{"id":25778,"date":"2012-03-11T11:52:22","date_gmt":"2012-03-11T14:52:22","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=25778"},"modified":"2012-03-11T11:52:23","modified_gmt":"2012-03-11T14:52:23","slug":"a-era-criciuma-esporte-clube","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=25778","title":{"rendered":"A era Crici\u00fama Esporte Clube"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">N\u00e3o houve bola, jogadores ou mesmo um \u00e1rbitro na maior batalha j\u00e1 travada no gin\u00e1sio Colombo Salles. Na noite de 17 de mar\u00e7o de 1978, centenas de torcedores do Comerci\u00e1rio sentaram-se no concreto frio das arquibancadas para acompanhar de perto a reuni\u00e3o do Conselho Deliberativo do clube. Dentro da quadra, seguiam-se discuss\u00f5es acaloradas entre quase 80 dos 120 s\u00f3cios patrimoniais. Eles se preparavam para votar uma controversa proposta do presidente Antenor Angeloni: a mudan\u00e7a de nome do Bacharel. Se aprovada, o Comerci\u00e1rio passaria a ser conhecido como Crici\u00fama daquela noite em diante. \u201cDeu briga na arquibancada. O pau pegou\u201d, recorda-se Osvaldo de Souza, vice-presidente naquela ocasi\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"mceTemp mceIEcenter\" style=\"text-align: left;\">\n<dl id=\"attachment_25779\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 160px;\">\n<dt class=\"wp-caption-dt\"><a href=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?attachment_id=25779\" rel=\"attachment wp-att-25779\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25779\" title=\"Escudo do Crici\u00fama com as novas cores\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Conteudo_1_1_20989.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"115\" \/><\/a><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-dd\">Escudo do Crici\u00fama com as novas cores<\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: left;\">Osvaldo, ali\u00e1s, fazia campanha aberta contra a mudan\u00e7a de nome por consider\u00e1-la desnecess\u00e1ria, uma vez que todos os demais clubes da regi\u00e3o haviam fechado as portas de seus departamentos de futebol profissional. Na hora do pleito estavam aptos a votar 62 associados, cujas mensalidades estavam em dia. Os favor\u00e1veis \u00e0 mudan\u00e7a para Crici\u00fama Esporte Clube venceram por 37 a 25. Carlos Borba, fundador do clube, garante que o novo nome foi escolhido atendendo a uma exig\u00eancia da Prefeitura Municipal, que em troca ofereceria isen\u00e7\u00e3o fiscal. Num artigo publicado em um jornal local, Carlos afirmava com veem\u00eancia que o novo Crici\u00fama n\u00e3o poderia utilizar mais os t\u00edtulos de \u201cmais querido\u201d ou \u201cbacharel da pelota\u201d, nem chamar o est\u00e1dio Heriberto H\u00fclse de Majestoso.<br \/>\nOsvaldo n\u00e3o concorda com a vers\u00e3o da insen\u00e7\u00e3o fiscal. \u201cO (presidente) Antenor era um comercialino doente mas um cara muito avan\u00e7ado. Ele achou que esta seria a solu\u00e7\u00e3o. Juntava os torcedores todos dos advers\u00e1rios (que fecharam as portas) e sa\u00eda um time com for\u00e7a\u201d. Al\u00e9m disso, o grupo derrotado na vota\u00e7\u00e3o teve duas exig\u00eancias atendidas: a data de funda\u00e7\u00e3o e o nome do est\u00e1dio (Heriberto H\u00fclse) foram preservados. Muitos decanos do Comerci\u00e1rio, por\u00e9m, nunca mais colocaram os p\u00e9s no clube. O pr\u00f3prio Osvaldo, participante da leva dos fundadores, precisou de mais de um ano para digerir a mudan\u00e7a. Come\u00e7ava a Era Crici\u00fama.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Jornal da Manh\u00e3<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o houve bola, jogadores ou mesmo um \u00e1rbitro na maior batalha j\u00e1 travada no gin\u00e1sio Colombo Salles. Na noite de 17 de mar\u00e7o de 1978, centenas de torcedores do Comerci\u00e1rio sentaram-se no concreto frio das arquibancadas para acompanhar de perto a reuni\u00e3o do Conselho Deliberativo do clube. 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