{"id":4795,"date":"2009-02-28T08:03:43","date_gmt":"2009-02-28T10:03:43","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cacellain.com.br\/2009\/02\/28\/texto-sobre-o-constellation-pompeia-grande-goleiro-do-america-rj\/"},"modified":"2009-02-28T08:03:43","modified_gmt":"2009-02-28T10:03:43","slug":"texto-sobre-o-constellation-pompeia-grande-goleiro-do-america-rj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=4795","title":{"rendered":"Texto sobre o &#8221; Constellation &#8221;  Pomp\u00e9ia,  grande goleiro do Am\u00e9rica RJ"},"content":{"rendered":"<p>Quem conhece o Rio de Janeiro e o conglomerado de bairros que dividem a zona sul do in\u00edcio da zona norte da Cidade Maravilhosa, ou seja, Rio Comprido, Andara\u00ed, Tijuca, Vila Isabel, Maracan\u00e3, Usina, Graja\u00fa, M\u00e9ier e segue em frente at\u00e9 Santa Cruz, a poucos minutos de Itagua\u00ed sabe, tamb\u00e9m, a import\u00e2ncia da po\u00e9tica Rua Campos Sales no contagiante Andara\u00ed dos anos 50, 60 e 70. Mas h\u00e1 quem diga que \u2013 por quest\u00e3o de conforto e status \u2013 o ent\u00e3o est\u00e1dio do Am\u00e9rica ficava na Tijuca.<br \/>\nPois, ali na Rua Campos Sales, por muito tempo predominou a elite social da zona norte, na sede social do Am\u00e9rica Futebol Clube. Era o marco que dividia a transforma\u00e7\u00e3o dos bairros encravados na subida da Usina, mais precisamente na pra\u00e7a Saens Pe\u00f1a.<\/p>\n<p>Historiadores esportivos asseguram que, na d\u00e9cada de 40, muitos pensavam em construir um grande est\u00e1dio de futebol, na Rua \u00c1lvaro Chaves, nas Laranjeiras (sede do Fluminense), mas a id\u00e9ia foi abortada com a constru\u00e7\u00e3o do Pal\u00e1cio Laranjeiras, muito pr\u00f3ximo ao Pal\u00e1cio do Catete. Surgiu a id\u00e9ia de construir esse grande est\u00e1dio no local onde um dia foi o est\u00e1dio Wolney Braune, campo do Am\u00e9rica Futebol Clube.<br \/>\nA sede da Tijuca possui parque aqu\u00e1tico com tr\u00eas piscinas, sendo uma ol\u00edmpica, outra semi-ol\u00edmpica e uma infantil, al\u00e9m lanchonetes, quadras de areia e grama sint\u00e9tica, saunas, entre outros espa\u00e7os dedicados ao esporte e ao lazer.<\/p>\n<p>Finalmente, no fim da d\u00e9cada de 40, a poucos metros da sede do Am\u00e9rica, na Rua Campos Sales, foi constru\u00eddo o Maracan\u00e3, sede principal da Copa do Mundo de 1950 e at\u00e9 hoje um dos principais est\u00e1dios de futebol do Brasil e do mundo.<\/p>\n<p>Chegou a d\u00e9cada de 50 e, com ela, a Copa do Mundo. Com apenas 7 anos de idade, o autor destas linhas n\u00e3o viu o &#8220;maracanazzo&#8221;. Mas tem muitas informa\u00e7\u00f5es, por ter trabalhado jornalisticamente na \u00e1rea do esporte por 23 anos no Rio de Janeiro. E o que se fala mais \u2013 quando se fala de futebol da Copa de 50 \u2013 \u00e9 que Barbosa falhou. Isso para n\u00e3o dar tanto cr\u00e9dito ao belo gol de Gighia, ou \u00e0 tremedeira que tomou conta de Danilo, Ademir Menezes, Zizinho, Chico, Bauer, Augusto e tantos outros daquele selecionado brasileiro.<\/p>\n<p>Culpando Barbosa, os gestores do futebol brasileiro come\u00e7aram a investir em novos goleiros. Castilho, Cabe\u00e7\u00e3o, Oberd\u00e3, Veludo come\u00e7aram a aparecer, enquanto os clubes investiam at\u00e9 em outros pa\u00edses. O Flamengo trouxe Garcia, Chamorro.<\/p>\n<p>E o ponto alto da posi\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a aparecer nos clubes que n\u00e3o &#8220;procuravam tanto&#8221; nem tinham aspira\u00e7\u00f5es com convoca\u00e7\u00e3o para a sele\u00e7\u00e3o brasileira. O Am\u00e9rica, por exemplo, tinha Ari e Osni como goleiros titulares e resolveu investir num destaque do Bonsucesso que come\u00e7ou a chamar a aten\u00e7\u00e3o pela beleza pl\u00e1stica das suas acrob\u00e1ticas defesas: Pomp\u00e9ia.<\/p>\n<p>Nascido Jos\u00e9 Valentim da Silva, em Itajub\u00e1\/MG no dia 27 de setembro de 1934, Pomp\u00e9ia, segundo contam alguns, n\u00e3o dava muita aten\u00e7\u00e3o \u00e0s aulas na escola que freq\u00fcentava em Itajub\u00e1. Passava quase todo o tempo das aulas, rabiscando, desenhando. Seus desenhos preferidos eram Ol\u00edvia Palito e Popeye, o marinheiro, personagens que, por anos a fio fizeram a alegria de muitas crian\u00e7as.<\/p>\n<p>De tanto desenhar o marinheiro, Z\u00e9 Valentim ganhou o apelido de Pomp\u00e9ia, porque seus amigos de escola n\u00e3o sabiam pronunciar o nome do marinheiro comedor de espinafre. Ainda adolescente, come\u00e7ou a fazer gols atuando de centroavante no Itajub\u00e1, clube da segunda divis\u00e3o do futebol mineiro extens\u00e3o de lazer para funcion\u00e1rios da F\u00e1brica de Itajub\u00e1.<\/p>\n<p>O artilheiro Pomp\u00e9ia mudou de vida e foi colaborar com as vit\u00f3rias do S\u00e3o Paulo, clube da mesma cidade mineira e tamb\u00e9m da segunda divis\u00e3o. Mas, foi numa partida que o S\u00e3o Paulo foi fazer na cidade de Tr\u00eas Pontas, que o goleiro titular adoeceu. Tal como se pensa hoje no futebol profissional, o treinador entendeu que seria melhor n\u00e3o tomar gols, que faz\u00ea-los. Resolveu arriscar, escalando Pomp\u00e9ia como goleiro.<\/p>\n<p>A \u00f3tima atua\u00e7\u00e3o do ex-centroavante como goleiro, n\u00e3o s\u00f3 assegurou a demiss\u00e3o do ex-titular que havia adoecido, como deu ao S\u00e3o Paulo e ao Brasil um dos melhores goleiros de todos os tempos. O time mineiro come\u00e7ou a enfrentar dificuldades para manter Pomp\u00e9ia no elenco, tamanha era a procura de grandes clubes interessados na sua contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>F\u00e3 incondicional do futebol carioca, Pomp\u00e9ia foi contratado pelo Bonsucesso no dia 1\u00ba de abril de 1953, depois de ter sido visto atuando como goleiro por um juiz que acompanhava o clube da zona leopoldinense do Rio de Janeiro numa excurs\u00e3o pelo interior mineiro.<\/p>\n<p>Assinou o primeiro contrato de profissional com o Bonsucesso, ganhando 3.000 cruzeiros, moeda da \u00e9poca. Empolgou e chamou a aten\u00e7\u00e3o e, finalmente, em 1954 teve seu passe adquirido pelo clube da Rua Campos Sales, do po\u00e9tico bairro do Andara\u00ed, hoje com suas entranhas cortadas pelas linhas do metr\u00f4 carioca. Passou a ganhar no &#8220;Mequinha&#8221; exatos 8.000 cruzeiros.<\/p>\n<p>Seis anos como titular absoluto, em poucas oportunidades Pomp\u00e9ia cedeu a vaga para Ari. Foi campe\u00e3o carioca pelo Am\u00e9rica, em 1960, no ent\u00e3o recentemente criado estado da Guanabara, com a seguinte forma\u00e7\u00e3o: Pomp\u00e9ia (Ari); Jorge, Djalma Dais, Wilson Santos e Ivan; Amaro e Jo\u00e3o Carlos; Calazans, Antoninho, Quarentinha e Nilo.<\/p>\n<p>Ainda defendendo as cores do time rubro, Pomp\u00e9ia chegou \u00e0 sele\u00e7\u00e3o brasileira, quando a CBD (Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Desportos) montou um combinado para defender a camisa canarinho em competi\u00e7\u00f5es sul-americanas. Ali a sele\u00e7\u00e3o formou com: Pomp\u00e9ia; Djalma Santos e Edson; Formiga, Z\u00f3zimo e H\u00e9lio; Can\u00e1rio, Romeiro, Le\u00f4nidas, Zizinho e Ferreira.<\/p>\n<p>Pomp\u00e9ia ainda defendeu as cores do S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o do Rio de Janeiro; do Gal\u00edcia de Salvador\/BA; do Clube do Porto, de Portugal e do Deportivo Portugu\u00eas, da Venezuela, onde encerrou carreira, sendo campe\u00e3o venezuelano em 1967. Pomp\u00e9ia faleceu no Rio de Janeiro, no dia 18 de maio de 1996.<\/p>\n<p>Texto de Jos\u00e9 Maria Gon\u00e7alves e foto de Milton Neves<br \/>\n A seguir foto do goleiro em um de seus v\u00f4os espetaculares que lhe valeram um comercial da r\u00e1dio Globo do Rio de Janeiro, comandada por Waldir Amaral.<br \/>\n[img:Pomp__ia.jpg,resized,vazio]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem conhece o Rio de Janeiro e o conglomerado de bairros que dividem a zona sul do in\u00edcio da zona norte da Cidade Maravilhosa, ou seja, Rio Comprido, Andara\u00ed, Tijuca, Vila Isabel, Maracan\u00e3, Usina, Graja\u00fa, M\u00e9ier e segue em frente at\u00e9 Santa Cruz, a poucos minutos de Itagua\u00ed sabe, tamb\u00e9m, a import\u00e2ncia da po\u00e9tica Rua [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[142],"tags":[],"class_list":["post-4795","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-gilberto-maluf"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4795","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4795"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4795\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4795"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4795"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4795"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}