{"id":30897,"date":"2012-04-24T15:42:09","date_gmt":"2012-04-24T18:42:09","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=30897"},"modified":"2012-04-24T15:42:09","modified_gmt":"2012-04-24T18:42:09","slug":"e-c-rio-branco-de-santa-vitoria-do-palmar-mais-um-centenario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=30897","title":{"rendered":"E.C. Rio Branco de Santa Vit\u00f3ria do Palmar: Mais um Centen\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_30898\" style=\"width: 251px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-30898\" class=\"size-medium wp-image-30898\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/EC-Rio-Branco-1912-241x300.jpg\" alt=\"\" width=\"241\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/EC-Rio-Branco-1912-241x300.jpg 241w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/EC-Rio-Branco-1912-403x500.jpg 403w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/EC-Rio-Branco-1912.jpg 559w\" sizes=\"auto, (max-width: 241px) 100vw, 241px\" \/><p id=\"caption-attachment-30898\" class=\"wp-caption-text\">1\u00ba Escudo em 1912<\/p><\/div>\n<p>O <span style=\"color: #008000\"><strong><em>Esporte Clube Rio Branco de Santa Vit\u00f3ria do Palmar (RS)<\/em><\/strong><\/span> \u00e9 outra agremia\u00e7\u00e3o que completou 100 anos de exist\u00eancia em 2012. Tudo come\u00e7ou <span style=\"color: #ff6600\"><strong><em>no dia 12 de Janeiro de 1912<\/em><\/strong><\/span>, quando\u00a0um grupo de jovens vindos da cidade de Castillos no Uruguai, liderados por M\u00e1rio Correa que viria a ser o primeiro presidente, chegou a Santa Vit\u00f3ria para administrar uma fazenda que haviam recebido de heran\u00e7a e juntamente com alguns amigos da cidade, fundaram o <span style=\"color: #ff0000\"><strong><em>E. C. Rio Branco<\/em><\/strong><\/span>.<\/p>\n<p>\u00a0O nome foi escolhido em virtude de ser o <strong><em>Bar\u00e3o do Rio Branco<\/em><\/strong>, na \u00e9poca Ministro das Rela\u00e7\u00f5es exteriores do governo brasileiro, a pessoa mais importante nas rela\u00e7\u00f5es entre Brasil e Uruguai. O Bar\u00e3o comandou um movimento para cedencia de parte da Lagoa Mirim e do Rio Jaguar\u00e3o, que pertenciam ao Brasil, para o Uruguai atrav\u00e9s do tratado de Petr\u00f3polis em 1910.<\/p>\n<p>\u00a0E o clube que fora fundado por uma maioria de uruguaios que agora chegavam para morar no Brasil, recebeu as cores verde e amarelo, justamente por serem as cores oficiais do pa\u00eds que os estava recebendo. E o <strong><em>Rio Branco<\/em><\/strong> enfrentou muitas dificuldades nos primeiros tempos, em 1916 a sua sede foi destru\u00edda durante um inc\u00eandio e ali se perderam os estatutos e as atas, inclusive a ata de funda\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de outros documentos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<div id=\"attachment_30900\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-30900\" class=\"size-full wp-image-30900\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/Equipe-de-1912.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"215\" \/><p id=\"caption-attachment-30900\" class=\"wp-caption-text\">A 1\u00aa forma\u00e7\u00e3o do Rio Branco em 1912. Da esquerda para direita: de p\u00e9, Olindo Alves Nunes 9 (terno branco), Henrique Fernandes, Br\u00e1ulio Pl\u00e1; T\u00f4nico Pinto, Hector Molmsten. De joelhos: Mario Correa, Faustino Oliveira e Carlos Vieira. Sentados Antonio Rodrigues, Jos\u00e9 Francisco da Costa, Isaac Ferreira, Marino Lima e Nat\u00e1lio Pl\u00e1.<\/p><\/div>\n<p>\u00a0Esta afinidade entre uruguaios e brasileiros que existia no <strong><em>E. C. Rio Branco<\/em><\/strong> fez com que a maioria dos jogadores uruguaios que atuaram em Santa Vit\u00f3ria vestisse justamente a camisa do Le\u00e3o da Coxilha. Exemplos destes foram Soto, Gusman, Sanvicente <em>(que tem seu nome imortalizado por um clube do Chuy \u2013 Uruguai, o Sanvicente)<\/em> e Almada entre outros, todos grandes jogadores.<\/p>\n<p>\u00a0Foi apenas durante a ditadura de Get\u00falio Vargas, d\u00e9cadas depois, que o vermelho foi incorporado. Na \u00e9poca o presidente sancionou um Decreto &#8211; Lei que proibia qualquer agremia\u00e7\u00e3o de utilizar as cores da bandeira nacional. O interessante \u00e9 que as cores n\u00e3o podiam ser usadas exclusivamente, ou seja, um time n\u00e3o podia ter verde e amarelo como cores oficiais, mas se al\u00e9m destas uma terceira cor <em>(desde que n\u00e3o fossem o azul e o branco, tamb\u00e9m presentes na bandeira)<\/em> fosse inclu\u00edda o problema estava solucionado.<\/p>\n<p>\u00a0A escolha da nova cor se deu inspirada pelo Gr\u00eamio Atl\u00e9tico Farroupilha da cidade de Pelotas que tamb\u00e9m tivera de acrescentar uma nova cor, pois tamb\u00e9m utilizava o verde e o amarelo e que, al\u00e9m disso, fora obrigado a mudar de nome, pois se chamava Regimento, coisas que um governo exageradamente nacionalista, e que foi classificado por muitos de fascista, n\u00e3o poderia aceitar.\u00a0<\/p>\n<p>A estreia da nova camiseta do Rio Branco, que agora virara o Tricolor da Coxilha, foi em uma partida amistosa contra o pr\u00f3prio Farroupilha. Foi a\u00ed que nasceram os dois uniformes tradicionais do Rio Branco. O uniforme n\u00famero um que tinha uma camiseta branca com listras horizontais verde, amarelo e vermelho e o segundo uniforme, onde as tr\u00eas cores apareciam em listras verticais, igual ao uniforme principal do Farroupilha.<\/p>\n<p>\u00a0O primeiro pavilh\u00e3o do Le\u00e3o da Coxilha, da d\u00e9cada de 1930, era de madeira e ao redor do campo havia um muro feito com chapas de zinco, os famosos lat\u00f5es do Rio Branco, que produziam um barulho estrondoso quando a bola era chutada para fora com muita for\u00e7a. Era um verdadeiro luxo para a \u00e9poca, pois os outros times tinham muros de madeira.<\/p>\n<p>\u00a0Pelo lado de fora havia uma linha de arame para que as pessoas n\u00e3o chegassem perto e danificassem os lat\u00f5es. O zinco durou at\u00e9 a d\u00e9cada de 1960 quando se iniciou a constru\u00e7\u00e3o do muro que perdura at\u00e9 hoje. J\u00e1 o pavilh\u00e3o de madeira durou mais, foi at\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1970, quando uma comiss\u00e3o paralela a diretoria foi encarregada de construir um novo pavilh\u00e3o, que seria o maior da cidade.<\/p>\n<p>\u00a0O projeto era ousado, a comiss\u00e3o que era formada por Homero Vasquez Rodrigues (Presidente), H\u00e9lio Chiesa (Vice-presidente), Nelson Martino de Oliveira (Tesoureiro) e Ari Joaquin Torino, o Ducha (Secret\u00e1rio), mostrara estar a frente de seu tempo e pediram a Arquiteta Leila Gasal que projetasse n\u00e3o apenas um pavilh\u00e3o, mas um que tivesse cobertura e que na parte debaixo abrigasse ainda um restaurante, seria um verdadeiro precursor das modernas arenas com seus Shopings e pra\u00e7as de alimenta\u00e7\u00e3o e tudo isso em uma cidade com cerca de trinta mil habitantes.<\/p>\n<p>\u00a0A obra foi comandada pelos engenheiros Jo\u00e3o Messias Gasal e Albano Mespaque, mas por coisas do destino, e que s\u00e3o comuns em pa\u00edses pobres, acabou faltando dinheiro e no ano de 1983 foram conclu\u00eddas as obras, por\u00e9m, sem o restaurante, a cobertura e os banheiros. Mesmo assim, a torcida do Le\u00e3o da Coxilha se vangloria at\u00e9 hoje por ter o maior pavilh\u00e3o da cidade, seja em altura, comprimento ou ainda em capacidade de p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u00a0Por essas e outras que muitas vezes as finais s\u00e3o disputadas no Campo de Rio Branco, mesmo que ele n\u00e3o seja um dos finalistas. Na d\u00e9cada de 1940 e 1950 destacaram-se grandes nomes como: Remes Estol (Remito), Jo\u00e3o Melo, que era Half esquerdo, o equivalente ao volante dos dias de hoje), o ponteiro direito Alfredo, Quinca e M\u00e1rio Maragalione que era Ponteiro esquerdo e teve vota\u00e7\u00e3o un\u00e2nime em uma pesquisa realizada em 2000, apenas com pessoas que tinham mais de 70 anos, para apontar os melhores do s\u00e9culo em Santa Vit\u00f3ria. O E.C. Rio Branco fica na Rua Mirapalhete, s\/n, no Centro da cidade ga\u00facha.<\/p>\n<div id=\"attachment_30899\" style=\"width: 266px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-30899\" class=\"size-medium wp-image-30899\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/EC-Rio-Branco-256x300.jpg\" alt=\"\" width=\"256\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/EC-Rio-Branco-256x300.jpg 256w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/EC-Rio-Branco-427x500.jpg 427w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/EC-Rio-Branco.jpg 576w\" sizes=\"auto, (max-width: 256px) 100vw, 256px\" \/><p id=\"caption-attachment-30899\" class=\"wp-caption-text\">Escudo atual<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00a0<strong><em>Fonte:<\/em><\/strong><em> http:\/\/ecriobranco.blogspot.com.br\/<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Foto: <\/em><\/strong>Ant\u00f4nio Carlos Alves Nunes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O Esporte Clube Rio Branco de Santa Vit\u00f3ria do Palmar (RS) \u00e9 outra agremia\u00e7\u00e3o que completou 100 anos de exist\u00eancia em 2012. 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