{"id":4790,"date":"2009-02-11T21:17:01","date_gmt":"2009-02-11T23:17:01","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cacellain.com.br\/2009\/02\/11\/o-ole-nasceu-no-mexico-inspirado-por-garrincha\/"},"modified":"2009-02-11T21:17:01","modified_gmt":"2009-02-11T23:17:01","slug":"o-ole-nasceu-no-mexico-inspirado-por-garrincha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=4790","title":{"rendered":"O &#8220;OL\u00c9&#8221;  nasceu no M\u00e9xico inspirado por Garrincha"},"content":{"rendered":"<p>Em uma das excurs\u00f5es ao M\u00e9xico , o Botafogo teve pela frente o poderoso time do River Plate da Argentina, que era realmente uma m\u00e1quina. Tinha um futebol bonito e e um entendimento que s\u00f3 um time que joga junto h\u00e1 tr\u00eas anos pode ter. O Botafogo neste jogo entrou &#8221; trancado &#8221; por prud\u00eancia. Foi um jogo de rara beleza. E n\u00e3o foi por acaso. De um lado estavam Rossi, Labruna, Vairo, Menendez, Zarate, Carrizo. Do outro estavam Didi, Nilton Santos, Garrincha, etc.<br \/>\nEstava muito dif\u00edcil fazer gol. Mas houve um espet\u00e1culo \u00e0 parte. Man\u00e9 Garrincha dirigiu os cem mil espectadores, fazendo reagirem  `a medida de suas jogadas.<br \/>\nFoi ali, naquele dia, que surgiu a giria  &#8221; Ol\u00e9 &#8221;  t\u00e3o comumente utilizada posteriormente em nossos campos. N\u00e3o porque o Botafogo tivesse dado um &#8221; Ol\u00e9 &#8221; no River. N\u00e3o. Foi um &#8221; Ol\u00e9 &#8221; pessoal .  De Garrincha em Vairo.<br \/>\nS\u00f3 a torcida mexicana com seu traquejo de touradas poderia, de forma t\u00e3o sincronizada e perfeita, dar um  &#8221; Ol\u00e9 &#8221;  daquele tamanho.<br \/>\nQuando Man\u00e9 dava seu famoso drible e deixava Vairo no ch\u00e3o, um coro de cem mil pessoas clamava: &#8221; \u00d4 \u00f4 \u00f4 \u00f4 \u00f4 &#8211; l\u00ea !<br \/>\nO som do &#8221; Ol\u00e9 &#8221;  mexicano \u00e9 diferente do nosso. O deles \u00e9 t\u00edpico das touradas.  Come\u00e7a com um \u00f4 prolongado, em tom bem grave, parecendo um vento forte, em crescendo em termina com a s\u00edlaba  &#8221; l\u00e9 &#8220;: &#8220;Ol\u00e9\u00e9! &#8211; sem separar, com nitidez, as s\u00edlabas em tom aberto.<br \/>\nVerdadeira festa. Num dos momentos em que Vairo estava parado em frente a Garrincha, um dos clarins dos mariaches atacou aquele trecho da Carmen que \u00e9 tocado na abertura das touradas. Quase veio abaixo o est\u00e1dio.<br \/>\nO jogo terminou empatado. Mas Vairo n\u00e3o foi at\u00e9 o fim. Saiu de campo rindo e exclamando: No hay nada que hacer. Imposible, e desejou boa sorte ao suplente.<br \/>\nAs ag\u00eancias telegr\u00e1ficas enviaram longas mensagens sobre o acontecimento e deram destaque ao &#8221; Ol\u00e9 &#8221; .  Foi assim que surgiu este tipo de goza\u00e7\u00e3o popular, t\u00e3o discutida, mas que representa um sentimento da multid\u00e3o.<br \/>\nO jogo terminou empatado, mas s\u00f3 dedicaram a isto poucas linhas. O resto das reportagens e cr\u00f4nicas foi sobre Garrincha.<br \/>\nObs: Este assunto  foi abordado anteriormente por Edu Cacella em set\/2007. Descobri ao tentar levantar a data do jogo ( 1958 ) . E como o relato do acontecimento teve v\u00e1rias interpreta\u00e7\u00f5es  , sendo que  o anterior teve como fonte o jornal A Tribuna e este o livro de Jo\u00e3o Saldanha, fica assim o assunto acrescido das express\u00f5es do povo mexicano ao gritar o &#8221; OL\u00c9 &#8220;.<br \/>\nTrecho do livro Subterr\u00e2neo do Futebol de Jo\u00e3o Saldanha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma das excurs\u00f5es ao M\u00e9xico , o Botafogo teve pela frente o poderoso time do River Plate da Argentina, que era realmente uma m\u00e1quina. Tinha um futebol bonito e e um entendimento que s\u00f3 um time que joga junto h\u00e1 tr\u00eas anos pode ter. O Botafogo neste jogo entrou &#8221; trancado &#8221; por prud\u00eancia. 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