{"id":185,"date":"2008-11-15T11:27:48","date_gmt":"2008-11-15T13:27:48","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cacellain.com.br\/2008\/11\/15\/36-anos-do-inicio-de-uma-grande-rivalidade\/"},"modified":"2008-11-15T11:27:48","modified_gmt":"2008-11-15T13:27:48","slug":"36-anos-do-inicio-de-uma-grande-rivalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=185","title":{"rendered":"36 anos do in\u00edcio de uma grande rivalidade!!!!"},"content":{"rendered":"<p>Esta data marca al\u00e9m dos 113 anos de anivers\u00e1rio do clube mais popular do Brasil a de uma rivalidade de goleadas se n\u00e3o for a maior com certeza uma das maiores entre grandes clubes brasileiros.Hoje se comemora 36 nos deste fato marcante.<\/p>\n<p>Na noite do dia 14 de novembro de 1972, o folcl\u00f3rico Carlito Rocha, ex-jogador, presidente e benem\u00e9rito do Botafogo, teve um sonho: o seu time do cora\u00e7\u00e3o iria aplicar uma goleada hist\u00f3rica no Flamengo, seu maior rival.<br \/>\nNo dia seguinte, 15 de novembro, feriado nacional e anivers\u00e1rio do Flamengo, o Maracan\u00e3 assistiu \u00e0 maior goleada do time de General Severiano sobre o rubro-negro: 6 a 0. Uma goleada humilhante, que certamente Zagalo, t\u00e9cnico do Flamengo, nem sonhou sofrer um dia. O t\u00e9cnico do Botafogo era o humilde Le\u00f4nidas, bicampe\u00e3o carioca em 1967 e 1968, sob o comando do pr\u00f3prio Zagalo, ent\u00e3o t\u00e9cnico do Botafogo. Cao; Mauro Cruz, Valtencir, Osmar e Marinho Chagas; Nei Concei\u00e7\u00e3o, Carlos Roberto e Ademir; Zequinha, Jairzinho e Fischer (Ferreti) era o time alvinegro. Jairzinho fez 1 x 0 aos 15 minutos do primeiro tempo, chutando forte no \u00e2ngulo esquerdo de Renato, depois de uma rebatida fraca de Tinho. O segundo gol, aos 35 minutos, veio com um passe de Jairzinho para Zequinha, que foi \u00e0 linha de fundo e centrou para o chute fulminante do centroavante argentino Fischer. Seis minutos depois, o mesmo Fischer faz 3 x 0, completando de cabe\u00e7a um cruzamento de Zequinha. Desesperado, Zagalo tenta reagir no segundo tempo, substituindo Rog\u00e9rio por Caio Cambalhota e com Mineiro em lugar de Zanata. Mas n\u00e3o adiantou. A defesa se abriu ainda mais e Jairzinho e Fischer faziam a festa do ataque botafoguense. Aos 23 minutos, Jairzinho recebeu de Zequinha, fez corta-luz com Fischer e emendou no canto direito de Renato. A torcida do Botafogo foi \u00e0 loucura. A do Flamengo, muda e est\u00e1tica, n\u00e3o acreditava no que estava acontecendo. O quinto gol foi marcado por Jairzinho, aproveitando outra vez um passe de Zequinha e concluindo de letra. Era demais para o Flamengo. A torcida do Botafogo gritava &#8220;Chega, chega&#8221;, gozando o advers\u00e1rio. Para fechar a goleada, o grandalh\u00e3o Ferreti, que momentos antes havia entrado no lugar de Fischer, faz o sexto gol do Botafogo para del\u00edrio dos botafoguenses no Maracan\u00e3.<br \/>\n[img:Bota_6x0.jpg,full,centralizado]<br \/>\n<strong><\/p>\n<p>A VINGAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n<p>Foram 9 anos aguentando a faixa levada pela torcida botafoguense, &#8220;N\u00f3s gostamos de Vo6&#8221;, mas a vingan\u00e7a da goleada de 6&#215;0 imposta pelo Botafogo sobre o Flamengo viria em 1981. Com uma ironia a mais: do lado de l\u00e1, estava Jairzinho, um dos respons\u00e1veis pela humilha\u00e7\u00e3o de 1972, no dia do anivers\u00e1rio do Flamengo.<br \/>\nNem bem o Flamengo fez 1&#215;0, logo aos 6 minutos, e os rubro-negros explodiram em coro: &#8220;Queremos seis, queremos seis, queremos seis!&#8221; A resposta veio na mesma hora: &#8220;6&#215;0, 6&#215;0, 6&#215;0&#8221;, eram os botafoguenses relembrando a goleada de 1972. Naquele instante, os jogadores tamb\u00e9m sentiram no ar: &#8220;Esta n\u00e3o ser\u00e1 uma partida comum.&#8221; O ponta Tita chegou a se assustar. Ele, aos 13 anos, era o \u00fanico jogador do Flamengo que estava presente no Maracan\u00e3 naquele tr\u00e1gico 15 de novembro: &#8220;Eu tinha perdido a preliminar do dente-de-leite para o Botafogo por 1&#215;0. Fiquei para assistir os profissionais e, a cada gol que lev\u00e1vamos, pensava: ser\u00e1 que um dia eu desconto isso?&#8221;<\/p>\n<p>S\u00f3 d\u00e1 Flamengo &#8211; dois, tr\u00eas, quatro gols. Ad\u00edlio, J\u00fanior fazem o que bem entendem. O goleiro Paulo S\u00e9rgio grita. Mas todos de camisa preta e branca parecem son\u00e2mbulos.<br \/>\nEm campo, Ad\u00edlio sofre p\u00eanalti. Zico vai bater &#8211; e olha para a imensa mancha preta e vermelha que cobre a arquibancada. Ele escapou por pouco daqueles 6&#215;0 de 1972 &#8211; estava concentrado, mas acabou cortado pelo ent\u00e3o t\u00e9cnico Zagallo: &#8220;Vai pra casa, Zico, que hoje n\u00e3o precisamos de voc\u00ea.&#8221; Durante o jogo, o grito de J\u00fanior parece sem sentido: &#8220;Corram, corram!&#8221;.<br \/>\nTodos estavam correndo, mas J\u00fanior queria mais. Afinal, ele estava completando exatas 500 partidas com a camisa do Flamengo. Faltam cinco minutos. Muitos riem com os 5&#215;0. Mas o grosso da galera exige mais um gol. A bola rebatida sobra para Andrade, que dispara um foguete. \u00c9 o sexto.<br \/>\nJairzinho, que entrou no Botafogo no segundo tempo esperando virar os 4&#215;0, levanta os bra\u00e7os em desespero: &#8220;N\u00e3o pode ser, \u00e9 muita crueldade&#8221;, lamenta-se o \u00fanico sobrevivente daqueles 6&#215;0 para o Botafogo, que ele ajudou a construir marcando tr\u00eas &#8211; um deles de letra.<br \/>\nA torcida do Flamengo agora podia respirar aliviada. O troco fora dado.<br \/>\n[img:6_a_0.jpg,full,centralizado]<\/p>\n<p>Fontes:http:\/\/voudekombi.blogspot.com, Flap\u00e9dia, foto ingresso de AruanLima,Revista Placar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta data marca al\u00e9m dos 113 anos de anivers\u00e1rio do clube mais popular do Brasil a de uma rivalidade de goleadas se n\u00e3o for a maior com certeza uma das maiores entre grandes clubes brasileiros.Hoje se comemora 36 nos deste fato marcante. 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