{"id":4784,"date":"2009-01-26T21:54:27","date_gmt":"2009-01-26T23:54:27","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cacellain.com.br\/2009\/01\/26\/saudades-de-um-bom-meio-de-campo\/"},"modified":"2009-01-26T21:54:27","modified_gmt":"2009-01-26T23:54:27","slug":"saudades-de-um-bom-meio-de-campo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=4784","title":{"rendered":"Saudades de um bom meio de campo"},"content":{"rendered":"<p>Um  time precisa ter  padr\u00e3o de jogo, conjunto e um esquema definido. Hoje , mais do que nunca no futebol profissional, vencer \u00e9 mais do que um objetivo \u00e9 uma necessidade para sobreviver. Para um t\u00e9cnico de futebol , defini\u00e7\u00f5es  t\u00e1ticas est\u00e3o atreladas a um intenso preparo f\u00edsico da equipe  e  a dimens\u00e3o t\u00e1tica tem se refletido na coloca\u00e7\u00e3o de 4 ou 5 jogadores no meio de campo, dando especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0queles de marca\u00e7\u00e3o, de conten\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEste humilde pre\u00e2mbulo vem de encontro \u00e0 lembran\u00e7a que tenho dos  grandes jogadores de meio de campo dos diversos times do Brasil pelos anos 60 , 70 e alguns dos anos 80.<br \/>\nSem querer esgotar a grande quantidade de craques que passaram por nossos campos, comecei a relacionar  num peda\u00e7o de papel alguns jogadores que vi jogar a partir de 1962. Evidente que esquecerei de muitos e uma ou outra posi\u00e7\u00e3o pode estar invertida.<br \/>\nRelacionei apenas duplas para o meio de campo, n\u00e3o entrei no m\u00e9rito se o esquema era 4-3-3, 4-4-2 ou 4-2-4.<br \/>\nPara cada dupla um breve relato sobre um jogador<\/p>\n<p>PALMEIRAS<br \/>\n1-Zequinha e Chinesinho.<br \/>\nChinesinho  foi decisivo na conquista do Supercampeonato Paulista pelo Palmeiras em 1959, quebrando um jejum de quase nove anos. O Palmeiras derrotou o Santos por 2 a 1, de virada, no Pacaembu. Os gols foram de Julinho e Romero. Do Palmeiras, Chinesinho foi para o Modena, da It\u00e1lia. Com o dinheiro de sua venda a equipe verde reformou o Parque Ant\u00e1rtica e construiu o atual Jardim Suspenso.<br \/>\n2-Dudu e Ademir da Guia<br \/>\nAdemir foi um dos mais geniais meios-campistas do futebol brasileiro em todos os tempos. Assim como o pai, ele come\u00e7ou a carreira no Bangu e foi contratado pelo Palmeiras em 1961. Herdou o apelido do pai, &#8220;Divino&#8221;, e brilhou no Parque Ant\u00e1rtica at\u00e9 1977, quando encerrou a carreira.<br \/>\n3-Cesar Sampaio e Rincon<br \/>\nNascido em Buenaventura, Col\u00f4mbia, em 14 de agosto de 1966, Freddy Eus\u00e9bio Gustavo Rinc\u00f3n Valencia, conhecido como Rinc\u00f3n, foi um grande jogador de futebol. Volante e meia, come\u00e7ou a carreira no Atl\u00e9tico Buenaventura, passando depois por Independiente de Santa F\u00e9, Am\u00e9rica de Cali, Palmeiras, Napoli, Real Madrid, Santos e Corinthians.<\/p>\n<p>SANTOS<br \/>\n1-Zito e Meng\u00e1lvio<br \/>\nNascido no dia 17 de dezembro de 1939, em Laguna (SC), Meng\u00e1lvio come\u00e7ou a carreira de jogador na equipe do Aimor\u00e9, da cidade de S\u00e3o Leopoldo (RS), no final dos anos 50. Jogando pela modesta equipe, o meio-campista foi vice-campe\u00e3o estadual. Contratado pelo Santos, em 1960, ele formou uma das mais famosas linhas de ataque do futebol mundial: Dorval, Meng\u00e1lvio, Coutinho, Pel\u00e9 e Pepe. Pelo Peixe, Meng\u00e1lvio, que sabia atuar na meia e tamb\u00e9m como volante, conquistou v\u00e1rios t\u00edtulos.<br \/>\n2-Ze Mario e Ailton Lira<br \/>\nNascido no dia 19 de fevereiro de 1951, em Araras (SP), Lira fez parte do time santista campe\u00e3o paulista em 1978, na \u00e9poca dos &#8220;Meninos da Vila&#8221;. Al\u00e9m do Peixe, A\u00edlton Lira jogou na Ponte Preta, na Caldense (MG), no S\u00e3o Paulo, no Al Nassr (Ar\u00e1bia Saudita), Guarani, Uni\u00e3o S\u00e3o Jo\u00e3o (SP), Comercial (SP), Portuguesa Santista (SP), Itumbiara (GO) e Guar\u00e1 (DF).<\/p>\n<p>S\u00c3O PAULO<br \/>\n1-Edson e Gerson<br \/>\nNascido no Rio de Janeiro no dia 20 de junho de 1943, \u00c9dson Cegonha come\u00e7ou no Bonsucesso (RJ). Chegou ao Corinthians em 1963 e ficou no Parque S\u00e3o Jorge at\u00e9 1969. Atuou ao lado de jogadores como Rivellino, Tales, Fl\u00e1vio Minuano e Paulo Borges. O per\u00edodo era dif\u00edcil. O Corinthians n\u00e3o conseguia superar o Santos de Pel\u00e9 e tamb\u00e9m vivia um jejum de t\u00edtulos que durava desde 1954.<br \/>\nMesmo assim, \u00c9dson, que era volante e foi deslocado algumas vezes para a lateral-esquerda (chegou a estar na lista dos 40 jogadores para a Copa do Mundo de 1966), fez boas partidas com a camisa alvinegra. Ao todo foram 186 jogos (110 vit\u00f3rias, 37 empates e 39 derrotas) e 17 gols (fonte: Almanaque do Corinthians &#8211; Celso Unzelte).<br \/>\nDeixou o Corinthians para jogar o S\u00e3o Paulo, clube pelo qual foi bicampe\u00e3o paulista: 1970\/71. Assim como no Corinthians, \u00c9dson Cegonha se destacou com a camisa tricolor, num time que contava ainda com Toninho Guerreiro, Terto, G\u00e9rson, Roberto Dias, entre outros. Jogou 205 vezes pelo S\u00e3o Paulo (106 vit\u00f3rias, 51 empates e 48 derrotas) e marcou 16 gols (fonte: Almanaque do S\u00e3o Paulo &#8211; Alexandre da Costa).<br \/>\nPara fechar o trio de ferro, em 1973 o vers\u00e1til jogador se transferiu para o Palmeiras. Fez parte de bons times alviverdes. Ficou no Palestra It\u00e1lia at\u00e9 1975. Foram 80 partidas (45 vit\u00f3rias, 20 empates e 15 derrotas) e tr\u00eas gols<\/p>\n<p>CORINTHIANS<br \/>\n1-Ti\u00e3o e Rivelino<br \/>\nTi\u00e3o, que jogou tamb\u00e9m no Guarani e no Juventus, ficou marcado como fiel escudeiro de Rivelino ao defender o Tim\u00e3o de 1968 a 1975.  O volante disputou 363 jogos e marcou 13 gols com a camisa alvinegra (fonte: Almanaque do Corinthians &#8211; Celso Unzelte).O jogo da vida de Ti\u00e3o foi Corinthians 4&#215;3 Palmeiras, no Morumbi, em 71. Na ocasi\u00e3o, Ti\u00e3o marcou um dos gols da hist\u00f3rica virada corintiana sobre o arqui-rival. Os outros gols do Corinthians foram marcados por Mirandinha (2) e Ad\u00e3ozinho. C\u00e9sar Maluco (2) e Leivinha fizeram para o Verd\u00e3o.<br \/>\nO jogo foi no dia 25 de abril de 1971, numa tarde gelada de domingo de 8 graus no Morumbi. O t\u00e9cnico Francisco Sarno escalou: Ado, Z\u00e9 Maria, Sadi, Luis Carlos G\u00e1lter, Pedrinho, Ti\u00e3o, Rivellino, Lind\u00f3ia depois Natal, Samarone depois Ad\u00e3ozinho, Mirandinha e Peri. Apitou Armando Marques, que expulsou Leivinha e Rivellino.<\/p>\n<p>2-Biro Biro e S\u00f3crates<br \/>\nO pernambucano, nascido no dia 18 de maio de 1959, come\u00e7ou a carreira no Sport Recife e se transferiu para o Corinthians em 1978. Na \u00e9poca, o folcl\u00f3rico presidente corintiano Vicente Matheus o anunciou como Lero-Lero, o que provocou enorme goza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDentro de campo, Biro-Biro n\u00e3o brincou em servi\u00e7o e jogando um futebol muito s\u00e9rio conquistou os torcedores do Tim\u00e3o, que o elegeram como s\u00edmbolo da equipe. Se S\u00f3crates, Palhinha, Zenon, eram os talentos da equipe, Biro-Biro figurava como um jogador importante na marca\u00e7\u00e3o e muito disciplinado taticamente.<br \/>\nGra\u00e7as aos f\u00e3s corintianos, elegeu-se vereador em S\u00e3o Paulo, em 1988. No ano seguinte, deixou o Parque S\u00e3o Jorge para jogar na Lusa, onde n\u00e3o brilhou. Tamb\u00e9m atuou no Guarani e Remo, antes de encerrar a carreira.<\/p>\n<p>PORTUGUESA<br \/>\n1-Pampolini e Nair<br \/>\nPampolini foi contempor\u00e2neo de Manga, Nilton Santos, Chic\u00e3o, Cac\u00e1, Z\u00e9 Maria, Paulistinha, Z\u00e9 Carlos, Neivaldo, \u00c9dson, Airton Povil, Elton, Garrincha, Amarildo, Quarentinha, Zagalo, Paulo Valentim, e tanta gente boa que, brilhantemente, defendeu o Botafogo. Pampolini, 347 jogos e 27 gols (1955 a 1962).<br \/>\nEm 1962, deixou o Glorioso e foi defender a Portuguesa de Desportos, ent\u00e3o dirigida pelo saudoso Aimor\u00e9 Moreira. Na Lusa, Pampolini sagrou-se vice-campe\u00e3o paulista de 1964 jogando ao lado de F\u00e9lix, Orlando Gato Preto, Jair Marinho, Wilson Pereira, Henrique Pereira, Wilson Silva, Edilson, Dit\u00e3o, Almir, Dida, Ivair, Henrique Frade, S\u00edlvio Major, Nair e \u00c9dson, tamb\u00e9m ex-Botafogo.<br \/>\nNa Lusa, Pampolini jogou at\u00e9 1968, quando encerrou sua carreira. Defendeu outras duas equipes por r\u00e1pidos empr\u00e9stimos, enquanto tinha o passe preso \u00e0 Lusa do Canind\u00e9: em 1965, jogou pelo Atl\u00e9tico-MG, e em 1966, pelo Taubat\u00e9.<\/p>\n<p>FERROVI\u00c1RIA<br \/>\n1-Dudu e Bazani<br \/>\n Bazani \u00e9 o maior s\u00edmbolo da hist\u00f3ria da Associa\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria de Esportes de Araraquara, equipe que ficou conhecida nos anos 60 como o &#8220;Santos do Interior&#8221;. Sonhava em rever a equipe gren\u00e1 na primeira divis\u00e3o do Campeonato Paulista. Infelizmente, n\u00e3o conseguiu.<br \/>\nCirurgi\u00e3o-dentista atuante at\u00e9 meses antes de falecer, Bazani jogou no Corinthians de 63 a 65, fazendo 87 jogos (41 vit\u00f3rias, 18 empates, 30 derrotas) e marcando 15 gols, sendo um deles no Santos, de Pel\u00e9, no segundo turno do Campeonato Paulista de 1964 (fonte: Almanaque do Corinthians &#8211; Celso Unzelte). S\u00f3 que o Santos, de virada, ganhou por 7 a 4.<br \/>\nNa Ferrovi\u00e1ria, Bazani, por d\u00e9cadas, formou inesquec\u00edveis alas-esquerdas, criadas por monumentais ataques Afeanos: Bazani e Boquita; Bazani e Beni; Bazani e Pio e Bazani e Nei.<\/p>\n<p>FLAMENGO<br \/>\n1-Andrade<br \/>\nAndrade vestiu a camisa rubro-negra por 10 anos: 1977 at\u00e9 1987. Segundo o &#8220;Almanaque do Flamengo&#8221;, de Roberto Assaf e Cl\u00f3vis Martins, foram 566 jogos pelo rubro-negro (329 vit\u00f3rias, 138 empates e 99 derrotas) e 28 gols. Transferiu-se para a Roma, da It\u00e1lia, e retornou ao futebol carioca, em 90, para defender o Vasco da Gama. Jogou tamb\u00e9m no Linhares (ES).<br \/>\nTrata-se de um dos maiores vencedores de Brasileiros, j\u00e1 que venceu cinco (contanto a pol\u00eamica Copa Uni\u00e3o de 87). O \u00faltimo, em 89, vestindo a camisa do Vasco (era reserva de Z\u00e9 do Carmo no time comandado por Nelsinho Rosa).<br \/>\n e Ad\u00edlio<\/p>\n<p>CRUZEIRO<br \/>\n1-Ze Carlos e Dirceu Lopes<br \/>\nDirceu Lopes foi um jogador que empatou  com Ademir da Guia em tudo: no talento, na humildade, na falta de ambi\u00e7\u00e3o e vaidade, na m\u00e1 sorte e na injusti\u00e7a. Ambos foram esquecidos pela sele\u00e7\u00e3o brasileira de forma lament\u00e1vel. No interior mineiro, Divino, o algoz de Dirceu Lopes, \u00e9 visto como um M\u00e1rcio Nunes. Um (M\u00e1rcio Nunes) acabou com o Galinho no Maracan\u00e3. E o outro (Divino) vitimou Dirceu Lopes<\/p>\n<p>ATLETICO MINEIRO<br \/>\n1-Vanderlei e Humberto Ramos<br \/>\nHumberto Ramos passa por Mura, Carlos Roberto e Marco Aur\u00e9lio. Chega na \u00e1rea e cruza para Dad\u00e1 Maravilha. A cabe\u00e7ada sai perfeita, longe do alcance de Wendell. O Atl\u00e9tico abre o placar contra o Botafogo e, minutos depois, come\u00e7a a comemorar o t\u00edtulo de campe\u00e3o brasileiro de 1971. Este foi o momento mais importante da carreira de Humberto da Silva Ramos, ex-meia que chegou ao Galo em 1966, e defendeu tamb\u00e9m Gr\u00eamio, Am\u00e9rica (RN), Vila Nova (GO), Internacional de Limeira, Colorado (PR), Coritiba e Val\u00e9rio Doce de Itabira, onde parou em 1984.<\/p>\n<p>BAHIA<br \/>\n1-Paulo Rodrigues e Bobo<br \/>\nEleito um dos maiores \u00eddolos do Tricolor Baiano em todos os tempos, Raimundo Nonato Tavares da Silva, o Bob\u00f4, foi pe\u00e7a essencial na equipe comandada por Evaristo de Macedo que conquistou o Campeonato Brasileiro de 1988. Ao lado do centroavante Charles, do meia Z\u00e9 Carlos, do ponta Marquinhos, do volante Paulo Rodrigues, entre outros, fez do Bahia, o &#8220;azar\u00e3o&#8221; do campeonato nacional de 1988, uma equipe muita temida.<br \/>\nPara ter Bob\u00f4, o Tricolor do Morumbi desembolsou mais de US$ 1 milh\u00e3o, valor fora dos padr\u00f5es dos clubes brasileiros na \u00e9poca, e ainda liberou para o Bahia os passes do centroavante Marcelo e do zagueiro W\u00e1gner Bas\u00edlio.<br \/>\nNo entanto, para infelicidade dos cartolas tricolores, Bob\u00f4 n\u00e3o rendeu tudo o que podia no Tricolor Paulista, mas mesmo assim conquistou o t\u00edtulo paulista de 1989.<br \/>\nNo ano seguinte, em baixa no time paulista, Bob\u00f4 foi defender por empr\u00e9stimo o Flamengo e mais uma vez n\u00e3o vingou. Em 91, o S\u00e3o Paulo envolveu ele na troca com o Fluminense pelo ponta-esquerda Rinaldo, o mesmo que foi crucificado por n\u00e3o ter passado a bola para Pel\u00e9 no jogo comemorativo do 50\u00ba anivers\u00e1rio do Rei.<br \/>\nNo Tricolor das Laranjeiras, Bob\u00f4 viveu um bom momento, fazendo dupla com o centroavante \u00c9zio, que tinha sido contratado \u00e0 Portuguesa.<br \/>\nEm 1993, o baiano deixou o Flu para jogar no Corinthians, clube que ele disse ter sido marcante na sua carreira apesar do pouco tempo que ficou no Parque S\u00e3o Jorge.<br \/>\nDepois do Tim\u00e3o, Bob\u00f4 atuou pelo Internacional e depois ainda retornou para o Bahia, antes de encerrar a carreira e tornar-se comentarista esportivo.<\/p>\n<p>VASCO<br \/>\n1-Felipe e Juninho<br \/>\nPor v\u00e1rias vezes, Juninho foi considerado o 12\u00ba jogador do time s\u00e3o-paulino. Era um reserva que entrava e incendiava a partida. Foi assim, inclusive, na final do Mundial de Clubes de 1993, quando Juninho participou da vit\u00f3ria do S\u00e3o Paulo sobre o Milan, 3 a 2.<br \/>\nJuninho defendeu o time do Morumbi entre 1993 e 1995. Uma proposta milion\u00e1ria do at\u00e9 ent\u00e3o pouco conhecido Middlesbrough fez o meia-armador trocar de pa\u00eds. Juninho foi para a equipe inglesa. Jogou l\u00e1, e bem, at\u00e9 1997, quando teve seu passe negociado com o Atl\u00e9tico de Madrid.<br \/>\nJuninho permaneceu no clube espanhol at\u00e9 1999. Chegou a vestir ainda, mais uma vez, a camisa do Middlesbrough. Em 2000, ele retornou ao futebol brasileiro. Quem o contratou foi o Vasco da Gama, que j\u00e1 tinha um grande time.<br \/>\nE foi em S\u00e3o Janu\u00e1rio, por causa de outro Juninho (o Juninho Pernambucano), que Juninho ganhou tamb\u00e9m o apelido de Juninho Paulista. E os dois, como armadores da equipe cruz-maltina, foram importantes para a conquista da Copa Jo\u00e3o Havelange de 2000. E no ataque, o Vasco tinha ainda o baixinho Rom\u00e1rio.<br \/>\nDepois do Vasco, Juninho defendeu ainda o Flamengo (2001 at\u00e9 2002), outra vez o Middlesbrough (entre 2002 e 2004), Celtic (2004 at\u00e9 2005), Palmeiras (2005 at\u00e9 2006), Flamengo mais uma vez (2006 at\u00e9 2007) e Sidney (2007<\/p>\n<p>BOTAFOGO<br \/>\n1-Carlos Roberto e Gerson<br \/>\nCarlos Roberto fez parte daquele time demolidor de 67 e 68 que tinha: Cao, Moreira, Mois\u00e9s, Sebasti\u00e3o Le\u00f4nidas e Valtencir. Nei Concei\u00e7\u00e3o, Carlos Roberto e G\u00e9rson; Jairzinho Furac\u00e3o, Roberto Miranda e Paulo C\u00e9sar Caju.<br \/>\nCarlos Roberto tem \u00f3tima lembran\u00e7a tamb\u00e9m do Santos Futebol Clube, onde formou bom meio de campo na Vila, em 1976, ao lado de Clodoaldo e A\u00edlton Lira.<\/p>\n<p>BANGU<br \/>\n1- Lorico e Ocimar<br \/>\nOcimar jogou no inesquec\u00edvel time do Bangu Campe\u00e3o Carioca de 1966. Ele participou daquela final dram\u00e1tica que n\u00e3o teve volta ol\u00edmpica do Bangu &#8211; que foi campe\u00e3o ao golear o Fla, de Valdomiro, por 3 a 0 -, mas que teve muita pol\u00eamica.<br \/>\nO goleiro Valdomiro (do Fla) foi acusado de corpo mole (nunca provado) e Almir, vendo que o t\u00edtulo j\u00e1 estava perdido, agrediu jogadores do Bangu, principalmente Ladeira (hoje o t\u00e9cnico de juniores, Ada\u00edlton Ladeira).<br \/>\nO pau quebrou de forma generalizada no Maracan\u00e3 e o jogo foi encerrado antes de seu tempo normal. Itamar, zagueiro-central do Flamengo, tamb\u00e9m brigou muito, mas igualmente foi um dos derrotados ao lado de Valdomiro, Murilo, Paulo Henrique, Carlinhos, Carlos Alberto, Silva, Almir, Nelsinho Rosa, dentre outros.<br \/>\nE o Bangu A.C. entrou para a hist\u00f3ria jogando com Ubirajara, Fid\u00e9lis, M\u00e1rio Tito (j\u00e1 falecido), Lu\u00eds Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Ladeira, Cabralzinho e Aladim. O t\u00e9cnico era Alfredo Gonzalez.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um time precisa ter padr\u00e3o de jogo, conjunto e um esquema definido. Hoje , mais do que nunca no futebol profissional, vencer \u00e9 mais do que um objetivo \u00e9 uma necessidade para sobreviver. 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