{"id":4820,"date":"2009-05-29T20:47:08","date_gmt":"2009-05-29T22:47:08","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cacellain.com.br\/2009\/05\/29\/grandes-classicos-botafogo-x-flamengo\/"},"modified":"2009-05-29T20:47:08","modified_gmt":"2009-05-29T22:47:08","slug":"grandes-classicos-botafogo-x-flamengo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=4820","title":{"rendered":"Grandes Cl\u00e1ssicos &#8211; Botafogo x Flamengo"},"content":{"rendered":"<p>Nenhum outro jogador mexeu mais com a rivalidade entre botafoguenses e rubro-negros que o mitol\u00f3gico goleiro Manga. Ele defendeu o Alvinegro por dez anos, de 1959 a 1969, sagrando-se duas vezes bicampe\u00e3o carioca, em 1961\/62 e 1967\/68.<\/p>\n<p>Naqueles tempos em que craques como ele, N\u00edlton Santos, Didi, Garrincha, Amarildo, Zagallo e, depois, G\u00e9rson, Jairzinho e Paulo C\u00e9sar defendiam o Fog\u00e3o, as vit\u00f3rias nos cl\u00e1ssicos contra o Flamengo eram favas contadas. T\u00e3o contadas que \u00e0s v\u00e9speras de cada encontro Manga repetia uma frase hoje imortalizada: \u201cJ\u00e1 mandei a \u2018nega v\u00e9ia\u2019 fazer a feira, porque o bicho do jogo de amanh\u00e3 est\u00e1 garantido&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Ficou famosa, tamb\u00e9m, a troca de faixas entre as duas torcidas em fun\u00e7\u00e3o das goleadas de 6 a 0 que um time j\u00e1 aplicou no outro. Depois do jogo de 15 de novembro de 1972, pelo Brasileiro, em que o Botafogo goleou com direito a um dos gols marcados de letra por Jairzinho, os botafoguenses passaram a levar para o est\u00e1dio uma faixa com os seguintes dizeres: \u201c6 a 0 \u00e9 igual a 5, porque gol de letra n\u00e3o vale&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Nove anos depois, pelo Campeonato Carioca de 1981, no dia 8 de novembro de 1981, a vingan\u00e7a rubro-negra: o Meng\u00e3o devolveu os 6 a 0, para satisfa\u00e7\u00e3o de seus torcedores. Que nos jogos contra o Botafogo passaram a responder \u00e0 provoca\u00e7\u00e3o dos rivais com uma outra faixa: \u201cN\u00f3s gostamos de v0 x 6&#8230;\u201d<\/p>\n<p>PRINCIPAIS CL\u00c1SSICOS &#8211;  [img:escudos_1.jpg,thumb,vazio]<\/p>\n<p>10\/09\/1944 &#8211; BOTAFOGO 5 X 2 FLAMENGO &#8211; O brilho eterno da estrela.<br \/>\nO Campeonato Carioca de 1944 corria empolgante. O Fluminense liderava a tr\u00eas pontos do Flamengo; o Botafogo vinha logo atr\u00e1s, com um a menos que o Fla. Naquele 10 de setembro, General Severiano estava lotado para ver desfilar no seu gramado Heleno de Freitas, Zizinho, Geninho, Jaime de Almeida&#8230;  Heleno faz o primeiro e, dez minutos depois, Jaime empata. Ningu\u00e9m quer perder o Fluminense de vista. Outra vez o Botafogo fica em vantagem com o gol do argentino Valsek. Depois de mais 3 gols do Botafogo e um do Flamengo, o est\u00e1dio assiste a um lance ins\u00f3lito: o Flamengo rebela-se contra a arbitragem, o time inteiro senta no meio do campo, e sentado fica at\u00e9 o derradeiro apito do juiz, 14 minutos depois do gesto injustific\u00e1vel.<\/p>\n<p>15\/12\/1962 &#8211; BOTAFOGO 3 X 0 FLAMENGO &#8211; Show de Garrincha e Cia.<br \/>\nSe o Botafogo empatasse, adeus ao t\u00edtulo carioca de 1962. Mas com um time daqueles (Manga, Paulistinha, Jadir, Nilton Santos e Rildo, A\u00edrton e \u00c9dson, Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagalo), o alvinegro era o favorito contra o Flamengo. Tarde de gala no Maracan\u00e3 e o Brasil inteiro ligado na partida, que come\u00e7ou com uma investida fulminante de Dida, a bola raspando a trave de Manga. A press\u00e3o rubro-negra durou at\u00e9 que Garrincha, ganhando na corrida de Jordan, chutou cruzado e rasteiro no canto, sem defesa para Fernando: 1 x 0. Aos 35, Amarildo, mesmo com um estiramento na coxa, toca para Garrincha, que dribla dois, cruza para Quarentinha que emenda para o gol: 2 x 0. O Botafogo estava \u00e1 vontade, imprimia ao jogo um ritmo cadenciado, na base do toque. Aos 2 minutos do segundo tempo, Garrincha fecha o placar, 3 x 0. E tome festa alvinegra.<\/p>\n<p>15\/11\/1972 &#8211; BOTAFOGO 6 X 0 FLAMENGO &#8211; A hist\u00f3rica goleada.<br \/>\nCertamente nenhum botafoguense ou flamenguista jamais ir\u00e1 esquecer aquele 15 de novembro de 1972. Era feriado nacional e anivers\u00e1rio do Flamengo quando o Maracan\u00e3 assistiu \u00e0 uma das maiores goleadas do time de General Severiano sobre o rubro-negro. Uma goleada humilhante, que certamente Zagalo, t\u00e9cnico do Flamengo, nunca sonhou sofrer um dia no Maracan\u00e3. Jairzinho, logo aos 15 minutos de jogo, fez 1 x 0 para o Fog\u00e3o. O segundo gol, aos 35, veio com um chute fulminante do argentino Fischer. Seis minutos depois, o mesmo Fischer fez 3 x 0, completando de cabe\u00e7a um cruzamento de Zequinha. Jairzinho e Fischer faziam a festa na defesa rubro-negra. Aos 23 do segundo tempo, Jairzinho chutou no canto direito de Renato e levou a torcida do Botafogo \u00e0 loucura. O quinto gol foi marcado tamb\u00e9m pelo &#8220;Furac\u00e3o&#8221; Jairzinho, aproveitando outro passe de Zequinha e concluindo de letra. E era demais para o Flamengo. A torcida do Botafogo gritava &#8220;chega, chega&#8221; gozando o advers\u00e1rio. Para fechar a goleada, o grandalh\u00e3o Ferreti, que entrara no lugar de Fischer, fez o sexto gol. Para ningu\u00e9m esquecer mais. Essa goleada foi motivo de goza\u00e7\u00e3o dos botafoguenses para com os flamenguistas por anos. At\u00e9 que veio a vingan\u00e7a.<\/p>\n<p>29\/04\/1979 &#8211; FLAMENGO 2 X 2 BOTAFOGO &#8211; Campe\u00e3o Invicto.<br \/>\nO Flamengo j\u00e1 era campe\u00e3o carioca quando chegou ao \u00faltimo jogo contra o Botafogo no Macaran\u00e3. Se n\u00e3o perdesse, seria campe\u00e3o invicto. O Botafogo vinha para p\u00f4r \u00e1gua no chopp do Flamengo. Mas os rubro-negros tinham Zico. E numa tarde inspirada, o &#8220;Galinho&#8221; fez dois gols em uma de suas melhores exibi\u00e7\u00f5es com a camisa rubro-negra. Gil e Luisinho Lemos ainda empataram para o Botafogo, mas Zico, acalmando sua defesa, que queria partir pra cima e vencer o jogo, segurou o empate at\u00e9 o apito final. O Flamengo era campe\u00e3o invicto.<\/p>\n<p>08\/11\/1981 &#8211; FLAMENGO 6 X 0 BOTAFOGO &#8211; Nove anos depois, a vingan\u00e7a.<br \/>\nE a vingan\u00e7a veio, nove anos depois daquele 15 de novembro de 1972, pelo Campeonato Carioca. O primeiro gol foi aos 6 minutos de jogo: Nunes, emendando um cruzamento de Ad\u00edlio da direita. Aos 27, tabela de Nunes e Ad\u00edlio, a bola que estoura na defesa e volta para Zico fazer 2 x 0. O Botafogo n\u00e3o consegue passar do meio-de-campo. Aos 33 minutos, Lico aumenta, 3 x 0. Seis minutos depois, Ad\u00edlio faz o quarto, escorando de cabe\u00e7a uma falta de Zico. &#8220;Seis, queremos seis&#8221;, grita a torcida rubro-negra. Quando a bola sobrava para Jairzinho, \u00fanico remanescente do Botafogo vitorioso, a torcida silenciava em respeito aos 3 gols que fizera naquele dia. Aos 29 minutos, Rocha derruba Ad\u00edlio na \u00e1rea, Zico bate o p\u00eanalti com raiva e converte: 5 x 0. Faltando apenas 3 minutos, Ad\u00edlio centra da esquerda, Zico sobe na \u00e1rea, Jorge Lu\u00eds rebate para fora, mas na medida para Andrade, o camisa 6, que fulmina no \u00e2ngulo esquerdo de Paulo S\u00e9rgio. Eram 6 x 0.<\/p>\n<p>21\/06\/1989 &#8211; BOTAFOGO 1 X 0 FLAMENGO &#8211; A noite de 21 anos depois.<br \/>\nAquele 21 de junho, certamente, foi um dos dias mais felizes na hist\u00f3ria do Botafogo. O time alvinegro estava h\u00e1 21 anos sem conquistar um t\u00edtulo e h\u00e1 tr\u00eas sem vencer um cl\u00e1ssico carioca. Do outro lado, entretanto, estava o Flamengo de Zico, campe\u00e3o de tudo na d\u00e9cada de 80. O primeiro jogo terminara empatado, 0 x 0. O Botafogo vinha invicto, mas o Flamengo foi quem come\u00e7ou pressionando, tentando reviver o rolo compressor que marcara invej\u00e1veis 50 gols at\u00e9 ent\u00e3o. No primeiro tempo, apesar da marca\u00e7\u00e3o ferrenha de Luisinho, Zico consegue levar perigo para o gol de Ricardo Cruz. Por sua vez, o Botafogo n\u00e3o consegue incomodar o arqueiro Z\u00e9 Carlos. Come\u00e7a o segundo tempo e Zico bate uma falta que passa raspando a trave de Ricardo Cruz. Mas a torcida alvinegra previa que algo de especial estava para acontecer. E o lan\u00e7amento do her\u00f3i Luisinho para Mazolinha na ponta-esquerda desencadeia uma s\u00e9rie de incr\u00edveis coincid\u00eancias: \u00e9 o dia 21, o marcador do Maracan\u00e3 marca 21 graus e Mazolinha prepara-se para fazer o 21\u00ba cruzamento do jogo aos 12 (21 invertido) minutos. A bola vem alta e cai no p\u00e9 direito de Maur\u00edcio que chuta. Era o primeiro chute do Botafogo ao gol de Z\u00e9 Carlos. \u00c9 gol! Era o que faltava para coroar a campanha rumo ao t\u00edtulo invicto, depois de 21 anos de sofrimento.<\/p>\n<p>19\/07\/1992 &#8211; BOTAFOGO 2 X 2 FLAMENGO &#8211; Pentacampe\u00e3o Brasileiro.<br \/>\nHouve momentos em que s\u00f3 mesmo a fan\u00e1tica torcida rubro-negra parecia acreditar no t\u00edtulo de 1992. O Flamengo terminava a fase de classifica\u00e7\u00e3o em quarto lugar, atr\u00e1s de Vasco, Botafogo e Bragantino. Fazendo-se valer da m\u00edtica capacidade de rea\u00e7\u00e3o, o Mengo eliminou Vasco, Santos e S\u00e3o Paulo, chegando \u00e0 final contra o Botafogo. O alvinegro, que se considerou melhor durante toda a competi\u00e7\u00e3o, sucumbiu por 3 x 0, um show de Pi\u00e1, N\u00e9lio e do onipresente J\u00fanior. No jogo seguinte, quando o Fog\u00e3o precisava de tr\u00eas gols de diferen\u00e7a, o empate em 2 x 2 bastou. O &#8220;vov\u00f4&#8221; J\u00fanior, comandando a na\u00e7\u00e3o rubro-negra, abiu o placar aos 42 do primeiro tempo. J\u00falio C\u00e9sar aumentaria a vantagem para o Flamengo aos 10 do segundo. O Botafogo reagiu e empatou com Pichetti e Valdeir. Mas de nada adiantou. O Flamengo conquistava seu quinto t\u00edtulo brasileiro.<\/p>\n<p>www.classicoeclassico.sites.uol.com.br<br \/>\ncelso unzelte<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nenhum outro jogador mexeu mais com a rivalidade entre botafoguenses e rubro-negros que o mitol\u00f3gico goleiro Manga. 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