{"id":33936,"date":"2012-05-29T03:08:19","date_gmt":"2012-05-29T06:08:19","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=33936"},"modified":"2012-05-29T03:09:09","modified_gmt":"2012-05-29T06:09:09","slug":"esporte-clube-avenida-santa-cruz-do-sul-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=33936","title":{"rendered":"Esporte Clube Avenida &#8211; Santa Cruz do Sul (RS)"},"content":{"rendered":"<div class=\"mceTemp mceIEcenter\">\n<div id=\"attachment_33937\" style=\"width: 226px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-33937\" class=\"size-medium wp-image-33937\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/EC-Avenida-Santa-Cruz-do-Sul-1944-216x300.jpg\" alt=\"\" width=\"216\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/EC-Avenida-Santa-Cruz-do-Sul-1944-216x300.jpg 216w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/EC-Avenida-Santa-Cruz-do-Sul-1944-361x500.jpg 361w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/EC-Avenida-Santa-Cruz-do-Sul-1944.jpg 587w\" sizes=\"auto, (max-width: 216px) 100vw, 216px\" \/><p id=\"caption-attachment-33937\" class=\"wp-caption-text\">Escudo dos anos 50<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>O <em><strong>Esporte Clube Avenida<\/strong><\/em> \u00e9 uma agremia\u00e7\u00e3o da cidade de Santa Cruz do Sul (RS). A cidade crescia e com ela sua popula\u00e7\u00e3o. <strong><em>No dia 6 de Janeiro de 1944<\/em><\/strong>, um grupo de rapazes excedentes do <strong>Futebol Clube Santa Cruz<\/strong> decidiu fundar o <strong><em>E.C. Avenida.<\/em><\/strong> \u201cEu estava servindo em Ros\u00e1rio\u201d, recorda Bruno Seidel, que jogava no Galo. Na verdade, era reserva como tantos outros, pelo n\u00famero excessivo de atletas que acorria ao \u00fanico time da cidade. \u201cA gente chegava a ficar um ano no banco.\u201d<\/p>\n<p>Quando voltou, em 1945, passou a jogar no rec\u00e9m-fundado Avenida, substituindo o jogador Adalberto Simonis, que foi para a Varig. \u201cA gente pagava para jogar \u2014 era uma quest\u00e3o de amor \u00e0 camisa mesmo. O clube s\u00f3 dava camiseta e a bola\u201d, sublinha.<\/p>\n<p>O Avenida n\u00e3o tinha campo, nem recursos e treinava na V\u00e1rzea. \u201cQuando eu j\u00e1 era presidente, propus para a turma comprarmos um peda\u00e7o de campo\u201d, conta Seidel, que tamb\u00e9m foi o idealizador do emblema do clube. Juntaram o dinheirinho que tinham e foram falar com Arthur Emilio Meinhardt, pai de um dos jogadores do Avenida e dono da \u00e1rea pretendida.<\/p>\n<p>Quando ele soube quanto dinheiro o grupo tinha, sentenciou: \u201c\u00c9 pouco\u201d. \u201cCaprichamos nas economias e emprestamos para o clube os Cr$ 55 mil. T\u00ednhamos um lugar nosso para jogar,\u201d exulta. Era hora de limpar a \u00e1rea, arrancar os tocos de eucalipto e aterrar mais de meio metro de altura, tudo no bra\u00e7o e na carro\u00e7a. A lenha vendida reverteu em mais renda.<\/p>\n<p>Na inaugura\u00e7\u00e3o do est\u00e1dio, em 1950, o Gr\u00eamio, padrinho convidado, n\u00e3o poupou os afilhados e goleou por 13 a 2. Mas ningu\u00e9m se importou e a festa foi grande. Em 1953, foi a vez de inaugurar os refletores. Nos anos 60, o Avenida ganhou uma m\u00e3ozinha divina, ou melhor, um pezinho.<\/p>\n<p>O padre da par\u00f3quia que atendia a V\u00e1rzea, Orlando Pretto, hoje p\u00e1roco da catedral, cedeu \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es do esporte e passou a treinar com o time. \u201cTudo sob a b\u00ean\u00e7\u00e3o do bispo dom Alberto Etges\u201d, sublinha ele. \u201cEu era um jogador voluntarioso, craque n\u00e3o\u201d, se autodefine. \u201cTinha um chute forte e velocidade, mas n\u00e3o era um grande driblador.\u201d Preenchia posi\u00e7\u00f5es na ponta direita e brincavam: l\u00e1 onde acaba o campo n\u00e3o cresce grama, porque \u00e9 onde o padre p\u00e1ra e d\u00e1 o giro para o retorno.<\/p>\n<p>O t\u00e9cnico Daltro Menezes quis chamar a aten\u00e7\u00e3o em um amistoso do Avenida contra o Internacional e combinou que o padre jogaria 10 minutos no final. Mas o destino conspirou contra \u2014 o pai do padre adoeceu, impedindo sua participa\u00e7\u00e3o. Certa feita, ele atuou inclusive de comentarista, ajudando o Ernani Alo\u00edsio Iser de dentro do campo.<\/p>\n<p>Foi na partida contra o Am\u00e9rica, campe\u00e3o carioca, em domingo de muita chuva. \u201cTu n\u00e3o podes me identificar como padre no r\u00e1dio, me chama de Orlando Francisco\u201d, alertou ao narrador. Mas, aos 32 minutos do segundo tempo, uma jogada fenomenal: o placar estava 0 a 0, a bola molhada, o meia-esquerda Jaime, do Avenida, chuta forte de esquerda, de fora da \u00e1rea e a bola d\u00e1 a impress\u00e3o de que ia entrar, mas um \u00e2ngulo misterioso a desvia na \u00faltima hora. Iser, emocionado e j\u00e1 preparado para gritar gol, aciona o p\u00e1roco: \u201cfaaala padre Pretto\u201d. No dia seguinte, senhoras foram ao bispo reclamar do padre metido em futebol.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 70, uma fus\u00e3o com o rival Santa Cruz tenta resolver a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o financeira dos dois clubes, mas n\u00e3o foi vista com bons olhos pelo Avenida. O novo time se chamava Associa\u00e7\u00e3o Santa Cruz do Futebol e vestia as cores amarelo e azul. Diante da resist\u00eancia do Avenida, foi tentado o uniforme verde e preto, mas mesmo assim a fus\u00e3o n\u00e3o foi para a frente. Hoje o Avenida est\u00e1 com seu Departamento de Futebol parado, com atividades apenas sociais. Para Seidel, \u00e9 muito triste ver parte do patrim\u00f4nio, adquirido a tantas m\u00e3os, penhorado.<br \/>\n<em><strong>Fonte:\u00a0<\/strong> Jornal Gazeta do Sul<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Colaborou:<\/strong> Douglas <span style=\"color: #0000ff\">Marcelo<\/span> Rambor<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Esporte Clube Avenida \u00e9 uma agremia\u00e7\u00e3o da cidade de Santa Cruz do Sul (RS). A cidade crescia e com ela sua popula\u00e7\u00e3o. No dia 6 de Janeiro de 1944, um grupo de rapazes excedentes do Futebol Clube Santa Cruz decidiu fundar o E.C. 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