{"id":1208,"date":"2008-08-02T08:02:47","date_gmt":"2008-08-02T11:02:47","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/08\/02\/estes-nao-deixaram-saudadesparte-3\/"},"modified":"2022-03-12T15:56:50","modified_gmt":"2022-03-12T18:56:50","slug":"estes-nao-deixaram-saudadesparte-3__trashed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=1208","title":{"rendered":"Estes n\u00e3o deixaram saudades,PARTE 3"},"content":{"rendered":"<p><strong><br \/>\nS\u00c3O PAULO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alencar<\/strong><br \/>\nEra sin\u00f4nimo de redes balan\u00e7ando. Pena que fosse goleiro, n\u00e3o atacante. Segundo o \u201cAlmanaque do S\u00e3o Paulo\u201d, de Alexandre da Costa, Alencar jogou cinco vezes pelo S\u00e3o Paulo, entre 2000 e 2001, levando nada menos do que 18 gols, uma espantosa m\u00e9dia de 3,6 por partida. Seu recorde foi registrado em um jogo contra o Vasco, pelo Brasileir\u00e3o de 2001. Depois de substituir Rog\u00e9rio Ceni, expulso no primeiro tempo, ele foi buscar a bola sete vezes no fundo da rede. Goleado por 7 a 1 naquela tarde, o Tricolor disse adeus ao homem-peneira.<\/p>\n<p><strong>Cl\u00e1udio Deodato<\/strong><br \/>\nNo final dos anos 60, o S\u00e3o Paulo tinha defensores de categoria. A meta ficava aos cuidados de Picasso, que viera do Palmeiras e depois jogaria no Gr\u00eamio. No miolo da zaga, Jurandir, campe\u00e3o mundial no Chile, em 1962, e Roberto Dias, um dos maiores \u00eddolos da hist\u00f3ria do clube. Todos grandes jogadores, todos titulares da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira de Aymor\u00e9 Moreira, todos impotentes para consertar as infindas lamban\u00e7as de Cl\u00e1udio Deodato. O lateral-direito era o ponto de desequil\u00edbrio da defesa tricolor, um convite permanente para os atacantes advers\u00e1rios e a quem quer que se aventurasse pela faixa de campo onde atuava.<\/p>\n<p><strong>Mari\u00e3o<\/strong><br \/>\nRubens Minelli, como todo grande t\u00e9cnico, tinha l\u00e1 suas idiossincrasias. Gostava, por exemplo, de zagueiros imensos, viris, intimidadores, pouco importando se conseguiam fazer duas &#8220;embaixadas&#8221; seguidas, ou andar e mascar chicletes ao mesmo tempo. Sorte do rombudo Mari\u00e3o, que o treinador foi buscar no Oper\u00e1rio do Mato Grosso do Sul, quando ainda dirigia o Internacional ga\u00facho, e depois levou para o Morumbi. Sorte ainda maior do santista Juari, o l\u00e9pido centroavante dos Meninos da Vila, que deitava e rolava em cima do bec\u00e3o inventado por Minelli.<\/p>\n<p><strong>Fonseca<\/strong><br \/>\nO dubl\u00ea de zagueiro e lateral andou pelo Morumbi em meados dos anos 80. Alto, magro e desengon\u00e7ado, parecia um espantalho. Apesar da estampa, era um chamariz irresist\u00edvel, sedutor, para todos que queriam arruinar a seara s\u00e3o-paulina. Fonseca s\u00f3 conseguia assustar, de verdade, a torcida tricolor.<\/p>\n<p><strong>\u00c9lvio<\/strong><br \/>\nDepois de conquistar o Campeonato Paulista de 1980, em cima do Santos, o S\u00e3o Paulo saiu \u00e0s compras, de olho no Brasileir\u00e3o do ano seguinte, que seria disputado no primeiro semestre. Um dos refor\u00e7os foi o volante \u00c9lvio, revelado pela Internacional de Limeira, que os cartolas e a comiss\u00e3o t\u00e9cnica do Tricolor julgavam muito superior ao dedicado Almir. Foi um grande neg\u00f3cio, mas somente para Almir, que ganhou prest\u00edgio e logo recuperou a posi\u00e7\u00e3o. \u00c9lvio virou o bode na sala s\u00e3o-paulina \u2013 quando era sacado do time, a torcida e os colegas de equipe respiravam aliviados. O jogador teve passagem mete\u00f3rica pelo Morumbi.<\/p>\n<p><strong>Fefeu<\/strong><br \/>\nAssim como Minelli inventou Mari\u00e3o, Feola criou, do nada, Fefeu. O delito do saudoso treinador, contudo, foi muito mais grave, pois ele chegou a testar o obscuro meia do Tricolor na Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, pouco antes da Copa de 66. Deu no que deu: o Brasil quebrou a cara na Inglaterra e o S\u00e3o Paulo amargou a presen\u00e7a de Fefeu em seu elenco por mais dois anos, per\u00edodo em que o clube tentou, sem sucesso, descobrir que virtudes Feola vira no atleta. Como jogador de futebol, Fefeu era apenas uma excelente rima para a torcida advers\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Walter Zumzum<\/strong><br \/>\nTodos sabem que o S\u00e3o Paulo, na maior parte da d\u00e9cada de 60, investiu em cimento, n\u00e3o em craques. A escolha rendeu-lhe o est\u00e1dio do Morumbi e o mais longo jejum de t\u00edtulos da sua hist\u00f3ria. O onomatopaico apelido do ponta Walter d\u00e1 uma boa pista sobre a qualidade do futebol apresentado pelo Tricolor \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>Mickey<\/strong><br \/>\nO futebol paulista vivia uma crise de talentos em 1975. Pel\u00e9 e Rivellino j\u00e1 haviam se despedido do Santos e do Corinthians, respectivamente. No Palmeiras, que acabara de vender Lu\u00eds Pereira e Leivinha para o Atl\u00e9tico de Madri, Ademir da Guia estava a um passo da aposentadoria \u2013 caminho que n\u00e3o tardaria a ser seguido por Pedro Rocha, do S\u00e3o Paulo. Para piorar, os clubes cometeram graves equ\u00edvocos quando sa\u00edram em busca de refor\u00e7os. O Tricolor, por exemplo, trouxe Mickey, que tivera brilho fugaz, cinco anos antes, na conquista da Ta\u00e7a de Prata pelo Fluminense. Depois das primeiras atua\u00e7\u00f5es do centroavante, gaiatos come\u00e7aram a espalhar que o time do S\u00e3o Paulo tinha um Mickey e 10 Patetas.<\/p>\n<p><strong>M\u00fcller I<\/strong><br \/>\nLu\u00eds Ant\u00f4nio Corr\u00eaa da Costa, o M\u00fcller, \u00e9 uma das gl\u00f3rias do S\u00e3o Paulo, e o maior colecionador de t\u00edtulos da hist\u00f3ria do Morumbi. Foram 13, com destaque para duas Ta\u00e7as Libertadores da Am\u00e9rica e dois Campeonatos Mundiais, em 92 e 93. O que poucos sabem \u00e9 que o craque herdou o apelido do irm\u00e3o mais velho, eterno reserva do clube nos anos 70. Este, por sua vez, foi assim batizado no mundo da bola por algu\u00e9m que viu semelhan\u00e7as entre o seu futebol e o do matador alem\u00e3o Gerd M\u00fcller, artilheiro da Copa de 70, no M\u00e9xico, e autor de 14 gols em Mundiais, at\u00e9 hoje um recorde. Das duas uma: o tal palpiteiro era um tremendo gozador, ou tinha a mesma vis\u00e3o de jogo que o inofensivo M\u00fcller I \u2013 o do Tricolor, claro.<\/p>\n<p><strong>T\u00e9ia<\/strong><br \/>\nNo apagar das luzes de 1967, quando j\u00e1 amargava longa fila, o S\u00e3o Paulo deixou escapar o t\u00edtulo paulista nos \u00faltimos segundos. Inconformados com o destino, os cartolas do clube resolveram abrir as burras alguns meses depois, contratando o centroavante T\u00e9ia, da Ferrovi\u00e1ria, artilheiro do Paulist\u00e3o de 1968, com 20 gols. Refor\u00e7ado, sonhavam os dirigentes, o time brilharia no torneio Roberto Gomes Pedrosa daquela temporada. Deu tudo errado: o Tricolor se viu em palpos de aranha, terminando em 10\u00ba, entre 17 times. T\u00e9ia come\u00e7ou como titular e passou em branco nos oito jogos em que atuou. Em 1969, com a chegada de Toninho Guerreiro ao Morumbi, a ex-revela\u00e7\u00e3o da Ferrovi\u00e1ria foi de vez para o banco.<\/p>\n<p><strong>J\u00e9sum<\/strong><br \/>\nO ponta-esquerda era um tormento \u2013 para a torcida do S\u00e3o Paulo, n\u00e3o para os advers\u00e1rios. Em meados da d\u00e9cada de 70, deu com os costados no Bahia, onde virou \u00eddolo, celebridade esportiva. A torcida do Tricolor da Boa Terra e a Imprensa de Salvador fizeram um sem-n\u00famero de despachos contra o t\u00e9cnico Cl\u00e1udio Coutinho, por n\u00e3o ter convocado o atacante para a Copa de 78. Melhor assim. Com Gil e J\u00e9sum no ataque, a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira n\u00e3o teria voltado da Argentina com o \u201ct\u00edtulo\u201d de \u201ccampe\u00e3 moral\u201d, e sim acusada de grave atentado contra esta.<\/p>\n<p><strong>Por Dario Palhares<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO Alencar Era sin\u00f4nimo de redes balan\u00e7ando. Pena que fosse goleiro, n\u00e3o atacante. Segundo o \u201cAlmanaque do S\u00e3o Paulo\u201d, de Alexandre da Costa, Alencar jogou cinco vezes pelo S\u00e3o Paulo, entre 2000 e 2001, levando nada menos do que 18 gols, uma espantosa m\u00e9dia de 3,6 por partida. Seu recorde foi registrado em um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62,68],"tags":[],"class_list":["post-1208","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eduardo-cacella","category-blog-historia-do-futebol"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1208","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1208"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1208\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":124949,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1208\/revisions\/124949"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1208"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1208"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1208"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}