{"id":484,"date":"2007-06-15T20:35:00","date_gmt":"2007-06-15T23:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2007\/06\/15\/clubes-brasileiros-esporte-clube-bahia\/"},"modified":"2010-01-26T14:36:26","modified_gmt":"2010-01-26T16:36:26","slug":"clubes-brasileiros-esporte-clube-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=484","title":{"rendered":"CLUBES BRASILEIROS-ESPORTE CLUBE BAHIA"},"content":{"rendered":"<p>[img:Bahia.jpg,resized,centralizado]<\/p>\n<p>O Bahia nasceu da desfilia\u00e7\u00e3o do Campeonato Baiano, dos times da Associa\u00e7\u00e3o Atl\u00e9tica e do Bahiano de T\u00eanis. Em agosto de 1930 o desportista Oscar Azevedo tomou a iniciativa de fundar um clube que, por sugest\u00e3o do Dr. Antunes Dantas, teria o nome de Bahianinho Futebol Clube visando, principalmente, aproveitar os jogadores que estavam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da dissolvi\u00e7\u00e3o do Bahiano e da Associa\u00e7\u00e3o, mas esta tentativa deu errado.<br \/>\nNeste mesmo ano, em mais uma iniciativa de um grupo formado por Fernando Tude, J\u00falio de Almeida, Carlos Kock de Carvalho, Waldemar Costa, Lourival Paranagu\u00e1, Juju Guimar\u00e3es e outros, foi levada a s\u00e9rio a id\u00e9ia da cria\u00e7\u00e3o de um clube. Eles se reuniram no antigo caf\u00e9 Luso Brasileiro e resolveram a funda\u00e7\u00e3o do clube. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, neste grupo faziam parte antigos integrantes da Associa\u00e7\u00e3o Atl\u00e9tica e do Baiano de T\u00eanis que, na \u00e9poca, eram ferrenhos advers\u00e1rios. Aproveitando o entusiasmo da id\u00e9ia, o grupo encarregou o desportista Fernando Tude de Sousa de convidar alguns desportistas para uma reuni\u00e3o em sua casa para trocar id\u00e9ias e opini\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o do novo clube. A reuni\u00e3o foi feita no dia 10.12.1930 no sobrado da rua Carlos Gomes, 57, onde \u00e9 hoje o museu da Caixa Econ\u00f4mica Federal. L\u00e1 se realizou a primeira reuni\u00e3o preparat\u00f3ria para a funda\u00e7\u00e3o do Esporte Clube Bahia.<br \/>\nNo dia 12 de dezembro de 1930, \u00e0s 20:00h, aconteceu uma nova reuni\u00e3o com os pareceres Fernando Tude, J\u00falio de Almeida, Ot\u00e1vio de Carvalho, Pl\u00ednio Rizerio e Aroldo Maia. O nome Esporte Clube Bahia foi uma proposta aprovada pelo desportista J\u00falio de Almeida e pelo jogador Gambarrota. O pr\u00f3prio J\u00falio de Almeida prop\u00f4s que o uniforme do novo time deveria ser cal\u00e7\u00e3o de mescla, camisa branca com escudo do clube no peito e, no m\u00e1ximo, 500 s\u00f3cios. Ap\u00f3s esta reuni\u00e3o, foi criada uma comiss\u00e3o formada pelos fundadores Ot\u00e1vio Carvalho, Fernando Tude, Aroldo Maia, Pl\u00ednio Rizerio e Oscar Azevedo para a prepara\u00e7\u00e3o dos estatutos e a instala\u00e7\u00e3o definitiva do clube. No dia 1.\u00ba de janeiro de 1931, na sede do Jockey Clube, com a presen\u00e7a de grande n\u00famero de desportistas e com uma m\u00e9dia de 150 participantes, foram apresentados e aprovados o modelo do escudo, as fl\u00e2mulas (bandeiras) e os uniformes dos jogadores. Todas as quest\u00f5es foram aprovadas por unanimidade pelos presentes e exatamente \u00e0s 11 horas e 15 minutos do dia 1.\u00ba de janeiro de 1931 estava fundado o Esporte Clube Bahia. Seu primeiro Presidente foi Waldemar Costa.<br \/>\nO Bahia nasceu grande, pois os jogadores de seu primeiro time eram os melhores das mais fortes equipes de futebol do Estado. Para provar isso, no seu primeiro jogo venceu o Ypiranga por 2 x 0, e no mesmo ano foi campe\u00e3o baiano.<\/p>\n<p>As cores<br \/>\nSuas cores vieram de tr\u00eas equipes: o azul da Associa\u00e7\u00e3o Atl\u00e9tica, o branco do Clube Bahiano de T\u00eanis e o vermelho, por sugest\u00e3o de Gambarrota, veio do Sport Club Corinthians Paulista, assim como o escudo, de onde foi retirado a \u00e2ncora e posto a bandeira da Bahia.<\/p>\n<p>[img:imagem3963.jpg,resized,vazio]<\/p>\n<p>O hino<br \/>\nNuma tarde de 1946, no C. C. Fantoches da Euterpe, Adroaldo Ribeiro Costa foi procurado por um grupo de torcedores que se dispunham a organizar uma &#8220;Torcida Uniformizada&#8221; para o lado B do Campo da Gra\u00e7a e precisavam de um canto que animasse a turma. Estavam ali para encomendar o hino e pediam pressa, porque se aproximava um jogo contra o Vit\u00f3ria e ainda teriam que ensaiar a mo\u00e7ada. A id\u00e9ia agradou a Adroaldo, que tinha em si, aceso, o entusiasmo tricolor. N\u00e3o seria dif\u00edcil fazer o canto, e n\u00e3o o foi, realmente. No dia seguinte, j\u00e1 estava em casa, ao piano, procurando por em ordem os motivos que iria tratar.<br \/>\nArrumada a letra, p\u00f4s-se a dedilhar o piano. Estas coisas n\u00e3o se sabe mesmo como e porque acontecem. O fato \u00e9 que, em poucos minutos, a melodia brotou. Um retoque aqui, outro ali, em menos de meia hora estava tudo pronto. Logo ao acabar de cant\u00e1-lo, seus pais vieram at\u00e9 a sala e perguntaram:<br \/>\n&#8211; Que m\u00fasica bonita \u00e9 esta?<br \/>\nEnt\u00e3o algum tempo depois de usado com a torcida uniformizada, esta acabou e em pouco tempo, o hino estava esquecido. Dez anos mais tarde, um dirigente do Bahia o fez ressurgir, junto \u00e0 Campanha dos 10.000 s\u00f3cios. Era preciso um canto vibrante, um hino que sacudisse a turma. O hino j\u00e1 existia e, naquele instante, Adroaldo, ao piano, cantou-o. Este foi aprovado e o verso &#8220;Ningu\u00e9m nos vence em fervor&#8221; foi substitu\u00eddo por &#8220;Somos do povo o clamor&#8221;.<br \/>\nEm verdade, v\u00e1rias s\u00e3o as agremia\u00e7\u00f5es que t\u00eam ou tiveram, seus cantos de guerra e de louvor. Jamais, todavia, nenhuma se associou t\u00e3o intimamente \u00e0 vida de seu clube, galvanizou desse modo uma imensa torcida. O hino transbordou de seus limites naturais, virou m\u00fasica carnavalesca, entoada, gritada e pulada em todos os carnavais, sacudida pelos trios el\u00e9tricos em qualquer oportunidade que venham \u00e0s ruas, querido e louvado por tricolores e n\u00e3o tricolores, sendo um grande sucesso.<\/p>\n<p>O mascote<br \/>\nSeu mascote \u00e9 o &#8220;super homem&#8221;, tradicional cria\u00e7\u00e3o do Ziraldo.<br \/>\n[img:Super_Homem.gif,full,vazio]<br \/>\nCuriosidades<\/p>\n<p>As duas estrelas que ficam em cima do escudo do Bahia simbolizam a conquista da Ta\u00e7a do Brasil (1959) e do Brasileiro (1988).<\/p>\n<p>O Bahia foi o primeiro time brasileiro a disputar a Ta\u00e7a Libertadores, gra\u00e7as a conquista da Ta\u00e7a do Brasil em 1959.<\/p>\n<p>O Bahia foi o primeiro time do Norte-Nordeste a jogar no Maracan\u00e3, disputando o terceiro jogo final da Ta\u00e7a do Brasil de 59 contra o Santos, no dia 26 de Mar\u00e7o de 1960, o Tricolor ganhou por 3 x 1 e ficou com o t\u00edtulo.<\/p>\n<p>O recorde de p\u00fablico da Fonte Nova pertence ao Bahia, 110.438 pessoas no jogo contra o Fluminense RJ no dia 12\/02\/89 (Bahia 2 x 1 Fluminense).<\/p>\n<p>O primeiro gol do Bahia foi marcado por Bayma, no jogo Bahia 2 x 0 Ypiranga.<\/p>\n<p>A maior goleada num BA-VI ocorreu no dia 8 de Dezembro de 1939, o Bahia ganhou por 10 x 1.<\/p>\n<p>O maior artilheiro da Bahia \u00e9 Carlito, jogador do Bahia, ele fez 220 gols entre 1949-1961.<\/p>\n<p>Na Bahia, o Bahia \u00e9 o clube que mais vezes foi campe\u00e3o estadual (43 vezes) e no Brasil \u00e9 o segundo (s\u00f3 perde para o ABC de Natal &#8211; 44 vezes).<\/p>\n<p>No Campeonato Baiano de 1938, o Bahia dividiu o t\u00edtulo com o Botafogo porque n\u00e3o houve um acordo entre os clubes para um desempate.<\/p>\n<p>O est\u00e1dio O Bahia manda seus principais jogos na Fonte Nova (Est\u00e1dio Ot\u00e1vio Mangabeira), com capacidade para 80.000 espectadores e em algumas oportunidades no Pitua\u00e7u (Est\u00e1dio Metropolitano Roberto Santos), capacidade 25.000 pessoas.<\/p>\n<p>Ambos s\u00e3o propriedade do Governo da Bahia.<\/p>\n<p>[img:img_artilheiros_beijoca.jpg,resized,vazio]<\/p>\n<p>Principais t\u00edtulos<\/p>\n<p>Campeonato Baiano &#8211; 1931, 1933, 1934, 1936, 1938, 1940, 1944, 1945, 1947, 1948, 1949, 1950, 1952, 1954, 1956, 1958, 1959, 1960, 1961, 1962, 1967, 1970, 1971, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1981, 1982, 1983, 1984, 1986, 1987, 1988, 1991, 1993, 1994, 1998, 2001,<\/p>\n<p>Copa do Nordeste -2001 e 2002<\/p>\n<p>Copa Norte-Nordeste- 1948, 1959, 1961 e 1963<\/p>\n<p>Ta\u00e7a Brasil &#8211; 1959<\/p>\n<p>Campeonato Brasileiro &#8211; 1988<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[img:Bahia.jpg,resized,centralizado] O Bahia nasceu da desfilia\u00e7\u00e3o do Campeonato Baiano, dos times da Associa\u00e7\u00e3o Atl\u00e9tica e do Bahiano de T\u00eanis. 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