{"id":4779,"date":"2009-01-14T11:55:11","date_gmt":"2009-01-14T13:55:11","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cacellain.com.br\/2009\/01\/14\/tres-paraguaios-que-emocionaram-o-maracana\/"},"modified":"2009-01-14T11:55:11","modified_gmt":"2009-01-14T13:55:11","slug":"tres-paraguaios-que-emocionaram-o-maracana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=4779","title":{"rendered":"Tr\u00eas paraguaios  que emocionaram o  Maracan\u00e3"},"content":{"rendered":"<p>Reyes<br \/>\nFrancisco Santiago Reyes Villalba,   nascido em 1941<br \/>\n[img:reyes.jpg,full,vazio]<\/p>\n<p>O paraguaio pura simpatia, campe\u00e3o carioca de 1972, Francisco Santiago Reyes Villalba, nasceu em Assun\u00e7\u00e3o, e jogou no Fla de 67 \u00e0 73. Reyes era a encarna\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a paraguaia. Tinha excelente dom\u00ednio de bola, sabia sair jogando muito bem, j\u00e1 que havia come\u00e7ado como meio-campista, e conquistou os torcedores pela ra\u00e7a, e pela simpatia com que tratava os torcedores. Fez 194 partidas pelo rubro-negro, e chegou a fazer um gol contra em uma derrota decisiva para o Fluminense, o que n\u00e3o manchou sua grande carreira.  Era  um zagueiro de ra\u00e7a aliada \u00e0 sutileza, como costuma acontecer com os virtuoses da posi\u00e7\u00e3o. Embora fosse um meio campista quando chegou ao clube carioca, Reyes nunca esmoreceu em sua nova tarefa, anulando os ataques rivais com seu jogo de antecipa\u00e7\u00e3o e desarmes certeiros.<\/p>\n<p>Romerito<br \/>\nJulio C\u00e9sar Romero, nascido em 1960;<br \/>\n[img:romerito.jpg,full,vazio]<\/p>\n<p>Passariam alguns anos at\u00e9 que surgisse um novo talento paraguaio em campos cariocas. O Fluminense j\u00e1 vinha fazendo uma bela campanha no Campeonato Brasileiro de 84 quando chegou Romerito, oriundo do Cosmos de Nova Iorque. Romerito era um velho conhecido do torcedor brasileiro. Durante a Copa Am\u00e9rica de 79, ele havia deixado a sua marca em uma partida decisiva no Maracan\u00e3, ajudando o Paraguai a eliminar a nossa sele\u00e7\u00e3o. Agora, com a camisa do Flu, ele seria uma pe\u00e7a importante para a conquista do t\u00edtulo nacional. O tricolor tinha em suas fileiras jovens valores, como o zagueiro Ricardo Gomes e o lateral Branco, al\u00e9m da famosa dupla Washington e Assis, apelidada de \u201cCasal 20\u201d. Na s\u00e9rie final contra o Vasco, Romerito marcou o gol do t\u00edtulo, provando ser um predestinado em sua passagem pelo clube das Laranjeiras.<\/p>\n<p>Romerito estava havia seis meses sem disputar uma partida oficial quando vestiu a camisa do Fluminense na por 1 x 0 sobre o Santo Andr\u00e9 (SP), no maracan\u00e3. O meia, revelado pelo Sportivo Luque\u00f1o, do Paraguai (sua terra natal), fora contratado ao Cosmos (EUA), onde jogara com Carlos Alberto Torres e Beckenbauer. Mas o tricolor n\u00e3o demorou para assumir uma posi\u00e7\u00e3o de destaque. Seu jogo, de t\u00e9cnica, efici\u00eancia e esp\u00edrito de luta, contagiou os torcedores.<\/p>\n<p>Jogou menos da metade do Campeonato Brasileiro de 1984, ainda sim o suficiente para assegurar uma das Bolas de Prata &#8211; trof\u00e9u oferecido por PLACAR aos melhores da competi\u00e7\u00e3o &#8211; com m\u00e9dia 7,70. O gol que marcou na primeira partida decisiva contra o Vasco foi suficiente para garantir a ta\u00e7a. Sete meses depois, seria o artilheiro da equipe (11 gols) no t\u00edtulo estadual de 1984. Em 1985, no auge da forma, classificaria o Paraguai para a Copa do Mundo do ano seguinte, no M\u00e9xico, marcando o gol no empate contra o Brasil. Na final do Estadual daquele ano, marcaria o gol de empate, que iniciaria a rea\u00e7\u00e3o contra o Bangu. O Flu venceu (2&#215;1), conquistando o tricampeonato estadual, e o bi de Romerito.<\/p>\n<p>Gamarra<br \/>\nCarlos Alberto Gamarra, nascido em 1971.<br \/>\n[img:gamarra.jpg,full,vazio]<\/p>\n<p>Alguns anos mais tarde , precisamente no ano de 95, apareceu  no Internacional ga\u00facho o futebol inigual\u00e1vel de Carlos Alberto Gamarra. Os aficionados colorados n\u00e3o tardaram em classificar o zagueiro como o sucessor de Figueroa. Desempenhando seu of\u00edcio com classe estarrecedora, Gamarra ficou famoso durante a Copa da Fran\u00e7a de 98, quando, atuando pela sele\u00e7\u00e3o de seu pa\u00eds, n\u00e3o cometeu nenhuma falta. Na ocasi\u00e3o, o escrete guarani foi eliminado nas oitavas de final pelos donos da casa, gra\u00e7as ao chamado \u201cgol de ouro\u201d. No Inter, esse verdadeiro puro sangue dos gramados escreveu seu nome com letras mai\u00fasculas, mostrando que a t\u00eampera paraguaia tem um valor inestim\u00e1vel tamb\u00e9m na pr\u00e1tica esportiva.<\/p>\n<p>Gamarra foi um dos maiores zagueiros que o futebol j\u00e1 viu. Com muita ra\u00e7a, por\u00e9m com poucas faltas, o paraguaio encantou a todo o mundo, principalmente representando sua Sele\u00e7\u00e3o, na Copa de 1998, na Fran\u00e7a. No Flamengo, foram apenas 30 partidas. Pouco, mas o suficiente para deixar com saudade os torcedores rubro-negros.<\/p>\n<p>Em 2000, o Clube da G\u00e1vea n\u00e3o teve um bom ano, mas no ano seguinte, Gamarra comandou a zaga do Fla ao lado de Juan e com o olhar atento de Zagallo no banco de reservas treinando a equipe.<\/p>\n<p>Foi um dos destaques das conquistas do tricampeonato estadual e da Copa dos Campe\u00f5es. Antes, j\u00e1 havia feito hist\u00f3ria no Internacional e no Corinthians, conquistando o Campeonato Ga\u00facho de 1997, o Paulista de 1998 e o Brasileiro de 1999, que precedeu uma frustrada experi\u00eancia no Atl\u00e9tico de Madrid.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reyes Francisco Santiago Reyes Villalba, nascido em 1941 [img:reyes.jpg,full,vazio] O paraguaio pura simpatia, campe\u00e3o carioca de 1972, Francisco Santiago Reyes Villalba, nasceu em Assun\u00e7\u00e3o, e jogou no Fla de 67 \u00e0 73. Reyes era a encarna\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a paraguaia. 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