{"id":1194,"date":"2008-07-11T19:02:26","date_gmt":"2008-07-11T22:02:26","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/07\/11\/o-primeiro-titulo-do-nautico\/"},"modified":"2016-04-02T06:07:59","modified_gmt":"2016-04-02T09:07:59","slug":"o-primeiro-titulo-do-nautico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=1194","title":{"rendered":"O Primeiro t\u00edtulo do N\u00e1utico!!!"},"content":{"rendered":"<p>[img:Clube_Nautico.jpg,full,centralizado]<br \/>\nJustamente no dia em que estava comemorando seu 34.\u00b0 anivers\u00e1rio de funda\u00e7\u00e3o, o N\u00e1utico obtinha, ap\u00f3s intervir em 18 campeonatos, seu primeiro t\u00edtulo de campe\u00e3o pernambucano de futebol, pr\u00eamio do qual fazia jus pela atua\u00e7\u00e3o brilhante da sua equipe, onde se destacavam figuras de alto valor t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>Seu time era constitu\u00eddo, em sua maior parte, por elementos oriundos da equipe juvenil, fruto de um trabalho s\u00e9rio e consciente do treinador Umberto Cabelli, homem respeitado e admirado pela fam\u00edlia alvirrubra. Do quadro organizado por Cabelli, surgiram jogadores de grande talento t\u00e9cnico, como foi o caso dos irm\u00e3os Carvalheiras: Zez\u00e9, Fernando e Artur.<\/p>\n<p>O jogo que deu o t\u00edtulo de campe\u00e3o de futebol de 1934, ao Clube N\u00e1utico Capibaribe, foi efetuado no campo da Avenida Malaquias, exatamente a 7 de abril de 1935, com a velha pra\u00e7a de esportes dos rubro-negros apanhando um p\u00fablico extraordin\u00e1rio. O N\u00e1utico possu\u00eda, de fato, um time muito poderoso, o mesmo se podendo dizer do seu advers\u00e1rio, o Santa Cruz, tricampe\u00e3o do Estado e dono de uma defesa quase invulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>O N\u00e1utico era apontado como franco favorito pela sua torcida e imprensa,mas seus jogadores sabiam que n\u00e3o iriam encontrar no Santa Cruz as mesmas facilidades que tiveram poucos dias antes contra o Sport, que foi goleado pelo extravagante escore de 8&#215;1.<\/p>\n<p>A partida foi emocionante, como todos j\u00e1 esperavam. Numa jogada que arrancou os mais fren\u00e9ticos aplausos da sua pequena mas barulhenta torcida, Fernando Carvalheira abriu o escore em favor do N\u00e1utico, quando eram decorridos apenas 10 minutos de jogo. O Santa Cruz pressionou bastante para igualar o marcador imediatamente, mas s\u00f3 conseguiu no segundo tempo, atrav\u00e9s de Estev\u00e3o, ao receber magn\u00edfico passe de Sidinho.<br \/>\nO gol dos tricolores fez estremecer a velha arquibancaba de madeira do campo rubro-negro pelo entusiasmo da torcida. Depois de tr\u00eas sucessivas defesas do goleiro Dad\u00e1, do Santa Cruz, eis que Est\u00e1cio consegue desempatar, definindo o triunfo para os alvirrubros e tamb\u00e9m o primeiro t\u00edtulo da sua longa exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Time campe\u00e3o: Epaminondas; Salsa e Salsinha; Taurino (Cl\u00e9lio), Edson e Rafael; Zez\u00e9, Artur, Fernando, Est\u00e1cio e Jo\u00e3o Manoel. A arbitragem foi de Manoel Pinto, conhecido por &#8220;N\u00e9&#8221;.<\/p>\n<p>A noite, no restaurante Leite, o presidente do N\u00e1utico, Vitorino Maia, ofereceu um jantar a todos os jogadores que haviam participado da brilhante campanha e, dias depois, o clube elevou \u00e0 categoria de s\u00f3cios em\u00e9ritos os atletas campe\u00f5es.<br \/>\nO cognome Timbu, pelo qual ainda hoje o N\u00e1utico \u00e9 conhecido, vem de muitos anos, quando os remadores alvirrubros, acabados os treinos matinais, dirigiam seus barcos at\u00e9 encost\u00e1-los na amurada da rum da Aurora bem defronte \u00e0 f\u00e1brica de cerveja da Companhia Ant\u00e1rtica. Para matar a sede, os atletas consumiam v\u00e1rias garrafas ante os olhares perplexos dos transeuntes que murmuravam baixinho: &#8220;&#8230; s\u00e3o uns timbus&#8230;&#8221;.<\/p>\n<p>Mas, o apelido s\u00f3 veio a pegar mesmo no campeonato de 1934, quando o time alvirrubro enfrentou o Am\u00e9rica no campo deste, na Jaqueira. Uma derrota ou empate do N\u00e1utico, deixaria o Sport na lideran\u00e7a do certame e, por este motivo, a torcida rubro-negra compareceu em peso para assistir ao jogo.<br \/>\nChuvia muito quando terminou o primeiro tempo com o placar, em 1&#215;1. Como as vesti\u00e1rias do campo da Jaqueira fossem prec\u00e1rias, o t\u00e9cnico Loureiro, do N\u00e1utico, preferiu dar instru\u00e7\u00f5es aos seus jogadores ali mesmo no centro do gramado. Todos sentaram e Loureiro come\u00e7ou a falar. De repente, entra em campo Nat\u00e9rcio Holanda, dirigente alvirrubro. Segurando seu guarda-chuva e um litro de Cinzano, Nat\u00e9rcio interrompeu a prele\u00e7\u00e3o e pediu a cada jogador para tomar um gole da bebida. Da multid\u00e3o, partiu o primeiro grito: &#8220;timbu&#8230;&#8221;. Depois mais outro: &#8220;&#8230; timbu &#8230;&#8221;.<\/p>\n<p>Iniciado o 2.\u00b0 tempo, os gritos voltaram a se repetir e desta vez fazendo eco no campo, todas \u00e0s vezes em que um jogador do N\u00e1utico era driblado ou errava um passe. No final, por\u00e9m, a vit\u00f3ria foi alvirrubra. Ao deixarem o campo, os jogadores sa\u00edram gozando a torcida do Sport, mostrando com os dedos (3&#215;1) o resultado da partida e gritando: &#8220;timbu&#8230; 3&#215;1&#8230;&#8221;.<br \/>\nCom a conquista do campeonato, o N\u00e1utico aproveitou o pr\u00f3ximo carnaval e organizou um maracatu ao qual deu o nome de &#8220;timbu coroado&#8221;, que fez bastante sucesso durante muitos carnavais.<\/p>\n<p><strong>Campeonato diferente<\/strong><\/p>\n<p>Neste ano em que o N\u00e1utico foi campe\u00e3o pela primeira vez, o campeonato teve a participa\u00e7\u00e3o de 15 clubes, mas na verdade somente 8 deles puderam concorrer ao t\u00edtulo. A f\u00f3rmula aprovada pela assembl\u00e9ia geral dos clubes foi a seguinte: as agremia\u00e7\u00f5es foram divididas em duas s\u00e9ries, Azul e Branca. Da primeira fizeram parte os 8 clubes mais antigos filiados \u00e0 entidade, enquanto na segunda ficaram agrupados os demais times.<\/p>\n<p>No final, os ganhadores das duas divis\u00f5es n\u00e3o disputariam o titulo de campe\u00e3o, que passaria logo a pertencer ao vencedor da s\u00e9rie &#8220;Azul&#8221;.<\/p>\n<p>A divis\u00e3o foi feita da seguinte maneira:<\/p>\n<p>Azul &#8211; N\u00e1utico, Sport, Santa Cruz, Am\u00e9rica, Torre, Flamengo, Encruzilhada e \u00edris.<\/p>\n<p>Branca &#8211; Ateniense, Fluminense, Great Westem, Israelita,Auto Esporte, Tramways e Varzeano.<\/p>\n<p>Entre os novos filiados \u00e0 FPD, o Tramways Esporte Clube foi o que mais prosperou, chegando inclusive a conquistar dois campeonatos, 1936-37.<br \/>\nO Tramways se originou do Tuiuti, primeiro clube composto de funcion\u00e1rios da companhia inglesa, que monopolizava o Servi\u00e7o de Transportes Coletivos do Recife.<\/p>\n<p>Fonte:Historia do Futebol Pernambucano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[img:Clube_Nautico.jpg,full,centralizado] Justamente no dia em que estava comemorando seu 34.\u00b0 anivers\u00e1rio de funda\u00e7\u00e3o, o N\u00e1utico obtinha, ap\u00f3s intervir em 18 campeonatos, seu primeiro t\u00edtulo de campe\u00e3o pernambucano de futebol, pr\u00eamio do qual fazia jus pela atua\u00e7\u00e3o brilhante da sua equipe, onde se destacavam figuras de alto valor t\u00e9cnico. 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