{"id":3818,"date":"2008-11-18T09:32:45","date_gmt":"2008-11-18T11:32:45","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cacellain.com.br\/2008\/11\/18\/hungria-de-1954-%e2%80%93-uma-maquina-de-jogar-futebol\/"},"modified":"2008-11-18T09:32:45","modified_gmt":"2008-11-18T11:32:45","slug":"hungria-de-1954-%e2%80%93-uma-maquina-de-jogar-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=3818","title":{"rendered":"Copa do Mundo 1954 &#8211; A &#8220;Batalha de Berna&#8221; e a Hungria, uma m\u00e1quina de jogar futebol"},"content":{"rendered":"<p><strong>O BRASIL EM 1954<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo passados quatro anos, o Brasil esportivo, em 1954, n\u00e3o havia esquecido o desastroso \u201cmaracanazzo\u201d que acabou glorificando Gighia e condenando Bigode e Barbosa e, num n\u00edvel mais brando, os demais jogadores brasileiros pela derrota para o Uruguai na Copa do Mundo de 1950, em pleno Maracan\u00e3.<\/p>\n<p>Sempre foi muito comum, at\u00e9 os idos de 1970, a sele\u00e7\u00e3o brasileira ser formada com maioria absoluta de times que, na \u00e9poca da convoca\u00e7\u00e3o estavam em boa fase, praticando o melhor futebol. Foi assim na Copa de 1930, com o Fluminense de Preguinho, Fernando Giudiceli, Veloso, Fortes e Ivan Mariz, embora, entre os titulares figurassem apenas Fernando Giudicili e Preguinho. Em 1950, com Barbosa, Eli, Maneca, Ademir Menezes, Danilo Alvim, Pinga. Em 1958 com Joel, Moacir, Dida, Gerson, Zagalo do Flamengo e Garrincha, Didi, Nilton Santos do Botafogo e em 1970 com Santos e Botafogo fornecendo quase todo o time titular.<\/p>\n<p>Pois, em 1954 \u2013 claro que por conta do fracasso de 1950 \u2013 o Brasil mudou. Saiu Fl\u00e1vio Costa e entrou Zez\u00e9 Moreyra no comando. Saiu Barbosa e entrou Castilho e outros que n\u00e3o haviam participado da derrocada de 50 assumiram a titularidade.<\/p>\n<p>[img:24491_1_.jpg,full,vazio]<br \/>\n<em>Brasil no mundial da Sui\u00e7a &#8211; Time que empatou com a Iugosl\u00e1via em 1&#215;1. Em p\u00e9: Djalma Santos. Brand\u00e3ozinho. Nilton Santos. Pinheiro. Mario Americo. Castilho e Bauer. Agachados: Julinho. Didi. Baltazar. Pinga e Rodrigues. Foto: Placar<\/em><\/p>\n<p>Apesar do fraco desempenho da sele\u00e7\u00e3o brasileira no Campeonato Sul-Americano de 1953, realizado em Lima, capital do Peru, que perdeu para o Paraguai e ficou em segundo lugar, e ainda sem ter conseguido superar o trauma da derrota para os uruguaios em 1950, a participa\u00e7\u00e3o do Brasil na Copa do Mundo de 1954 era esperada com certa ansiedade pelos torcedores brasileiros, que torciam para que a renova\u00e7\u00e3o iniciada pelo t\u00e9cnico, Zez\u00e9 Moreyra, fosse o caminho mais curto para alcan\u00e7ar o t\u00edtulo de campe\u00e3o mundial de futebol, o sonho maior da popula\u00e7\u00e3o. A bem da verdade, time o Brasil tinha: no sistema defensivo, Djalma Santos, Pinheiro e Nilton Santos eram jogadores de alta categoria, tecnicamente superiores aos da malfadada Copa de 50. O time ainda contava com Bauer, Didi, em grande forma e Rodrigues.<\/p>\n<p>Os brasileiros ficaram mais otimistas quando, nos meses de fevereiro e mar\u00e7o, iniciando a campanha o Brasil, nas eliminat\u00f3rias, se classificou invicto, mas com certa dificuldade, derrotando o Chile (2 x 0, em Santiago, com gols de Baltazar, e 1 x 0, no Maracan\u00e3, tamb\u00e9m com gol de Baltazar) e o mesmo Paraguai (1 x 0, em Assun\u00e7\u00e3o, com gol de Baltazar, e 4 x 1, no Maracan\u00e3, com gols de Julinho (2), Baltazar e Maurinho).<\/p>\n<p>A vit\u00f3ria sobre o Paraguai em Assun\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o dram\u00e1tica que, quando aconteceu o jogo de volta no Brasil, uma massa de torcedores (176.000), a maior desde o fat\u00eddico dia 16 de julho de 1950, lotou o Maracan\u00e3 para incentivar o time nacional, acreditando a partir da\u00ed, que a conquista do t\u00edtulo mundial n\u00e3o era um sonho t\u00e3o distante assim.<\/p>\n<p>No dia 25 de maio de 1954, ap\u00f3s as dispensas de Osvaldo Baliza, Salvador e Gerson dos Santos, a sele\u00e7\u00e3o brasileira embarcou para a Su\u00ed\u00e7a, onde iniciou a fase final de treinamentos, realizando alguns amistosos contra times amadores. Era a volta da Copa do Mundo \u00e0 Europa, dezesseis anos depois, intervalo em que o certame fora realizado &#8211; somente em 1950 &#8211; devido a segunda guerra mundial.<\/p>\n<p><strong>A BATALHA DE BERNA<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s garantir \u00f3timos resultados nas fases anteriores, chegara, finalmente, o dia do selecionado brasileiro enfrentar a poderosa sele\u00e7\u00e3o h\u00fangara, campe\u00e3 ol\u00edmpica de 1952, jogando em estilo militarizado, invicta h\u00e1 mais de um ano, e com um sistema de jogo considerado in\u00e9dito e revolucion\u00e1rio, com os jogadores entrando em campo sem posi\u00e7\u00e3o fixa.<\/p>\n<p>[img:6031_1__1.jpg,full,vazio]<br \/>\n<em>Antes do jogo, Bauer capit\u00e3o do Brasil e Bosz\u00eck da Hungria se cumprimentam. A hungria venceu o Brasil por 4&#215;2. <\/em><\/p>\n<p>Em que pese o alerta da imprensa brasileira para o poderio da \u201cm\u00e1quina h\u00fangara\u201d, uma das melhores sele\u00e7\u00f5es de futebol de todos os tempos, com jogadores como Puskas, Kocsis e Boszik, jogadores e Comiss\u00e3o T\u00e9cnica da sele\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o deram muita trela. Mas, como levar a s\u00e9rio uma sele\u00e7\u00e3o que nunca vencera o Brasil, apesar das inquestion\u00e1veis vit\u00f3rias na primeira fase, goleando a sele\u00e7\u00e3o da Cor\u00e9ia do Sul por 9 a 0 e a poderosa Alemanha pela esmagadora vit\u00f3ria de 8 a 3, numa demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a e vigor?<\/p>\n<p>Para o jogo diante da sele\u00e7\u00e3o brasileira, a sele\u00e7\u00e3o h\u00fangara n\u00e3o contou com seu melhor jogador, Puskas, que havia se contundido na partida anterior, contra a Alemanha, o que acabou animando os jogadores brasileiros, que acreditavam que, mais uma vez, a vit\u00f3ria era coisa certa. Estavam enganados.<\/p>\n<p>Como existem coisas que s\u00f3 acontecem ao Botafogo, naquela \u00e9poca aconteciam coisas estranhas no Brasil. Quando o Brasil se preparava para acompanhar a narra\u00e7\u00e3o do jogo, aconteceu um defeito nas transmiss\u00f5es, exatamente quando a partida come\u00e7ou. Felizmente ou infelizmente, cerca de 10 minutos depois, quando foi restabelecida a transmiss\u00e3o, uma na\u00e7\u00e3o assombrada foi informada de que o Brasil j\u00e1 perdia por 2 a 0, gols de Hidegkuti e Kocsis. Aos 18, entretanto, o selecionado brasileiro diminuiria o placar, gra\u00e7as a um gol de p\u00eanalti convertido por Djalma Santos, estabelecendo 2 a 1. O placar ficou assim at\u00e9 o final do primeiro tempo.<\/p>\n<p>O selecionado brasileiro retornou com tudo para o segundo tempo, imprimindo mais velocidade no jogo, passando a dominar as a\u00e7\u00f5es. E, quando tudo levava a crer que o gol brasileiro era uma quest\u00e3o de tempo, o juiz ingl\u00eas, Arthur Ellis, que no primeiro tempo marcara um p\u00eanalti a favor do Brasil (convertido por Djalma Santos), pegou um toque de Pinheiro dentro da \u00e1rea brasileira. Era outro p\u00eanalti, agora em favor dos h\u00fangaros, convertido por Lant\u00f3s, parecendo colocar uma p\u00e1 de cal na esperan\u00e7a brasileira.<\/p>\n<p>Correndo contra o tempo, o time de Zez\u00e9 Moreyra saiu desesperado para o ataque, at\u00e9 que Julinho, driblando todo o time h\u00fangaro, marca o segundo gol para o Brasil, fazendo renascer as esperan\u00e7as da torcida brasileira. Eis que, exatamente quando o time brasileiro precisava somar todas as for\u00e7as, Nilton Santos, troca pontap\u00e9s com o melhor jogador da Hungria em campo, Boszik. Os dois foram expulsos, com o selecionado brasileiro perdendo muito mais. Eram exatos 42 minutos do segundo tempo quando a Hungria fez outro gol, fechando o placar em 4 a 2. O selecionado brasileiro ainda perdeu outro jogador expulso: Humberto Tozzi, por jogo violento sem bola, contra o artilheiro Kocsis. Era a elimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>[img:home01_1_.jpg,full,vazio]<br \/>\n<em>H\u00fangaros vibram com vit\u00f3ria na &#8220;Batalha de Berna&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Quando o \u00e1rbitro ingl\u00eas encerrou a partida, come\u00e7ou uma confus\u00e3o sem tamanho. Completamente descontrolado, Pinheiro deu uma garrafada na cabe\u00e7a do craque Puskas que estava no banco dos reservas, mas levando outra no superc\u00edlio direito. A\u00ed, aconteceu uma briga generalizada, todo mundo brigando contra todo mundo. No caminho dos vesti\u00e1rios, Zez\u00e9 Moreyra acertou com uma chuteira o rosto do cartola advers\u00e1rio, o vice-ministro Gustavo Sebes, enquanto o ent\u00e3o \u00e1rbitro M\u00e1rio Viana, forte como um touro, tamb\u00e9m entra na confus\u00e3o, chamando Ellis de ladr\u00e3o, sendo mais tarde, desligado da FIFA.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>[img:bra_hun.jpg,full,vazio]<\/p>\n<p><strong>FICHA T\u00c9CNICA<\/strong><br \/>\nJogo: Brasil 2 x 4 Hungria;<br \/>\nLocal; Est\u00e1dio Wankdorf, em Berna, na Su\u00ed\u00e7a;<br \/>\n\u00c1rbitro: Arthur Edward Ellis, da Inglaterra;<br \/>\nGols: 1 x 0 \u2013 Hidegkuti, aos 4; 2 x 0 \u2013 Kocsis, aos 7; 2 x 1 \u2013 Djalma Santos, aos 18, de P\u00eanalti; 3 x 1 \u2013 L\u00e1nt\u00f3s, aos 53, de p\u00eanalti; 3 x 2 \u2013 Julinho, aos 65; 4 x 2 \u2013 Kocsis, aos 88.<br \/>\n[img:20px_Flag_of_Brazil.svg_1_.png,full,alinhar_esq_caixa] <strong>BRASIL:<\/strong> Castilho; Djalma Santos, Pinheiro, Nilton Santos e Bauer; Brand\u00e3ozinho, Didi e Humberto Tozzi; Maurinho, \u00cdndio e Julinho. T\u00e9cnico: Zez\u00e9 Moreyra;<\/p>\n<p>[img:hungria.jpg,full,alinhar_esq_caixa] <strong>HUNGRIA:<\/strong> Grosics; Buz\u00e1nszky e L\u00e1nt\u00f3s; Bozsik, Lor\u00e1nt e Zak\u00e1rias; T\u00f3th e Kocsis; Hidegkuti, Czibor e J\u00f3zsef T\u00f3th. T\u00e9cnico: Gyula Mandi.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p><strong>MAIS UMA VEZ O MELHOR N\u00c3O VENCEU!!!<\/strong><\/p>\n<p>A poderosa \u201cm\u00e1quina h\u00fangara\u201d faria mais uma v\u00edtima, goleando o selecionado do Uruguai por 4 a 2 nas semifinais, entrando favorita para a final contra a Alemanha, a quem tinha batido por 8 x 3 na primeira fase. Debaixo de muita chuva, logo no in\u00edcio da partida, os h\u00fangaros j\u00e1 ganhavam de dois a zero, tudo levando a crer que a hist\u00f3ria se repetiria contra os alem\u00e3es.<\/p>\n<p>Outra grande injusti\u00e7a &#8211; Uma sele\u00e7\u00e3o habilidosa, que massacrou os advers\u00e1rios na fase inicial da competi\u00e7\u00e3o, perdeu a Copa para um time limitado, mas guerreiro. Quatro anos depois do fracasso da sele\u00e7\u00e3o brasileira no Maracan\u00e3, a hist\u00f3ria se repetiu. Dessa vez, o \u201cfutebol-arte\u201d da Hungria sucumbiu \u00e0 for\u00e7a da Alemanha Ocidental.<\/p>\n<p>A Copa de 1954 foi a primeira realizada na Europa desde 1938. E escolha da Su\u00ed\u00e7a como sede obedeceu a raz\u00f5es pol\u00edticas, uma vez que o pa\u00eds se manteve neutro durante a Segunda Guerra Mundial. A principal caracter\u00edstica dessa Copa foi a bola na rede. Nada menos do que 140 gols foram marcados em 26 jogos (m\u00e9dia de 5,4 por jogo, a maior at\u00e9 hoje).<\/p>\n<p>[img:alemanhaxhungria54_1__1_2.jpg,full,vazio]<br \/>\n<em>Mundial 1954 : Alemanha 3 x 2 Hungria. O dia que Alemanha parou &#8220;a M\u00e1quina&#8221;&#8230;<\/em><\/p>\n<p>A Hungria, segunda colocada em 1938, era a franca favorita ao t\u00edtulo. Campe\u00e3 ol\u00edmpica dois anos antes, a equipe estava invicta h\u00e1 27 jogos at\u00e9 o in\u00edcio do torneio e contava com uma constela\u00e7\u00e3o de craques como Puskas, Kocsis e Czibor. Entretanto, na decis\u00e3o, a Alemanha neutralizou o poder ofensivo h\u00fangaro e venceu a partida por 3 a 2, de virada. O resultado \u00e9 considerado at\u00e9 hoje uma das maiores injusti\u00e7as da hist\u00f3ria do futebol. Depois desse jogo, os h\u00fangaros nunca mais conseguiram formar uma sele\u00e7\u00e3o competitiva e fazer uma boa campanha. A hist\u00f3ria se repetia. Como em 1950, a equipe favorita perdia o t\u00edtulo mundial, deixando, por\u00e9m, para a posteridade, a imagem de uma das mais impressionantes sele\u00e7\u00f5es de futebol que o mundo esportivo j\u00e1 conheceu.<\/p>\n<p><strong>OS M\u00c1GICOS MAGIARES<\/strong><\/p>\n<p>A Hungria desembarcou naquele Mundial com absoluto favoritismo. Vinha de ter conquistado a medalha de ouro nas Olimp\u00edadas de 1952, em Helsinque, e estava invicta h\u00e1 quase cinco anos. Comandada por Puskas, estava fadada a fazer hist\u00f3ria na Copa. E fez, s\u00f3 que \u00e0s avessas. Depois de massacrarem cada um de seus advers\u00e1rios \u2013 inclua-se a\u00ed o Brasil -, os h\u00fangaros, ou os m\u00e1gicos magiares, acabaram esbarrando na for\u00e7a alem\u00e3 e perderam por 3 x 2, em uma das maiores \u201czebras\u201d da hist\u00f3ria dos Mundiais. Ap\u00f3s a Copa, o \u201ctime de ouro\u201d, como ficou conhecida aquela Sele\u00e7\u00e3o H\u00fangara, se manteve mais um ano e meio invicto, vindo a perder novamente s\u00f3 no in\u00edcio de 1956.<\/p>\n<p>[img:hungria1954_1__1.jpg,full,vazio]<br \/>\n<em>Hungria 1954 : Grosics; Buzansky e Lantos; Bozsik, Lorant e Zakarias; Czibor, Kocsis, Hidegkuti, Puskas e Toth I. T\u00e9cnico: Gusztav Sebes<\/em><\/p>\n<p>Gusztav Sebes<br \/>\nO h\u00fangaro Gusztav Sebes foi o precursor do carrossel e da tese de que o jogador precisava ser multifuncional. No esquema t\u00e1tico da Hungria, havia uma rotatividade intensa dos jogadores de meio-campo e ataque, o que foi uma revolu\u00e7\u00e3o para a \u00e9poca. O time envolvia o advers\u00e1rio. Para atingir a meta de correr o campo todo, a Hungria foi a primeira sele\u00e7\u00e3o a investir forte na prepara\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Gusztav Sebes tornou c\u00e9lebre uma frase: \u201cFutebol \u00e9 cabe\u00e7a e pulm\u00f5es\u201d. Por essa determina\u00e7\u00e3o, a Hungria foi tamb\u00e9m a primeira sele\u00e7\u00e3o a fazer aquecimento antes dos jogos. Adotaram o 4-2-4, a pr\u00edncipio, como alternativa defensiva ao comum esquema com 5 atacantes. Hoje em dia \u00e9 considerada uma forma\u00e7\u00e3o ofensiva.<\/p>\n<p>O c\u00e9rebro do time<br \/>\n[img:puskas_1_2.jpg,full,alinhar_esq_caixa] &#8220;Os advers\u00e1rios podem jogar melhor, mas a bola \u00e9 redonda para todos.&#8221; O autor desta frase \u00e9 Ferenc Puskas, o grande nome da Sele\u00e7\u00e3o H\u00fangara de 1954. Quando disputou o Mundial, ele caminhava para ser um jogador veterano. Aos 27 anos, por\u00e9m, j\u00e1 era um craque consagrado na Europa. No Mundial, Puskas jogou no sacrif\u00edcio. Ficou de fora de duas partidas \u2013 entre elas, a \u201cbatalha de Berna\u201d, como ficou conhecido o duelo contra o Brasil \u2013 e atuou sem condi\u00e7\u00f5es na final contra a Alemanha. Sua presen\u00e7a no time, no entanto, era fundamental. Puskas n\u00e3o era apenas o c\u00e9rebro, mas a alma do \u201ctime de ouro\u201d.<\/p>\n<p><em>Fontes:<br \/>\nwww.jornalpequeno.com.br<br \/>\nwww.sunrisemusics.com<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O BRASIL EM 1954 Mesmo passados quatro anos, o Brasil esportivo, em 1954, n\u00e3o havia esquecido o desastroso \u201cmaracanazzo\u201d que acabou glorificando Gighia e condenando Bigode e Barbosa e, num n\u00edvel mais brando, os demais jogadores brasileiros pela derrota para o Uruguai na Copa do Mundo de 1950, em pleno Maracan\u00e3. 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