{"id":33423,"date":"2012-05-23T19:29:48","date_gmt":"2012-05-23T22:29:48","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=33423"},"modified":"2012-05-23T19:29:48","modified_gmt":"2012-05-23T22:29:48","slug":"o-primeiro-campeonato-brasileiro-de-clubes-campeoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=33423","title":{"rendered":"O PRIMEIRO CAMPEONATO BRASILEIRO DE CLUBES CAMPE\u00d5ES"},"content":{"rendered":"<p>Eu sempre quis saber mais detalhes desse torneio (e tamb\u00e9m da excurs\u00e3o do Brasil, de Pelotas, ao Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo) mas, por falta de fontes, tinha pouqu\u00edssimo material sobre ele. O pr\u00f3prio livro do Thomaz Mazzoni, \u201cHist\u00f3ria do Futebol no Brasil\u201d dedica poucas linhas ao evento.<br \/>\nAgora, com a disponibiliza\u00e7\u00e3o de jornais antigos que a Biblioteca Nacional vem promovendo, encontrei nos jornais O Imparcial e Correio Paulistano aproveito para repassar para os amigos que tamb\u00e9m n\u00e3o tinham at\u00e9 ent\u00e3o.<br \/>\nA primeira experi\u00eancia em promover um torneio nacional de clubes verificou-se em 1920. A Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Desportos organizou o Campeonato Brasileiro de Clubes Campe\u00f5es. Mas o evento n\u00e3o passou de um torneio triangular, que reuniu no Rio de Janeiro clubes de apenas tr\u00eas Estados &#8211; Guanabara, S\u00e3o Paulo e Rio Grande do Sul: Fluminense, tricampe\u00e3o carioca (1917 a 1919), Paulistano, tetracampe\u00e3o paulista (1916 a 1919) e o Brasil, de Pelotas, campe\u00e3o ga\u00facho de 1919.<br \/>\nO torneio foi disputado em mar\u00e7o, no est\u00e1dio das Laranjeiras, do Fluminense, o maior do Brasil na \u00e9poca.<br \/>\nPaulistano e Brasil inauguraram o torneio no dia 25 de mar\u00e7o: 7 x 3 para os paulistas. O p\u00fablico foi bom, principalmente de considerarmos que o jogo foi realizado em dia de trabalho e de greves oper\u00e1rias, tendo mesmo havido dist\u00farbios em v\u00e1rios pontos da cidade e alguns bondes virados, que impediu de grande n\u00famero de fam\u00edlias se afastasse de suas casas com receio de sofrerem as conseq\u00fc\u00eancias da greve e a paralisa\u00e7\u00e3o geral do tr\u00e1fego j\u00e1 anunciada.<br \/>\nO \u00e1rbitro do jogo foi Henrique Vignal, do Flamengo, e os times formaram assim: Paulistano \u2013 Arnaldo, Orlando Pereira e Carlito; S\u00e9rgio Pereira, Mariano e Clodoaldo; Zonzo, M\u00e1rio de Andrada, Friedenreich, Carlos Ara\u00fajo e Cassiano; Brasil \u2013 Frank, Nunes e Zabaleta; Floriano, Rossel e Vict\u00f3rio \u201cBab\u00e1\u201d; Farias, Alberto Correa, Pel\u00e1gio Proen\u00e7a, Ign\u00e1cio e Alvariza.<br \/>\nMarcaram os gols, pela ordem, no 1\u00ba tempo: Friedenreich (logo aos dois minutos de jogo), M\u00e1rio de Andrada, Friedenreich, M\u00e1rio de Andrada, Mariano e Alberto Corr\u00eaa. Resultado do 1\u00ba tempo: 5 x 1 a favor do Paulistano. No 2\u00ba tempo, Carlos Ara\u00fajo anotou dois gols seguidos, aumentando para sete o total do Paulistano. Pel\u00e1gio Proen\u00e7a e novamente Alberto Correa diminuiram para o clube ga\u00facho.<br \/>\nNo dia 28 de mar\u00e7o mediram for\u00e7as Fluminense e Paulistano. Eduardo Gibson, do S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, foi o \u00e1rbitro do jogo.<br \/>\nPara surpresa daqueles que esperavam por um jogo equilibrado, o Paulistano venceu de forma categ\u00f3rica pelo placar de 4 x 1.<br \/>\nO Paulistano formou com Arnaldo, Orlando Pereira e Carlito; S\u00e9rgio Pereira, Carlos Ara\u00fajo e Mariano; Zonzo, M\u00e1rio de Andrada, Friedenreich, Guariba e Cassiano. E o Fluminense com Marcos de Mendon\u00e7a, Othelo e Chico Netto; La\u00eds, Osvaldo Gomes e Fortes; Mano, Zez\u00e9, Harry Welfare, Machado e Bacchi.<br \/>\nO Fluminense marcou primeiro, atrav\u00e9s de Zez\u00e9. Ainda no primeiro tempo, Friedenreich empatou para o Paulistano. Final do 1\u00ba tempo: 1 x 1. No segundo tempo, o Paulistano definiu o marcador com gols, pela ordem, de M\u00e1rio de Andrada, Guariba e M\u00e1rio de Andrada, novamente.<br \/>\nNo dia 3 de abril aconteceu o terceiro e \u00faltimo jogo do torneio. E o clube ga\u00facho sofreu nova goleada: Fluminense 6 x 2 Brasil.<br \/>\nCarlos Santos, do S. C. Mangueira foi o \u00e1rbitro da partida e as equipes formaram assim: Fluminense \u2013 Marcos de Mendon\u00e7a, Vidal e Chico Netto; La\u00eds, Hon\u00f3rio e Fortes; Mano, Zez\u00e9, Harry Welfare, Machado e Bacchi. Brasil \u2013 Frank, Nunes e Ary;<br \/>\nFloriano, Rossel e Zabaleta; Farias, Alberto Correa, Pel\u00e1gio Proen\u00e7a, Ign\u00e1cio e Alvariza.<br \/>\nMarcaram os gols, pela ordem: Welfare e Zez\u00e9, no 1\u00ba tempo, e Zez\u00e9, Pel\u00e1gio Proen\u00e7a, Zez\u00e9, Zez\u00e9 e Machado.<br \/>\nNos tr\u00eas jogos disputados foram marcados 23 gols, alcan\u00e7ando-se a excelente m\u00e9dia de 7,7 gols por jogo.<br \/>\nDespedindo-se do Rio de Janeiro, no dia 8 de abril o Brasil disputou um amistoso contra o S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, no campo do Botafogo.<br \/>\nSob a arbitragem de Hugo Blume, desta vez os ga\u00fachos venceram facilmente, por 5 x 1. Formou o Brasil com Frank, Nunes e Zabaleta; Floriano, Alberto Correa e Bab\u00e1; Farias, Soares, Pel\u00e1gio Proen\u00e7a, Alvariza e J\u00falio. O S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o com Frederico, Labuto e Rubens; Renato, Epaminondas e Martins; Heraclydes, Vinhaes, Braz, Heitor e Goulart.<br \/>\nO primeiro tempo terminou 2 x 0 a favor dos ga\u00fachos, gols de J\u00falio e Soares. No 2\u00ba tempo, Soares, Epaminondas, J\u00falio e Farias definiram o marcador em 5 x 1 a favor do Brasil.<br \/>\nDepois do Rio de Janeiro, o Brasil jogou em\u00a0 S\u00e3o Paulo, com o Palestra It\u00e1lia, perdendo por 2 x 1, em 11 de abril. O Palestra It\u00e1lia formou com Primo, Oscar e Gildo; Pedretti, Picagli e Fabbi; Caetano, Forte, Heitor, Imparato e Aldighieri. O Brasil com Frank,<br \/>\nNunes e Zabaleta; Floriano, Alberto Correa e Vict\u00f3rio; Farias, Rossel, Pel\u00e1gio Proen\u00e7a, Ign\u00e1cio e Alvariza. No 1\u00ba tempo, Caetano marcou para o Palestra It\u00e1lia. No segundo, o clube paulista ampliou o marcador, com um gol de Forte. O Brasil marcou seu \u00fanico gol atrav\u00e9s de Nunes, cobrando p\u00eanalti. O \u00e1rbitro da partida foi Em\u00edlio Cordes.<br \/>\nEm seguida, a 15 de abril, no campo da Ponte Grande, o Brasil se juntou ao Palestra It\u00e1lia e formou um combinado para enfrentar o Corinthians. O jogo foi dirigido por Carlos Yegros e os times formaram assim: Corinthians \u2013 Russo, C\u00e9sar e Nando; Boror\u00f3, Am\u00edlcar e Gano; Am\u00e9rico, Neco, Gambarotta, Garcia e Bas\u00edlio. Combinado Brasil\/Palestra It\u00e1lia: Primo, Nunes e Zabaleta; Floriano, Severino e Fabbi; Caetano, Pel\u00e1gio Proen\u00e7a, Heitor, Constantino e Alvariza. Cinco jogadores do Brasil e seis do Palestra It\u00e1lia.<br \/>\nO resultado foi um empate em 4 x 4. Os gols foram marcados nesta ordem: Am\u00edlcar, Neco (de p\u00eanalti), Constantino, Bas\u00edlio e Garcia. Resultado do 1\u00ba tempo: Corinthians 4 x 1 Combinado. No segundo tempo, Heitor e Caetano marcaram mais tr\u00eas gols para o combinado, empatando a partida em 4 x 4.<br \/>\nOs ga\u00fachos deixaram S\u00e3o Paulo no dia 16 de abril, rumo \u00e0 Santos, onde tomaram o vapor \u201cItapema\u201d que os conduziu de volta a Pelotas.<\/p>\n<p>Fontes: O Imparcial e Correio Paulistano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu sempre quis saber mais detalhes desse torneio (e tamb\u00e9m da excurs\u00e3o do Brasil, de Pelotas, ao Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo) mas, por falta de fontes, tinha pouqu\u00edssimo material sobre ele. O pr\u00f3prio livro do Thomaz Mazzoni, \u201cHist\u00f3ria do Futebol no Brasil\u201d dedica poucas linhas ao evento. 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