{"id":1207,"date":"2008-08-02T08:01:07","date_gmt":"2008-08-02T11:01:07","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/08\/02\/estes-nao-deixaram-saudadesparte-2\/"},"modified":"2022-03-12T15:56:50","modified_gmt":"2022-03-12T18:56:50","slug":"estes-nao-deixaram-saudadesparte-2__trashed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=1207","title":{"rendered":"Estes n\u00e3o deixaram saudades,PARTE 2"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Dario Palhares<\/strong><\/p>\n<p><strong>PALMEIRAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Raul Marcel<\/strong><br \/>\nQuando voltou da excurs\u00e3o da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira \u00e0 Europa, em 1973, Le\u00e3o se desentendeu com Osvaldo Brand\u00e3o. O grande t\u00e9cnico, que nunca abriu m\u00e3o da disciplina, n\u00e3o teve d\u00favidas: mandou o goleir\u00e3o para o banco, colocando em seu lugar Raul Marcel. O biotipo do reserva, contudo, n\u00e3o inspirava l\u00e1 muita confian\u00e7a nos zagueiros, e muito menos na torcida. Raul veio das divis\u00f5es de base do clube, mas levava todo o jeit\u00e3o de ter sa\u00eddo direto de um cl\u00e1ssico entre casados e solteiros \u2013 mais precisamente, do time dos comprometidos. Resultado: em pouco tempo, Brand\u00e3o teve de engolir o orgulho e devolver a camisa 1 a Emerson Le\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Marinho Parananese<\/strong><br \/>\nEm 1977, a revista Placar sentenciou: se o zagueiro Marinho Peres, ent\u00e3o no Internacional, entrasse em forma, a defesa brasileira na Copa da Argentina seria formada por tr\u00eas Marinhos. Os outros dois? O Chagas, na lateral-esquerda, e o Paranaense, na direita. A hist\u00f3ria mostra, por\u00e9m, que nenhum Marinho foi \u201ccampe\u00e3o moral\u201d em 78. Ali\u00e1s, n\u00e3o h\u00e1 not\u00edcia de que Cl\u00e1udio Coutinho, comandante daquele escrete, tenha considerado em algum momento a hip\u00f3tese de convocar o lateral. O mais prov\u00e1vel \u00e9 que nunca tenha ouvido falar do jogador, que veio do Atl\u00e9tico Paranaense e voltou rapidinho, e an\u00f4nimo, para Curitiba.<\/p>\n<p><strong>Deda<\/strong><br \/>\nFormou com Darinta uma dupla de muitos gols. O problema, como se sabe, \u00e9 que eles jogavam na zaga, n\u00e3o no ataque. Em 1981, o Verd\u00e3o levou 45 gols em 35 jogos pela Ta\u00e7a de Prata, o Campeonato Brasileiro e o Paulist\u00e3o. Com o bec\u00e3o Deda e seu parceiro, o placar nunca ficava \u201coxo\u201d, como diria Walter Abrah\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Darinta<\/strong><br \/>\nQuando o zagueiro chegou ao Parque Antarctica, em 1981, houve quem arriscasse compara\u00e7\u00f5es com o grande Lu\u00eds Pereira, uma das gl\u00f3rias do Palmeiras. E os dois, realmente, eram muito parecidos: tinham duas pernas, dois bra\u00e7os, um tronco e uma cabe\u00e7a. Quando a bola rolava, entretanto, Darinta se transformava no ant\u00edpoda do bom e velho Chevrolet. Mais de 20 anos depois de ter deixado o clube, ele ainda \u00e9 sin\u00f4nimo de perna-de-pau para a torcida.<\/p>\n<p><strong>Denys<\/strong><br \/>\nEscal\u00e1-lo era o mesmo que fazer roleta russa com cinco balas no tambor do rev\u00f3lver. O Verd\u00e3o insistiu com Denys e pagou caro pela teimosia na final do Paulist\u00e3o de 1986, quando ele, ao tentar atrasar a bola para o goleiro Martorelli, deu a Tato a chance de marcar o gol decisivo da Inter de Limeira. Depois do vexame, o jogador ainda vestiu a camisa do S\u00e3o Paulo e a do Corinthians. Denys teve, com certeza, o melhor empres\u00e1rio da hist\u00f3ria do futebol brasileiro.<\/p>\n<p><strong>Tonigato<\/strong><br \/>\nAt\u00e9 o surgimento de Denys, era \u201chors-concours\u201d na lateral-esquerda do \u201cVerdinho\u201d de todos os tempos. Por conta disso, ganha um lugar como volante, barrando \u201cespecialistas\u201d na posi\u00e7\u00e3o, como Nedo, V\u00edtor Hugo e Elzo. Tonigato \u00e9 irm\u00e3o do tamb\u00e9m ex-alviverde Edu Manga, que chegou a ser titular da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira. A heran\u00e7a gen\u00e9tica parece que n\u00e3o lhe foi generosa, tratando-se de futebol.<\/p>\n<p><strong>Toninho Vanusa<\/strong><br \/>\nO ano de 1975 foi um divisor de \u00e1guas na hist\u00f3ria do Palmeiras, com o in\u00edcio do desmanche da segunda Academia. Se houvesse renova\u00e7\u00e3o \u00e0 altura, nenhum problema, mas n\u00e3o foi isso o que aconteceu. Enquanto craques como Dudu, Leivinha e Lu\u00eds Pereira diziam adeus, chegavam ao Parque Antarctica, em levas crescentes, refor\u00e7os duvidosos, para dizer pouco, como Jorge Tabajara, Itamar, Zuza, Erb, Donizete, De Rosis e&#8230; Toninho Vanusa. Conhecido pelas louras madeixas, o meia sinalizava os tempos \u201ccabeludos\u201d que o Verd\u00e3o teria pela frente.<\/p>\n<p><strong>Aragon\u00eas<\/strong><br \/>\nO boliviano ganhou algum destaque ao marcar gols nas partidas que seu pa\u00eds disputou com o Brasil, em 1981, pelas Eliminat\u00f3rias para a Copa da Espanha \u2013 ambas vencidas pelos canarinhos, por 2 a 1 e 3 a 1. Os cartolas palmeirenses julgaram, ent\u00e3o, ter encontrado uma vers\u00e3o andina do grande Ademir Da Guia. Pobre Verd\u00e3o. Aragon\u00eas era t\u00e3o ruim que Le\u00e3o, ao notar que o meia do seu time estava se atracando com um jogador do Santos, em jogo disputado no ano de 1984, \u201centregou\u201d os dois imediatamente ao \u00e1rbitro da partida. Se os brig\u00f5es fossem expulsos, o Palmeiras seria duplamente beneficiado, raciocinava o goleiro. Para a sorte do Peixe, contudo, \u201csua excel\u00eancia\u201d acabou contemporizando.<\/p>\n<p><strong>Barbosa<\/strong><br \/>\nPertencia \u00e0 linhagem de Cafuringa, Zequinha (ex-Botafogo), Edu Exorcista e Mirandinha (ex-S\u00e3o Paulo e Corinthians). No melhor estilo vaca-louca, Barbosa recebia a bola e desembestava pela direita, assustando, de in\u00edcio, os marcadores. Estes, contudo, n\u00e3o tardavam a perceber que toda aquela energia resultava em nada. Os resultados do Palmeiras em meados dos anos 80 comprovam isso.<\/p>\n<p><strong>Bizu<\/strong><br \/>\nRevelado pelo Cascavel, do Paran\u00e1, estava longe, muito longe de ser um cobra. O centroavante passou pelo Parque Antarctica na segunda metade dos anos 80, um per\u00edodo que n\u00e3o deixou saudade nos palmeirenses, assim como o pr\u00f3prio Bizu. Quando partiu, rumo ao N\u00e1utico do Recife, era chamado pela torcida de \u201cBizunho\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ditinho Souza<\/strong><br \/>\nNa d\u00e9cada de 60 e na primeira metade da seguinte, ele seria proibido at\u00e9 de caminhar pela rua Turiassu. No final dos anos 80, contudo, formou ao lado de Bizu, Careca Bianchesi, Bui\u00e3o e Bandeira, entre outros, um elenco \u201cinesquec\u00edvel\u201d do Palmeiras. O ponta-esquerda tinha s\u00e9rios problemas de relacionamento \u2013 com a bola. Por isso, \u00e9 apontado por muitos alviverdes como o Darinta do ataque.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Dario Palhares PALMEIRAS Raul Marcel Quando voltou da excurs\u00e3o da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira \u00e0 Europa, em 1973, Le\u00e3o se desentendeu com Osvaldo Brand\u00e3o. O grande t\u00e9cnico, que nunca abriu m\u00e3o da disciplina, n\u00e3o teve d\u00favidas: mandou o goleir\u00e3o para o banco, colocando em seu lugar Raul Marcel. 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