{"id":36662,"date":"2012-06-30T19:41:14","date_gmt":"2012-06-30T22:41:14","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=36662"},"modified":"2012-06-30T19:46:29","modified_gmt":"2012-06-30T22:46:29","slug":"a-confirmacao-da-cbd-dando-conta-que-o-americano-de-campos-disputaria-o-nacional-parou-a-cidade-em-1975","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=36662","title":{"rendered":"A confirma\u00e7\u00e3o da CBD dando conta que o Americano de Campos disputaria o Nacional parou a cidade em 1975"},"content":{"rendered":"<p>Algu\u00e9m tem ideia do que \u00e9 acordar e saber\u00a0que o seu time disputaria o Campeonato Brasileiro? E se o clube em quest\u00e3o fosse pequeno? Sem d\u00favida a emo\u00e7\u00e3o e a surpresa\u00a0seriam enormes, certo? Pois a confirma\u00e7\u00e3o dando conta de\u00a0que o Americano fora convidado mexeu e fez a Cidade de Campos do Goytacazes ficar durante dias s\u00f3 falando desse assunto.<\/p>\n<p>Com a colabora\u00e7\u00e3o do amigo jornalista de Campos <em>Paulo Ourives, descreveremos como foi o dia a dia, ap\u00f3s a\u00a0not\u00edcia, que literalmente, foi bomb\u00e1stica sobre o primeiro clube campista a disputar o Nacional de 1975.\u00a0<\/em>\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-26675\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/americano-214x300.jpg\" alt=\"\" width=\"214\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/americano-214x300.jpg 214w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/americano-356x500.jpg 356w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/americano.jpg 1867w\" sizes=\"auto, (max-width: 214px) 100vw, 214px\" \/><\/p>\n<p>Naquele <strong><em>4 de mar\u00e7o de 1975<\/em><\/strong>, o campista, ao acordar, foi sacudido por uma not\u00edcia t\u00e3o importante quanto aquela de <strong><em>22 de novembro de 1974<\/em><\/strong>, que deu conta da descoberta do petr\u00f3leo nas \u00e1guas fronteiras \u00e0 praia do Farol de S\u00e3o Tom\u00e9: &#8220;<em>Americano de Campos convidado para o Brasileiro<\/em>&#8220;, foi a manchete, por exemplo, de <strong><em>O Globo<\/em><\/strong>, cuja edi\u00e7\u00e3o se esgotou logo, na cidade campista.<\/p>\n<p>\u201cE nem poderia ser de outra maneira\u201d, declarou, na oportunidade, o jornaleiro Manoel, com banca de jornal muito concorrida junto ao pr\u00e9dio dos Correios.<br \/>\nO Bulevar Francisco de Paula Carneiro, onde se acotovelam industriais, fazendeiros, comerciantes, pol\u00edticos, agiotas e toda uma imensid\u00e3o de homens com tempo para discutir os mais diferentes assuntos, entrou em ebuli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 que na conflu\u00eancia da 7 de Setembro com Santos Dumont e o pr\u00f3prio Bulevar, tamb\u00e9m fazem ponto dirigentes de todos os clubes da cidade e at\u00e9 torcedores dos clubes do Rio. Ali, no pr\u00e9dio da antiga Confeitaria Imp\u00e9rio, o Americano possu\u00eda a sua sede-administrativa e, naquela manh\u00e3 o secret\u00e1rio do clube, Valter Carneiro, de terno e gravata, riso largo em rosto magro, apareceu antes das 8 horas e hasteou a bandeira do Americano. Azulmar Rodrigues, ent\u00e3o cobrador, soltou foguetes, enquanto que, na porta da Camisaria Cordeiro, que hoje n\u00e3o existe mais, Francisco das Chagas Siqueira, Jos\u00e9 Paes, R\u00f4mulo Barros, Jos\u00e9 Nolasco Filho, Ciro Braga, abnegados dirigentes alvinegros, conversavam em voz alta, abra\u00e7avam-se e cumprimentavam, sorridentes, os amigos que chegavam, entre os quais Benedito Chagas e Jos\u00e9 Gabriel, estes ligados ao Goytacaz.<\/p>\n<p>Contar todos os detalhes dos acontecimentos que se verificaram naquela parte da cidade, inclusive na firma de Ant\u00f4nio Carlos Chebabe e Hamilton Paes, ou no Sindicato da Ind\u00fastria e da Refina\u00e7\u00e3o do A\u00e7\u00facar, onde o maior n\u00famero de funcion\u00e1rios torcia pelo Americano, \u00e9 humanamente imposs\u00edvel. At\u00e9 o N\u00e9, roupeiro com 40 anos de clube, deixou o Est\u00e1dio Godofredo Cruz, em Parque Tamandar\u00e9, para correr ao centro e saber direitinho das novidades.<\/p>\n<p>De m\u00e3o em m\u00e3o, os exemplares de <strong><em>O Globo<\/em><\/strong> eram lidos v\u00e1rias vezes pelos mesmos leitores, alguns ainda duvidando do que liam. Tamb\u00e9m pudera, o texto que se seguia \u00e0 manchete dizia, entre outras coisas, que &#8220;<em>o Americano de Campos ser\u00e1 convidado para participar do Campeonato Brasileiro de Clubes deste ano, em homenagem \u00e0 fus\u00e3o entre os Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro. \u00c9 a primeira vez que um clube fluminense participar\u00e1 da competi\u00e7\u00e3o, que dever\u00e1 contar com 42 times, em vez de 40 como no ano passado<\/em>&#8220;.<br \/>\nUm pouco antes, a <strong><em>26 de janeiro de 1975<\/em><\/strong>, Jos\u00e9 C\u00e2ndido de Carvalho, campista e membro da Academia Brasileira de Letras, foi entrevistado pelo Jornal do Brasil, este, interessado em mostrar a todos os brasileiros um pouco de Campos, ap\u00f3s a descoberta do petr\u00f3leo em seu litoral.<\/p>\n<p>O romancista, ainda preso ao bucolismo, \u00e0 tranquilidade da terra, demonstrou, na tal entrevista, o receio que o dominava, ao dizer que a descoberta do petr\u00f3leo e a corrida industrial que o mesmo provocaria, poderiam amea\u00e7ar uma obra muito valiosa, muito especial de Deus, num dia de inspira\u00e7\u00e3o, que se estende dos campos de a\u00e7\u00facar at\u00e9 \u00e0s \u00e1guas do Para\u00edba.<\/p>\n<p>Esse seu apego \u00e0 terra campista havia sido demonstrado, anteriormente, quando paraninfou a turma de formandos da Faculdade de Filosofia de Campos.<br \/>\nA\u00ed reside, muito mais do que o bairrismo, o amor do campista \u00e0 sua terra. Bairrismo e amor que t\u00eam suas origens orgulhosas na imensid\u00e3o do lugar, quatro vezes maior do que o Rio de Janeiro, na riqueza dos canaviais, que se deitam na plan\u00edcie que nem len\u00e7\u00f3is sem tamanho na cor verde, na cultura de alguns dos seus ilustres filhos, no petr\u00f3leo que jorra a 80 quil\u00f4metros no seu litoral, ou simplesmente na po\u00e9tica mansid\u00e3o do lend\u00e1rio Para\u00edba, que, depois de muito andar, chega \u00e0 foz em Atafona para se entregar, soberbamente, ao oceano Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>Mas esse orgulho se reflete tamb\u00e9m em outras atividades, entre as quais o futebol, que, desde a fase embrion\u00e1ria j\u00e1 contava com uma representa\u00e7\u00e3o de grandes valores, a ponto de encantarem a plateia exigente do Rio de Janeiro, ou ainda do predom\u00ednio pol\u00edtico, que teve o seu ponto mais importante em Nilo Pe\u00e7anha, Benta Pereira, o s\u00edmbolo do estoicismo feminino, e Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio.<br \/>\nEm tudo o que \u00e9 visto pelos olhos apaixonados de Jos\u00e9 C\u00e2ndido de Carvalho, em rela\u00e7\u00e3o a Campos, se percebe aquele sentido de preserva\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es, muito t\u00edpico da cultura da cana-de-a\u00e7\u00facar, os velhos e belos casar\u00f5es, alguns contando, ainda, com placas indicativas do que foram no passado, o respeito \u00e0 religi\u00e3o, a viagem \u00e0 Europa, o ver\u00e3o nas praias e a mulher, desde os tempos das melindrosas, participando dos grandes eventos esportivos, principalmente depois que o Americano ampliou sua pra\u00e7a de esportes para participar do Campeonato Brasileiro.<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o <strong><em>de 5 de mar\u00e7o de 1975<\/em><\/strong>, <strong><em>O Globo<\/em><\/strong> lembrava, em mat\u00e9ria de duas colunas: &#8220;Campos vibra com o convite ao Americano&#8221;, como t\u00edtulo e, no texto, se lia: &#8220;A not\u00edcia publicada ontem por <strong><em>O Globo<\/em><\/strong>, anunciando a inclus\u00e3o do Americano de Campos no Campeonato Brasileiro de Clubes deste ano, foi uma surpresa para a pr\u00f3pria Diretoria do clube.<\/p>\n<p>O Presidente Oswalnir Barcelos disse que, para os torcedores, \u00e9 o fato mais importante dos \u00faltimos anos. \u201c<em>At\u00e9 para a cidade a not\u00edcia \u00e9 importante porque vai projetar o nome de Campos em todo o Brasil. N\u00f3s, do Americano, vamos fazer o imposs\u00edvel para defender com dignidade o futebol fluminense<\/em>&#8220;, disse.<\/p>\n<p><strong><em>O Globo<\/em><\/strong>, <strong><em>na edi\u00e7\u00e3o do dia 5<\/em><\/strong>, lembrava, ainda, que &#8220;<em>A not\u00edcia causou grande movimenta\u00e7\u00e3o na cidade: as emissoras de r\u00e1dio interromperam seguidamente a programa\u00e7\u00e3o de ontem para transmitir informa\u00e7\u00f5es e entrevistas sobre o assunto&#8221;. Mais adiante se lia que no Rio, a assessoria de imprensa da CBD (Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Desportos), informou que o Comandante Jovino Pavan, futuro superintendente geral de esportes no governo da fus\u00e3o, transmitira ao Almirante Heleno Nunes um pedido especial do Almirante Faria Lima para a inclus\u00e3o do Americano de Campos no Campeonato Brasileiro de Clubes<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>O que poucos sabem \u00e9 que, anteriormente e sem qualquer promo\u00e7\u00e3o pessoal, foi feito um trabalho de sondagem junto a Heleno Nunes pelo seu amigo Danilo Knifis que, mais tarde, acabou sendo eleito presidente da Liga Campista de Desportos, por iniciativa dos clubes locais.<\/p>\n<p>No <strong><em>dia 23 de abril de 1975<\/em><\/strong>, o <strong><em>Monitor Campista<\/em><\/strong> abria manchete em sua p\u00e1gina de esportes: &#8220;<em>CBD aprova o Godofredo Cruz para o Nacional<\/em>&#8220;. E, numa mat\u00e9ria distribu\u00edda em tr\u00eas colunas e ilustrada com uma foto na qual apareciam Danilo Kniffis, Heleno Nunes, Roberto d&#8217;Affonseca Monteiro, Rockfeler de Lima e Jos\u00e9 Carlos Barbosa, descrevia um novo cap\u00edtulo hist\u00f3rico do futebol campista:<br \/>\n&#8220;<em>O Est\u00e1dio Godofredo Cruz, do Americano, foi aprovado para o Campeonato Nacional, pelos assessores t\u00e9cnicos da CBD, Almir de Almeida e Cl\u00e1udio Coutinho, que acompanharam o Almirante Heleno Nunes, Presidente da CBD, a Campos, no dia de ontem<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio fizeram algumas restri\u00e7\u00f5es, embora pequenas, mas salientaram que se tratavam de orienta\u00e7\u00f5es para que o clube fizesse corre\u00e7\u00f5es at\u00e9 o Nacional. Os dados por ele colhidos ser\u00e3o entregues agora a Armando Marques, que n\u00e3o acompanhou a comitiva.<\/p>\n<p>Oficialmente, eles n\u00e3o prestaram esclarecimentos quanto \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o do Est\u00e1dio. Mas isso foi comprovado quando da entrevista coletiva na <strong>LCD<\/strong> <em>(Liga Campista de Desportos)<\/em>, pelas palavras do Almirante Heleno Nunes, que confirmou a presen\u00e7a do Americano no Nacional, representando o antigo Estado do Rio e em homenagem \u00e0 fus\u00e3o, por solicita\u00e7\u00e3o do Governador Faria Lima, que dar\u00e1 total apoio \u00e0 iniciativa.<\/p>\n<p>Na mesma mat\u00e9ria, o <strong><em>Monitor Campista<\/em><\/strong> informava que o Sr. Heleno Nunes chegara a Campos pouco antes das 13 horas, vindo em seguida seus assessores Almir de Almeida e Cl\u00e1udio Coutinho. &#8220;<em>Eles foram recepcionados no Hotel Plan\u00edcie, juntamente com o Comandante Jovino Pavan, que representava o Governador e, a seguir, participaram de um churrasco no Haras Dom Rodrigo, de propriedade de Amaro Gimenes<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>A comitiva carioca foi acompanhada por Murilo Portugal e Eduardo Augusto Viana da Silva, Presidente e Vice da FFD, pelo Prefeito Jos\u00e9 Carlos Vieira Barbosa e pela Diretoria do Americano. Por volta das 15 horas, o Presidente da CBD foi recebido pelo Prefeito no Pal\u00e1cio de M\u00e1rmore, ocasi\u00e3o em que o Sr. Jos\u00e9 Carlos Vieira Barbosa se limitou a falar do munic\u00edpio. Depois, em carro oficial, os dois, mais o Superintendente de Esportes do Estado, visitaram o Est\u00e1dio Godofredo Cruz, onde j\u00e1 se encontravam Almir de Almeida e Cl\u00e1udio Coutinho. Ap\u00f3s percorrerem o gramado, que consideraram excelente, embora precisando de mais alguns metros no comprimento e dois, no m\u00ednimo, de largura, reuniram-se a portas fechadas no pr\u00f3prio Est\u00e1dio, com o Prefeito e a Diretoria do Americano.<\/p>\n<p>O <strong><em>Monitor Campista<\/em><\/strong> lembrava, tamb\u00e9m, que na entrevista coletiva que concedeu na LCD, \u00e0s 18 horas, um rep\u00f3rter perguntou se o Americano estava mesmo no Nacional. O Presidente da CBD respondeu com uma pergunta: Voc\u00eas ainda duvidam? Heleno Nunes disse da satisfa\u00e7\u00e3o de visitar Campos &#8211; &#8220;Sou amigo de Campos&#8221; &#8211; e confirmou a presen\u00e7a do Americano no Nacional, independentemente de problemas que existam no Est\u00e1dio, isso porque tem garantias de que a capacidade do Godofredo Cruz ser\u00e1 de 20 mil espectadores at\u00e9 agosto e que a Prefeitura colaborar\u00e1 no restante das obras.<\/p>\n<p>O Prefeito fez quest\u00e3o de salientar que n\u00e3o existem problemas para o Americano participar do Nacional e que at\u00e9 mesmo o Aeroporto Bartolomeu Lizandro estar\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es, segundo garantias que j\u00e1 tem do Governo Federal.<br \/>\nNa tal mat\u00e9ria, o mesmo jornal citava que &#8220;<em>as arquibancadas populares ter\u00e3o capacidade para 10 mil pessoas e que o Governo do Estado forneceria arquibancadas met\u00e1licas, enquanto \u00e0 Prefeitura caberia a tarefa de melhorar as vias de acesso ao Est\u00e1dio, que seria interditado e s\u00f3 reaberto, por proposi\u00e7\u00e3o do Presidente Heleno Nunes, em agosto, quando a Sele\u00e7\u00e3o de Amadores viria a Campos jogar com o Americano, antes de viajar para o Pan-Americano<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>O jornal <strong><em>A Not\u00edcia<\/em><\/strong>, no mesmo dia, apresentava outras novidades para o torcedor, como a contrata\u00e7\u00e3o, por indica\u00e7\u00e3o do Presidente da <strong>CBD<\/strong>, do Tenente Geraldo Cunha para supervisor e de Roberto Pinto para treinar o elenco principal do Americano. Na oportunidade o Almirante Heleno Nunes dava outra ideia: &#8220;<em>O Americano deve valer-se dos jogadores do lugar, que s\u00e3o muito bons, n\u00e3o fosse Campos um celeiro inesgot\u00e1vel<\/em>&#8220;. Informava, tamb\u00e9m, que a cota m\u00ednima de um grande clube, quando jogasse em Campos, seria de 36 mil cruzeiros, o que n\u00e3o abalou a Diretoria do Americano, que, a partir daquele momento, tratou de solucionar todos os problemas existentes, criando v\u00e1rias comiss\u00f5es e dando autonomia ao setor de obras para que o mesmo, com base num plano carinhosamente estudado, pudesse levar adiante a tarefa que lhe cabia. O Americano, a bem da verdade, e os jornais do lugar s\u00e3o testemunhas, n\u00e3o parou mais.<\/p>\n<p>&#8220;<em>Depois de permanecer fechado por 927 dias &#8211; cerca de 31 meses -, finalmente o Est\u00e1dio Godofredo Cruz ser\u00e1 reaberto ao grande p\u00fablico hoje \u00e0 tarde, e com um jogo de express\u00e3o, reunindo o Americano &#8211; j\u00e1 com sua equipe que participar\u00e1 do Campeonato Nacional &#8211; e a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira de Amadores &#8211; que intervir\u00e1 no Pan-Americano, com idade limite at\u00e9 18 anos<\/em>&#8220;.<br \/>\nA transcri\u00e7\u00e3o \u00e9 do jornal A Not\u00edcia, de 13 de julho de 1975, cuja mat\u00e9ria se completava assim:<\/p>\n<p>&#8220;<em>Tudo est\u00e1 pronto no est\u00e1dio alvinegro para o fest\u00e3o de reabertura. Do vesti\u00e1rio dos visitantes \u00e0s arquibancadas e bilheterias. E tudo isso motivar\u00e1, certamente, muito mais a torcida, que dever\u00e1 comparecer em massa ao Godofredo Cruz<\/em>\u201d.<br \/>\nA programa\u00e7\u00e3o do Americano, no entanto, n\u00e3o est\u00e1 restrita ao jogo contra a Sele\u00e7\u00e3o Amadora. Muito pelo contr\u00e1rio. Tanto \u00e9 que vai come\u00e7ar \u00e0s 10 horas, com um coquetel na beira da piscina do Saldanha \u00e0 delega\u00e7\u00e3o brasileira, ao Presidente da CBD, Heleno Nunes, ao supervisor Almir de Almeida e ao chefe da delega\u00e7\u00e3o, Capit\u00e3o Cl\u00e1udio Coutinho &#8211; que por sinal fez uma bela palestra aos treinadores campistas, ontem \u00e0 noite, no Sal\u00e3o Nobre da Receita Federal.<br \/>\n\u00c0s 12 horas, ainda no Saldanha, haver\u00e1 o banquete aos visitantes e v\u00e1rios desportistas especialmente convidados, sendo que dali todos sair\u00e3o para o Parque, onde o fest\u00e3o atingir\u00e1 os seus maiores momentos.<\/p>\n<p>\u00c0s 13h30min, o <strong><em>time B alvinegro<\/em><\/strong> &#8211; formado por jogadores que at\u00e9 bem pouco tempo eram titulares &#8211; jogar\u00e1 contra um combinado de S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra. Em seguida, haver\u00e1 a entrega de faixas aos octacampe\u00f5es e aos campe\u00f5es da categoria dente-de-leite, come\u00e7ando ent\u00e3o, \u00e0s 15h30min, o aguardado Americano &#8211; com o que \u00e9 considerado atualmente time A x Sele\u00e7\u00e3o Amadora Brasileira&#8221;.<br \/>\nNum espa\u00e7o mais abaixo, o mesmo jornal contava, sob o t\u00edtulo &#8220;<em>Um Est\u00e1dio Com Uma Longa Hist\u00f3ria<\/em>&#8220;, o seguinte: &#8220;Inaugurado em 1953, numa tarde de sol alegre e com muita festa, e com dois jogos de grande vulto: Bangu 4 x Goytacaz 1, Vasco 3 x Americano 2, o Est\u00e1dio Godofredo Cruz atinge, em 1975, 22 anos de vida. 22 anos em que muita alegria e muita tristeza foram vividas pela torcida, que hoje, depois de quase 31 meses, retornar\u00e1 ao totalmente reformado est\u00e1dio alvinegro.<\/p>\n<p>Dois dias depois, isto \u00e9, a <strong><em>15 de julho de 1975<\/em><\/strong>, o jornal <strong><em>A Not\u00edcia<\/em><\/strong> publicava duas fotos do empate de 1 x 1 entre o Americano e Sele\u00e7\u00e3o Amadora e escrevia: &#8220;<em>Se igualando tanto no primeiro como no segundo tempo, Americano e Sele\u00e7\u00e3o Brasileira de Amadores acabaram empatando anteontem, \u00e0 tarde, no amistoso realizado para marcar a reabertura do Godofredo Cruz.<br \/>\nO gol da Sele\u00e7\u00e3o aconteceu logo aos 14 minutos. Brida recebeu excelente lan\u00e7amento de Toninho Vanusa, fez \u00f3tima jogada sobre Lu\u00eds Alberto e Paulo C\u00e9sar e tocou para a rede, ante a sa\u00edda de Paul\u00e3o. O empate veio quatro minutos depois, atrav\u00e9s de Paulo Roberto. Lu\u00eds Carlos cruzou da direita e o ponteiro, ap\u00f3s uma confus\u00e3o na \u00e1rea, bateu com categoria de perna esquerda, no canto direito de Carlos.<\/em><\/p>\n<p><em>Paulo Antunes Filho, com boa atua\u00e7\u00e3o, foi o <strong>juiz da partida<\/strong>, bem auxiliado nas bandeiras por Manoel Agnelo e Iara\u00ed Silva.<\/em><\/p>\n<p><em>Cr$ 38.610,00 foi \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o do encontro, sendo que as duas equipes formaram assim: <strong>Americano <\/strong>&#8211; Paul\u00e3o (Bodoque); Nei Dias, Paulo C\u00e9sar, Lu\u00eds Alberto e Capetinha; Jairo, Didinho (Mundinho) e Jo\u00e3o Francisco; Lu\u00eds Carlos, Chico e Paulo Roberto (Wallace); <strong>Sele\u00e7\u00e3o Amadora<\/strong> &#8211; Carlos; Carlos Alberto, Dick, Xar\u00e1 e Betinho; Celso, Aguillar (\u00c9der) e Toninho Vanusa; Brida, Ti\u00e3o Mar\u00e7al (Jarbas) e Da Silva.<\/em><\/p>\n<p><em>Na preliminar, a outra forma\u00e7\u00e3o do Americano empatou, tamb\u00e9m de 1 x 1, com o combinado de S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra, dentro de uma programa\u00e7\u00e3o festiva que contou com a presen\u00e7a do Almirante Heleno Nunes, instantes antes homenageado com um banquete no Saldanha.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8220;Roberto Pinto caiu. E a transa agora \u00e9 em torno de Tim&#8221;, foi a manchete da p\u00e1gina esportiva de A Not\u00edcia, a 5 de agosto de 1975, uma ter\u00e7a-feira. Dois dias antes o Americano havia perdido de 1 x 0 para o Camba\u00edba, no Est\u00e1dio Ari de Oliveira e Souza, em jogo pelo Campeonato Campista. Da mat\u00e9ria, em duas colunas, constava, entre outras coisas, este par\u00e1grafo: &#8220;Dizendo n\u00e3o sentir um clima prop\u00edcio para desenvolver o seu trabalho, o que poderia redundar numa campanha negativa do time no Campeonato Nacional, Roberto Pinto colocou, ontem, o seu cargo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da Diretoria do Americano, que resolveu, afinal, chegar a um acordo com o t\u00e9cnico para a sua sa\u00edda, passando logo em seguida a pensar no nome do novo treinador, que, em princ\u00edpio, deve ser Tim<\/em>&#8220;.<br \/>\nNa sequencia dos acontecimentos que envolveram o <strong><em>Americano<\/em><\/strong> \u00e0 v\u00e9spera da sua estreia no Campeonato Brasileiro, de 1975, o <strong><em>Jornal dos Sports<\/em><\/strong>, no dia 7 de agosto, dizia que Paulo Henrique podia ser a solu\u00e7\u00e3o para o clube alvinegro, que se mostrava disposto a quebrar todas as lan\u00e7as para armar um grande elenco e provar o seu poderio t\u00e9cnico, de octacampe\u00e3o campista de futebol, t\u00edtulo que orgulhava sua grande torcida.<\/p>\n<p>Um dia antes, o time do Campos, treinado pelo ex-lateral do Flamengo, derrotou o Americano por 4 x 2, num amistoso realizado com port\u00f5es abertos e como parte dos festejos em louvor ao padroeiro da cidade. Nessa mesma tarde, ainda em Godofredo Cruz, a c\u00fapula do Americano conversou com Paulo Henrique, acertando as bases para um contrato entre as duas partes. Ao Campos, clube onde o treinador havia iniciado a nova carreira, saberia liberar Paulo Henrique, o que aconteceu no dia 8. Na v\u00e9spera, o Americano dispensou os jogadores Paul\u00e3o e Cac\u00e1.<\/p>\n<p>O <strong><em>Jornal dos Sports<\/em><\/strong> do dia <strong><em>8 de agosto<\/em><\/strong> escrevia que, ao assumir, ontem, a dire\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do Americano, Paulo Henrique disse que n\u00e3o pediria refor\u00e7o algum at\u00e9 que tomasse conhecimento da situa\u00e7\u00e3o do elenco. Correu A not\u00edcia, no entanto, que o substituto de Roberto Pinto, no final da semana, conversaria com o atacante Dion\u00edsio, vinculado ao Flamengo, e que, no Americano, seria o homem-gol.<br \/>\nQuando da apresenta\u00e7\u00e3o do novo t\u00e9cnico, muitos foram os dirigentes que estiveram em Godofredo Cruz. Nas arquibancadas de cimento e met\u00e1licas, se colocaram pelo menos duas centenas de torcedores e associados do clube, fato que, at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o se verificara. O Presidente Oswalnir Barcelos, ouvido pelos jornalistas, declarava que as coisas iriam melhorar e a torcida disso logo tomaria conhecimento.<\/p>\n<p>Um dia antes, na parte da tarde, antecedendo a reuni\u00e3o na qual Paulo Henrique assinaria contrato com o Americano, o treinador percorreu todas as depend\u00eancias do Est\u00e1dio Godofredo Cruz. A todo instante era obrigado a dar aten\u00e7\u00e3o a associados, que faziam quest\u00e3o de cumpriment\u00e1-lo e at\u00e9 de lhe perguntar se tamb\u00e9m jogaria. Paulo Henrique, sorridente, respondia que no Americano seria apenas o t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>&#8220;Aos dirigentes Jos\u00e9 Paes, Ant\u00f4nio Carlos Chebabe, Francisco das Chagas Siqueira e Ciro Braga, Paulo Henrique fez um pedido: que os mesmos conseguissem a libera\u00e7\u00e3o, para treinos, dos jogadores Adalberto e Messias, nos estabelecimentos banc\u00e1rios em que trabalhavam&#8221;.<\/p>\n<p><strong><em>No dia 11 de agosto<\/em><\/strong> o <strong><em>Jornal dos Sports<\/em><\/strong> anunciava a vit\u00f3ria do Americano sobre o Rio Branco, por 2 x 1, na estreia de Paulo Henrique. Foi na abertura do quadrangular do qual participaram, tamb\u00e9m, Campos e Madureira, este do Rio de Janeiro. A decis\u00e3o do torneio ocorreu no dia 14 e o Americano perdeu para o Campos por 2 x 1.<\/p>\n<p>O mesmo jornal, <strong><em>edi\u00e7\u00e3o de 18 de agosto<\/em><\/strong>, escrevia que, &#8220;<em>embora realizasse uma apresenta\u00e7\u00e3o melhor do que de outras vezes, o Americano foi derrotado pela sele\u00e7\u00e3o campista por 1 x 0, gol de Paulo C\u00e9sar, aos 43 minutos do primeiro tempo. Carlos Costa foi o juiz, auxiliado por Silvestre Campos Filho e Aldemir Muniz Barreto<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>Esse amistoso foi disputado na tarde anterior, no Godofredo Cruz, e a renda somou Cr$ 12.043,00 (1.843 pagantes). Nesse jogo, inclu\u00eddo no teste 248 da Loteria Esportiva, o <strong><em>Americano<\/em><\/strong> jogou com Bodoque; Paulo C\u00e9sar II, Mundinho, Lu\u00eds Alberto e Capetinha; Wilson Pereira (Russo) e Ico; Lu\u00eds Carlos, Messias, Rangel (Armando) e Paulo Roberto, e a <strong><em>sele\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong> com Gato F\u00e9lix; Guinho, Edalmo, Z\u00e9 Rios e Paulinho; A\u00edlson (Careca) e \u00cdndio; Lauro, D\u00f3di (Tita), Paulo C\u00e9sar e Zez\u00e9.<\/p>\n<p>Na mesma edi\u00e7\u00e3o, o <strong><em>Jornal dos Sports <\/em><\/strong>escrevia: &#8220;Depois do jogo, a Diretoria do Americano esteve reunida para tratar da aquisi\u00e7\u00e3o de refor\u00e7os para o time que disputar\u00e1 o Campeonato Brasileiro. Fontes geralmente bem informadas deixaram filtrar que o representante campista deva contratar Wilton Pereira e Russo, ambos do Rio Branco, de Vit\u00f3ria; Rangel, do Am\u00e9rica Mineiro, e Armando, do S\u00e3o Paulo, pois todos agradaram no teste a que se submeteram no jogo de ontem&#8221;.<\/p>\n<p>O que \u00e9 certo, e faz parte do dia-a-dia da hist\u00f3ria alvinegra, \u00e9 que, enquanto a parte patrimonial cuidava das obras de amplia\u00e7\u00e3o do Godofredo Cruz, j\u00e1 com pinta de futuro est\u00e1dio de verdade, e a Diretoria arregimentava for\u00e7as e constitu\u00eda comiss\u00f5es \u00e0s quais se agregavam grandes figuras do clube, o Departamento de Futebol n\u00e3o se descuidava. Tanto isso \u00e9 verdade que, no <strong><em>Jornal dos Sports<\/em><\/strong> do dia <strong><em>19 de agosto de 1975<\/em><\/strong>, se lia: &#8220;<em>O Americano conseguiu, ontem, por empr\u00e9stimo, os jogadores Gato F\u00e9lix e Lauro, do Campos, e \u00cdndio, do Camba\u00edba. Hoje mesmo o clube de Parque Tamandar\u00e9 dar\u00e1 entrada na LCD da documenta\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas<\/em>.&#8221;<\/p>\n<p>Em prosseguimento aos preparativos do time para a estreia no Campeonato Brasileiro, Paulo Henrique dirigia dois treinos por dia. De manh\u00e3, t\u00e1tico para a defesa e, \u00e0 tarde, coletivo. Desses movimentos o <strong><em>Jornal dos Sports<\/em><\/strong> sempre dava conta, como <strong><em>no dia 21 de agosto<\/em><\/strong>, ao anunciar a presen\u00e7a do goleiro Dorival, cedido, por empr\u00e9stimo, pelo Madureira, do Rio de Janeiro. Gato F\u00e9lix e Lauro, na v\u00e9spera, assinaram contratos com o Americano.<\/p>\n<p>Mais um dia e o Sr. Jos\u00e9 Paes, Vice-Presidente de Futebol, contratou o ga\u00facho Russo, que havia jogado ao lado de Br\u00e1ulio, no Internacional. Na \u00e9poca, o m\u00e9dio morava em Vit\u00f3ria, onde conclu\u00eda o curso de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e jogava pelo Rio Branco. Nas horas que se seguiram, \u00cdndio e Z\u00e9 Rios, tamb\u00e9m emprestados pelo Camba\u00edba, assinaram contrato com o Americano, que s\u00f3 aguardava a chegada de Rangel, do Am\u00e9rica mineiro, para encerrar, segundo Jos\u00e9 Paes, o ciclo de contrata\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 bom recordar o que o <strong><em>Jornal dos Sports<\/em><\/strong> escrevia em suas v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es at\u00e9 a estreia do <strong><em>Americano<\/em><\/strong> no Campeonato Brasileiro. No <strong><em>dia 22<\/em><\/strong>, por exemplo, se lia: &#8220;<em>No Parque Tamandar\u00e9, o ambiente \u00e9 de trabalho, at\u00e9 mesmo fora das quatro linhas. \u00c9 que est\u00e3o sendo conclu\u00eddas as novas cabines para as emissoras de r\u00e1dio, e dados os retoques nas bilheterias e entradas para o p\u00fablico. Tamb\u00e9m o sistema de ilumina\u00e7\u00e3o, que \u00e9 muito bom para o interior, est\u00e1 sendo reparado. Na rua, por conta da Prefeitura Municipal, continua a ser colocado o asfalto na Cardoso de Melo e na Dom Bosco<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Na sede, dirigentes do <strong><em>Americano<\/em><\/strong> tratavam da venda de cinco mil carn\u00eas, cada um ao pre\u00e7o de Cr$ 105,00. Os carn\u00eas trazem sete ingressos, n\u00famero de jogos do clube em Campos, pelo Campeonato Brasileiro. O comprador, ao chegar ao Est\u00e1dio Godofredo Cruz, nos dias de jogos, ter\u00e1 um guich\u00ea e um port\u00e3o para troca do ingresso e seu acesso. Com isso, o Americano espera conseguir a renda m\u00e9dia de Cr$ 50.000,00.<\/p>\n<p>Quanto ao time para a estreia, ele s\u00f3 ser\u00e1 conhecido amanh\u00e3 \u00e0 tarde, ap\u00f3s o treino recreativo dirigido por Paulo Henrique, que se mostra muito esperan\u00e7oso de uma boa presen\u00e7a do Americano na competi\u00e7\u00e3o da CBD. Ele n\u00e3o diz nada sobre a responsabilidade que lhe pesa sobre os ombros, mas alguns associados que acompanharam o trabalho de Roberto Pinto e que assistem agora ao de Paulo Henrique, s\u00e3o de opini\u00e3o que o clube perdeu muito tempo at\u00e9 adotar uma posi\u00e7\u00e3o definitiva sobre o t\u00e9cnico.<br \/>\nNo <strong><em>dia 23 de agosto de 1975<\/em><\/strong> o <strong><em>Jornal dos Sports<\/em><\/strong> escrevia que Alb\u00e9ris, que pertencia ao Goytacaz, havia comprado seu passe por Cr$ 10.000,00 e negociado com o Americano. O t\u00e9cnico Paulo Henrique, comentando essa aquisi\u00e7\u00e3o, declarava que havia pedido Dion\u00edsio. Paralelamente, o Secret\u00e1rio de Vigil\u00e2ncia Municipal, Gil Ferreira Azevedo, assinava portaria, liberando todas as linhas de \u00f4nibus para que transferissem seus terminais para as proximidades do Est\u00e1dio Godofredo Cruz no dia do jogo com o Santos, o primeiro do Americano no Campeonato Brasileiro.<\/p>\n<p>&#8220;<em>Americano d\u00e1 partida. Santos que se cuide<\/em>&#8220;, foi o t\u00edtulo da mat\u00e9ria sobre o jogo, do <strong><em>Jornal dos Sports<\/em><\/strong>, no <strong><em>dia 24 de agosto de 1975<\/em><\/strong>. Nessa mat\u00e9ria se lia, entre outras coisas: &#8220;<em>De uma forma geral, ningu\u00e9m fala outra coisa a n\u00e3o ser no jogo de hoje, o primeiro de uma s\u00e9rie de sete do Americano a ser realizado em Campos. O interesse \u00e9 t\u00e3o grande que a Liga Campista de Desportos fez hor\u00e1rio extra para atender as crian\u00e7as, menores de 12 anos, que compareceram \u00e0 sua sede para conseguir carteirinhas que permitir\u00e3o suas entradas no est\u00e1dio, sem despesa alguma. Quanto aos ingressos, ser\u00e3o colocados \u00e0 venda \u00e0s 10 horas de hoje, em todas as bilheterias do est\u00e1dio<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>O <strong><em>Domingo Esportivo<\/em><\/strong>, seman\u00e1rio criado pela Editora Alvorada, do jornalista Vivaldo Belido de Almeida, dedicava grande parte da edi\u00e7\u00e3o <strong><em>de 24 de agosto de 1975<\/em><\/strong> ao Americano. Numa das muitas mat\u00e9rias, dava a rela\u00e7\u00e3o dos jogadores inscritos pelo Americano no Campeonato Brasileiro, e que foi esta:<br \/>\nAdalberto Silva Laurindo, Alb\u00e9ris Batista, Alexandre Jos\u00e9 do Ros\u00e1rio,<br \/>\nAnt\u00f4nio Carlos Miranda L\u00edrio, Carlos Alberto de Souza Padilha, Dorival Jonas dos Santos, En\u00edsio Augusto Matta Vieira, Francisco Carlos Ribeiro Gomes, Francisco da Concei\u00e7\u00e3o, Guaraci de Oliveira Albuquerque, Jairo Pinto de Mendon\u00e7a, Jo\u00e3o Francisco dos Santos Carvalho, Jorge Carlos de Souza, Jorge Lu\u00eds Nascimento da Silva, Jorge Sebasti\u00e3o, Jos\u00e9 Edilson de Souza, Jos\u00e9 Henrique Bernardes, Jos\u00e9 Marcelo Balbi de Faria, Jos\u00e9 Maria Delfino, Jos\u00e9 Messias Porto, Jos\u00e9 Rios de Matos Franco, Lauro Pinto de Jesus, Lu\u00eds Alberto Alves Severino, Lu\u00eds Carlos do Amparo, Lu\u00eds Fernandes de Oliveira, Marco Ant\u00f4nio de Souza Oliveira, Maur\u00edcio dos Santos Sardinha, Nei Severino Dias, Orioval da Concei\u00e7\u00e3o Ribeiro, Paulo C\u00e9sar Louren\u00e7o Porto, Paulo C\u00e9sar Portela Nascimento, Paulo Roberto Borges da Silva, Raimundo do Amaral Dias Filho, Rangel Campi de Lamarque, Sebasti\u00e3o Campos de Moraes Filho, S\u00edlvio Monteiro da Silva, Wallace Alexandre Blanc e Dion\u00edsio, o consagrado jogador que durante tantos anos defendeu o Flamengo, Fluminense e outros clubes de centros mais adiantados, s\u00f3 passou a integrar o elenco do Americano mais tarde, estreando justamente contra o rubro-negro carioca, no dia 3 de setembro, no Maracan\u00e3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Fontes: <\/em><\/strong><em>O Globo \/ Monitor Campista \/ A Not\u00edcia \/ Jornal dos Sports \/ <\/em><em><\/em><em>Domingo Esportivo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algu\u00e9m tem ideia do que \u00e9 acordar e saber\u00a0que o seu time disputaria o Campeonato Brasileiro? E se o clube em quest\u00e3o fosse pequeno? Sem d\u00favida a emo\u00e7\u00e3o e a surpresa\u00a0seriam enormes, certo? Pois a confirma\u00e7\u00e3o dando conta de\u00a0que o Americano fora convidado mexeu e fez a Cidade de Campos do Goytacazes ficar durante dias [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":55,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[203,83,3],"tags":[],"class_list":["post-36662","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sergio-mello","category-x9-curiosidades","category-historia-do-futebol"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36662","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/55"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=36662"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36662\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36671,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/36662\/revisions\/36671"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=36662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=36662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=36662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}