{"id":1131,"date":"2008-04-20T11:42:17","date_gmt":"2008-04-20T14:42:17","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/04\/20\/fatos-marcantes-do-futebol-carioca\/"},"modified":"2016-04-02T06:34:02","modified_gmt":"2016-04-02T09:34:02","slug":"fatos-marcantes-do-futebol-carioca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=1131","title":{"rendered":"Fatos marcantes do futebol carioca!!"},"content":{"rendered":"<p><strong>No Fla-Flu da Lagoa, o t\u00edtulo dos t\u00edtulos<\/strong><\/p>\n<p>O t\u00edtulo de bicampe\u00e3o carioca de 1941, conquistado pelo Fluminense no lend\u00e1rio Fla-Flu da Lagoa, ganha em import\u00e2ncia por ter refor\u00e7ado de forma definitiva e irrevers\u00edvel a m\u00edstica do cl\u00e1ssico mais tradicional do futebol brasileiro, o que se deve, e muito, ao talento de M\u00e1rio Filho. Criador do moderno jornalismo esportivo, M\u00e1rio fez desse cl\u00e1ssico um cap\u00edtulo \u00e0 parte em qualquer antologia futebol\u00edstica, algo como uma odiss\u00e9ia de dimens\u00f5es b\u00edblicas. Rubro-negro assumido, ele descreveu em diversas cr\u00f4nicas as perip\u00e9cias de Carreiro, os dribles de Romeu, as defesas de Batatais, a luta do artilheiro rubro-negro Pirillo para evitar a derrota (o empate teve esse significado) e o epis\u00f3dio das bolas chutadas para a Lagoa Rodrigo de Freitas pelos jogadores do Fluminense para ganhar tempo depois que o Flamengo empatou o jogo em que era vencido por 2 a 0. O placar de 2 a 2 deu o t\u00edtulo ao Fluminense, que, nessa \u00e9poca, tinha nada menos que cinco jogadores titulares da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nO Tricampeonato de Dida &amp; Cia<\/strong><\/p>\n<p>Por ter garantido o primeiro tricampeonato do Flamengo da era Maracan\u00e3 (o outro foi em 42\/44\/45), o t\u00edtulo de 1955, disputado em tr\u00eas turnos e decidido apenas em 1956, tem um sabor especial para os rubro-negros. Aquela equipe reunia craques emblem\u00e1ticos que marcaram v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de torcedores \u2013 eles ajudaram de forma inexor\u00e1vel a sedimentar a enorme popularidade do clube. Eram tempos de Dequinha, Evaristo, Rubens, Zagallo e Dida, que acabaria por se transformar no maior \u00eddolo de ningu\u00e9m menos que Zico. Na campanha de 30 jogos, o time conquistou 21 vit\u00f3rias, marcando 87 gols. Na s\u00e9rie decisiva com o Am\u00e9rica de craques como Pomp\u00e9ia, \u00c9dson e Can\u00e1rio, o Flamengo venceu o primeiro jogo por 1 a 0, gol de Evaristo, mas perdeu o segundo por incr\u00edveis 5 a 1, o que comprovava a for\u00e7a do advers\u00e1rio. Na \u00faltima partida, o Flamengo se superou e, mais do que nunca, se mostrou Flamengo. Devolveu a goleada com o convincente placar de 4 a 1. Nesse jogo, Dida se exibiu em grande estilo: marcou tr\u00eas gols, sendo merecidamente considerado o grande her\u00f3i da conquista.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nO show de Garrincha e Paulo Valentim<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro t\u00edtulo do Botafogo no Maracan\u00e3 teve a marca de um g\u00eanio do futebol: Garrincha. Aos 26 anos, ele estava no auge da carreira e foi decisivo como nunca at\u00e9 ent\u00e3o. Mas aquele Botafogo n\u00e3o era s\u00f3 Garrincha. Era tamb\u00e9m Nilton Santos, Didi, Quarentinha, Paulo Valentim, e tantos outros. E a s\u00edntese do futebol de todos esses craques veio \u00e0 tona naquela hist\u00f3rica final contra o Fluminense, um advers\u00e1rio de respeito, que tinha nas suas linhas nomes como o de Castilho, Pinheiro, Valdo e Tel\u00ea. Desde 1948 sem conquistar um Campeonato Carioca, o Botafogo parecia em estado de gra\u00e7a naquela tarde de 22 de dezembro. \u00c0s v\u00e9speras do Natal, j\u00e1 no primeiro tempo, presentearia a torcida alvinegra com a vantagem de 3 a 0. No segundo tempo, prosseguiu massacrando o advers\u00e1rio, chegando ao placar de 6 a 2, com cinco gols de Paulo Valentim e um de Garrincha, que deu um show inesquec\u00edvel. Jo\u00e3o Saldanha era o t\u00e9cnico da equipe. Posteriormente, ele diria: &#8220;N\u00e3o costumo me emocionar com o futebol, mas nesse dia o Botafogo me tirou do s\u00e9rio.&#8221;<\/p>\n<p><strong>O \u00fanico Supersupercampe\u00e3o da hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Para muitos, o Carioca de 1958 foi o mais emocionante e equilibrado de todos os tempos. No clima da vit\u00f3ria no Mundial da Su\u00e9cia (o campeonato teve in\u00edcio apenas duas semanas depois da conquista de Pel\u00e9, Garrincha &amp; Cia.), Flamengo, Vasco e Botafogo somaram o mesmo n\u00famero de pontos nos dois turnos disputados. Assim, as tr\u00eas equipes foram para o desempate jogando entre si. No chamado Supercampeonato, cada uma venceu um jogo e, com isso, foram para a disputa do chamado Supersupercampeonato. O Botafogo, o favorito, tinha Nilton Santos, Didi, Garrincha e Quarentinha; o Flamengo Dequinha, Moacir, Dida e Bab\u00e1; e o Vasco, que n\u00e3o ficava atr\u00e1s em mat\u00e9ria de craques, exibia, entre outros, Bellini, Orlando Pe\u00e7anha, Sabar\u00e1 e Pinga. Na primeira partida, o Vasco derrotou esse poderoso Botafogo por 2 a 1, com dois gols de Pinga. Depois, um empate de 1 a 1 com o Flamengo, com um gol de Roberto Pinto, foi suficiente para garantir o t\u00edtulo hist\u00f3rico. Coincidentemente, s\u00f3 em 70, quando o Brasil garantiu o Tri, o Vasco voltou a ser campe\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O maior \u00eddolo Rubro<\/strong><\/p>\n<p>Edu \u00e9 o maior s\u00edmbolo da hist\u00f3ria do Am\u00e9rica. Ele defendeu o clube de 1962 at\u00e9 1974 e \u00e9 at\u00e9 hoje o seu maior artilheiro com 212 gols. Para muitos, foi t\u00e3o bom quanto o irm\u00e3o Zico. Com apenas 1,64 de altura, enfrentava os zagueiros advers\u00e1rios com destemor, pois muitas vezes era v\u00edtima da viol\u00eancia. Mas nada o detinha. Era um atacante de muita habilidade, que se caracterizava pelos dribles curtos, passes precisos e chutes bem colocados. Depois de deixar o Am\u00e9rica jogou no Vasco, Flamengo (onde, inclusive, jogou com Zico), Bahia, Colorado e Joinville. Em 1969, foi o maior artilheiro do Brasil e para muita gente merecia uma vaga na Sele\u00e7\u00e3o de 70.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nO Risadinha fez a Mo\u00e7a sorrir<\/strong><\/p>\n<p>A simpatia de Paulo Borges lhe rendeu o carinhoso apelido de &#8216;Risadinha&#8217;. Ponta-direita t\u00edpico, fez sucesso no Bangu, onde jogou de 1962 a 1967, com um futebol incisivo, de muitos dribles e jogadas de linha de fundo. Participou do hist\u00f3rico time de 1966, campe\u00e3o carioca em cima do Flamengo \u2014 com um gol de Paulo Borges, a equipe de Mo\u00e7a Bonita venceu por 3 a 0. Foi vendido para o Corinthians em 1968 por uma quantia recorde, pois era considerado, naquele momento, o maior ponta-direita da Am\u00e9rica do Sul. Nesse mesmo ano, foi o principal respons\u00e1vel pelo fim de um jejum de 10 anos sem vit\u00f3rias do Tim\u00e3o sobre o Santos.<br \/>\nO MELHOR DO BANGU: Ubirajara, Fid\u00e9lis, M\u00e1rio Tito, Z\u00f3zimo, M\u00e9dio, Moacir Bueno, Zizinho, Mendon\u00e7a, Paulo Borges, Cabralzinho e Aladim.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nUm rom\u00e2ntico campe\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Imaginem um campeonato em que o S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o vence o Flamengo por 5 a 0 e 5 a 1, o Botafogo por 6 a 3 e o Fluminense por 4 a 2. Parece algo imposs\u00edvel? Hoje em dia com certeza, mas em 1926, nos tempos rom\u00e2nticos do futebol, isso aconteceu. Esse foi o \u00fanico t\u00edtulo do S\u00e3o Cristov\u00e3o em toda a sua hist\u00f3ria, num ano em que ocorreram mudan\u00e7as na regra de jogo que prevalecem at\u00e9 os tempos atuais: come\u00e7ou a valer o gol ol\u00edmpico e, para que fosse caracterizado o impedimento, passou a ser necess\u00e1rio que apenas dois, em vez de tr\u00eas jogadores, estivessem entre quem recebe a bola e a linha de fundo do advers\u00e1rio. Naquele momento de transforma\u00e7\u00f5es, o S\u00e3o Cristov\u00e3o montou um time aguerrido, que priorizou a prepara\u00e7\u00e3o f\u00edsica e, assim, passou por cima dos favoritos.<\/p>\n<p>Texto: Roberto Sander.<br \/>\nFonte: Coluna publicada no Jornal dos Sports, em 04\/09\/2005 e Bangu.net<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Fla-Flu da Lagoa, o t\u00edtulo dos t\u00edtulos O t\u00edtulo de bicampe\u00e3o carioca de 1941, conquistado pelo Fluminense no lend\u00e1rio Fla-Flu da Lagoa, ganha em import\u00e2ncia por ter refor\u00e7ado de forma definitiva e irrevers\u00edvel a m\u00edstica do cl\u00e1ssico mais tradicional do futebol brasileiro, o que se deve, e muito, ao talento de M\u00e1rio Filho. 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