{"id":1051,"date":"2008-03-14T07:58:11","date_gmt":"2008-03-14T10:58:11","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.soccerlogos.com.br\/2008\/03\/14\/os-primordios-do-futebol-em-belo-horizonte-e-do-clube-atletico-mineiro\/"},"modified":"2016-04-02T07:23:32","modified_gmt":"2016-04-02T10:23:32","slug":"os-primordios-do-futebol-em-belo-horizonte-e-do-clube-atletico-mineiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=1051","title":{"rendered":"Os prim\u00f3rdios do futebol em Belo Horizonte e do Clube Atl\u00e9tico Mineiro!!!"},"content":{"rendered":"<p>Nos primeiros anos do s\u00e9culo passado, BH era uma cidade com o tra\u00e7ado claro: a Avenida do Contorno delimitava o espa\u00e7o nobre, moderno, limpo e urbano destinado \u00e0s classes altas. A \u00e1rea perif\u00e9rica abrigava as classes mais baixas e n\u00e3o atra\u00eda investimentos p\u00fablicos.<br \/>\nNessa \u00e9poca, o futebol chegou ao Brasil como um esporte de elite. Os clubes refletiam a hierarquia social e s\u00f3 aceitavam como s\u00f3cios ou jogadores os membros da alta classe. Havia pouca op\u00e7\u00e3o de lazer para os mais pobres. O Atl\u00e9tico Mineiro Futebol Clube foi o primeiro time da capital mineira a aceitar em seus quadros qualquer pessoa, independente de sua classe social. Por isso, esse clube pode ser considerado um dos poucos pontos de integra\u00e7\u00e3o social da Belo Horizonte do in\u00edcio do s\u00e9culo.<\/p>\n<p><strong>Falta de lazer leva a popula\u00e7\u00e3o ao futebol<\/strong><\/p>\n<p>Havia poucas op\u00e7\u00f5es lazer em Belo Horizonte no in\u00edcio do s\u00e9culo e essas op\u00e7\u00f5es eram dirigidas \u00e0 elite. O Clube Recreativo, fundado em 1894, o Hip\u00f3dromo inaugurado em 1906 e as casas de divers\u00f5es eram incentivados pela Prefeitura atrav\u00e9s de isen\u00e7\u00e3o de impostos e doa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nPor essa \u00e9poca, o futebol come\u00e7ava a se popularizar no Brasil, introduzido por Charles Miller em S\u00e3o Paulo. Em 1903, chegou \u00e0 cidade o estudante carioca Vitor Serpa, que aprendera a jogar futebol na Su\u00ed\u00e7a. No ano seguinte, Serpa come\u00e7ou a divulg\u00e1-lo entre alguns amigos. Em 10 de junho de 1904, Serpa e dezenas de companheiros fundaram o Sport Club Foot-ball, primeira agremia\u00e7\u00e3o de futebol criada em Belo Horizonte. O Clube era formado por membros da elite da capital: estudantes, funcion\u00e1rios p\u00fablicos e comerciantes. O campo foi constru\u00eddo na Rua Sapuca\u00ed e, no dia tr\u00eas de outubro, aconteceu a primeira partida de futebol na capital, entre dois times do pr\u00f3prio Clube: o de Vitor Serpa e o do presidente da associa\u00e7\u00e3o, Oscar Americano. Venceu o time de Serpa, por 2 a 1.<\/p>\n<p>[img:fotoq.jpg,full,vazio]<br \/>\n(Na foto: Jos\u00e9 Gon\u00e7alves, fundador e jogador do Sport Club, primeiro time de futebol de Belo Horizonte)<\/p>\n<p>O futebol come\u00e7ava a ser praticado apenas pela elite da capital mineira, tend\u00eancia que se refletia em todo o pa\u00eds. Em S\u00e3o Paulo, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, os primeiros clubes (Associa\u00e7\u00e3o Atl\u00e9tica Mackenzie, Fluminense Futebol Clube, Gr\u00e9mio Foot-Ball Porto Alegrense, respectivamente) eram times de elite, que s\u00f3 tinham jogadores e membros da diretoria que fossem universit\u00e1rios, profissionais liberais ou comerciantes. Pessoas de menor condi\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o entravam.<br \/>\nAinda em 1904 eram fundados em Belo Horizonte dois clubes: O Pl\u00ednio Futebol Club e o Clube Atl\u00e9tico Mineiro, que n\u00e3o deve ser confundido com o atual. Esses clubes eram formados basicamente por estudantes. Criou-se, ent\u00e3o, uma liga de futebol entre os tr\u00eas clubes e come\u00e7aram a disputar um campeonato. O Sport Clube se inscreveu com dois times: o Vesp\u00facio e o Colombo. O Atl\u00e9tico tamb\u00e9m se inscreveu com dois times: o Atl\u00e9tico e o Mineiro. O Pl\u00ednio entrou no campeonato com apenas um time.<br \/>\nO futebol come\u00e7ava a se destacar entre os membros da elite belorizontina: o campeonato vinha sendo noticiado com certo destaque pelo Minas Gerais, que inclusive publicou na edi\u00e7\u00e3o de 6 de novembro de 1904 uma tabela da posi\u00e7\u00e3o dos clubes nesse primeiro campeonato da cidade.<br \/>\nInfelizmente, o campeonato n\u00e3o foi conclu\u00eddo. As chuvas do m\u00eas de novembro estragaram os campos e os jogadores, em sua maioria estudantes, entraram em f\u00e9rias escolares e retornaram para suas cidades de origem, j\u00e1 que boa parte deles vinha para Belo Horizonte apenas para estudar. Vitor Serpa retornou ao Rio, aonde veio a falecer em 1905.<\/p>\n<p><strong>Decad\u00eancia e ressurgimento do \u201cfoot-ball\u201d<\/strong><\/p>\n<p>A primeira experi\u00eancia do futebol em Belo Horizonte foi intensa, por\u00e9m fugaz. Em princ\u00edpios de 1905, a cidade tinha sete associa\u00e7\u00f5es de futebol: O Sport Club, O Estrada Futebol Clube, o Atl\u00e9tico Mineiro Futebol Club (novo nome do Atl\u00e9tico Mineiro) o Brasil Futebol Clube e o Viserpa Futebol Clube (nome homenageando Vitor Serpa). Apesar de tantos clubes, os jogos foram rareando e o interesse foi diminuindo. Todos esses clubes tiveram vida curt\u00edssima, com exce\u00e7\u00e3o do Sport, que sobreviveu at\u00e9 1909.<br \/>\nOs f\u00e3s do futebol foram ficando descontentes com a situa\u00e7\u00e3o. O m\u00e1ximo que se organizava agora, eram &#8220;peladas&#8221; espor\u00e1dicas. Nos encontros no Parque Municipal, os estudantes se reuniam para os passeios de domingo ou para as corridas de bicicletas, tamb\u00e9m realizadas nos fins de semana. O futebol ficou, durante algum tempo, relegado a segundo plano.<\/p>\n<p><strong>Nasce o Clube Atl\u00e9tico Mineiro<\/strong><\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1908, um grupo de estudantes se reunia, como de costume, no Parque Municipal. Liderados por Margival Mendes Leal e M\u00e1rio Toledo, estavam decididos a fundar um novo clube de futebol em Belo Horizonte. Em 25 de mar\u00e7o, os rapazes mataram aula e, numa quarta-feira ensolarada, nascia o Atl\u00e9tico Mineiro Futebol Clube, &#8220;para sufocar todos os outros&#8221;. Seguiram-se outras reuni\u00f5es, realizadas sempre no Parque, nessa \u00e9poca freq\u00fcentado apenas pela elite da capital.<br \/>\nO Atl\u00e9tico nasceu como sendo um time de estudantes, ou seja, da elite belo-horizontina. O que diferenciava o Atl\u00e9tico dos outros clubes \u00e9 o fato de que, desde os primeiros tempos, seus quadros estavam abertos a qualquer pessoa. Pouco a pouco, o Atl\u00e9tico se firmava como o time do povo. E, em suas primeiras partidas, o time j\u00e1 acumulava vit\u00f3rias. Em 1909, derrotou o Sport Club tr\u00eas vezes consecutivas, o que determinou a dissolu\u00e7\u00e3o do time fundado por Vitor Serpa.<\/p>\n<p><strong>O Atl\u00e9tico cresce, junto com o futebol e a cidade<\/strong><\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 10, Belo Horizonte tinha uma popula\u00e7\u00e3o crescendo ininterruptamente. E, gra\u00e7as \u00e0 funda\u00e7\u00e3o do Atl\u00e9tico, o futebol na cidade ganhou um novo \u00edmpeto. Nos tr\u00eas jogos disputados contra o Sport, em 1909, o p\u00fablico presente no campo (local onde hoje fica a Secretaria de Agricultura) foi de cerca de 3 mil pessoas, quando a capital tinha cerca de 30 mil habitantes. Nessa nova &#8220;onda&#8221; futebol\u00edstica, viriam a surgir outros dois importantes clubes: o Yale Atl\u00e9tico Clube, em 1910, e o Am\u00e9rica Futebol Clube, em 1912. O futebol se enraizava, definitivamente, na capital.<br \/>\nO come\u00e7o, no entanto, foi dif\u00edcil. A primeira diretoria do Atl\u00e9tico era composta pelos pr\u00f3prios atletas: ao mesmo tempo que cuidavam da parte administrativa, tinham que treinar e jogar no time. Para se ter uma id\u00e9ia da precariedade do clube, o Atl\u00e9tico ganhou da Prefeitura um terreno para construir seu campo e sede na rua Guajajaras, entre S\u00e3o Paulo e Curitiba. O campo n\u00e3o tinha mais que uns 30 metros de largura por uns 75 metros de comprimento, bem abaixo das medidas oficiais. N\u00e3o havia marcas laterais e a bola sa\u00eda de jogo quando rolava pelo barranco abaixo. As traves eram dois paus colocados verticalmente e o travess\u00e3o era uma corda esticada. J\u00e1 nos primeiros dias, roubaram as traves. Posteriormente, o Atl\u00e9tico passou a ocupar o campo que foi do Sport Club, ao lado da esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria.<br \/>\nEnfrentando tantas dificuldades numa cidade t\u00e3o carente de recursos (a diretoria do Atl\u00e9tico teve que procurar muito para comprar uma bola, e assim mesmo tiveram que se contentar com uma usada, pois nenhuma outra foi encontrada em todo o com\u00e9rcio), o futebol come\u00e7ava a tomar gosto n\u00e3o s\u00f3 da elite, mas do povo em geral. Os jogos atra\u00edam um crescente interesse e o Atl\u00e9tico j\u00e1 contava com uma grande torcida por motivos \u00f3bvios: dos tr\u00eas times da capital, o Atl\u00e9tico era o \u00fanico clube que n\u00e3o impunha restri\u00e7\u00f5es \u00e0 entrada de jogadores ou s\u00f3cios. O Yale, clube da col\u00f4nia italiana cuja dissid\u00eancia daria origem em 1921 ao Palestra It\u00e1lia, n\u00e3o via com bons olhos a inclus\u00e3o de n\u00e3o italianos ou descendentes em seus quadros. E o Am\u00e9rica s\u00f3 aceitava estudantes ou pessoas de posse, sendo um clube altamente elitista.<\/p>\n<p><strong>Time sai invicto e conquista campeonato<\/strong><\/p>\n<p>[img:foto2.jpg,full,vazio]<br \/>\n(Na foto: Atl\u00e9tico, primeiro campe\u00e3o mineiro &#8211; 1915)<\/p>\n<p>Em 1914, j\u00e1 com o nome atual de Clube Atl\u00e9tico Mineiro, o time se inscreveu no primeiro torneio de futebol oficial realizado em Belo Horizonte. Invicto, conquistou o t\u00edtulo. No ano seguinte, seria disputado o primeiro campeonato estadual de futebol em Minas e o Atl\u00e9tico novamente venceu. Nesses primeiros anos, o Atl\u00e9tico come\u00e7aria a se impor como o clube mais popular da capital mineira. E \u00e9 interessante constatar que, apesar de o Am\u00e9rica ter sido campe\u00e3o mineiro por dez vezes consecutivas (de 1916 a 1925), o Atl\u00e9tico era o time que mais crescia em Belo Horizonte, sendo inclusive convidado para jogar em outras cidades, o que era bastante raro na \u00e9poca.<br \/>\nA discrimina\u00e7\u00e3o existente nos outros clubes iria perdurar nos anos vinte e trinta. S\u00f3 em 1927 o Palestra It\u00e1lia permitiria o ingresso de n\u00e3o italianos em seus quadros como s\u00f3cios ou como jogadores, mas ainda assim os n\u00e3o &#8220;oriundi&#8221; eram quase sempre barrados no time de futebol, dando-se prefer\u00eancia aos &#8220;italliani&#8221;. Nos anos 30, o Am\u00e9rica ainda restringia o acesso de jogadores pobres durante os testes aos quais eram submetidos os atletas. Cidinho, o &#8220;Bola Nossa&#8221;, que foi juiz de futebol nos anos quarenta, conta que, no in\u00edcio dos anos trinta, foi fazer um teste para conseguir entrar nos times juvenis do Am\u00e9rica e do Palestra, sendo recusado por ambos. Era pobre e n\u00e3o era italiano&#8230; No Atl\u00e9tico, foi inclu\u00eddo no time e foi campe\u00e3o mineiro juvenil no ano de 1934.<br \/>\nNo per\u00edodo de 1926 a 1939, o Atl\u00e9tico consolidou sua posi\u00e7\u00e3o de maior clube de Minas Gerais e o mais popular, ganhando in\u00fameros t\u00edtulos, inclusive o de Campe\u00e3o dos Campe\u00f5es do Brasil, em 1936 &#8211; e revelando craques diversos.<br \/>\nO Atl\u00e9tico ofereceu \u00e0 popula\u00e7\u00e3o mais pobre de Belo Horizonte uma oportunidade de inser\u00e7\u00e3o no lazer da capital. J\u00e1 em 1927, o jornal Vida Sportiva tecia esse coment\u00e1rio nada lisonjeiro sobre a populariza\u00e7\u00e3o do futebol:<br \/>\n&#8220;O futebol revestiu-se, nos seus come\u00e7os, de um cachet de fina eleg\u00e2ncia e alta distin\u00e7\u00e3o. Distin\u00e7\u00e3o do &#8216;referee&#8217; (\u00e1rbitro) e distin\u00e7\u00e3o de linguagem do cronista. Tratava-se, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, de uma divers\u00e3o de elites. Depois, dizem que o futebol evoluiu&#8230; Generalizou-se, democratizou-se, banalizou-se. E perdeu, no mesmo passo, o primitivo cunho de eleg\u00e2ncia. Enfim, evoluiu e continua a evoluir&#8230; Para o &#8220;Bambam-bam&#8221;. (Jornal Vida Sportiva, de 19\/11\/1927)<br \/>\nEra um caminho sem volta. Isso porque o futebol passou a fazer parte do gosto popular e o povo j\u00e1 se identificava com ele. As massas suburbanas segregadas pelo Poder P\u00fablico se identificaram com a agremia\u00e7\u00e3o que as escolhia sem fazer distin\u00e7\u00f5es: o Clube Atl\u00e9tico Mineiro.<\/p>\n<p>[img:foto3.jpg,full,vazio]<br \/>\nNa foto: Atl\u00e9tico &#8211; final da d\u00e9cada de 20. As fotos desta mat\u00e9ria foram cedidas gentilmente pela ADEMG<\/p>\n<p>Fonte:Cajabis Cannabis,revista da Prefeitura de Belo Horizonte em julho de 1995, intitulado &#8220;Os Prim\u00f3rdios do Futebol em Belo Horizonte e a Funda\u00e7\u00e3o do Clube Atl\u00e9tico Mineiro&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos primeiros anos do s\u00e9culo passado, BH era uma cidade com o tra\u00e7ado claro: a Avenida do Contorno delimitava o espa\u00e7o nobre, moderno, limpo e urbano destinado \u00e0s classes altas. A \u00e1rea perif\u00e9rica abrigava as classes mais baixas e n\u00e3o atra\u00eda investimentos p\u00fablicos. Nessa \u00e9poca, o futebol chegou ao Brasil como um esporte de elite. 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