{"id":1185,"date":"2008-06-12T08:07:09","date_gmt":"2008-06-12T11:07:09","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/06\/12\/excursao-do-sport-recife-ao-sudeste-em-1941parte-2\/"},"modified":"2016-04-02T06:10:26","modified_gmt":"2016-04-02T09:10:26","slug":"excursao-do-sport-recife-ao-sudeste-em-1941parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=1185","title":{"rendered":"Excurs\u00e3o do Sport Recife ao Sudeste em 1941!!Parte 2"},"content":{"rendered":"<p><strong>Em Minas, a reabilita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Do Rio, o Sport seguiu para Belo Horizonte, de trem, viagem que durou 12 horas. A imprensa mineira, apesar de o Sport n\u00e3o ter se apresentado bem, no Rio, tentou &#8220;levantar&#8221; o amistoso contra o Am\u00e9rica Mineiro. Zago e Ricardo Diez, que j\u00e1 tinham atuado no futebol das Alterosas, eram os mais procurados para as entrevistas, enquanto pelo lado do Am\u00e9rica os jornais faziam a promo\u00e7\u00e3o do jogo em torno de Camilo, que voltava ao time mineiro.<\/p>\n<p>A 18 de dezembro, no est\u00e1dio Otac\u00edlio Negr\u00e3o de Lima, o Sport realizava sua primeira partida em Minas. Quem n\u00e3o foi ao campo, perdeu uma grande exibi\u00e7\u00e3o do quadro pernambucano. Vencemos de 5&#215;1. O primeiro tempo j\u00e1 havia terminado com a vantagem dos rubro-negros por 2&#215;0, gols de M\u00e1gri, de cabe\u00e7a, aos 10 minutos, e Piromb\u00e1, aos 12 minutos, com um chute de<br \/>\nlonge. Na fase final, os visitantes elevaram o placar para 5, sen\u00acdo os tentos conquistados por Ademir, o 3.\u00b0, aos 19 minutos; Pinhegas, o 4.\u00b0, aos 27, e Navamuel, o 5.\u00b0, aos 42 minutos. O \u00fanico tento do Am\u00e9rica foi marcado por Carlos Alberto, aos 35 minutos.<\/p>\n<p>Sport<br \/>\nManuelzinho; Salvador e Zago; Pitota, Furlan e Bibi; Navamuel, Ademir, Piromb\u00e1, M\u00e1gri e Pinhegas.<br \/>\nAm\u00e9rica<br \/>\nVav\u00e1; Lulu e Pesco\u00e7o; Cabral, Tiago e Buzachi; Carlos Alberto,<br \/>\nDidico (Armandinho), Camilo (Curi), Gerson e Alfredinho.<\/p>\n<p>Palmeira apitou o jogo e teve boa atua\u00e7\u00e3o, segundo a cr\u00f4nica mineira.<\/p>\n<p>O segundo jogo foi contra o Palestra (atual Cruzeiro), A imprensa fez os maiores elogios ao time pernambucano. Um matutino disse: &#8220;O interesse por uma segunda exibi\u00e7\u00e3o do S. C. Recife em nossa capital aumentou grandemente, observando-se mesmo nos c\u00edrculos esportivos uma ansiedade indescrit\u00edvel em torno do pr\u00e9lio, que a cidade ver\u00e1 amanh\u00e3 no &#8220;ground&#8221; da Av. Augusto de Lima&#8221;.<br \/>\nNa verdade, foi uma grande partida. Tanto o Palestra como o Sport brindaram o grande p\u00fablico com excelente partida de futebol, no dia 21 de dezembro. Houve um empate sem abertura de contagem, formando o Sport com a mesma equipe que estreou.<\/p>\n<p>Exatamente a 25 de dezembro, dia de Natal, no campo do Atl\u00e9tico, onde h\u00e1 22 anos s\u00f3 conhecera uma derrota, o Sport fazia sua mais estupenda partida durante a excurs\u00e3o. O numeroso p\u00fablico foi ao campo certo de que os cabe\u00e7as chatas iriam perder e de feio. O Atl\u00e9tico quis &#8220;rebolar&#8221; e quando cuidou da vida perdia de 4&#215;2, resultado que permaneceu at\u00e9 o final para tristeza da torcida atleticana. O escore foi aberto pelo Atl\u00e9tico. Euclides, querendo centrar a bola, terminou encaixando-a no gol de Manuelzinho.<br \/>\nMas n\u00e3o tardou a rea\u00e7\u00e3o vigorosa e desconcertante do Sport. Veio o empate, por interm\u00e9dio de Ademir, de forma espetacular. Foi um gol de &#8220;bicicleta&#8221;. A bola foi apanhada no ar com rapidez, deixando o goleiro Cafunga completamente at\u00f4nito. Novamente Ademir, chutando livre, de fora da \u00e1rea, marcou o 2.\u00b0 gol. J\u00e1 ao final do primeiro tempo, Furlan, de fora da \u00e1rea, num arremesso violento e feliz, surpreende mais uma vez a per\u00edcia de Cafunga. Na segunda fase o Atl\u00e9tico imprimiu grande rea\u00e7\u00e3o, mas quem marcou de novo foi o Sport por interm\u00e9dio de M\u00e1gri, botando \u00e1gua na fervura. Baiano diminuiu para 4&#215;2.<\/p>\n<p>Sport &#8211; Manuelzinho; Salvador e Zago; Pitota, Furlan e Bibi; Navamuel, Ademir, Piromb\u00e1, M\u00e1gri e Djalma.<\/p>\n<p>Atl\u00e9tico &#8211; Cafunga; Ramos e Canhoto; Cafifa, Hemet\u00e9rio e Bigode; Ben\u00e9 (Edgar), Ti\u00e3o, Baiano (Bigode), Nicola (Euclides) e Rezende.<\/p>\n<p>O juiz foi mais uma vez Palmeira, que expulsou Baiano por ter agredido o goleiro Manuelzinho.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nRepercuss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os expressivos resultados colhidos em Belo Horizonte atravessaram fronteiras. O Sport come\u00e7ava a ficar nacionalmente conhecido. Na ex-capital federal, que agora passava a receber regularmente not\u00edcias do Sport, enviadas pelo cronista Canor Sim\u00f5es Coelho, integrado \u00e0 delega\u00e7\u00e3o, no Rio, o jornal &#8220;O Imparcial&#8221; fazia esta louva\u00e7\u00e3o ao time rubro-negro:<\/p>\n<p>&#8220;Os pernambucanos do Sport Club do Recife aqui chegaram quase despercebidos. Est\u00e1vamos em plena fase de decis\u00e3o do campeonato brasileiro, preocupados demais com os jogos entre paulistas e cariocas para darmos melhor aten\u00e7\u00e3o ao conjunto invicto de Pernambuco. Assim seu jogo com o Flamengo n\u00e3o chegaria a despertar grande interesse. O Flamengo foi o vencedor, mas a imprensa foi un\u00e2nime em conhecer a injusti\u00e7a do<br \/>\nplacard.<br \/>\nN\u00e3o diremos que houve injusti\u00e7a, pois a culpa do rev\u00e9s coube aos zagueiros um dos quais foi autor do terceiro gol do rubro-negro carioca, contra o pr\u00f3prio arco, no momento em que mais se acentuava a press\u00e3o dos pernambucanos. Os zagueiros eram os reservas do Am\u00e9rica, que foram emprestados ao Sport que n\u00e3o p\u00f4de lan\u00e7ar m\u00e3o dos seus zagueiros efetivos.<br \/>\n&#8220;Da\u00ed por diante, o Sport passou a ser olhado com respeito. Foi a Belo Horizonte, colhendo na estr\u00e9ia ampla vit\u00f3ria sobre o Am\u00e9rica (5xl), o que levou o Palestra It\u00e1lia a propor um jogo, que findou com um empate de zero a zero.<br \/>\nCresceu o prest\u00edgio do campe\u00e3o pernambucano. Ent\u00e3o o Atl\u00e9tico se interessou tamb\u00e9m em enfrent\u00e1-lo. V\u00e1rias negocia\u00e7\u00f5es foram feitas. Realiza-se o jogo, na tarde de quinta-feira. E o Sport Club do Recife conseguiu tamb\u00e9m vencer, pelo escore de 4&#215;2. Consagrou-se definitivamente como um quadro de alto valor.<\/p>\n<p>&#8220;Julgava-se o Atl\u00e9tico capaz de baixar a &#8220;m\u00e1scara&#8221; dos pernambucanos. Como \u00e9 que um quadro do Norte vem \u00e0 nossa terra, pensariam os mineiros, e consegue voltar sem derrota?<br \/>\nO Atl\u00e9tico sempre foi uma esp\u00e9cie de &#8220;bicho-pap\u00e3o&#8221;. E tratando-se ent\u00e3o de quadros de fora, torna-se um verdadeiro degolador.Mas o quadro pernambucano o venceu. E alcan\u00e7ou um feito de ampla repercuss\u00e3o, ao reafirmar de modo inequ\u00edvoco o seu valor, o Atl\u00e9tico, particularmente, venceu todos os quadros de fora que foram a Belo Horizonte, de maneira que o sucesso do Sport Club do Recife constituiu um fato in\u00e9dito. Donde se conclui que no futebol tudo pode acontecer.<\/p>\n<p>Os jornais mineiros, longe de justificarem a derrota dos times locais, exaltaram o feito do Sport.O &#8220;Di\u00e1rio de Minas&#8221;, numa cr\u00f4nica sobre o jogo com o Atl\u00e9tico, publicou em grande t\u00edtulo esta frase impressionante: &#8220;Entramos em campo como mestres e salmos como disc\u00edpulos&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte:A Historia do Futebol em PE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Minas, a reabilita\u00e7\u00e3o Do Rio, o Sport seguiu para Belo Horizonte, de trem, viagem que durou 12 horas. 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