{"id":12251,"date":"2010-11-15T16:57:18","date_gmt":"2010-11-15T18:57:18","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=12251"},"modified":"2022-08-06T21:17:26","modified_gmt":"2022-08-07T00:17:26","slug":"contribuicao-a-historia-da-fonte-nova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=12251","title":{"rendered":"Contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria do est\u00e1dio da Fonte Nova &#8211; Salvador (BA)"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/1_pjj4ufuL6J8KEi7vdvVyjQ-500x333.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-127077\" width=\"653\" height=\"435\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/1_pjj4ufuL6J8KEi7vdvVyjQ-500x333.jpeg 500w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/1_pjj4ufuL6J8KEi7vdvVyjQ-300x200.jpeg 300w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/1_pjj4ufuL6J8KEi7vdvVyjQ-768x511.jpeg 768w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/1_pjj4ufuL6J8KEi7vdvVyjQ-1536x1022.jpeg 1536w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/1_pjj4ufuL6J8KEi7vdvVyjQ-624x415.jpeg 624w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/1_pjj4ufuL6J8KEi7vdvVyjQ.jpeg 1646w\" sizes=\"auto, (max-width: 653px) 100vw, 653px\" \/><figcaption><em><strong>Est\u00e1dio Fonte Nova <\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p><span style=\"color: #333399;\">Quem v\u00ea o atual <em>Dique do Toror\u00f3<\/em> n\u00e3o tem uma ideia do seu tamanho e significado para a hist\u00f3ria de Salvador. A hist\u00f3ria do <strong><em>est\u00e1dio da Fonte Nova<\/em> <\/strong>\u00e9 insepar\u00e1vel da do dique. No entanto, a trajet\u00f3ria daquele que foi considerado pelo arquiduque da \u00c1ustria <em>Maximilian Von Habsburg<\/em> como a \u201c<em>joia da Bahia<\/em>\u201d, \u00e9 bem anterior \u00e1 funda\u00e7\u00e3o da capital da Bahia. Nesta, durante muitos anos a vida social concentrou-se nos limites e nos port\u00f5es do antigo Centro Hist\u00f3rico cognominado de Cidade Alta e Cidade Baixa.<\/span><!--more--><br \/>Fora da cidade antiga o territ\u00f3rio revelar-se-ia in\u00f3spito, dominado por diversas na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, e acidentado, com v\u00e1rias eleva\u00e7\u00f5es que se situavam ao Norte, ao Sul, e ao Leste. O territ\u00f3rio da nova cidade, entretanto, experimentaria sucessivas amplia\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos anos, em fun\u00e7\u00e3o das guerras contra os ind\u00edgenas, do crescimento das atividades econ\u00f4micas e do esgotamento de terrenos mais perto da sede.<\/p>\n<p>Quando das guerras contra os holandeses j\u00e1 havia popula\u00e7\u00f5es instaladas na regi\u00e3o pr\u00f3xima ao dique. Seja nos <em>Barris, no Largo da Palma, em Santana e no Desterro<\/em>. Aquelas cercanias dariam origem a pelo menos <em>dois bairros, os Barris e Nazar\u00e9<\/em>, sendo que o que ficaria conhecido como <em>Dique do Toror\u00f3<\/em> separava a eleva\u00e7\u00e3o de outro morro, o de <em>Brotas<\/em>, onde se come\u00e7ava a estabelecer resid\u00eancias. A pr\u00f3pria denomina\u00e7\u00e3o de <em>Toror\u00f3<\/em>, segundo Edelweiss, apud <em>Luiz Eduardo D\u00f3rea<\/em>, indica rumor de agua corrente, o que remete a fonte, mas tamb\u00e9m ao dique.<\/p>\n<p>No <em>Desterro<\/em>, uma d\u00e9cada ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o da cidade, foi constru\u00edda uma pequena ermida dedicada \u00e1 <em>Sagrada Fam\u00edlia<\/em> onde, a invoca\u00e7\u00e3o de milagre faria construir mais tarde o <em>Convento e Igreja da Santa Clara<\/em>.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio do <em>S\u00e9culo XVII<\/em> come\u00e7a a ser ocupado o que se chamaria de <em>bairro de Nazar\u00e9<\/em> em louvor \u00e1<em> Nossa Senhora<\/em>, e que ser\u00e1 efetivada no s\u00e9culo posterior a partir da fixa\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es que ali fazem com\u00e9rcio, residem, abastecem-se de \u00e1gua, tendo em seu entorno constru\u00e7\u00f5es religiosas. No antigo campo do Desterro ser\u00e1 fixada a <em>Casa da P\u00f3lvora (por volta de 1680)<\/em>.<\/p>\n<p>Ao longo dos s\u00e9culos o <em>lago do Toror\u00f3<\/em> possuiu fun\u00e7\u00f5es religiosas e econ\u00f4micas. Foi local de culto dos orix\u00e1s. De abastecimento de aguadeiros. Local preferido pelas lavadeiras e pela popula\u00e7\u00e3o que ia buscar ali tomar banho e buscar gratuitamente o precioso l\u00edquido, ou simplesmente atra\u00edda por momentos de lazer e esporte.<\/p>\n<p>Sua extens\u00e3o era muito maior do que veio a ter nos<em> \u00faltimos 40 anos<\/em>. Ocupava praticamente todo o vale que separava <em>Nazar\u00e9 de Brotas,<\/em> e se estendia desde o sop\u00e9 do <em>morro da Ladeira da Fonte das Pedras<\/em> aos caminhos que levam aos <em>Barris<\/em>, <em>Campo Grande e Garcia<\/em>. Aterros sucessivos foram-no reduzindo.<\/p>\n<p>Os primeiros grandes aterros ocorreram em meados do <em>S\u00e9culo XIX<\/em>, quando da constru\u00e7\u00e3o da <em>Ladeira dos Gal\u00e9s<\/em> que levar\u00e1 a <em>Brotas (1810)<\/em> e da estrada que levou ao<em> Rio Vermelho (1859)<\/em>. Com as reformas urbanas que foram adotadas a partir dos anos 20 partes do lago foram afetados em praticamente todas as dire\u00e7\u00f5es, culminando d\u00e9cadas depois, com a abertura das grandes avenidas que o margeiam atualmente.<\/p>\n<p>Tem sido comum no Brasil a utiliza\u00e7\u00e3o de apelidos para os est\u00e1dios de futebol que intentaram homenagear dirigentes pol\u00edticos ou figuras ligadas ao esporte. A cultura popular acabou geralmente conferindo nomes mais ligados aos logradouros onde se situavam. Assim, o <em>Est\u00e1dio M\u00e1rio Filho<\/em> virou \u201c<em>Maracan\u00e3<\/em>\u201d, o <em>Paulo Machado de Carvalho<\/em> \u201c<em>Pacaembu<\/em>\u201d, e a P<em>ra\u00e7a de Esporte da Bahia<\/em> <em>Oct\u00e1vio Mangabeira<\/em> acabou sendo conhecida pelo nome de \u201c<em>Fonte Nova<\/em>\u201d.<\/p>\n<p><strong>MAS POR QUE \u201cFONTE NOVA\u201d?<\/strong><br \/>As fontes foram uma heran\u00e7a colonial de quando o abastecimento da cidade era garantido por uma s\u00e9rie de chafarizes e alambiques que, com o crescimento e expans\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, tenderam a se espalhar pela cidade. Nas proximidades do dique existiam v\u00e1rias fontes, entre as quais a que deu nome \u00e1 <em>ladeira<\/em>, a <em>Fonte das Pedras<\/em>, onde havia muitas resid\u00eancias.<\/p>\n<p>Ali, ainda nos anos 40, havia um barranco que dava para o vale do <em>dique do Toror\u00f3<\/em>, cujas margens, em fun\u00e7\u00e3o dos constantes aterramentos, serviam como um dos aterros sanit\u00e1rios de Salvador. O que suponho \u00e9 que as mudan\u00e7as efetuadas na antiga ladeira, que passou a se constituir no principal acesso ao <em>est\u00e1dio<\/em>, fizeram com que a mesma e o pr\u00f3prio equipamento passassem a serem chamados de \u201c<em>Fonte Nova<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Foi ali o local escolhido para o projeto do est\u00e1dio, de autoria de <em>Di\u00f3genes Rebou\u00e7as<\/em> e <em>H\u00e9lio Duarte<\/em>. Ser\u00e1, no entanto, uma simples coincid\u00eancia que tenha sido nas proximidades do \u201c<em>Campo da P\u00f3lvora<\/em>\u201d?<\/p>\n<p>O local \u00e9 emblem\u00e1tico, vez que foi ali que foram jogados os primeiros campeonatos baianos, antes de passarem ao <em>Rio Vermelho<\/em> e ao<em> campo da Gra\u00e7a<\/em>. O escrit\u00f3rio de <em>Di\u00f3genes Rebou\u00e7as<\/em> idealizou uma s\u00e9rie de obras modernistas que no Brasil e na Bahia forneceram expoentes como <em>Oscar Niemayer, Bina Fonyat, Lucio Costa e Pasqualino Magnavita<\/em>.<\/p>\n<p>Di\u00f3genes havia feito parte da equipe de <em>Mario Leal Ferreira<\/em>, criador do <em>EPUCS<\/em>, uma impressionante experi\u00eancia de planejamento urbano de Salvador nos anos 1930.<br \/>A concep\u00e7\u00e3o do projeto era integrada e multidisciplinar, para o qual podem ter colaborado, pelo menos, influ\u00eancias de <em>An\u00edsio Teixeira e Oscar Niemeyer<\/em>.<\/p>\n<p>Em pleno contexto da segunda grande guerra anunciou-se um custo de <em>30 milh\u00f5es de cruzeiros<\/em>. \u00c1 ocasi\u00e3o <em>(diferentemente do reducionismo do projeto para a Copa de 2014)<\/em>, o arquiteto e urbanista <em>Di\u00f3genes Rebou\u00e7as<\/em> imaginou um centro onde se articulasse a pr\u00e1tica esportiva \u00e1 educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, congregando futebol, o esporte amador, a gin\u00e1stica, o atletismo, a nata\u00e7\u00e3o as regatas<em> (no dique),<\/em> e um pavilh\u00e3o de eventos esportivos <em>(o futuro Gin\u00e1sio Ant\u00f4nio Balbino).<\/em><\/p>\n<p>Sua ideia inicial foi a de dotar a cidade de uma pra\u00e7a esportiva em condi\u00e7\u00f5es de satisfazer o p\u00fablico que ent\u00e3o lotava o acanhado <em>campo da Gra\u00e7a<\/em> com suas arquibancadas de madeira. O anuncio do retorno da organiza\u00e7\u00e3o da <strong><em>Copa do Mundo em 1950<\/em> <\/strong>permitiu uma nova audi\u00eancia para a proposta, que se fortaleceu em virtude de v\u00e1rios pa\u00edses n\u00e3o teriam aceitado realiz\u00e1-la face \u00e0s prioridades de reconstru\u00e7\u00e3o do p\u00f3s-guerra.<\/p>\n<p>Assim, o projeto apresentado pelo Brasil se viu vitorioso. O discurso desenvolvimentista assim, se viu embalado nas necessidades concretas da cidade e na carona da <em>copa<\/em>. A proposta apresentada a <em>Secretaria de Via\u00e7\u00e3o e Obras P\u00fablicas<\/em> previa uma constru\u00e7\u00e3o em etapas, terminando em <em>1949<\/em>, que al\u00e9m de ser v\u00e9spera da copa comemoraria o quarto centen\u00e1rio de Salvador.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o Estado Novo, cujo representante na Bahia era o interventor <em>Landulpho Alves<\/em>, o estado, entretanto, entraria em novo clima que levaria a resist\u00eancias ao projeto. Em <em>1946<\/em>, \u00e9 eleito governador <em>Oct\u00e1vio Mangabeira<\/em> atrav\u00e9s elei\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, quando o assunto deixa de ser prioridade passando a ocupar sua aten\u00e7\u00e3o com t\u00faneis, hot\u00e9is, a RLAM e a CHESF.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, o passar do tempo sem agir havia colocado a Bahia a margem da organiza\u00e7\u00e3o da copa que previa apenas as cidades do Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Recife.<\/p>\n<p>Afastada a copa, o outro motivo, por\u00e9m continuou saltando aos olhos. Os <em>campeonatos baianos<\/em> se tornavam a cada dia mais competitivos, com <strong><em>Gal\u00edcia, Botafogo, Ypiranga, Bahia e Vit\u00f3ria<\/em><\/strong>, disputando os t\u00edtulos palmo a palmo.<\/p>\n<p>As multid\u00f5es acorriam \u00e0s <em>velhas arquibancadas da Gra\u00e7a<\/em>, que veria inclusive a volta do <em>Clube de Regatas Flamengo\/RJ<\/em> a Salvador depois de v\u00e1rios anos. Antes do final da d\u00e9cada aquele espa\u00e7o presenciaria um in\u00e9dito <em>Fla X Flu<\/em>.<\/p>\n<p>As press\u00f5es pol\u00edticas, entre as quais se inclui uma passeata, resolveram o problema. Foi criado um grupo de Trabalho, lan\u00e7ado proclama <em>(agosto de 1947)<\/em> e tr\u00eas meses depois colocada \u00e0 pedra fundamental do est\u00e1dio.<\/p>\n<p>A obra foi realizada em etapas, sendo que o est\u00e1dio foi inaugurado \u00e0s pressas <em>no m\u00eas de setembro de 1950<\/em>, \u00e1s v\u00e9speras das elei\u00e7\u00f5es, com apenas tr\u00eas dos cinco pr\u00e9dios e escolas previstos.<\/p>\n<p>No per\u00edodo, particularmente em fun\u00e7\u00e3o de sua frustra\u00e7\u00e3o por n\u00e3o ser escolhido pelo partido para concorrer \u00e0 presid\u00eancia da rep\u00fablica, <em>Oct\u00e1vio Mangabeira<\/em> expressaria o seu desgosto com a pol\u00edtica que passou a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A verdadeira inaugura\u00e7\u00e3o s\u00f3 se deu no in\u00edcio do ano seguinte com a realiza\u00e7\u00e3o do torneio que levou o nome do governador e ganho pelo <em>Esporte Clube Bahia<\/em>. Na ocasi\u00e3o apenas uma parte das arquibancadas estavam prontas.<\/p>\n<p>Perdurariam ainda por tr\u00eas anos as obras para que o est\u00e1dio alcan\u00e7asse a capacidade de <em>40 mil pessoas<\/em>. <em>Di\u00f3genes Rebou\u00e7as<\/em>, no entanto, ainda se ocuparia com o est\u00e1dio durante as d\u00e9cadas seguintes, seja integrando outros pr\u00e9dios e equipamentos \u00e1 sua estrutura, como elaborando o projeto da amplia\u00e7\u00e3o do est\u00e1dio incorporando o seu anel superior. A hist\u00f3ria fez justi\u00e7a com este grande personagem levando-o em <em>1994<\/em> n\u00e3o permitindo que visse a destrui\u00e7\u00e3o de sua obra <em>16 anos depois<\/em>.<\/p>\n<p><em><strong>FOTO:<\/strong> Jornal A Tarde<\/em><\/p>\n<p><em><strong>FONTES:<\/strong> Luiz Eduardo D\u00f3rea &#8211; Marcio Correia &#8211; Ana Fernandes &#8211; Thiago Pacheco &#8211; Cid Teixeira &#8211; Blog Fontedasemo\u00e7oes &#8211; blogspot.com &#8211; osvaldocampos.blogspot.com &#8211; site de Fernandodannemann.recantodasletras.com.br<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem v\u00ea o atual Dique do Toror\u00f3 n\u00e3o tem uma ideia do seu tamanho e significado para a hist\u00f3ria de Salvador. A hist\u00f3ria do est\u00e1dio da Fonte Nova \u00e9 insepar\u00e1vel da do dique. 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