{"id":1176,"date":"2008-05-28T09:22:54","date_gmt":"2008-05-28T12:22:54","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/05\/28\/copa-de-1930-o-pre-campeonato\/"},"modified":"2016-04-02T06:14:07","modified_gmt":"2016-04-02T09:14:07","slug":"copa-de-1930-o-pre-campeonato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=1176","title":{"rendered":"Copa de 1930, o pr\u00e9-campeonato!!!"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 h\u00e1 algum tempo a FIFA vinha analisando id\u00e9ias em rela\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds-sede da competi\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da Holanda e da Su\u00e9cia, falava-se na \u00c1ustria, projeto que contava com o apoio do famoso jogador Hugo Meisl, interlocutor com os franceses. Com a tergiversa\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Austr\u00edaca, vozes se levantaram em nome da It\u00e1lia, proclamada como a terra do caldo, um dos tantos ancestrais do futebol moderno, id\u00e9ia que, pelo menos naquele momento, n\u00e3o contava ainda com o entusiasmo necess\u00e1rio do governo fascista. Contr\u00e1rio \u00e0s evid\u00eancias mais pessimistas, Rimet, entretanto, parecia n\u00e3o desistir. E quando chegou \u00e0s suas m\u00e3os uma proposta do Uruguai, bicampe\u00e3o ol\u00edmpico, o presidente da FIFA analisou com cuidado a quest\u00e3o, n\u00e3o dando ouvidos quando um assessor desdenhosamente referiu-se ao candidato como um ponto desprez\u00edvel no mapa da Am\u00e9rica do Sul. Afinal, se a id\u00e9ia era realizar a competi\u00e7\u00e3o em 1930, a data coincidia exatamente com o centen\u00e1rio da independ\u00eancia do pa\u00eds, o que certamente representaria o respaldo governamental. No projeto uruguaio, aparecia a convidativa proposta de o anfitri\u00e3o arcar com os gastos dos participantes. Diante de tais circunst\u00e2ncias, as condi\u00e7\u00f5es pareciam mais do que favor\u00e1veis, mesmo se considerando as dist\u00e2ncias de uma viagem transatl\u00e2ntica. Em 1929, em Barcelona, os dirigentes da FIFA bateram o martelo, aprovando o Uruguai como sede da Primeira Copa do Mundo.<\/p>\n<p>Enquanto sa\u00eda em campo em busca de ades\u00f5es, a FIFA imediatamente idealizou a cria\u00e7\u00e3o de um trof\u00e9u que simbolizasse n\u00e3o s\u00f3 a grandiosidade do acontecimento, como tamb\u00e9m que fosse capaz de fascinar os homens por sua beleza e esplendor. Neste sentido, acreditava que o mesmo o reluzir eterno do ouro poderia expressar tal fasc\u00ednio. Levanto sua id\u00e9ia ao escultor Abel Lefleur, assistente do museu de Belas-Artes l\u00ea Rodez, Rimet viu seu sonho concebido em uma estatueta de 30 cent\u00edmetros, esculpida em ouro maci\u00e7o, sendo a Deusa da Vit\u00f3ria a perfeita proje\u00e7\u00e3o do desejo que o presidente da FIFA procurava despertar. Afinal, em meio a todas as dificuldades em que se organizava o Mundial do Uruguai, o pr\u00eamio maior do futebol precisava ser algo mais que um trof\u00e9u. Haveria de ser uma conquista permanente. Desta forma, foi institu\u00eddo o regulamento de que o pa\u00eds vencedor ficaria com a ta\u00e7a at\u00e9 a disputa d\u00ea um novo Mundial. A id\u00e9ia em si podia n\u00e3o ser totalmente nova, mas, naquele contexto, n\u00e3o s\u00f3 exercitava a proje\u00e7\u00e3o de uma nova Copa, algo ainda duvidoso em 1930, como alimentava o esp\u00edrito de que s\u00f3 poderia haver um vencedor, quest\u00e3o importante em meio a tantas dissid\u00eancias no mundo do futebol. Durante a realiza\u00e7\u00e3o de um novo torneio, a ta\u00e7a passaria temporariamente \u00e0 FIFA, a \u00fanica capaz de entreg\u00e1-la ao novo campe\u00e3o. Em torno da estatueta, portanto, fundava-se uma tradi\u00e7\u00e3o, aspecto crucial para a internacionaliza\u00e7\u00e3o de uma competi\u00e7\u00e3o em um mundo t\u00e3o dividido por ideologias e conflitos.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que a organiza\u00e7\u00e3o do evento ia se transformando em ima verdadeira corrida de obst\u00e1culos, a FIFA ganhou terreno, deixando os dissidentes para tr\u00e1s. O tempo era curto demais para mais debates, pois envolvia os preparativos daqueles que arrumavam as malas para uma longa viagem e tamb\u00e9m do anfitri\u00e3o, que come\u00e7ava uma s\u00e9rie de obras especialmente para o Mundial. Na verdade, as aus\u00eancias europ\u00e9ias n\u00e3o eram nada desprez\u00edveis: Alemanha, Hungria, Su\u00ed\u00e7a e Thecoslov\u00e1quia recusaram-se a participar de um certame realizado em terras t\u00e3o distantes; quanto aos ingleses, estes j\u00e1 n\u00e3o estavam integrados \u00e0 FIFA e ningu\u00e9m acreditava que pudessem participar, mesmo que o campeonato fosse realizado na Europa. Neste meio tempo, enquanto setores da imprensa esportiva afirmavam que a Copa do Uruguai seria um torneio latino-americano, os dirigentes franceses confirmaram n\u00e3o s\u00f3 a presen\u00e7a da pr\u00f3pria Fran\u00e7a, como as da B\u00e9lgica e Iugosl\u00e1via. Em busca de mais uma ades\u00e3o, o pr\u00f3prio Rimet viajou at\u00e9 a Rom\u00eania tentando convencer Rei Carol da import\u00e2ncia da competi\u00e7\u00e3o. Segundo consta, recebeu a melhor das acolhidas por parte do Monarca, que lhe teria garantido que se encarregaria pessoalmente de formar a equipe nacional. Mesmo n\u00e3o sendo as principais representantes do futebol europeu, essas sele\u00e7\u00f5es significavam uma efetiva demonstra\u00e7\u00e3o da capacidade diplom\u00e1tica da FIFA.<br \/>\nParalelamente, confirmava-se tamb\u00e9m a presen\u00e7a dos Estados Unidos, onde o futebol vinha conseguindo entusiasmar alguns c\u00edrculos esportistas na d\u00e9cada de 1920. Ao todo, entre americanos e europeus, seriam treze equipes, divididas em quatro chaves. Os vencedores de cada chave fariam a semifinal.<\/p>\n<p>Fonte:Gilberto Agostino<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 h\u00e1 algum tempo a FIFA vinha analisando id\u00e9ias em rela\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds-sede da competi\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da Holanda e da Su\u00e9cia, falava-se na \u00c1ustria, projeto que contava com o apoio do famoso jogador Hugo Meisl, interlocutor com os franceses. Com a tergiversa\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Austr\u00edaca, vozes se levantaram em nome da It\u00e1lia, proclamada como a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62,68],"tags":[],"class_list":["post-1176","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eduardo-cacella","category-blog-historia-do-futebol"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1176","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1176"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1176\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2815,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1176\/revisions\/2815"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}