s\u00f3 vez na Sele\u00e7\u00e3o. Voc\u00eas nunca foram campe\u00f5es invictos de nada. Voc\u00eas nunca montaram um ataque que fizesse mais de 100 gols num \u00fanico campeonato.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o titulozinhos de um joguinho s\u00f3, e que voc\u00eas passam o tempo todo na retranca, tipo juventinhus da rua Javari, s\u00f3 ganhando na bola parada ou no gol sem querer, n\u00e9 seu M\u00fcller, que v\u00e3o fazer de voc\u00eas o clube mais glorioso do Pa\u00eds. Outra coisa: voc\u00eas j\u00e1 ganharam algum t\u00edtulo no Palestra It\u00e1lia? Nunca! Eu j\u00e1 cansei de comemorar t\u00edtulos em vossa casa e em cima de voc\u00eas ? nesse est\u00e1dio a\u00ed, que a minha Torcida ajudou a construir, isso mesmo, demos esmolas a voc\u00eas muitas vezes, e o mantivemos com nossas rendas ?, sem contar as v\u00e1rias elimina\u00e7\u00f5es de Brasileiros e Paulistas, e os shows de nossos craques, como Ademir da Guia, Jorge Mendon\u00e7a, Evair, C\u00e9sar Sampaio e Alex10, o Chapeleiro de B\u00e2mbis, entre outros. Agora, fa\u00e7am o que voc\u00eas mais gostam de fazer: Chupem!<\/p>\n<p>Giacomo Leone<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, mandei o e-mail com a seguinte provoca\u00e7\u00e3o:<br \/>\nAmaury, ele deve ser da Mooca, no  mesmo bairro onde sua fam\u00edlia se estabeleceu .<br \/>\nQuando  morava l\u00e1 voc\u00ea tinha que respeitar os palestrinos.<br \/>\nOu n\u00e3o?<\/p>\n<p>E a resposta do Amaury foi:<br \/>\nVoc\u00ea sabe que n\u00e3o!<br \/>\nEu j\u00e1 contei pra voc\u00ea, mas vale a pena bisar, para os demais conhecerem.<\/p>\n<p>Eu morei 30 anos na Mo\u00f3ca, reduto de italianos e palmeirenses.<br \/>\nEles eram nojentos!<br \/>\nTinha, por exemplo, Seu Jos\u00e9 e Da. Maria, 2 casas pra baixo da minha.<br \/>\nEm 1977, no dia da final do Brasileiro, contra o tima\u00e7o do Atl\u00e9tico Mineiro, depois do almo\u00e7o, eu e meu pai encontramos com o Seu Jos\u00e9, que disse:<\/p>\n<p>&#8211; Hoje vcs. v\u00e3o levar uma surra daquelas l\u00e1 no Mineir\u00e3o, hein?<br \/>\nEu e meu pai demos uma de humildes, concordamos que o Galo era mais time, etc.<br \/>\nQuando acabou o jogo e fomos campe\u00f5es brasileiros pela primeira vez, eu e meu pai abra\u00e7ados pul\u00e1vamos e grit\u00e1vamos sonoros &#8220;chupa!&#8221; por cima do muro que dava para o quintal deles!<\/p>\n<p>Eles tinham um filho, o Carlinhos, casado, pai de um casal de filhos, que gostava de ir para o bar do Valter, na rua de baixo, onde puxava assunto de futebol e sempre terminava ofendendo algum torcedor de outro time pra sair na porrada.<\/p>\n<p>E o meu epis\u00f3dio preferido: na semifinal do Paulista de 1978, jogamos com o porco, e o empate era deles.<br \/>\nEu estava ouvindo pelo r\u00e1dio, sentado num banco de pedra que ficava na porta do Ot\u00e1vio, palmeirense que morava na casa abaixo da minha.<br \/>\nNo \u00faltimo minuto da prorroga\u00e7\u00e3o, 0 x 0, o porc\u00e3o estava aos berros comemorando na sala da casa dele, cuja janela dava para a rua, e consequentemente para onde eu estava sentado, puto da vida.<\/p>\n<p>A\u00ed o Get\u00falio, G\u00eag\u00ea da cara grande, desceu pela lateral direita, cruzou pra \u00e1rea.<br \/>\nO Serginho Chulapa cabeceou, a bola viajou e&#8230;&#8230;entrou no \u00e2ngulo!<br \/>\nN\u00e3o deu nem tempo pra raciocinar: levantei e dei um sonor\u00f3 chute no port\u00e3o de ferro da casa do Ot\u00e1vio e gritei:<\/p>\n<p>-Chuuuuuuuuuuuuuuuupaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa\u00e1!!!!<\/p>\n<p>Esse era o respeito que eu tinha pelos palestrinos da Rua Serra de Jair\u00e9, na Mo\u00f3ca da minha inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia e juventude!<\/p>\n<p>Mostrei  exemplos do pessoal que convivi.  Alguns com mais picardia, outros mais popularescos, etc.<br \/>\nGilberto Maluf<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo sempre tivemos fatos pitorescos protagonizados por n\u00f3s, torcedores, no dia seguinte aos jogos. Entre 1992 e 1993 estava insuport\u00e1vel aguentar a torcida do S\u00e3o Paulo, e, para piorar, tentariam o tricampeonato da Libertadores na partida final contra o Velez Sarsfield. 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