{"id":4229,"date":"2009-05-22T22:30:09","date_gmt":"2009-05-23T00:30:09","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cacellain.com.br\/2009\/05\/22\/historias-contadas-pelo-cronista-isaac-amar\/"},"modified":"2009-05-22T22:30:09","modified_gmt":"2009-05-23T00:30:09","slug":"historias-contadas-pelo-cronista-isaac-amar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=4229","title":{"rendered":"HIST\u00d3RIAS CONTADAS PELO CRONISTA ISAAC AMAR"},"content":{"rendered":"<p>O rapto de Hercules e Batatais<\/p>\n<p>Hist\u00f3rias contadas pelo cronista esportivo Isaac Amar.<\/p>\n<p>Pelos idos de 1936, v\u00e1rios jogadores paulistas atuavam no futebol carioca. Entre eles, dois eram os de maior cartaz e prest\u00edgio: Batatais e Hercules. Jogavam pelo Fluminense e eram \u00eddolos da torcida tricolor. Uma tarde, como \u00e0s vezes ocorre, n\u00e3o existia uma novidade, uma nota interessante para o cronista esportivo. Era uma v\u00e9spera de 1\u00ba de abril. O jornalista Isaac Amar, j\u00e1 estudante de medicina, com uma imagina\u00e7\u00e3o f\u00e9rtil, resolveu pregar pe\u00e7a ao publico carioca, especialmente \u00e0 torcida do Fluminense. E fez publicar a seguinte manchete \u2013 \u201cBatatais e Hercules raptados\u201d.<br \/>\nA noticia pegou fogo. Como naquele ano havia uma cis\u00e3o no futebol carioca e os \u00e2nimos estavam exaltados, a nota dava a entender que os autores do sensacional rapto pertenciam ao Vasco. O presidente do Fluminense era Arlindo Pinto da Fonseca, j\u00e1 falecido. Chamado a tomar provid\u00eancias, tomou seu carro e correu a casa onde moravam os jogadores do seu clube. Por coincid\u00eancia, ambos haviam dormido fora. Esse fato deu mais autenticidade a noticia e, durante algumas horas, o ambiente esportivo da cidade ficou em polvorosa.<br \/>\nS\u00f3 no dia seguinte, o caso foi esclarecido. O carioca, como \u00e9 do seu feitio, recebeu com bom humor a pe\u00e7a pregada pelo jornalista Isaac Amar, que por sua vez, ficou em evid\u00eancia.<\/p>\n<p>A macumba do Arubinha<\/p>\n<p>Outra hist\u00f3ria de Isaac Amar. Em 1937, o Vasco da Gama derrotou o Andara\u00ed por 12&#215;0 em partida pelo campeonato carioca. Os jogadores do Andara\u00ed ficaram revoltados com a severidade do placar. E Issac Amar aproveitou para inventar outra hist\u00f3ria. Com destaque informou ao carioca que o ponta esquerda Arrubinha, do clube suburbano, havia feito uma tenebrosa \u201cmacumba\u201d, enterrando um sapo no campo de S\u00e3o Janu\u00e1rio. E o trabalho tirava o clube vasca\u00edno do titulo carioca por dez anos.<br \/>\nA principio, ningu\u00e9m deu import\u00e2ncia a noticia. Mas acontece que o Vasco, de l\u00edder absoluto da tabela naquele ano, foi perdendo pontos f\u00e1ceis. Acabou perdendo um campeonato que j\u00e1 estava quase ganho. No ano seguinte, novamente o Vasco perdeu o titulo. E, com o correr dos anos, os jogadores, supersticiosos, quando perdiam jogos considerados f\u00e1ceis, justificavam, entre desolados e submissos, aos diretores \u2013 N\u00e3o adiante. Isso \u00e9 o \u201ctrabalho\u201d do Arubinha.<br \/>\nO epis\u00f3dio ganhou fama. Provocou celeumas. A diretoria do Vasco passou a dar cr\u00e9dito a noticia e mandou vascular toda a grama do campo, procurando descobrir o \u201csapo do Arubinha\u201d. J\u00e1 haviam passados oito anos sem o clube ganhar um campeonato. Os jogadores, quando contratados, diziam sempre, na suposi\u00e7\u00e3o de enfrentar a c\u00e9lebre \u201cmacumba\u201d. \u2013 Vai ser \u201cespeto\u201d com a praga do Arubinha.<br \/>\nUm dia, o pr\u00f3prio Arubinha procurou Isaac Amar. Disse, s\u00e9rio e com tristeza: &#8211; Seu Isaac, veja se desmente essa hist\u00f3ria do sapo&#8230;<br \/>\nE justificou: O vendeiro da minha rua \u00e9 portugu\u00eas e vasca\u00edno. J\u00e1 cortou o meu fiado por causa dessa hist\u00f3ria.<br \/>\nS\u00f3 com a conquista do campeonato de 1947, o Vasco se libertou da hist\u00f3ria do c\u00e9lebre sapo do Arubinha. Uma hist\u00f3ria que era apenas o fruto da imagina\u00e7\u00e3o de um jornalista.<\/p>\n<p>Fonte: Gazeta Esportiva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rapto de Hercules e Batatais Hist\u00f3rias contadas pelo cronista esportivo Isaac Amar. Pelos idos de 1936, v\u00e1rios jogadores paulistas atuavam no futebol carioca. Entre eles, dois eram os de maior cartaz e prest\u00edgio: Batatais e Hercules. Jogavam pelo Fluminense e eram \u00eddolos da torcida tricolor. 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