{"id":1086,"date":"2008-03-29T13:21:03","date_gmt":"2008-03-29T16:21:03","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/03\/29\/futebol-de-varzeaa-noite-que-o-flamengo-passou-um-sufoco\/"},"modified":"2016-04-02T06:52:59","modified_gmt":"2016-04-02T09:52:59","slug":"futebol-de-varzeaa-noite-que-o-flamengo-passou-um-sufoco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=1086","title":{"rendered":"Futebol de V\u00e1rzea:A noite que o Flamengo passou um sufoco!!!"},"content":{"rendered":"<p>O Clube de Regatas Flamengo, que naquela noite se defrontava com o Colodino Atl\u00e9tico Clube em memor\u00e1vel contenda que entrou para a hist\u00f3ria futebol\u00edstica gon\u00e7alense.<br \/>\nO Flamengo n\u00e3o veio completo, por\u00e9m trouxe um tima\u00e7o, com sensacionais craques que brilhavam no plantel principal naquele ano de 1962, se a mem\u00f3ria n\u00e3o me est\u00e1 atrair. O Colodino tamb\u00e9m levou ao campo seus melhores jogadores, alguns j\u00e1 profissionalizados em clubes do Rio, mas com as pernas e os cora\u00e7\u00f5es sempre defendendo o verde-esmeralda da camisa do melhor time de S\u00e3o Gon\u00e7alo.<\/p>\n<p>O jogo correndo, na intermedi\u00e1ria do Colodino emergia Carlinhos Danilo como um deus mitol\u00f3gico. Um craque, na mais pura e verdadeira acep\u00e7\u00e3o, aquele jovem. At\u00e9 do seu nome emanava a poesia da bola que ele jogava com maestria. E mesmo debaixo de chuva e lama n\u00e3o havia uma jogada qualquer que n\u00e3o se conclu\u00edsse magistralmente a partir da genialidade e dos maravilhosos p\u00e9s de Carlinhos Danilo.<br \/>\nEle era deslumbrante jogando, apesar de simples no toque perfeito da pelota. A\u00ed residia, por\u00e9m, a genialidade dele: na matada da bola no peito, do jeito que ela viesse, na subida elegante para o cabeceio, na parada da bola naquele piso encharcado, e ela, a bola, submissa a seus m\u00e1gicos p\u00e9s e saindo em dire\u00e7\u00e3o milim\u00e9trica para a direita, ou esquerda, ou direto \u00e0 \u00e1rea ap\u00f3s o passe que ele dava, fosse qual fosse a perna.<\/p>\n<p>Naquela noite de indiz\u00edvel emo\u00e7\u00e3o, eu, flamenguista doente, torcia para que o Colodino vencesse. E via, feliz, o respeito dos craques rubro-negros pelo meio-campista colodinense, um fen\u00f4meno que eles, os craques flamenguistas, n\u00e3o esperavam encontrar num time de v\u00e1rzea. Mas encontraram&#8230; E admiraram deveras aquele m\u00e1gico da bola, ela, rolando ou parada, no drible ou no chute, no passe ou no cabeceio, enfim, um poeta da pelota vestido de verde-esmeralda e ensinando aos profissionais do Flamengo o valor de um craque amador.<\/p>\n<p>E no gol? Sim, prezado leitor, sim, no gol estava outro monstro sagrado. Estava Derval, um el\u00e1stico que se esticava firme no alto e no baixo. Eram muitas as bolas chutadas pelos craques advers\u00e1rios contra a meta do Colodino. Vinham quentes, sim, mas Derval delas n\u00e3o tomava conhecimento: voava veloz, e com precis\u00e3o, e sempre catava a pelota com carinho, como se ela fosse assim sua namorada, por\u00e9m com a firmeza de quem sabe o que faz. Ele estava vestido de preto, ostentando o escudo do Colodino na altura do seu cora\u00e7\u00e3o, aquele que se confundia com este na vibra\u00e7\u00e3o de um jogo inesquec\u00edvel. E ainda havia o Jo\u00e3o Batista, goleira\u00e7o, cria da casa, que chegou a envergar a camiseta do Botafogo F. C. e tamb\u00e9m defendeu com amor as cores do Colodino. Revezava com Derval na tarefa de abra\u00e7ar a bola que com eles dificilmente balan\u00e7ava a rede do verde-esmeralda. Eram barreiras intranspon\u00edveis, Jo\u00e3ozinho e<br \/>\nDerval.<\/p>\n<p>Estava zero a zero. Assim correu o primeiro tempo, com o Flamengo bombardeando o gol de Derval. Contudo, do outro lado, tamb\u00e9m vestido de verde-esmeralda, havia Mimi. Sim, caro leitor, havia Mimi, o maior jogador de futebol que S\u00e3o Gon\u00e7alo j\u00e1 viu e tem guardado na mem\u00f3ria. E l\u00e1 estava ele, o ponta-de-lan\u00e7a do drible seco, da corridaem diagonal e do chute perigoso, sempre rasteiro e forte, atordoando os goleiros advers\u00e1rios. Mimi lembrava Dida, o estupendo atacante do Flamengo.<br \/>\nNaquela noite, sofriam com Mimi os beques e o goleiro do Flamengo, os primeiros sem conseguir dominar aquele endiabrado atacante, e o segundo voando nervoso e a toda hora atr\u00e1s de segurar a bola quente arremessada pelos p\u00e9s m\u00e1gicos de Mimi e do seu parceiro Loloca. Sim, Loloca, na dianteira do Colodino, tamb\u00e9m a levar cabelos brancos \u00e0s jovens cabe\u00e7as dos jogadores do Flamengo. Era Loloca o centroavante de \u00e9bano, o nosso Pel\u00e9 gon\u00e7alense, sem tirar nem p\u00f4r.<\/p>\n<p>Sim, sim, Loloca era um negro que brilhava dentro de campo, brilhava na cor e na bola. Na subida para o cabeceio, dentro da \u00e1rea, ele parecia o verdadeiro Pel\u00e9, o monstro sagrado do futebol. Mas Loloca ficou por S\u00e3o Gon\u00e7alo deleitando os torcedores do Colodino A. C. e \u00e0s vezes do E. C. Peixoto nos domingos de futebol.Trabalhava no Departamento de Estrada de Rodagem.Tamb\u00e9m Mimi trabalhava no DER, como top\u00f3grafo, apesar de ter jogado profissionalmente no Bonsucesso e no Vasco da Gama. Mimi foi tra\u00eddo por uma contus\u00e3o no joelho que lhe encerrou a carreira num piscar de olhos. Mas continuou atuando no futebol amador, sempre maravilhoso aos olhos de centenas de assistentesque se apinhavam nas beiradas dos campos somente para v\u00ea-lo atuar, como eu muitas vezes o fiz.<\/p>\n<p>O jogo corria debaixo da chuvarada. O campo estava marrom da lama solta pelas ferozes chuteiras dos vinte jogadores. Debaixo das balizas havia um mar de \u00e1gua barrenta, com os goleiros literalmente nadando e mergulhando atr\u00e1s da bola molhada e pesada. No campo, a habilidade dos atletas estava explorada ao m\u00e1ximo, com muitos deles vencidos por escorreg\u00f5es inevit\u00e1veis. Mas a\u00ed \u00e9 que aqueles craques se superavam, proporcionando raro esplendor \u00e0 noite feia.<br \/>\nPoderia o leitor imaginar que somente havia em campo esses craques. N\u00e3o, n\u00e3o, o Colodino colocara outro monstro sagrado: Ti\u00e3o da S\u00e1 Pinto. Este, um mulato de mais ou menos 1,70m de altura, voz fininha a gritar: \u201cVai, fulano!\u201d Fazia da bola a sua companheira \u00edntima. Tanto como os demais que aqui enalte\u00e7o, Ti\u00e3o da S\u00e1 Pinto, nome da rua em que morava, jogava como ningu\u00e9m. Apresentava um lindo toque de bola, extraindo suspiros e exclama\u00e7\u00f5es de admira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Naquela noite Ti\u00e3o estava magistral. Deixava at\u00f4nita a defesa do Flamengo, caindo na direita ou na esquerda do meio-de-campo, num revezamento que n\u00e3o lhe alterava a qualidade. Em ambas as situa\u00e7\u00f5es ele era um perigo para a defesa advers\u00e1ria, esta que n\u00e3o sabia como parar seus passes de m\u00e1gico endere\u00e7ados aos atacantes Mimi e Loloca, e nos dribles secos que a toda hora aplicava nos at\u00f4nitos advers\u00e1rios. Eta linha de ataque maravilhosa!<br \/>\nA bem da mais pura verdade, n\u00e3o eram somente esses endiabrados craques que deslumbravam os assistentes. Havia Jorge Calheiro, bom de bola e de canto, seresteiro de renome. Mas na bola era maestro, assim como na m\u00fasica. Havia o grandioso zagueiro central Bringela segurando a garotada rubro-negra, ele, o mais velho dentro do campo, o vov\u00f4 do time, por\u00e9m com uma sa\u00fade de invejar.<\/p>\n<p>Ao lado de Bringela estava Non\u00f4, o beque direito. O homem n\u00e3o era de brincadeira.Jogava leal, mas com um rigor de assustar os advers\u00e1rios. Era um touro de t\u00e3o forte e chegava duro na bola. N\u00e3o perdia uma dividida, a bola era dele, ganhava-a na marra e sa\u00eda jogando com classe. Mas sua cara feia assustava. Sim, assustava deveras os incautos atacantes que para ele olhava. N\u00e3o era cara de muitos amigos, mas tudo somente impress\u00e3o, porque Non\u00f4 jogava com lealdade. E muito bem, por sinal.<br \/>\nEsse era o time, ou melhor, a espinha dorsal de um plantel estupendo que nunca ser\u00e1 esquecido. \u00c9 certo, por\u00e9m, que n\u00e3o lembrei de muitos nomes, e talvez tenha errado na grafia de alguns que nomeei; mas n\u00e3o o suficiente para deix\u00e1-los an\u00f4nimos por confus\u00e3o. O que est\u00e1 escrito, com certeza, basta para que eles sejam reconhecidos por todos quanto os viram jogar. E aqueles que n\u00e3o os viram, saibam que muito perderam&#8230;<br \/>\nO jogo corria suado, o Flamengo de um lado e o Colodino do outro, misturando os craques o suor com \u00e1gua e lama. Mas o gol n\u00e3o sa\u00eda, e eu, na beirada do campo, torcia, nervoso, admirando a genialidade daqueles craques. E ocorreu o primeiro gol,do Flamengo, marcado talvez por Espanhol, se a mem\u00f3ria me n\u00e3o est\u00e1 a falhar.Confesso que tremi, achando que aquele um a zero poderia se transformar egoleada. E comecei a sonhar ali mesmo, debaixo da chuva, de os olhos abertos.<br \/>\nSonhava com os refor\u00e7os gon\u00e7alenses que poderiam estar completando aquele tima\u00e7o do Colodino. Sonhava com Ant\u00f4nio Carlos, Mimi e Loloca se revezando com Careca, do Nacional Esporte Clube, outro tim\u00e3o de S\u00e3o Gon\u00e7alo. Careca lembrava Reinaldo, o maravilhoso craque do Atl\u00e9tico Mineiro, mas com a mesma qualidade.<br \/>\nCareca tinha a velocidade do tuf\u00e3o com a bola nos p\u00e9s; gingava na frente dos beques e sempre os deixava a ver navios enquanto a bola sacudia a rede advers\u00e1ria.Sim, Careca era um goleador que fazia estremecer as melhores defesas. E, junto com Ant\u00f4nio Carlos, Mimi e Loloca, que quarteto maravilhoso seria! N\u00e3o resisto em novamente exclamar: Que linha de ataque maravilhosa!&#8230; Que trabalho os defensores rubro-negros teriam naquela memor\u00e1vel noite!&#8230;<br \/>\nE foi quando quase ocorreu o gol do empate, atrav\u00e9s de Mimi, em estupendo petardo que ele mandou contra a meta do Flamengo. O goleiro pegou. Todavia, a vibra\u00e7\u00e3o foi total. Agora, quem estava a tremer era o tima\u00e7o do Flamengo, que n\u00e3o esperava encontrar tanta dureza pela frente. Mas eles, os rubro-negros, tamb\u00e9m eram espetaculares em campo; e sem o refor\u00e7o por mim sonhado o jogo terminou com mais um gol dos rubro-negros. Dois a zero, no final. N\u00e3o foi um justo resultado, sem dem\u00e9rito do vencedor.<\/p>\n<p>Em boa hora a lembran\u00e7a de Careca me fez ver em campo, no meu sonho acordado, outros craques que gravaram seus nomes na mem\u00f3ria futebol\u00edstica gon\u00e7alense. Sim, sim, havia Lulinha, cria do Colodino, que foi titular do Fluminense nos anos sessenta, e ainda havia os irm\u00e3os Paraquett, Tunico e Luiz Carlos, dois maravilhosos craques da bola e jogadores do Esporte Clube Peixoto.<br \/>\nTunico, na posi\u00e7\u00e3o de zagueiro central, era um monstro sagrado. N\u00e3o havia em S\u00e3o Gon\u00e7alo um beque melhor. No tiro de meta, ao repor a bola em jogo, tanto fazia se ela estivesse em posi\u00e7\u00e3o de ser chutada pelo p\u00e9 direito ou pelo esquerdo. Tunico batia igual com as duas pernas e colocava a esfera onde queria. No cabeceio dentro da \u00e1rea,at\u00e9 mesmo o genial Loloca respeitava o baixinho Tunico, cuja impuls\u00e3o ultrapassava em altura o Pel\u00e9 gon\u00e7alense. Tunico era efetivamente um le\u00e3o em campo, mas nunca deu pancada em ningu\u00e9m. Deslizava entre as pernas dos atacantes e lhes tomava a<br \/>\nbola. Nunca os tocava em falta. Era, sim, delicado dentro e fora do campo.<br \/>\nE Luiz Carlos Paraquett?&#8230; Este jogava no meio-de-campo, como o mestre Carlinhos Danilo, mas sem perder em qualidade para aquele outro. Luiz Carlos era magrelo e pouco mais baixo que Carlinhos Danilo, com quem formou, quando juntos jogaram, Carlinhos Danilo tamb\u00e9m envergou, numa \u00e9poca, a camisa tricolor do Esporte Clube<br \/>\nPeixoto,o mais espetacular meio-de-campo que se pode imaginar existir ou ter existido no futebol amador. E n\u00e3o seria demais afirmar que, se ambos tivessem formado em algum time profissional, seriam destacados como s\u00e9rios ocupantes da intermedi\u00e1ria da Sele\u00e7\u00e3o Canarinho.<\/p>\n<p>Luiz Carlos, carinhosamente apelidado por \u201cdez letrinhas\u201d, parecia ter el\u00e1stico no corpo. Era uma enguia com a bola nos p\u00e9s, capaz de aplicar nos advers\u00e1rios os dribles mais desconcertantes. No passe, era um perfeccionista, n\u00e3o escolhendo perna para jogar. Era simplesmente assombroso, e que o digam aqueles que o enfrentaram em campo. E era um implac\u00e1vel goleador, como o \u00e9 atualmente o Marcelinho do<br \/>\nCor\u00edntians, capaz de destronar qualquer goleiro.<br \/>\nOs at\u00f4nitos jogadores do Flamengo certamente vieram a S\u00e3o Gon\u00e7alo, naquela noite, pensando em golear um timeco qualquer. Estavam enganados, redondamente enganados. Mas, diga-se a bem da verdade, o time rubro-negro n\u00e3o veio a S\u00e3o Gon\u00e7alo pra levar derrota.<br \/>\nFim de jogo, dois a zero para o Flamengo, e os coment\u00e1rios nunca mais pararam.<br \/>\nResistem at\u00e9 hoje \u00e0 passagem dos anos. Alguns dizem que, se o tempo estivesse bom,o Flamengo sairia do campo do Tamoio com uma fragorosa derrota; outros j\u00e1 ousam afirmar que seria o contr\u00e1rio, que o Flamengo venceria, como de fato venceu, aquele jogo. Eu particularmente acho que n\u00e3o seria bom nem mesmo para a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira enfrentar aqueles craques gon\u00e7alenses em noite de inspira\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDiriam muitos que exagero, e alguns que os craques de v\u00e1rzea jamais ultrapassariam o brilho ef\u00eamero do futebol local, dos jogos em campos ruins e das carreiras curtas, logo trocadas por proeminentes barrigas de bebedores de cerveja.<br \/>\nTalvez, talvez&#8230; Mas continuo achando que o Flamengo teria levado uma surra naquela noite se estivesse em campo o time gon\u00e7alense dos meus sonhos. E se arrependeria de ter vindo a S\u00e3o Gon\u00e7alo enfrentar os craques do futebol amador daquela terra.<br \/>\nTanto \u00e9 assim que at\u00e9 hoje esses jogadores est\u00e3o vivos na mem\u00f3ria popular gon\u00e7alense, enquanto que os profissionais flamenguistas n\u00e3o t\u00eam mais seus nomes sequer lembrados.<br \/>\nLoloca e os irm\u00e3os Luiz Carlos e Tunico Paraquett est\u00e3o mortos. Mas nunca ser\u00e3o esquecidos naquelas paragens que formam os bairros do Desvio de Dona Zizinha,<\/p>\n<p>Naquela memor\u00e1vel noite, diga-se de caminho, acho que somente jogaram Loloca,Carlinhos Danilo, Derval, Mimi, Non\u00f4, Jorge Calheiro e Ti\u00e3o da S\u00e1 Pinto, entre os demais que aqui homenageei porque sonhei com esses jogadores num mesmo time.<br \/>\nMas n\u00e3o importa se h\u00e1 algum esquecimento. E muito menos importa o fato de muitos n\u00e3o terem conhecido os jogadores que aqui me referi. Por\u00e9m, \u00e9 f\u00e1cil trocar esses nomes por outros, assim como \u00e9 simples imaginar outras cidades, outros campos e outros times de v\u00e1rzea. Pois o que efetivamente tem import\u00e2ncia \u00e9 o registro de uma \u00e9poca em que o futebol amador \u00e0s vezes revelava um jogador como Garrincha. Sim,havia muitos campos de v\u00e1rzea. N\u00e3o como hoje: os campos se escassearam e os craques de futebol amador ficaram na lembran\u00e7a dos mais velhos, tal como agora o fa\u00e7o. E quantos craques,como Garrincha, poderiam ter sido revelados como naqueles tempos em que sobravam campos para o povo simples jogar?..<\/p>\n<p>Fonte:www.emirlarangeira.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Clube de Regatas Flamengo, que naquela noite se defrontava com o Colodino Atl\u00e9tico Clube em memor\u00e1vel contenda que entrou para a hist\u00f3ria futebol\u00edstica gon\u00e7alense. O Flamengo n\u00e3o veio completo, por\u00e9m trouxe um tima\u00e7o, com sensacionais craques que brilhavam no plantel principal naquele ano de 1962, se a mem\u00f3ria n\u00e3o me est\u00e1 atrair. 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