{"id":104782,"date":"2017-04-08T15:25:39","date_gmt":"2017-04-08T18:25:39","guid":{"rendered":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=104782"},"modified":"2017-04-08T15:32:43","modified_gmt":"2017-04-08T18:32:43","slug":"o-america-do-recife-pe-ja-foi-alvirrubro-ja-sim-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/?p=104782","title":{"rendered":"O Am\u00e9rica do Recife (PE) j\u00e1 foi alvirrubro? J\u00e1, sim senhor!"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-104785\" title=\"001 2\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/001-2-500x309.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"309\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/001-2-500x309.jpg 500w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/001-2-300x185.jpg 300w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/001-2.jpg 1036w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>O &#8220;<em>a ponta solta<\/em>&#8221; na hist\u00f3ria do <strong>Am\u00e9rica Futebol Clube<\/strong>, ou simplesmente <strong><em>Am\u00e9rica do Recife<\/em><\/strong>, era o fato de a agremia\u00e7\u00e3o ter usado ou n\u00e3o a cor vermelha no seu escudo e uniforme em algum momento. No entanto, encontrei provas que comprovam que tal quest\u00e3o aconteceu, sim, no ano de 1938. Agora, vamos encaixar essa lacuna na hist\u00f3ria do <strong>Am\u00e9rica<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>1914: O In\u00edcio<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fundado no dia 12 de Abril de 1914<\/strong>, com o nome de <strong>Jo\u00e3o de Barros Football Club<\/strong>, por ter surgido numa casa situada na avenida do mesmo nome. Quase foi o primeiro pentacampe\u00e3o do futebol pernambucano.<\/p>\n<p>\u00c9 considerado o quarto clube mais vitorioso do estado. Atualmente manda suas partidas na cidade de <em>Paulista<\/em>, usando o <em>Est\u00e1dio Ademir Cunha<\/em> para realiza\u00e7\u00e3o de seus jogos. A sede fica localizada na Estrada do Arraial, no bairro de Casa Amarela, zona norte da cidade.<\/p>\n<p>Sua torcida era composta por grandes fam\u00edlias aristocratas do Recife e tamb\u00e9m era querido pela Col\u00f4nia Portuguesa Recifense, sem contar os outros torcedores espalhados pelo Recife, especialmente nos bairros de Casa Amarela, Casa Forte, Apipucos e Caxang\u00e1.<\/p>\n<p>Em 22 de agosto de 1915 passou a ter a denomina\u00e7\u00e3o atual a pedido do desportista <em>Belfort Duarte<\/em>, ligado ao <strong><em>Am\u00e9rica do Rio de Janeiro<\/em><\/strong>, que viera ao Recife buscar apoio para a funda\u00e7\u00e3o da <strong><em>Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Esportes<\/em><\/strong>, antecessora da antiga <strong><em>CBD<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Em visita a Pernambuco em agosto de 1915, Belfort Duarte, um dos s\u00edmbolos do futebol brasileiro, recebeu uma homenagem do <strong><em>JBFC<\/em><\/strong>. <em>Na noite de 22 de agosto, Belfort Duarte<\/em> foi distinguido como capit\u00e3o honor\u00e1rio do clube e mudou o nome do clube para <strong><em>Am\u00e9rica Futebol Clube<\/em><\/strong>, em homenagem ao seu clube de cora\u00e7\u00e3o: o <strong><em>Am\u00e9rica Football Club do Rio de Janeiro<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;<em>Comunico-vos que em Assembl\u00e9ia Geral do Jo\u00e3o de Barros Futebol Clube, reunida no dia 22 de agosto de 1915 deliberou a mudan\u00e7a de nome daquela sociedade que ficou denominada &#8220;Am\u00e9rica Futebol Clube&#8221;, convicto que esta delibera\u00e7\u00e3o em nada mudar\u00e1 as aten\u00e7\u00f5es dispensadas ao nosso antigo JBFC e espero a continua\u00e7\u00e3o das mesmas ao Am\u00e9rica Futebol Clube<\/em>&#8220;, carta de \u00a0Belfort Duarte enviada a imprensa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Maior virada do futebol brasileiro<\/strong><\/p>\n<p>Aconteceu em 1915 pelo <strong><em>Campeonato Pernambucano<\/em><\/strong> daquele ano onde o <strong>Am\u00e9rica<\/strong> vencia o <strong><em>Santa Cruz<\/em><\/strong> por 5 a 1 at\u00e9 os 30 minutos do segundo tempo, e em 15 minutos o <strong><em>Santa Cruz<\/em><\/strong> marcou seis gols numa incr\u00edvel seq\u00fc\u00eancia e venceu o jogo por 7 x 5. Essa partida foi a maior virada do futebol profissional brasileiro. A bola do jogo se encontra na sede do <strong><em>Santa Cruz<\/em><\/strong> no bairro do Arruda, no Recife.<\/p>\n<p>Em 1918, o <strong>Am\u00e9rica<\/strong> sagrava-se campe\u00e3o estadual, com a seguinte escala\u00e7\u00e3o: <em>Jorge, Ayres e Alecxi; R\u00f4mulo,Bermudes e Soares; Siza, Ang\u00ealo Perez, Z\u00e9 Tasso, Juju e Lapa<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Campe\u00e3o do Centen\u00e1rio da Independ\u00eancia em 1922<\/strong><\/p>\n<p>Em 1922, o <strong>Am\u00e9rica<\/strong> sagrava-se <strong><em>bicampe\u00e3o pernambucano<\/em><\/strong>, mas o grito que ecoava no Recife era o de <strong><em>Campe\u00e3o do Centen\u00e1rio<\/em><\/strong>, pois nesse ano o Brasil comemorava 100 anos de independ\u00eancia a Portugal. A Campanha vitoriosa foi a seguinte:<\/p>\n<p><em>07.05 Am\u00e9rica 2 x 1 Sport <\/em><\/p>\n<p><em>21.05 Am\u00e9rica 4 x 0 Peres <\/em><\/p>\n<p><em>04.06 Am\u00e9rica 2 x 1 N\u00e1utico <\/em><\/p>\n<p><em>23.07 Am\u00e9rica 3 x 1 Equador <\/em><\/p>\n<p><em>06.08 Torre 1 x 0 Am\u00e9rica <\/em><\/p>\n<p><em>22.10 Am\u00e9rica 2 x 1 Santa Cruz <\/em><\/p>\n<p><em>05.11 Am\u00e9rica 4 x 2 Flamengo<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jogos interrompidos pelos mais diversos motivos, principalmente pelo fato de o campo ter ficado escuro, como o cl\u00e1ssico <strong><em>Am\u00e9rica x Sport<\/em><\/strong> da primeira rodada, que terminaria decidindo o campeonato; jogos anulados, como o que envolveu o <strong><em>Torre<\/em><\/strong> e o novato <strong><em>Equador<\/em><\/strong>; entrega de pontos \u2013 <strong><em>Equador<\/em><\/strong>, <strong><em>Santa Cruz<\/em><\/strong> ao <strong><em>Sport<\/em><\/strong>, e <strong><em>Peres<\/em><\/strong> ao <strong><em>N\u00e1utico<\/em><\/strong>; jogo n\u00e3o realizado, devido ao desinteresse dos dois clubes \u2013 <strong><em>Flamengo<\/em><\/strong> e <strong><em>Santa Cruz<\/em><\/strong> \u2013 ap\u00f3s adiamento provocado pelas chuvas, que ca\u00edram intensamente, tudo isso marcou o <strong><em>Campeonato Pernambucano de 1922<\/em><\/strong>, disputado sob intensa \u00e9poca chuvosa e frio.<\/p>\n<p>O campeonato foi disputado em turno \u00fanico. Assim, houve apenas os jogos de ida. Mais uma vez, <strong><em>Sport<\/em><\/strong> e <strong><em>Am\u00e9rica<\/em><\/strong> surgiam como candidatos ao t\u00edtulo de campe\u00e3o. Os rubro-negros pretendiam interromper a marcha de seu maior rival, que buscava o segundo bicampeonato.<\/p>\n<p>A <strong><em>Liga<\/em><\/strong> j\u00e1 tinha institu\u00eddo o sistema de dois ou mais jogos por rodada. Logo de sa\u00edda, <strong><em>N\u00e1utico x Centro Peres<\/em><\/strong> deixou de ser disputado por causa do mau tempo. Tendo sido marcada para outra data, a partida terminou n\u00e3o sendo realizada porque o <strong><em>Peres<\/em><\/strong> entregou os pontos.<\/p>\n<p>Vit\u00f3ria do <strong><em>N\u00e1utico<\/em><\/strong>, portanto, por <em>WO<\/em>. No mesmo dia, <em>7 de maio<\/em>, o <strong><em>Am\u00e9rica<\/em><\/strong> derrotava o <strong><em>Sport<\/em><\/strong> pela contagem de 2 a 1, tendo sido o encontro suspenso por falta de ilumina\u00e7\u00e3o. Na \u00e9poca invernosa, como ainda acontece hoje, escurece mais cedo nessa regi\u00e3o, e os campos ainda n\u00e3o tinham ilumina\u00e7\u00e3o artificial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o da <strong><em>Liga<\/em><\/strong> determinou que os oito minutos restantes fossem disputados em data posterior, depois do cumprimento da tabela. Assim, <strong><em>rubro-negros<\/em><\/strong> e <strong><em>alviverdes<\/em><\/strong> voltaram a campo <em>em 19 de novembro<\/em>. Loca, Jaqueira, chamado de Am\u00e9rica Parque, onde a partida estava sendo disputada ao ser interrompida. Embora estivessem programados apenas alguns poucos jogos, um grande p\u00fablico compareceu. \u00c9 que estava em cena o pomposo t\u00edtulo de <strong><em>Campe\u00e3o do Centen\u00e1rio<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>O <strong>Am\u00e9rica<\/strong>, que sofrera uma derrota em meio \u00e0 sua jornada, ao perder para o <strong><em>Torre<\/em><\/strong> por 1 a 0, chegava \u00e0quele momento, com 10 pontos ganhos, enquanto o <strong><em>Sport<\/em><\/strong> tinha 11, sem incluir, \u00e9 claro, os pontos daquela partida, que os americanos estavam ganhando por 2 a 1.<br \/>\nForam instantes dram\u00e1ticos. O Sport lan\u00e7ou-se furiosamente ao ataque. Se conseguisse pelo menos empatar o jogo, ficaria com 12 pontos, e deixaria o gramado festejando a conquista de mais um t\u00edtulo. J\u00e1 o Am\u00e9rica se defendia com unhas e dentes, uma vez que se o placar fosse mantido, passaria a somar 12 pontos e levantaria a ta\u00e7a, pois o Sport permaneceria com 11. E foi o que ocorreu. Fim de jogo, vit\u00f3ria do Am\u00e9rica por 2 a 1. A torcida alviverde fez muito barulho na comemora\u00e7\u00e3o da conquista que ainda \u00e9 lembrada, quando a imprensa se refere ao clube como o Campe\u00e3o do Centen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Time-base campe\u00e3o: <em>Nozinho; R\u00f4mulo e Cunha Lima; Lindolpho, Licor e Faustino; Meirinha, Fabinho, Z\u00e9 Tasso, Juju e Matuto.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_104784\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-104784\" class=\"size-full wp-image-104784\" title=\"001\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/0011.jpg\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/0011.jpg 190w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/0011-96x96.jpg 96w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/0011-24x24.jpg 24w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/0011-36x36.jpg 36w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/0011-48x48.jpg 48w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/0011-64x64.jpg 64w\" sizes=\"auto, (max-width: 190px) 100vw, 190px\" \/><p id=\"caption-attachment-104784\" class=\"wp-caption-text\">Escudo de 1938 e 1939<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O 1\u00b0 campe\u00e3o nordestino<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto no sul se organizava <strong><em>a Copa dos Campe\u00f5es<\/em><\/strong> e o <strong><em>Torneio Rio-S\u00e3o Paulo<\/em><\/strong>, em Alagoas foi organizada uma competi\u00e7\u00e3o diferente: a <strong><em>Ta\u00e7a Nordeste<\/em><\/strong> (<em>o primeiro torneio inter-estadual da regi\u00e3o Nordeste de que se tem not\u00edcias)<\/em>.<\/p>\n<p>A competi\u00e7\u00e3o ocorreu para festejar o <em>Dia do Trabalhador<\/em>, em Macei\u00f3. Foram convocadas oito das melhores equipes do Nordeste: <strong><em>Botafogo e Vit\u00f3ria (Bahia), Cabo Branco e Am\u00e9rica (Para\u00edba), CRB e CSA (Alagoas) e Sport e Am\u00e9rica (Pernambuco)<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>O <strong>Mequinha<\/strong> passou \u00e0s semifinais ao lado do <strong><em>Botafogo-BA<\/em><\/strong> e enfrentaria mais uma vez o <strong><em>Sport<\/em><\/strong> fazendo uma reprise da final de 1922, e dessa vez aplicando 6 a 2 no Le\u00e3o, que era at\u00e9 ent\u00e3o devastador.<\/p>\n<p>O todo poderoso <strong>Am\u00e9rica<\/strong> ficaria conhecido em todo Nordeste e faria uma final hist\u00f3rica contra o <strong><em>CSA<\/em><\/strong> de Alagoas, que havia vencido o <strong><em>Botafogo<\/em><\/strong> da Bahia, o campe\u00e3o baiano da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Na final um dos jogos mais eletrizantes da hist\u00f3ria, com uma vit\u00f3ria para ambas equipes. Como o <strong><em>Am\u00e9rica<\/em><\/strong> detinha a vantagem, sagrou-se o primeiro campe\u00e3o nordestino de que se tem not\u00edcias.<\/p>\n<p>O primeiro jogo foi realizado <em>no dia 4 de fevereiro<\/em> e o <strong>Am\u00e9rica<\/strong> venceu o <strong><em>CSA<\/em><\/strong> por 2 a 1, mostrando todo poderio de uma equipe que era famosa em todo Nordeste. O CSA abriu a contagem atrav\u00e9s de Nelcino. Z\u00e9 Tarso e Juju deram a vit\u00f3ria ao clube pernambucano.<\/p>\n<p>No dia 6, ocorreu a segunda partida. O <strong><em>CSA<\/em><\/strong> a venceu por 4 a 3. Foi uma das mais eletrizantes partidas de futebol da hist\u00f3ria do <strong>Am\u00e9rica<\/strong>. Juju fez 1 a 0 para o Am\u00e9rica. Nelcino empatou e Br\u00e1ulio fez 2 a 1 para o CSA. Z\u00e9 Tarso empatou outra vez, da\u00ed Odulfo fez 3 a 2 e 4 a 2 para os alagoanos.<\/p>\n<p>Juju voltou a marcar para o <strong>Am\u00e9rica<\/strong>, fechando o placar. Foi uma vit\u00f3ria consagradora no torneio e que repercutiu nos grandes jornais do Recife. Americanos e azulinos jogaram as duas partidas com os mesmos jogadores. O <strong>Am\u00e9rica<\/strong> tornava-se a <strong><em>primeira pot\u00eancia do futebol nordestino<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>O <strong><em>CSA<\/em><\/strong> formou com <em>Mendes, Osvaldo e Hil\u00e1rio; Campelo, Mimi e Geraldino; Br\u00e1ulio; Al\u00edrio; Odulfo; Murilo e Nelcino<\/em>.<\/p>\n<p>O <strong>Am\u00e9rica<\/strong> atuou com <em>Nezinho, Romulo e Faustino; Lyndolfo; Moreira e Zizi; Lapinho; Le\u00e7a; Z\u00e9 Tarso; Juju e Ara\u00fajo<\/em>.<\/p>\n<p>Tal t\u00edtulo seria para alguns a maior conquista do clube <strong><em>alviverde<\/em><\/strong> at\u00e9 hoje, por ser uma conquista al\u00e9m dos dom\u00ednios pernambucanos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-104783\" title=\"001 1\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/001-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1322\" height=\"896\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/001-1.jpg 1322w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/001-1-300x203.jpg 300w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/001-1-500x338.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1322px) 100vw, 1322px\" \/><\/p>\n<p><strong>1938: Am\u00e9rica troca o <span style=\"color: #008000;\">verde<\/span> pelo <span style=\"color: #ff0000;\">vermelho<\/span><\/strong><\/p>\n<p>O decl\u00ednio do <strong><em>Torre Sport Club<\/em><\/strong>, que tinha informado a <strong><em>Federa\u00e7\u00e3o Pernambucana de Desportos (FPD)<\/em><\/strong> que n\u00e3o participaria do certame de 1938, foi a oportunidade que o <strong>Am\u00e9rica<\/strong> esperava para mudar as cores <strong><em>alviverde<\/em><\/strong> para a <strong><em>alvirrubra<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Diante do quadro, a entidade m\u00e1xima do futebol pernambucano de o aval ao America para utilizar as cores vermelha e branca. A estreia com as novas cores aconteceu no domingo, <em>no dia 27 de mar\u00e7o de 1938<\/em>, na fase preliminar do <strong><em>Torneio In\u00edcio da FPD<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>O ex-diretor do <strong>Torre<\/strong>, <em>Francis E. Hulder<\/em> no dia seguinte, enviou uma carta de protesto ao, <em>no dia 28 de mar\u00e7o de 1938<\/em>, <strong><em>Jornal Pequeno<\/em><\/strong>, manifestando o seu descontentamento com a a\u00e7\u00e3o da <strong><em>FPD<\/em><\/strong>:<\/p>\n<p>&#8220;<em>Tendo lido o despacho que a presid\u00eancia da <strong>FPD<\/strong> de a um oficio do <strong>Am\u00e9rica<\/strong>, e tendo procurado me interar do mesmo, vim\u00a0 saber que se tratava da mudan\u00e7a de cores do mesmo para o <strong>Torre<\/strong>, ou seja, <strong>camisetas encarnadas<\/strong>, sob alega\u00e7\u00e3o de que o <strong>Am\u00e9rica<\/strong> dos outros estados s\u00e3o todos desse uniforme.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-104786\" title=\"AMERICA ADOTA O VERMELHO\" src=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/AMERICA-ADOTA-O-VERMELHO.jpg\" alt=\"\" width=\"445\" height=\"671\" srcset=\"https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/AMERICA-ADOTA-O-VERMELHO.jpg 445w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/AMERICA-ADOTA-O-VERMELHO-198x300.jpg 198w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/AMERICA-ADOTA-O-VERMELHO-331x500.jpg 331w, https:\/\/historiadofutebol.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/AMERICA-ADOTA-O-VERMELHO-300x452.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 445px) 100vw, 445px\" \/><\/p>\n<p><em>Como ex-diretor do <strong>Torre<\/strong> e como admirador que ainda sou do mesmo, que se acha afastado da <strong>Federa\u00e7\u00e3o<\/strong> por nega\u00e7\u00e3o ao apoio da mesma <strong>Federa\u00e7\u00e3o<\/strong>, lan\u00e7o por este meio o meu protesto \u00e0 pretens\u00e3o do <strong>Am\u00e9rica<\/strong>, n\u00e3o somente por acha-se o <strong>Torre<\/strong> afastado simplesmente sob licen\u00e7a, como tamb\u00e9m, por haver outro clube que assiste maior direito de usar as referidas cores por serem iguais alvirrubras<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>Apesar da reclama\u00e7\u00e3o, a <em><strong>FPD<\/strong><\/em> manteve a decis\u00e3o e o <strong>Am\u00e9rica<\/strong> foi para final do <strong><em>Torneio In\u00edcio<\/em><\/strong> com a <em>&#8216;camisa encarnada&#8217;, na quarta-feira,\u00a0<\/em><em>no dia 30 de mar\u00e7o de 1938<\/em>,. E o resultado n\u00e3o poderia ter sido melhor. Na final, o <strong>Am\u00e9rica<\/strong> goleou o <strong><em>Sport Recife<\/em><\/strong> por 3 a 0, faturando o t\u00edtulo do <strong><em>Torneio In\u00edcio <\/em><\/strong>de<strong><em> 1938<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Parecia que a cor vermelha tinha vindo para ficar. Por\u00e9m, bastou o <strong>Am\u00e9rica<\/strong> n\u00e3o ir bem no <strong><em>Estadual de 1938<\/em><\/strong> para a oposi\u00e7\u00e3o no clube exigir a volta da cor verde. Ap\u00f3s uma briga interna, a dire\u00e7\u00e3o do clube decidiu no in\u00edcio de 1939 voltar ao alviverde, colocando um ponto final na <em>&#8216;camisa encarnada&#8217;<\/em>.<br \/>\n<strong>1944: O \u00daltimo e her\u00f3ico <\/strong><\/p>\n<p><em>Zezinho, Capuco, Julinho, Djalma, Edgard, Ose\u00e1s, Pedrinho, Barbosa, Le\u00e7a, Galego e Rubens<\/em>. Essa \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o <strong><em>da Equipe Esmeraldina<\/em><\/strong> que foi <strong><em>Campe\u00e3<\/em><\/strong> pernambucana pela ultima vez. Foi o t\u00edtulo mais sofrido e her\u00f3ico do <strong>Am\u00e9rica<\/strong>. Vejam os resultados dessa final acirrada contra o N\u00e1utico: 28\/01 N\u00e1utico 1 x 1 Am\u00e9rica, 04\/02 N\u00e1utico 2 x 3 Am\u00e9rica, 09\/02 N\u00e1utico 0 x 2 Am\u00e9rica, 18\/02 Am\u00e9rica 3 x 0 N\u00e1utico.<\/p>\n<p>Vejam o que foi dito em uma mat\u00e9ria esportiva do <strong><em>Di\u00e1rio de Pernambuco<\/em><\/strong> de 20 de fevereiro de 1945:<\/p>\n<p>\u201c<em>O Recife viveu horas de grande vibra\u00e7\u00e3o esportiva, vibra\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea e justificada do povo, \u00e0 tarde e durante a noite de anteontem, quando o glorioso Am\u00e9rica Futebol Clube sagrou-se, mais uma vez, campe\u00e3o pernambucano de futebol [ganhou do N\u00e1utico, com um placar de 3&#215;0]. Aquela grande assist\u00eancia que lotava parte das depend\u00eancias do est\u00e1dio da Ilha do Retiro recebeu com verdadeiro j\u00fabilo o triunfo do esquadr\u00e3o americano, numa disputa leal, onde vencidos e vencedores foram dignos dos mais francos aplausos. O triunfo do Am\u00e9rica, n\u00e3o o triunfo de domingo, mas o triunfo do campeonato foi justo e merecido. Depois de 17 anos de trabalho, 17 anos de sonhos, o campe\u00e3o do Centen\u00e1rio, honrando as suas tradi\u00e7\u00f5es de baluarte dos desportos pernambucanos, conquista mais um custoso laurel para a sua hist\u00f3ria<\/em>.\u201d<br \/>\nA festa do T\u00edtulo durou muito tempo, Casa Amarela em peso festejava a conquista houve comemora\u00e7\u00f5es no Antigo Bar Savoy e no Clube Portugu\u00eas do Recife, pois na \u00e9poca ainda n\u00e3o possu\u00eda a Sede da Estrada do Arraial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a conquista do campeonato de 1944 pelo <strong>Am\u00e9rica<\/strong>, somente os outros tr\u00eas grandes times da capital pernambucana levantaram o caneco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, um americano<\/strong><\/p>\n<p>O reconhecido escritor pernambucano foi um grande torcedor americano e sempre que podia ia ver os jogos do seu clube de cora\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de poeta, Jo\u00e3o Cabral chegou a ocupar posi\u00e7\u00e3o de center-half, ou, como se diz hoje, volante, e foi uma promessa do futebol pernambucano. Nele, disposi\u00e7\u00e3o f\u00edsica e apuro intelectual conviveram sem crises ou antagonismos. Na adolesc\u00eancia, jogou pelos times do Am\u00e9rica e do Santa Cruz. Em 1935, aos 15 anos, foi campe\u00e3o juvenil pelo Santa Cruz.<\/p>\n<p>Dentre suas grandes obras destaca-se &#8220;<em>Morte e Vida Severina<\/em>&#8220;, de 1955. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 15 de agosto de 1968, tomando posse de sua cadeira em 6 de maio de 1969.<\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de 80, descobriu que sofria de uma doen\u00e7a degenerativa incur\u00e1vel, a qual lhe impunha fortes e constantes dores de cabe\u00e7a, o que causaria, aos poucos, a perda de sua vis\u00e3o, fazendo-o parar de escrever e ficar depressivo, e a vontade de falar (\u201cN\u00e3o tenho muito o que dizer&#8221;, argumentava).<\/p>\n<p>Morreu no dia 9 de outubro de 1999, no Rio de Janeiro, aos 79 anos, encoberto com a bandeira do Am\u00e9rica e com a tristeza de n\u00e3o rever o Campe\u00e3o do Centen\u00e1rio forte como antes, em sua juventude. Um dos momentos marcantes de seu vel\u00f3rio foi o discurso proferido Arnaldo Niskier, no &#8220;Sal\u00e3o dos Poetas Rom\u00e2nticos&#8221;, na Academia Brasileira de Letras, onde foi velado seu corpo:<\/p>\n<p>&#8220;<em>Fecham-se os olhos cansados do poeta Jo\u00e3o e n\u00e3o conseguimos realizar o sonho que agora desvendo: ver o Am\u00e9rica Futebol Clube voltar aos seus dias de gl\u00f3ria. Nem o daqui do Rio, nem aquele que era a sua verdadeira paix\u00e3o: o Am\u00e9rica do Recife.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Anos de jejum e Ta\u00e7a Recife<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o Glorioso e her\u00f3ico t\u00edtulo pernambucano de 1944, o <strong>Am\u00e9rica<\/strong> ainda conseguiu um <strong><em>vice-campeonato em 1952<\/em><\/strong>, perdendo para o N\u00e1utico. Os anos seguintes foram de jejum e, aos poucos, durante o final da d\u00e9cada de 1950 e as d\u00e9cadas de 1960 e 1970, o <strong>Am\u00e9rica<\/strong> foi perdendo espa\u00e7o no cen\u00e1rio esportivo do estado por nunca mais ter conquistado um t\u00edtulo.<\/p>\n<p>Prevalecia ainda sua &#8220;fiel torcida da Velha-Guarda Americana&#8221; sempre quando o <strong>Am\u00e9rica<\/strong> ia jogar, e ainda possuindo a simpatia do p\u00fablico do bairro de Casa Amarela.<\/p>\n<p>Em 1975, enfim o <strong>Am\u00e9rica<\/strong> fazia ecoar o grito de campe\u00e3o. Venceu o <strong><em>N\u00e1utico<\/em><\/strong> na final da <strong><em>Ta\u00e7a Recife<\/em><\/strong>, desbancando at\u00e9 o <strong><em>Santa Cruz<\/em><\/strong> que na \u00e9poca era a maior pot\u00eancia local.<\/p>\n<p>A imprensa recifense dava uma certa aten\u00e7\u00e3o ao time do <strong>Am\u00e9rica<\/strong>, tanto pelas pol\u00eamicas dos dirigentes, como pelos jogadores contratados, e tamb\u00e9m na tentativa de soerguer o clube, que j\u00e1 vinha numa descendente no futebol. O clube era carinhosamente chamado de <strong><em>Verd\u00e3o 75<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Nos seus jogos sempre havia a presen\u00e7a de uma torcida, mesmo pequena, mas com charanga e bandeiras alviverdes. O artilheiro daquela edi\u00e7\u00e3o da Ta\u00e7a Recife foi Edu Montes, com 7 gols.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o para a S\u00e9rie D<\/strong><\/p>\n<p>Liderado por Carlinhos Bala o Am\u00e9rica conseguiu uma classifica\u00e7\u00e3o in\u00e9dita a S\u00e9rie D 2016 ,e por pouco n\u00e3o chegou as semifinal do Campeonato Pernambucano lutando at\u00e9 a \u00faltima rodada por ela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>FONTES:<\/strong><\/em><em>\u00a0<\/em><em> Wikip\u00e9dia &#8211; Jornal Pequeno \u2013 Di\u00e1rio de Pernambuco<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O &#8220;a ponta solta&#8221; na hist\u00f3ria do Am\u00e9rica Futebol Clube, ou simplesmente Am\u00e9rica do Recife, era o fato de a agremia\u00e7\u00e3o ter usado ou n\u00e3o a cor vermelha no seu escudo e uniforme em algum momento. No entanto, encontrei provas que comprovam que tal quest\u00e3o aconteceu, sim, no ano de 1938. 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