{"id":31982,"date":"2012-05-04T21:07:17","date_gmt":"2012-05-05T00:07:17","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=31982"},"modified":"2012-05-04T21:07:17","modified_gmt":"2012-05-05T00:07:17","slug":"bangu-atletico-clube-um-time-ou-uma-fabrica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=31982","title":{"rendered":"Bangu Atl\u00e9tico Clube: Um time ou uma F\u00e1brica"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><em><span style=\"color: #000000\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-29667\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Bangu-AC-285x300.jpg\" alt=\"\" width=\"285\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Bangu-AC-285x300.jpg 285w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Bangu-AC-475x500.jpg 475w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Bangu-AC-24x24.jpg 24w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Bangu-AC.jpg 580w\" sizes=\"auto, (max-width: 285px) 100vw, 285px\" \/><\/strong><\/span><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><em><span style=\"color: #000000\"><strong>Por:<\/strong> Teixeira Heizer<\/span><\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\">Maracan\u00e3, 1966. Nem mesmo o tumulto criado pelo atacante Almir, do Flamengo, impede que o Bangu ganhe o Campeonato Carioca, pela segunda vez em sua vida &#8211; a primeira foi em 1933. Naquela tarde de domingo, todo o pa\u00eds sabia que o Bangu n\u00e3o vivia mais a dolorosa op\u00e7\u00e3o de ser o maior dos pequenos ou o menor dos grandes. Era grande mesmo.<\/p>\n<p>Conselheiro Galv\u00e3o, Madureira, 1970. O Bangu perde por 2 a 1, \u00e9 eliminado do turno final do Campeonato Carioca. O comando forte se esfacelou, o dinheiro abundante &#8211; que comprava tudo &#8211; foi diminuindo, quase todos os jogadores de 66 foram vendidos, a charanga (a bateria da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, uma das melhores do Rio) desapareceu, e a torcida, que j\u00e1 era pequena, ficou reduzida, praticamente, ao grito solit\u00e1rio de seu chefe, Juarez.<\/p>\n<p>O Bangu est\u00e1 no fim?<\/p>\n<p>&#8211; Mexam no Bangu e todos ver\u00e3o a for\u00e7a que ele tem.<\/p>\n<p>Guilherme da Silveira Filho, um dos donos da F\u00e1brica de Tecidos Bangu e patrono do clube, n\u00e3o admite a morte de seu clube, nem qualquer arranh\u00e3o no seu conceito. Explica que o vulc\u00e3o que se formou h\u00e1 dois anos, envolvendo os dirigentes, s\u00f3 aconteceu porque ele estava nos Estados Unidos. Se Silveirinha &#8211; como \u00e9 conhecido no clube &#8211; estivesse no Rio, certamente interviria na crise. Como interveio h\u00e1 seis meses para evitar a fal\u00eancia financeira. Ele diz que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o era t\u00e3o grave, mas sua interven\u00e7\u00e3o em assuntos esportivos, dos quais se afastara em 1951, \u00e9 um dado denunciador do perigo que rondava o clube.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"color: #ff0000\"><strong>Um neg\u00f3cio ruim<\/strong><\/span><br \/>\nTodo um time tinha sido vendido \u00e0s pressas, por qualquer dinheiro. Como industrial, Silveirinha frisa que compra e venda \u00e9 rotina do com\u00e9rcio. Mas, no fundo, ele sabe que a venda, somente a venda, representava uma liquida\u00e7\u00e3o. Em termos de com\u00e9rcio, tecidos podem ser liquidados; homens, n\u00e3o. Mas absolve os que venderam os jogadores.<\/p>\n<p>&#8211; Eles n\u00e3o eram donos do Bangu, se investiram seu dinheiro, tinham direito de recuper\u00e1-lo na hora da sa\u00edda.<\/p>\n<p>O que Silveirinha sabe e n\u00e3o diz, para n\u00e3o expor os ex-dirigentes (Eus\u00e9bio de Andrade e seu filho, Castor de Andrade) a uma condena\u00e7\u00e3o inevit\u00e1vel, \u00e9 que os neg\u00f3cios malfeitos resultaram no preju\u00edzo de Cr$ 1 milh\u00e3o, arrasaram o clube, deixaram-no quase sem time.<\/p>\n<p>Da grande equipe de 66 sobraram apenas dois jogadores: Lu\u00eds Alberto e Aladim. Ubirajara est\u00e1 no Botafogo; Fid\u00e9lis, no Vasco; M\u00e1rio Tito, no Cruzeiro; Pedrinho, no Corinthians; Jaime, no Palmeiras; Paulo Borges, no Corinthians; Bianchini, no Flamengo; Cabral, no Palmeiras; Parada, no Amazonas; Ladeira e Norberto, no interior de S\u00e3o Paulo; Ari Clemente, no Campo Grande. Ocimar parou de jogar.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"color: #ff0000\"><strong>Uma triste reuni\u00e3o<\/strong><\/span><br \/>\nEm amarga reuni\u00e3o da diretoria, foi feito o balan\u00e7o da desastrosa liquida\u00e7\u00e3o, que afetou moralmente o clube e o deixou de caixa baixa. Ubirajara, vendido por Cr$ 150.000,00, valia no m\u00ednimo o dobro. Fid\u00e9lis, negociado por Cr$ 100.000,00, poderia ser vendido por quatro vezes mais. M\u00e1rio Tito foi vendido por Cr$ 80.000,00, mas seu valor real andava na casa dos Cr$ 400.000,00. O Palmeiras pagou Cr$ 280.000,00 por Jaime, quando valia bem uns Cr$ 500.000,00. Cabral foi mal trocado, por M\u00e1rio.<\/p>\n<p>Quando interveio h\u00e1 seis meses no Bangu, Silveirinha quis impedir um mal maior.<\/p>\n<p>&#8211; Quis mostrar que o Bangu n\u00e3o \u00e9 casa da sogra, onde qualquer um entra e tira o que quer.<\/p>\n<p>Ele refere-se \u00e0 pretendida contrata\u00e7\u00e3o de D\u00e9, pelo Fluminense (que chegou at\u00e9 a ser capa, com a camisa tricolor, da revista do clube), e \u00e0 de Aladim, pelo Corinthians. Silveirinha deixa claro que o Bangu n\u00e3o \u00e9 a f\u00e1brica; esta n\u00e3o precisa do futebol para promover seus tecidos. Tamb\u00e9m diz que o clube n\u00e3o precisa da f\u00e1brica, explica que s\u00f3 interv\u00e9m no clube como torcedor, que sofre e se alegra por causa do Bangu.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"color: #ff0000\"><strong>Um pedido urgente<\/strong><\/span><br \/>\nMas agora, com o <span style=\"color: #ff0000\">Bangu<\/span> desclassificado do Campeonato (isto lhe acontece pela primeira vez), a torcida acha que a interven\u00e7\u00e3o do patrono tem de ser decisiva.<\/p>\n<p>&#8211; Dizer que \u00e9 Bangu n\u00e3o \u00e9 tudo. Quem pode, tem \u00e9 que influir nos destinos do clube.<\/p>\n<p>Desta posi\u00e7\u00e3o Juarez Silva, o chefe da torcida, n\u00e3o se afasta um mil\u00edmetro.<\/p>\n<p>O patrono n\u00e3o promete nada, mas deixa uma amea\u00e7a no ar.<\/p>\n<p>&#8211; O Bangu, se fustigado, entra na raia e repete 51. Temos estrutura para isso. E os outros, ter\u00e3o?<\/p>\n<p>O Bangu pode voltar a ser grande com o dinheiro de Silveirinha e n\u00e3o em conseq\u00fc\u00eancia de s\u00f3lida estrutura profissional, que o clube n\u00e3o tem. O patrim\u00f4nio do Bangu \u00e9 pequeno: um gin\u00e1sio no valor aproximado de Cr$ 300.000,00. O Est\u00e1dio de Mo\u00e7a Bonita e a Vila H\u00edpica (concentra\u00e7\u00e3o) pertencem \u00e0 f\u00e1brica.<\/p>\n<p>Sexta-feira, dia 14 de agosto deste ano. Em frente \u00e0 sede do clube, um tosco caix\u00e3o preto, cercado por setecentas velas. Era o enterro simb\u00f3lico de mais um presidente. Dentro do clube, Elias Gaze pedia uma licen\u00e7a (na verdade renunciava ao cargo), para esfriar os \u00e2nimos pouco amistosos da torcida. Com ele saiu toda a diretoria, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do vice-presidente administrativo, Major Orlando Lopes, que assumiu a presid\u00eancia.<\/p>\n<p>Domingo, dia 23. Numa sala acanhada do segundo andar da sede, entre medalhas e ta\u00e7as, meia d\u00fazia de homens lutam para compor a diretoria e encontrar uma sa\u00edda para a crise.<\/p>\n<p>&#8211; Temos que encontrar um meio de reestruturar o time, criando bases profissionais para suportar as grandes dispesas. N\u00e3o pretendemos contratar grandes jogadores e depois vend\u00ea-los por qualquer pre\u00e7o. O Bangu n\u00e3o decepcionar\u00e1 mais sua torcida.<\/p>\n<p>O presidente Orlando Lopes sabe as dificuldades que ter\u00e1 de enfrentar, n\u00e3o promete resultados em pouco tempo. Ari Garcia, novo diretor de futebol, quer contratar um grande t\u00e9cnico, um bom preparador f\u00edsico, alguns jogadores, cuidar das divis\u00f5es inferiores. Mas o problema mais urgente \u00e9 acertar logo uma excurs\u00e3o \u00e0 \u00c1frica e \u00c1sia, para que o clube possa ganhar algum dinheiro.<\/p>\n<p>Os dirigentes acreditam no futuro. Alguns jogadores, n\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de Aladim, que deseja ser vendido. Acha que j\u00e1 deu muito de si pelo Bangu e jamais foi prestigiado pelo clube.<\/p>\n<p>&#8211; Seu Zizinho (o ex-presidente Eus\u00e9bio de Andrade) n\u00e3o ia ver o jogo quando eu era escalado.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"color: #ff0000\"><strong>Aonde vai D\u00e9?<\/strong><\/span><br \/>\n&#8211; Por que voc\u00eas n\u00e3o me vendem?<\/p>\n<p>A pergunta \u00e9 de D\u00e9, o jogador mais cobi\u00e7ado do futebol carioca, que at\u00e9 chegou a assinar (para a imprensa fotografar) contrato com o Fluminense. Vasco, Flamengo e Corinthians j\u00e1 fizeram propostas para a compra de seu passe. Os dois, e Lu\u00eds Alberto, s\u00e3o tudo o que resta ao Bangu, um time que h\u00e1 pouco mais de tr\u00eas anos jogava o futebol mais bonito do Rio.<\/p>\n<p>Ubirajara, Fid\u00e9lis, M\u00e1rio Tito, Lu\u00eds Alberto e Ari Clemente, Jaime e Ocimar, Paulo Borges, Cabral, Ladeira e Aladim &#8211; os campe\u00f5es de 66, que fizeram o Bangu sentir-se grande, uma das maiores for\u00e7as do futebol brasileiro.<\/p>\n<p>Melhor que esse time talvez tenha sido o formado por Silveirinha, em 1951, para fazer propaganda da f\u00e1brica de tecidos: Osvaldo, Mendon\u00e7a e Rafanelli, Pinguela, Mirim e Ala\u00edne, Moacir Bueno, Vermelho, Zizinho, Meneses e N\u00edvio.<\/p>\n<p>Mas o time de 51 perdeu a melhor de tr\u00eas para o Fluminense (os dois terminaram o Campeonato empatados). Didi quebrou a perna de Mendon\u00e7a, o Bangu ficou reduzido a dez jogadores, perdeu. Siveirinha desfez o elenco, muito caro para um clube pequeno.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"color: #ff0000\"><strong>Um t\u00edtulo ilus\u00f3rio<\/strong><\/span><br \/>\nCatorze anos depois, dois homens de dinheiro f\u00e1cil &#8211; Eus\u00e9bio e Castor de Andrade &#8211; transformaram o Bangu em seu divertimento predileto. Investiram muito dinheiro e logo obtiveram resultados: o time come\u00e7ou a lutar pelo t\u00edtulo, afinal o alcan\u00e7ou.<\/p>\n<p>Mas ao primeiro balan\u00e7o na vida pessoal de seus donos (Eus\u00e9bio e Castor estavam em dificuldades com a Justi\u00e7a por quest\u00f5es ligadas ao jogo do bicho), balan\u00e7aram-se tamb\u00e9m os alicerces que seguravam o Bangu. A base era podre.<\/p>\n<p>Para Eus\u00e9bio de Andrade, a hora de sair era tamb\u00e9m a de recuperar seu dinheiro. Afinal, o time era muito mais dele do que do Bangu. Com os jogadores negociados de qualquer maneira, pelo pre\u00e7o or\u00e7ado pela fam\u00edlia Andrade, o Bangu viveu seus piores momentos no fim do ano passado. Quase fecha para balan\u00e7o. Chegou a parar suas atividades para um expurgo.<\/p>\n<p>Um esfor\u00e7o foi tentado. Guilherme da Silveira Filho resolveu oferecer algum capital ao clube. O t\u00e9cnico Fl\u00e1vio Costa foi contratado \u00e0s pressas para tentar salvar o time. N\u00e3o conseguiu. O time era formado por Lu\u00eds Alberto, D\u00e9, Aladim e mais alguns juvenis, estes com pequenos sal\u00e1rios. A Ta\u00e7a Guanabara chegou a dar a impress\u00e3o de que tudo estava nos eixos, quando a m\u00e3o de ferro de Fl\u00e1vio Costa conduziu o time a um \u00eaxito relativo. Mas, no campeonato, o grupo viu-se reduzido ao limite da mediocridade. E foi desclassificado.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000\"><span style=\"color: #ff0000\"><strong>Uma paix\u00e3o eterna<\/strong><\/span><br \/>\nDomingo passado foi mais um domingo sem Bangu no Campeonato Carioca. Mas, ao lado esquerdo da tribuna de honra, um homem alto, forte, balan\u00e7ava uma bandeira. S\u00f3 n\u00e3o gritava o nome de seu clube. Juarez Silva \u00e9 securit\u00e1rio e contador. Sua casa \u00e9 pintada de vermelho e branco. Sua fascina\u00e7\u00e3o pelo Bangu o fez cant\u00e1-lo em versos: &#8220;Carnaval e Bangu&#8221;, &#8220;Bangu Gigante&#8221; e &#8220;Bangu Campe\u00e3o&#8221;. No Tribunal de Justi\u00e7a Desportiva, defendendo seu clube, venceu onze processos contra uma gama de juristas que n\u00e3o encontravam no texto legal uma forma de contrariar a l\u00f3gica banguense de Juarez, o chefe da torcida. A camisa do Bangu, o escudo no peito, a fivela do cinto e as meias alvirubras s\u00e3o seus companheiros insepar\u00e1veis. Ele era inspetor de seguros e, um dia, o diretor da empresa, Augusto Frederico Schmidt (o poeta falecido e que foi vice-presidente do Botafogo), chamou-o:<\/p>\n<p>&#8211; Juarez, voc\u00ea vai ter que tirar essa camisa do Bangu. Schmidt referia-se \u00e0 camisa do clube que Juarez usava (e usa at\u00e9 hoje) por baixo da camisa social. Conversa daqui, conversa de l\u00e1, o diretor fechou a quest\u00e3o: a camisa ou o emprego. Juarez ficou com a camisa.<\/p>\n<p>&#8211; O Bangu n\u00e3o est\u00e1 no fim. No meio, talvez.<\/p>\n<p>Juarez fala com paix\u00e3o, enquanto Flamengo e Vasco correm no gramado do Maracan\u00e3. A bandeira do Bangu \u00e9 agitada pregui\u00e7osamente. \u00c9 a \u00fanica em todo o est\u00e1dio. Sua voz n\u00e3o est\u00e1 rouca. Ele n\u00e3o grita uma \u00fanica vez. O motivo que lhe arranca os gritos n\u00e3o est\u00e1 ali.<\/p>\n<p>O Bangu n\u00e3o est\u00e1 jogando. Est\u00e1 proibido de entrar no Maracan\u00e3 at\u00e9 o ano que vem. Quando saiu do Campeonato tamb\u00e9m perdeu a vez no Robert\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; O Bangu n\u00e3o est\u00e1 no fim. No meio, talvez.<\/p>\n<p>&#8211; Mexam no Bangu e voc\u00eas ver\u00e3o a for\u00e7a que ele tem.<\/p>\n<p>O desalento de Juarez, o que sofre na arquibancada. A confian\u00e7a do patrono Guilherme da Silveira Filho, o que manda no clube.<\/p>\n<p>O Bangu vive na paix\u00e3o dos dois homens, pequeno no sofrimento do torcedor Juarez, grande quando Silveirinha quer.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><em><span style=\"color: #000000\"><strong>Fonte:<\/strong> Revista Placar (n\u00ba 25:\u00a004 de Setembro de 1970)<\/span><\/em><\/p>\n<p><!-- #EndEditable --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Teixeira Heizer Maracan\u00e3, 1966. Nem mesmo o tumulto criado pelo atacante Almir, do Flamengo, impede que o Bangu ganhe o Campeonato Carioca, pela segunda vez em sua vida &#8211; a primeira foi em 1933. 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