Flor das Selvas Football Club – Rio de Janeiro (RJ): Disputou duas edições do Torneio Aberto de Football do RJ de 1936 e 1937

O Flor das Selvas Football Club foi uma agremiação efêmera da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi Fundado na quinta-feira, do dia 1º de Março de 1934, por um grupo de operários da Manufatura de Fumo e Cigarros Flor da Selva Ltda., situado na Avenida Suburbana, 1760, em Higienópolis, na Zona Norte do Rio.

Após ser criado recebeu imediatamente o apoio dos chefes da fábrica e teve como iniciador o veterano desportista Guilherme S. dos Santos, sendo acompanhado por Oscar Muratory, David Ribeiro Marques e Clarindo Tavares Sinnes, José Lino Manoel Dias Ficheira. As suas cores: azul e branco.

Praças de Esportes

A sua Praça de Esportes, ficava no Caminho dos Pilares (atual Rua Álvaro Miranda), s/n, em Inhaúma (atual Pilares). Até 1936, quando perdeu a locação do campo para o Engenho de Dentro Athletico Club.

Em 1937, a sua Praça de Esportes passou a ser na Estrada Nova da Pavuna (mais tarde, Avenida João Ribeiro), nº 88, em Inhaúma (atual Pilares), na Zona Norte do Rio.

Sedes

Após ficar na Avenida Suburbana, 1760, em Higienópolis, na Zona Norte do Rio, adquiriu uma nova Sede, inaugurada no sábado, no dia 07 de Setembro de 1935, na Avenida João Ribeiro, s/n, no Bairro Pilares. Porém, no mês seguinte, nova mudança. Dessa vez o clube se instalou na Rua Fernão Cardim, nº 45/61, no Bairro do Engenho de Dentro.

Curiosidades

Na terça-feira, do dia 29 de Outubro de 1935, o Flor das Selvas juntamente com o  Clube Athletico Central, Arco-Íris, Perseverança, Del Castillo e Bemfica, ajudaram a fundar a Associação dos Esportes do Districto Federal (AEDF).

O clube excursionou até o Distrito de Belford Roxo (se emancipou em 03/04/1990), em Nova Iguaçu, no domingo, do dia 02 de Fevereiro de 1936, onde enfrentou o Sport Club Belford Roxo.

No final, um empate em 2 a 2. O Flor das Selvas jogou com: Princeza; Osíris e Oswaldo; Doca, China e Quitito; Bahiano, Gallego, Valença, Chato e Turuga. No 2º Quadros, o Flor venceu pelo placar de 1 a 0.

Torneio Aberto de Football do Rio de Janeiro de 1936 e 1937  

Participou do Campeonato da Divisão Intermediária de 1936, organizado pela Federação  Metropolitana de Desportos (FMD). No final da competição, após perder a sua Praça de Esportes, o clube acabou suspenso por deixado de disputar três partidas seguidas.

O Flor das Selvas Football Club juntamente participou do Torneio Aberto de Football do Rio de Janeiro de 1936 e 1937, organizado pela Liga Carioca de Football (LCF).

No domingo, do dia 23 de Maio de 1937, o Flor das Selvas estreou no do Torneio Aberto de Football do Rio de Janeiro, diante do Atlético Mineiro (MG), às 15h30, no Estádio Campos Sales (propriedade do América Football Club), no Bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio. O árbitro da partida foi Lippe Peixoto.

No final, a equipe Mineira goleou por 8 a 1. Duda foi autor de três gols; Guará marcou dois; Sylvio, Alfredo Bernardino e Zezé Procópio assinalaram um tento cada para o Galo. Hemeterio fez o gol de honra para o Flor das Selvas. Todos os gols saíram na etapa inicial.

Flor das Selvas: José (João); Waldemiro e Nobre (107); Chavão, Hemeterio e Pequetito; Luizinho, Paulista, Valença, Machado e Manduca.

Atlético Mineiro: Kafunga; Florindo e Quim; Zezé Procópio (Lago), Rogério e Bala; Sylvio (Tuda), Alfredo Bernardino, Guará, Nicola e Duda (Rezende).

Ainda em 1937, participou da Sub-Liga, da LFRJ, ficando na Zona Central, juntamente com o Adélia Football Club, do Bairro do Engenho de Dentro; Argentina Football Club, do Bairro de Cascadura; Central Athletico Club, do Bairro do Engenho Novo; Engenho de Dentro Athletico Club, do Bairro do Engenho de Dentro; Japohema Football Club, do Bairro do Méier; Magno Football Club, do Bairro de Madureira; Modesto Football Club, do Bairro de Quintino Bocaiúva; Niemayer Football Club; Sport Club Abolição, do Bairro da Abolição; Sport Club América, do Bairro do Méier; Sport Club Opposição, do Bairro da Piedade; River Football Club, do Bairro da Piedade.

Time de 1934: Onça (Gerson); Pituca e Neves; Benedicto, Rubens e Carlinhos (Vieira); Ribeiro, Zeca, Cesário (Rubinho), Barbosa e Vieira (Russo).

Time de 1936: Lino (Princeza); 107 (Toneca) e Pituca (Trindade); Doca (Caçula), China e Cetrino (Quititontino); Mavis (Ildo), Gallego, Valença (Coelho), Crato (Chato) e Oséas (Turuga).

Time de 1937: José; Waldemiro e 107; Chavão, Ermeterio e Quititoteto; Luizinho, Bentevengo (Chato), Valença, Paulista e Manduga.

 

FONTES: A Offensiva (RJ) – Almanak Laemmert : Administrativo, Mercantil e Industrial (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Diário Carioca (RJ) – A Batalha (RJ) – O Imparcial – Jornal do Brasil – O Radical – O Jornal – Correio da Manhã (RJ) – A Noite – Jornal Sports

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Este post foi publicado em 01. Sérgio Mello, Carências, Escudos, Fotos Históricas, História do Futebol, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (antigo Estado do RJ) em por .

Sobre Sérgio Mello

Sou jornalista, desde 2000, formado pela FACHA. Trabalhei na Rádio Record; Jornal O Fluminense (Niterói-RJ) e Jornal dos Sports (JS), no Rio de Janeiro-RJ. No JS cobri o esporte amador, passando pelo futebol de base, Campeonatos da Terceira e Segunda Divisões, chegando a ser o setorista do América, dos quatro grandes do Rio, Seleção Brasileira. Cobri os Jogos Pan-Americanos do Rio 2007, Eliminatórias, entre outros. Também fui colunista no JS, tinha um Blog no JS. Sou Benemérito do Bonsucesso Futebol Clube. Também sou vetorizador, pesquisador e historiador do futebol brasileiro! E-mail para contato: sergiomellojornalismo@msn.com Facebook: https://www.facebook.com/SergioMello.RJ

2 pensou em “Flor das Selvas Football Club – Rio de Janeiro (RJ): Disputou duas edições do Torneio Aberto de Football do RJ de 1936 e 1937

  1. Sérgio Mello Autor do post

    Olá amigo, boa tarde!
    Obrigado pelas palavras!
    Eu, Sérgio Mello, sou o autor!
    Forte abraço!

  2. Heitor Rodrigues

    Matéria sensacional, eu particularmente adoro essa Fábrica de cigarros e fumos… Ela é uma parte de História carioca e com sua sede no subúrbio fazia dela uma das mais cariocas. Não sabia dessa parte da história dela que se mistura com o futebol.
    Sou colecionador dos maços de cigarros dessa fábrica e tenho alguns exemplares.
    Parabéns pela matéria.
    Gostaria de conversar com o autor
    Att
    Heitor

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